• No results found

5. DATA

5.1 N UMBER OF PATENTS

Certa vez, há mais de seis anos atrás, Luciano Carvalho me disse que o principal fator de proximidade entre coletivo ALMA e Dolores era o fato de ambos os grupos serem nascidos e sediados na periferia, no mesmo período histórico e formados por integrantes da classe trabalhadora. A condição periférica trazia a ambos a necessidade de abordar, de alguma forma, a luta de classes em seus trabalhos, já que os dois coletivos eram atravessados cotidianamente por essa questão, pelo simples fato de morarem às margens da cidade, onde a lógica urbanística perversa se torna mais nítida.

Na ocasião, o fundador do coletivo Dolores me disse ainda que, se não fosse por essa condição periférica, o ALMA se aproximaria mais dos grupos teatrais do centro da cidade, ligados às questões pós-modernas, do que dos grupos militantes, devido ao foco no meio ambiente. Após um tempo considerável, os grupos amadureceram e avançaram em suas perspectivas de ação, o próprio Luciano Carvalho já não tem mais a mesma posição em relação ao ALMA, pois considera o meio ambiente bandeira de luta das mais válidas, capaz de aglutinar pessoas para a militância, em diálogo inclusive com as pautas do MST, que tem a agroecologia como uma das iniciativas centrais de resistência ao modelo hegemônico do agronegócio. Em sua visão, porém, para compreender a questão ambiental é necessário antes, compreender a luta de classes e a estruturação do sistema capitalista.

Os dolores promovem inúmeras iniciativas que podemos chamar, latu sensu, como ambientais, entre elas a construção da arena arbórea no CDC Patriarca, o plantio de árvores nativas da Mata Atlântica em áreas da periferia leste de São Paulo, a produção de adubo a partir de resíduo orgânico e até a utilização de banheiro-seco - sistema sanitário com serragem que dispensa o uso de água, utilizado pelo Dolores em praça do bairro de Arthur Alvim. Mas, é unânime no grupo a aversão ao discurso do capitalismo verde, que ideologicamente foca no indivíduo como principal responsável pela proteção ao meio ambiente, como se as pequenas ações individuais (economizar água, separar o lixo reciclável, evitar o consumo de descartáveis etc.) fossem resolver o problema. Se não for apreendido de forma crítica, o discurso ambientalista que atenta para a necessidade de mudança de atitudes individuais serve para mascarar os principais responsáveis pela degradação ambiental, que são as grandes empresas e o próprio Estado. A pauta ambientalista, como diversas outras pautas de luta, foi apropriada pelo sistema capitalista e tornou-se moda, um diferencial de mercado. As grandes empresas

“maquiam-se de verde”, se dizem socialmente responsáveis e protetoras do ambiente. O coletivo ALMA é fruto desse cenário complexo, influenciado pela militância ambientalista de base (principalmente na perspectiva das cooperativas de catadores de materiais recicláveis), do discurso ambientalista oficial (dos cientistas, governos e órgãos internacionais, como a Organização das Nações Unidas) e também pelo discurso ambientalista da iniciativa privada, já que o grupo, de certa forma, se vale de projetos culturais promovidos por grandes empresas, para se estruturar e angariar recursos para suas atividades. As citadas esferas são imbricadas umas às outras, não apenas no que tange ao ambientalismo, mas às formas de organização social como um todo. A título de exemplo, poderíamos citar a contraditória e instável relação entre MST, governos geridos pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e os grandes empresários do agronegócio. A militância campesina também se constitui de forma complexa, buscando a sobrevivência e a expansão, entre parcerias e críticas ao governo federal e demais governos petistas, na medida em que esses, na última década, promoveram alguns poucos projetos que beneficiaram a agricultura familiar, ao mesmo tempo em ofereceram bastante apoio (em subsídios, licenciamentos ambientais, obras de infraestrutura etc.) aos legisladores da bancada ruralista do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas Estaduais e a seus correlatos latifúndios.

