2. TEORETISK RAMMEVERK
2.3 Ulike tilnærminger til lokal motstand
Esse é obrigatório
“Sendo aceito, vais ter que fazer esse curso. Tu vais saber através do curso o que é a Unimed”. (E14) “Na minha época não precisava fazer curso, nada, simplesmente éramos convidados, ou tu se apresentava na Unimed e era aceito, mas hoje já mudou”. (E8) “Você tem que fazer curso de cooperativismo, que vai mostrar ao cooperado o que é o cooperativismo”. (E3)
“Os cursos acontecem na grande maioria das cooperativas. Esse curso é obrigatório, no sentido de preencher requisitos iniciais para você se candidatar a ser sócio da cooperativa”. (E17) “É imposto, é uma obrigatoriedade, mas daí depende do interesse de cada um eu fiz duas vezes porque quis”. (E9)
De que trata o curso?
“Começam abordando o que é cooperativismo, a história, no que se baseia. [...] Eu considero muito importante saber o que é uma cooperativa, como funciona, de onde tudo começou [...]. “Acho que é importante fazer isso daí [o curso de ingresso] porque tem muita gente que não entende cooperativismo”. (E25)
“É sobre a doutrina cooperativista, diz o que é e como funciona, como é que se distribuem os pagamentos, as rendas, as sobras, como deve se comportar o cooperado perante a cooperativa e a clientela que a cooperativa detém e oferece o serviço, tudo isso”. (E1)
“Ele [o cooperado] tem que saber os princípios, a filosofia do atendimento, que é diferente do particular. Ele tem que saber tudo sobre a empresa que ele vai comprar [...] A filosofia é diferente do particular, é coletiva [...] é só para ele saber por que ele vai ser dono da empresa, só que não será o único dono. Então, essa seria a filosofia do cooperativismo:
igualdade”. (E6) “Tem aquele entusiasmo inicial, mas, no fundo, passou uma semana, um mês e aí tu sentas de novo, não vais ficar todos os fins de semana, fazendo curso de cooperativismo”. (E25)
“Quando você faz o curso, parece uma maravilha, mas não é uma maravilha quando você tem que pagar aquele valor exorbitante (para entrar) e, geralmente, quem tem que pagar são as pessoas que estão começando e que estão com mais dificuldades. Este é o paradoxo”. (E2)
Não sei..., não lembro...
“Não lembro quanto tempo durou o curso, sei lá, aconteceram uns dois ou três encontros mais ou menos”. (E23) “Eu não sei se os médicos novos que entram na cooperativa recebem algum treinamento...”. (E5)
“O curso foi dado numa sexta à noite e num sábado de manhã. Eles davam as palestras, nós nos reuníamos em grupos e respondíamos algumas questões, eu não consigo me lembrar dos conteúdos”. (E7) “Faz tempo que eu fiz, eles nos deram para a gente toda visão do cooperativismo, que é uma coisa que realmente a gente não tem. Esse curso, eu creio, foi no final de semana que a gente fez, porque é pré-requisito para fazer parte da Unimed”. (E10)
“O que mais eles mostraram? Não lembro agora...”. (E9) “O curso foi em três ou quatro dias da semana, não lembro exatamente. [...] Mais ou menos foi isso aí. No final cada um dizia o que esperava da cooperativa. Acho que foram três a quatro dias”. (E12) “Tempo? “Não me lembro”. (E18)
TERCEIRO NÍVEL
Como nós estávamos comentando, tem o lado médico autônomo que é o profissional liberal e o médico ligado a Unimed. (E19)
Primeiro nível
Tema 1 COOPERATIVA UNIMED: QUE SISTEMA É ESTE?...
[....]
Segundo nível
Tema 2 O MÉDICO COOPERATIVADO... Tema 3 O QUE LEVA O MÉDICO A
ENTRAR NA Unimed...
Tema 4 O INGRESSO
• Restrições para o ingresso... • Ingresso universal... • Curso de cooperativismo...
[...]
Terceiro nível
Tema 5 RELAÇÃO
COOPERADO versus UNIMED Fidelidade
UM CONVÊNIO A cooperativa é um convênio
Lesando a cooperativa Começando a falhar... Não mudou a minha vida Ela “quebra” o médico não. Controlando os cooperados
UMA COOPERATIVA Ninguém nasce cooperativista
Ser dono, prestador, intermediário Veio para ficar..., funciona...
Participação
Tema 6 RELAÇÃO
COOPERADO versus USUÁRIO Vínculo
O MEDICO O profissional liberal Limitado pelo plano de saúde
Limitando as consultas O dono que atende Não tem limite de consultas
Paciente Unimed versus paciente particular
O USUÁRIO O paciente privado É o paciente que escolhe o
médico
O que leva o paciente escolher o médico
Quero que você me peça um exame
Estamos no terceiro nível. Aqui serão contemplados dois temas gerais de forma integrada, pois também possuem relação entre si: A relação do médico cooperativado com a
Unimed e a relação do médico cooperativado com o usuário, razão de ser da Unimed. Cada
tema produz mais dois subtemas cada um. No tema da relação do médico com a Unimed aparece a Unimed como se ela fosse um plano de saúde privado; por isso, a relação dos associados com a Unimed pode se estabelecer como se ela fosse uma espécie de convênio. Neste caso se estabelece uma relação comercial. Em sentido oposto, no outro subtema a Unimed aparece, segundo as falas dos cooperativados, como sendo uma cooperativa, onde a relação se dá com base nos princípios do cooperativismo. No tema da relação do cooperativado com o usuário um subtema se fixa na figura do médico, o dono que presta atendimento, e o outro subtema contempla o usuário, que é a razão de ser da Unimed. A questão é: Como se dá essa relação entre o cooperado e usuários?
Os dois grandes temas e os subtemas que serão apresentados nesta etapa correspondem à experiência do médico cooperativado já em pleno exercício de sua atividade na cooperativa. Aqui, diferentemente do conjunto de temas vistos na fase anterior, cuja ênfase foi na ação individual no processo de ingresso na cooperativa, agora toda a ação será realizada pelo cooperativado tendo como parâmetro, de um lado, a cooperativa e, do outro, o usuário. Como este cooperativado vai realizar sua ação? Como será a sua postura? Como será sua prática? É o que veremos a partir deste momento.
Como podemos observar no quadro, aqui novamente o tema geral se desdobra em três subtemas. O primeiro trata da relação do cooperativado com a cooperativa como se ela fosse um plano de saúde privado. Temos de entender que a Unimed, ao oferecer ao usuário assistência à saúde, oferece-se no modelo de um plano de saúde. Os dados apresentados a seguir mostram um jeito, uma forma, uma postura do médico cooperado se relacionar com a cooperativa Unimed. São suas falas que revelam esta relação. Vejamos.