• No results found

Oppfølging av budsjettenhetenes årsplaner

In document Årsplan 2009 (sider 21-50)

O bibliotecário tem como principal objeto de trabalho a informação. Embora todo profissional, tenha

atrelado ao seu fazer grupos de tarefas inerentes a sua prática profissional, que delimitam o espaço de

atuação, nos últimos anos, tem-se percebido a ampliação do seu espaço de trabalho, bem como a

exigência por novas habilidades e competências.

Assim, a identidade do bibliotecário é definida a partir das atividades desenvolvidas e atribuições

inerentes à profissão, acrescida de competências (Dudziak, 2007). Deste modo, o bibliotecário pode

atuar como:

a) intermediário da informação - desempenha atividades de processamento técnico e fazendo

conexão entre a informação e o usuário;

63

b) mediador informacional - auxilia, orienta, educa, treina, enfim, direcionando o usuário no

processo de busca e uso da informação;

c) mediador pedagógico - intercede nos processos educativos, visando proporcionar ações

metodológicas e organizativas que promovam o aprendizado dos aprendizes; e

d) agente educacional - participa ativamente das atividades da instituição educacional em que

atua, neste aspecto conhecer o PPP é imprescindível, como agente educacional deve, também,

praticar o aprender a aprender, difundir e popularizar a ciência, explicar as implicações da

tecnologia, discutir a realidade político e social, promover a competência em informação e

acolher e valorizar as pessoas.

Atualmente, o profissional, ainda, tem dificuldade de reconhecer sua identidade, mas, vem rompendo

com muitas tradições, voltando-se para os avanços informacionais, tecnológicos, sociais e culturais,

empreendendo esforços para promover os recursos e oferecer aos seus usuários os serviços que eles

necessitam e desejam. O bibliotecário precisa ousar, enfrentando desafios, propondo novas ações,

mesmo quando algunms são contrárias, acompanhando as tendências tecnológicas positivamente e as

incorporando ao seu cotidiano, independente do formato em que se apresentem.

Esse profissional necessita conhecer sua identidade e mostrar-se de forma positiva por meio do seu

bom desempenho profissional, com ética e competências bem definidas. A competência não se reduz

ao saber, tampouco ao saber fazer, mas sim, à capacidade de mobilizar e aplicar esses conhecimentos

e capacidades, onde se colocam recursos e restrições próprias a situações especificas.

De acordo com Côrte e Bandeira (2011, p. 15) o Bibliotecário Escolar necessita ter competências como:

“Ser um investigador permanente; possuir atitudes gerenciais proativas; possuir espírito crítico e bom senso; ser participativo, flexível, inovador, criativo; facilitar a interação entre os membros da comunidade escolar; possuir capacidade gerencial e administrativa; possuir capacidade de comunicação e relacionamento interpessoal; saber que é a informação é imprescindível à formação do aluno; dominar as modernas tecnologias da informação; estar em constante questionamento; e estar atualizado na sua área de atuação; ter consciência de que o usuário é seu fim último; saber que a informação é imprescindível à formação do cidadão; reconhecer sua profissão como importante e necessária para a sociedade; reconhecer-se como um agente de transformação social e ser um leitor

64

crítico, que distingue, no momento da seleção e da indicação de livro, a literatura infantil e juvenil que é de qualidade”.

A competência em informação integra diferentes habilidades e conhecimentos, influenciados pela

experiência. Para ser uma pessoa competente em informação, deve-se saber como se beneficiar do

mundo de conhecimentos e incorporar a experiência de outros em seu próprio acervo de conhecimentos.

Com a evolução do conceito de competência em informação, algumas concepções foram desenvolvidas,

e, Dudziak (2003) analisa, sintetizando e comparando três diferentes concepções da Information

Literacy, no que se refere à ênfase na Informação, no Conhecimento e no Aprendizado, conforme

ilustrado na figura 5.

Figura 5 – Diferentes concepções da competência em informação

Fonte: Dudziak (2003)

Como gestores e partícipes do processo educativo, os profissionais da informação/bibliotecários

precisam compreender e desenvolver um conjunto de atividades que promovam uma atitude positiva em

relação à biblioteca e aos recursos informacionais, criando a ambiência propícia à autonomia para a

geração de conhecimento novo e sua aplicabilidade ao contexto social, com compromisso e

comprometimento de toda a equipe, fazendo, desse modo, um planejamento global do seu projeto

educativo. Com essa postura, a biblioteca poderá ser dinamizada via o envolvimento dos alunos no uso

de um espaço que induz a eles se expressarem e construírem conhecimento, além de fundamentar os

usuários para a importância do acesso e uso das fontes de informação, na abertura de horizontes na

escola, no trabalho e condição de autonomia, no aprendizado ao longo da vida.