A digressão ao tema do campesinato teve a intenção apenas de exemplificar a complexidade do cenário político contemporâneo e seus paradoxos em movimento, que, como é claro, não são exclusivas das militâncias ambientalista e cultural. No bojo das contradições de seu tempo, o coletivo ALMA, nos últimos anos, tem aprofundado sua crítica política, ao mesmo tempo em que tem se valido de recursos da iniciativa privada para realizar suas ações. Junto ao Dolores e a vários coletivos de teatro, o ALMA participa de movimentos e atos públicos contrários à forma como é estruturada a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313, de 23 de Dezembro de 1991), conhecida como Lei Rouanet, que transfere para a iniciativa privada a capacidade de decidir quais iniciativas culturais devem ser financiadas, decisão essa que é tomada, obviamente, a partir de critérios mercadológicos, de divulgação e agregação de valor às marcas. A citada lei institui um mecanismo por meio do qual grandes empresas podem aplicar parcelas do imposto sobre a renda, a título de doações ou patrocínios, em projetos culturais de seu interesse. Trata-se, de certa forma, de dinheiro público (de impostos) utilizado com fins privados, para a publicidade empresarial.

cultura em todas as esferas governamentais, em 2012, pela primeira vez o ALMA capta recursos públicos de isenção fiscal, via Lei Rouanet, por meio de editais públicos de empresas privadas. É também a primeira em vez em nove anos de história que o grupo consegue recursos para montar um espetáculo de forma menos precária, com ensaios remunerados. Parte do resultado dessa conquista contraditória será o espetáculo teatral de rua (Des)água, nova montagem do grupo, com estreia prevista para o final de junho de 2013, que mostra, de forma alegórica, a estruturação desigual das cidades e o processo de confinamentos dos rios e córregos, que ocorre em conjunto com o confinamento da classe trabalhadora, a quem resta morar nos locais menos valorizados pela especulação imobiliária. A delicada equação de sobrevivência do grupo será testada continuamente, na medida em que o ALMA se vale da iniciativa privada, mas assume uma perspectiva crítica em suas obras, e é de se pensar, portanto, em que medida, a promoção do discurso crítico é interesse das empresas patrocinadoras.

Na confluência das práxis dos coletivos ALMA e Dolores estão: a luta de classes, que, a despeito dos discursos conservadores da direita e de certo ativismo cultural postulante do título de “pós-rancor”, continua extremamente atual; e as questões socioambientais que, apesar de terem se tornado “moda”, são também centrais para a compreensão e intervenção na realidade. O coletivo Dolores parte da luta anticapitalista e entre seus desdobramentos a pauta ambiental é também frente de embate, mesmo que não seja a pauta central. O coletivo ALMA considera a crise ambiental como fruto também do sistema capitalista, porém advoga suas origens a fatores ligados não somente ao capitalismo, fatores que, em alguma medida, influenciam a degradação ambiental independente do sistema econômico, como por exemplo, o desenvolvimento hegemônico da ciência moderna, haja vista a experiência da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Nas formas de ação dos dois coletivos, os pontos de contato também são evidentes, especialmente no que tange à linguagem teatral de rua e à ocupação espacial. Ambos coletivos intervêm nos espaços de encenação propondo não apenas a fruição artística, mas também a transformação da realidade, tanto pela ressignificação do olhar para o entorno, por meio das encenações, quanto pelas ações diretas, materializadas em mutirões de limpeza, plantios, atos públicos de protesto, festas, implantação de coleta seletiva junto a cooperativas de catadores (essa última no caso exclusivo do ALMA) etc.. As obras analisadas são de períodos distintos: Antes que a Terra fuja (2004-2009) e A saga do menino diamante (2009-atual), por isso a maturidade de cada grupo no

momento da criação dos espetáculos também era distinta, dado o momento histórico em que cada coletivo se encontrava. A saga do menino diamante assume o referencial brecthiano e vai além, aplicando inúmeras camadas de estranhamento e outros procedimentos cênicos provavelmente não pensados pelo autor alemão, mas que emergem do caldo cultural do teatro de grupo brasileiro. A Saga desenvolve valiosos procedimentos de participação do público: deslocamento pelo espaço com elementos cenográficos que também são assentos e ajudam a consolidar os consecutivos espaços de cena; participação direta e festiva em cena, seguida de repressão; e fruição e participação na festa pós-espetáculo, onde os limites do teatro já foram rompidos e a experiência é presentificada como debate e também diversão. As cenas geram estranhamentos de diversos tipos: em relação às músicas, aos textos, às partituras corporais e, talvez os mais belos efeitos, em relação ao próprio espaço que é ocupado. Por se tratar de um trabalho extremamente contundente, que reúne centenas de pessoas em um equipamento público distante do centro de São Paulo, para refletir acerca da estruturação das cidades brasileiras, a Saga é um fenômeno do teatro político de rua contemporâneo, gestado, nascido e desenvolvido na periferia.

O espetáculo Antes que a Terra fuja é um exemplo orgânico de militância cultural e socioambientalista periférica. Por meio do citado espetáculo, o coletivo ALMA promove um circuito artístico em espaços híbridos (não usuais): dentro dos condomínios populares de Itaquera, criando, assim, o seu Teatro de COHAB, “infiltrado” no cotidiano das pessoas, bagunçando os limites entre espaço público e privado, espaço de moradia e espaço de ocupação cultural. Ao longo de cinco anos, uma quantidade expressiva de pessoas que nunca tinha assistido a um espetáculo teatral pode ver, da janela de seu apartamento, da mureta do estacionamento ou do espaço de convivência do prédio, uma encenação parida na própria comunidade, que reflete o cotidiano do local e aponta para formas de organização coletiva, a fim de enfrentar os problemas do lixo nos prédios e da situação de vida dos catadores. Além de aproximar a população ao cotidiano dos catadores - minimizando o preconceito com o qual eles eram tratados, o espetáculo, durante seu amadurecimento, vai paulatinamente se apropriando de procedimentos cênicos pertinentes aos propósitos militantes, especialmente no que diz respeito à ocupação espacial, assim como a Saga do coletivo Dolores. O espaço de moradia e de passagem torna-se palco provisório de uma fábula, que realça o olhar das pessoas para o próprio local de encenação, permite que o público estranhe as relações de consumo, individualismo e de certo ideal de progresso, que nega

os elementos naturais não humanos. A partir do aprendizado da própria experiência, sem muitos referenciais teóricos na área teatral, o grupo se vale de diversos procedimentos de teatro épico, na medida em que quebra a quarta parede, interage com o público, trabalha com jogos de troca de papéis e utiliza músicas como crítica e comentário, além de mesclar elementos de performance e expressões culturais populares, como a ciranda e as danças indígenas. Assim, chega a um resultado precioso, medido principalmente pelo retorno da própria comunidade, que, quatro anos após o fim da última temporada, ainda se recorda das apresentações.

ALMA e Dolores, em consonância com a cena de teatro militante contemporâneo - notadamente da Cidade de São Paulo, têm características distintas de grande parte dos grupos que promoveram o teatro periférico paulista nos anos 1970. Ambos são oriundos da própria periferia e formados por integrantes da classe trabalhadora, além disso, em seus trabalhos a proposição militante é indissociável da práxis artística, por isso a temática política está presente nos conteúdos das obras e também nas ações dos grupos como um todo. A existência de políticas públicas de cultura - em especial a Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo e o Programa VAI, conquistados na década de 2000 - e os cenários político e econômico bem mais favoráveis que os dos anos 1970 e 1980, entre outros fatores, tornam possível aos grupos-foco desta pesquisa atingir longevidade superior à maior parte dos conhecidos grupos periféricos da Grande São Paulo de décadas anteriores. A repercussão da Saga do menino diamante, trabalho que denota a maturidade artística do coletivo Dolores, é também representativa do nível técnico atingido por diversos coletivos teatrais periféricos, superando parcela das fragilidades do teatro militante, apontadas em pesquisas anteriores acerca da temática.

As contradições presentes nos fazeres artísticos e políticos dos almalinos e dos dolores, dizem respeito, entre outros aspectos, à: horizontalidade nos processos criativos e de gestão dos grupos, em confronto com os prazos dos editais, com as necessidades técnicas e formais dos espetáculos e com as relações interpessoais entre os integrantes; relação entre sobrevivência material, aprimoramento estético e militância. Integrantes de ambos os grupos reconhecem os limites técnicos e estéticos de suas próprias obras e manifestam interesse em aprofundar-se mais em termos da linguagem teatral, porém esse aprofundamento precisa se dar de maneira integrada à continuidade da pertinência política das obras e ao envolvimento comunitário, sem o que as ações dos grupos deixariam de fazer sentido. Outro desafio imposto aos vizinhos de militância é a

continuidade da articulação em meio à complexidade contemporânea e às particularidades de proposições políticas, pois para o fortalecimento da categoria teatral, inclusive dos grupos periféricos, em certa medida, é necessário compreender a possibilidade de luta fora dos limites exclusivos do materialismo histórico-dialético, ao mesmo tempo em que não se pode subestimar a importância desse método na análise e intervenção na sociedade, bem como a ainda extremamente atual centralidade da categoria do trabalho.