65

Logo, se deve entender que a informação não é uma variável social que, por si só, consegue solucionar

problemas econômicos ou de trabalho dos usuários, tampouco suas necessidades de comunicação

social e reconhecer que as pessoas desinformadas se encontram em desvantagens de oportunidades

em uma sociedade desenvolvida, além de considerar que a leitura e a pesquisa auxiliam estudantes a

construir sua identidade na relação com o mundo, a tornar-se um ser ativo e cidadão consciente e

participativo de uma sociedade. Nessa linha de pensamento, as modernas teorias de leitura e de

pesquisa apontam-nas como um processamento ativo da informação, construindo por antecipação, e

tendo como base a competência linguística e cultural do usuário (Campello, 2009).

Isso demonstra a relevância do bibliotecário averiguar, sistematicamente, as necessidades de informação

dos consulentes e satisfação com relação aos serviços e produtos fornecidos pela biblioteca, por meio

de estudo de usuários. Almeida (2000, p. 74) destaca que “o conhecimento do usuário é indispensável,

tanto para o planejamento de novos serviços de informação, como também para o aprimoramento de

serviços existentes”. Convém ressaltar que o comportamento informacional do usuário da informação,

temática de fundamental importância na área da biblioteconomia, tradicionalmente tratado pela

denominação de estudo de usos e usuários da informação, tem sido objeto de estudo, tanto em âmbito

nacional como internacional. O processo de criação de conhecimento prevê que o indivíduo seja

autônomo na busca da informação para sua construção. Além disso, ele, também, deve ser autônomo

para identificar o que sabe, as lacunas de conhecimento que existem e o que falta e, ainda, onde e como

encontrar a informação para complementar a produção de conhecimento.

Como foi visto, é essencial ter competência no uso da biblioteca, pois, é neste espaço que se realizam

os processos investigativos de busca e uso de informações. Para tanto, utilizam-se várias mídias, recursos

tecnológicos, fontes de informações e ferramentas de recuperação de informação. O usuário de

bibliotecas deve ser orientado para ser capaz de utilizar os recursos que ela possui de forma

independente. Para Kuhlthau (2006), os recursos informacionais irão se constituir num rico manancial

para propiciar o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes, para viver e interagir na

sociedade da informação.

66

“a Informação pode ser concebida como um recurso que tem diferentes definições, variando de acordo com o formato e o meio utilizado para o seu armazenamento e transferência e a área que a define. Considerada o principal recurso da sociedade do século XXI, no ambiente organizacional ela assume um caráter estratégico chegando a influenciar o comportamento das pessoas e seus relacionamentos no ambiente de trabalho. A busca e o uso da informação são um processo dinâmico e socialmente desordenado que se desdobra em camadas de contingências cognitivas, emocionais e situacionais”. (Ribeiro & Farias, 2018, p.100).

Ante ao desafio enfrentado pela biblioteca/bibliotecário de democratizar a informação e ser parte

integrante da aprendizagem dos alunos, a anuência da gestão é relevante para o estabelecimento e

manutenção dos projetos e atividades da biblioteca, contudo, segundo Campelo

“diversas pesquisas mostram que a maioria dos diretores tem uma compreensão limitada de como as atividades da biblioteca funcionam e de como elas contribuem para a qualidade dos projetos da escola. [...] A expectativa desses diretores é simplesmente de que o bibliotecário forneça informações para os usuários, apoie os professores quando solicitado e ajude os estudantes a encontrar materiais para as tarefas dadas pelo professor”. (Campelo, 2012, p. 58).

Por fim, compete aos gestores destacar os espaços educativos, quer seja a secretaria da escola, o

laboratório, a sala de aula ou a biblioteca, empenhando-se para que esses estejam integrados na

perspectiva de que o administrativo e o pedagógico não estejam separados, visto que ambos são

necessários e interdependentes.

Ademais, entende-se que a biblioteca e o bibliotecário devem participar ativamente de todas as atividades

da escola, mostrando-se parceiros no processo de ensino, vislumbrando ajudar na aprendizagem dos

alunos, principalmente a que envolve busca e uso da informação. Com a evolução da sociedade da

informação, espera-se que a classe bibliotecária, através de políticas de ações pedagógicas, atue

efetivamente com práticas educativas, de forma a estimular o desenvolvimento de competências que

permitam aos indivíduos o domínio das habilidades em informação e a capacidade de “aprender a

aprender”.

Pode-se concluir que a biblioteca é a porta de entrada para o conhecimento, fornece as condições básicas

para o aprendizado permanente, autonomia das decisões e para o desenvolvimento cultural dos

67

indivíduos e dos grupos sociais. Portanto, é imprescindível a inserção do profissional bibliotecário na

comunidade educacional.

No que diz respeito à articulação do bibliotecário com a direção da escola, ela deve ser embasada em

boas parcerias. O bibliotecário precisa participar do planejamento estratégico via reuniões para

apresentar as demandas da biblioteca e inteirar a direção das ações desenvolvidas no setor, pois, se não

houver essa articulação, o processo de oportunidade de criação e compartilhamento de conhecimentos

com a utilização de recursos técnicos e participação da equipe de trabalho são tolhidos, dificultando o

desenvolvimento da biblioteca.

In document Årsplan 2009 (sider 21-50)