Na medida em que vêm conseguindo garantir a sobrevivência material, ainda que de forma intermitente, e a articulação com parte significativa da cena cultural paulistana, sem perder a radicalidade de suas proposições, os coletivos ALMA e Dolores demonstram ter ferramentas que permitem a continuidade e desenvolvimento de suas pesquisas, no sentido anteriormente apontado, de confluência entre a arte e a política, a poética e a crítica, a fruição estética e a intervenção direta na comunidade.

7. Referências

ADORNO, Theodor W. Indústria cultural e sociedade. São Paulo: Paz e Terra, 2006. ALIANÇA LIBERTÁRIA MEIO AMBIENTE – ALMA. Estatuto Social. Aprovado em 06.02.2011.

________. Projeto Ritos de rios e ruas. São Paulo, 2010.

________. Antes que a Terra fuja. Texto do espetáculo. São Paulo, 2009a.

________. Aterros sanitários: aonde vai parar essa montanha? Nota pública. São Paulo, 2009b. Disponível em: http://www.coletivoalma.org/2009/10/aterros-sanitarios- aonde-vai-parar-esta.html Acesso em: 16.03.2013.

________. Saindo da lixeira. Documentário. São Paulo, 2009c.

________. Antes que a Terra fuja. Texto do espetáculo. São Paulo, 2007a.

________. Relatório final de desenvolvimento do projeto Ação Recicla COHAB. Relatório apresentado ao Programa VAI. São Paulo, 2007b.

________. Projeto Ação recicla COHAB. Projeto apresentado ao Programa VAI. São Paulo, 2006a.

________. Antes que a Terra fuja. Texto do espetáculo. São Paulo, 2006b.

ALVES, Adailtom. Identidade e território como norte do processo de criação teatral de rua: Buraco d´Oráculo e Pombas Urbanas nos limites da zona leste de São Paulo. Dissertação (Mestrado) - Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista (Unesp), São Paulo, 2012a.

________. O que há para além dos muros que nos impõem? In: Rebento: Revista de Artes do Espetáculo / Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Instituto de Artes. – n. 3 (março 2012) – São Paulo: Instituto de Artes, 2012b.

ANSELONI, Érika Pioltine. Atuando em novos palcos: Diálogos entre o Teatro e a Educação Ambiental. Dissertação (Mestrado) - Instituto de Biociências, Universidade Estadual Paulista (Unesp), Rio Claro, 2006.

ARAÚJO, Alexandre Falcão de. Teatro e educação ambiental: um estudo a respeito de ambiente, expressão estética e emancipação. Relatório Final do Projeto de Iniciação Científica apresentado à FAPESP. Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2005.

BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo: Hucitec, 2010.

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994.

BELTRAME, Valmor. Maiakóvski e o Teatro de Formas Animadas. In: Urdimento: Revista de Estudos Teatrais na América Latina. Ed. n.5. Florianópolis: UDESC, 2003. BENVEGNU, Marcela. A vez do contato-improvisação. (06/02/2008)Disponível em:http://tudoedanca.blogspot.com.br/2008/02/vez-do-contato-improvisao.html. Acesso em: 13.08.2012.

BOAL, Augusto. Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas. 2.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.

_________. O arco-íris do desejo: o método Boal de teatro e terapia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996.

BOLOGNESI, Mario Fernando. Política cultural: uma experiência em questão (São Bernardo do Campo: 1983-1992). Tese de doutorado em Artes. Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, 1996.

BORNHEIM, Gerd. Brecht: a estética do teatro. Rio de Janeiro: Graal, 1992.

BRECHT, Bertolt. Teatro de diversão ou teatro pedagógico? In: Evento. Ed. n.7, São Paulo: CEFISMA, 1974.

_________. Estudos sobre teatro. Tradução e organização de Fiama Pais Brandão. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.

BURKE, Peter. Cultura popular na Idade Moderna: Europa 1500-1800. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

CANCLINI, Néstor García. As culturas populares no capitalismo. São Paulo: Brasiliense, 1983.

CARREIRA, André. Teatro de Rua: (Brasil e Argentina nos anos 1980): uma paixão no asfalto. São Paulo: Hucitec, 2007.

CHAGAS, Genira. A saga do Clube de Mães da zona sul: Cedem preserva memória de entidade que promoveu o Movimento do Custo de Vida em plena ditadura. In: Jornal Unesp. São Paulo, jul. 2010. Ed. n° 257. Disponível em: http://www.unesp.br/aci/jornal/257/ciencias-humanas.php Acesso em: 20.08.2012.

COSTA, Iná Camargo. A hora do teatro épico no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.

_________. Aproximação e distanciamento: o interesse de Brecht por Stanislávski. In: Sala Preta, São Paulo, Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, n. 2. p. 49-60, 2002.

_________. O repertório formal do agitprop. In: Rebento: Revista de Artes do Espetáculo / Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Instituto de Artes. – n. 3 (março 2012) – São Paulo: Instituto de Artes, 2012.

CHAUI, Marilena. O nacional e o popular na cultura brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1984.

CURADO, Gustavo Idelbrando. Pólen, pólis, política: encenações de um coletivo de trabalhadores-artistas. Dissertação (Mestrado) - Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2012.

D´ANDREA, Tiarajú Pablo. A Formação dos Sujeitos Periféricos: Cultura e Política na Periferia de São Paulo. Tese (doutorado) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.

DAYRELL, Juarez. A Música entra em cena: o Rap e o Funk na socialização da juventude em Belo Horizonte. Tese (doutorado) - Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo. São Paulo, 2001.

DESGRANGES, Flávio. A Pedagogia do espectador. São Paulo: Hucitec, 2003.

DOLORES BOCA ABERTA MECATRÔNICA DE ARTES. Disponível em: http://doloresbocaaberta.blogspot.com/ Acesso em: 27.04.2011.

DOLORES BOCA ABERTA MECATRÔNICA DE ARTES. A saga do menino diamante: uma ópera periférica. Texto final do espetáculo. São Paulo, 2009a.

_________.A saga do menino diamante: uma ópera periférica. Programa do espetáculo. São Paulo, 2009b.

_________. A saga do menino diamante: uma ópera periférica. Registro audiovisual do espetáculo. DVD. São Paulo, 2009c.

EAGLETON, Terry. A ideia de cultura. São Paulo: Editora da Unesp, 2005.

FERREIRA, Jorge. A estratégia do confronto: a Frente de Mobilização Popular. In: Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 24, nº 47, 2004.

FRANÇA FILHO, Genauto Carvalho de. Terceiro setor, economia Social, economia solidária e economia popular: traçando fronteiras conceituais. In: Bahia Análise & Dados. Salvador: SEI, v.12, n.1, p. 9-19. Junho 2002.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GARCIA, Silvana. Teatro da militância: a intenção do popular no engajamento político. São Paulo: Perspectiva, 2004.

GOHN, Maria da Glória. História dos movimentos e lutas sociais. A construção da cidadania dos brasileiros. São Paulo: Loyola, 1995.

GOMES, Plínio Freire. Notas sobre a mediação entre o erudito e o popular. In: Revista História. São Paulo, n. 125-126, p. 05-80, ago-dez/91 jan-jul/92.

GONÇALVES, Carlos Walter Porto. Os (des)caminhos do meio ambiente. São Paulo: Contexto, 2011.

GUARNIERI, Gianfrancesco. O melhor teatro. Seleção de Décio de Almeida Prado. São Paulo: Global, 2001.

GUATARRI, Félix. As três ecologias. Campinas: Papirus, 1991.

IASI, Mauro Luis. As metamorfoses da consciência de classe (o PT entre a negação e o consentimento). São Paulo: Expressão Popular, 2006.

JUNG, Milton. Prefeitura usará aterro sanitário para coleta seletiva. Blog. 27/07/2012. Disponível em:

http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/miltonjung/2010/07/27/prefeitura-usara- aterro-sanitario-para-coleta-seletiva/ Acesso em: 20.03.2013.

KONDER, Leandro. Walter Benjamin: o marxismo da melancolia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999.

_________. O futuro da filosofia da práxis: o pensamento de Marx no século XXI. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

KOUDELA, Ingrid Dormien. Brecht: um jogo de aprendizagem. São Paulo: