4. PRESENTASJON AV STUDIEOMRÅDET
4.3 Kvitvola/Gråhøgda vindkraftverk
Leis cooperativistas
“É difícil entrar [...] por leis da cooperativa, leis cooperativistas, que é assim que funciona”. (E9) “É difícil entrar na Unimed, porque eles também têm a sua lei de mercado, ou seja, a própria Unimed tem sua lei de mercado. Por exemplo: vamos pegar uma especialidade aleatória. Se chegar um pediatra na cidade e pedir para entrar, a cooperativa não vai ter mais interesse nisso, porque está saturado o mercado, entende”. (E10) “Existem normas a serem praticadas, alguma coisa a ser cumprida...” (E21)
“Se o juiz chegar à conclusão que para ele (médico) sobreviver ele tem que trabalhar dentro da cooperativa, porque a cooperativa ocupa grande parte do mercado, e ele (médico) não consegue sobreviver, ele (o juiz) vai botar ele para dentro e acabou”. (E33)
Fácil para alguns, impossível para outros
“Para alguns é fácil, para outros é impossível”. (E12) “Você não chega e entra, não, você tem que fazer encaminhamento de papéis, tem um cursinho bem rápido de cooperativismo”. (E2) “Faz um pedido de entrada, pode ser aceito ou não, passa sempre pela diretoria”. (E14) “Tem muitos médicos que estão esperando para entrar. É como uma empresa em muitos lugares”. (E6) “Tu tens que ter a tua qualificação profissional, tem que se encaixar naquele perfil da cooperativa. Cada cooperativa tem um tipo de perfil”. (E14) “Se não tivesse sido convidado e viesse para cá, iria ficar dez anos aqui e não iria entrar na Unimed. Assim como tem médicos que estão aqui há alguns anos e não estão na Unimed”.(E12)
Reserva de mercado
“Está havendo um certo movimento para que não entre mais médicos, seria como que uma reserva de mercado daquele grupo que já está dentro, e isso é inaceitável o que está acontecendo nas nossas cooperativas. O que se esconde é uma reserva de mercado”. (E1) “Aí os cooperativados dizem: ‘Mas não adianta colocar mais gente para dentro, é mais gente para dividir e a receita continua a mesma’. Sim, mas aí vai se sobressair os melhores”. (E4) “A administração da Unimed argumenta que é uma maneira de proteção de mercado, para que não entre qualquer pessoa”. (E2)
“Muitas vezes, a entrada do médico na cooperativa não depende só dele, depende da demanda do mercado, depende da aprovação pela própria Unimed, se ele tem capacidade para isso e se o mercado que a Unimed trabalha, vai permitir que ele entre, porque pode a especialidade dele não ser necessária. Então, infelizmente, ele não vai poder desempenhar o seu papel”. (E22) “Temos áreas que, se colocar mais um médico, o que vai acontecer? O colega vai começar a ganhar tão pouco que a cooperativa começa a ser desinteressante. Ele começa a querer ganhar, ganhar, fraudando”. (E33)
“A questão do [meu] ingresso foi difícil porque os colegas da área não queriam que eu entrasse. [...] A nossa Unimed ela funciona assim, como uma forma de defesa médica, porque ela faz uma restrição na entrada de novos membros”. (E7)
Comprando a “marca Unimed”
“Hoje, para você ser cooperado, tem que pagar e parece que é caro. Se entrar hoje na Unimed, você tem que dar uma contribuição muito alta”. (E26) “A alegação é que a Unimed já tem um nome e que, em função disso, aquele que chega tem que pagar essa cota capital alta pela marca da Unimed, mas, na verdade, é uma forma velada de dizer: ‘Eu não quero que este médico entre porque é um concorrente’. (E1)
“A Unimed tem todo um patrimônio, tem uma marca, tem uma sede social, tem uma sede de escritórios e tal. Então, assim, em função disso, eles criaram um mecanismo moderador, onde se paga um X para entrar; você paga por isso, por essa marca. Então, para ser sócio você paga uma taxa de adesão ao cooperativismo, que deve ser em torno de três mil reais e, além dessa taxa, você paga mais 15, 18 mil reais, em função dessa marca Unimed que você está comprando. Essa taxa inicial de 15, 18 mil reais, essa é morta, essa é para pagar o patrimônio que já existe, pagar pela marca que já existe. Só que é assim, cada Unimed individual tem seu preço”. (E3)
“A marca Unimed ela tem um valor maior, isto é, um valor que é intangível. Isso faz com que se possa oferecer e vender até um plano um pouco mais caro do que os outros planos de saúde, assim como uma roupa que se pode vender mais caro em função da sua marca que é o intangível. [...] Antigamente, o paciente procurava o médico pelo nome, pela pessoa, agora a pessoa procura pelo quê? Pela credibilidade, pela segurança, tudo intangível. Não é porque o cara é bonito, porque é isso, é aquilo; é pela segurança, credibilidade, confiança. É isso que faz, é pelo intangível que o faz procurar [...] E a pessoa vem por causa desses fatores intangíveis”. (E6)
“Na minha época eram 15 mil reais, 15 mil reais era a contribuição para se tornar um cooperativado. Atualmente, a taxa de ingresso aqui deve estar em torno de 18 mil. [...] Mesmo com essa taxa tão alta, existe uma grande dificuldade para entrar, pois podem se passar vários anos para poder entrar. Eu, por exemplo, fiquei um ano esperando para conseguir entrar na Unimed”. (E2) “Hoje estas cotas estariam em torno de 30.000 reais. Assusta um pouco para quem está vindo, quem está começando, quem ainda não tem aquela clientela, para bancar os 30.000 reais [...]. Cada caso é um caso. A diretoria executiva analisa e decide a forma de pagamento para esse profissional. Se é um profissional que não interessa, se a gente sabe que não vai agregar nada ao município, nem para a cidade, nem para a Unimed, então o pagamento será a vista, são critérios da cooperativa, está no regimento”. (E14)
“Tem a taxa de ingresso, tem a cota capital. Na época que eu vim para cá era 2.500 reais e no ano que eu fui entrar passou para 20.000 reais. Essa cota é descontada mensalmente...”. (E23) “Na nossa Unimed existe a cota parte, são 3.000 reais e 12.000 reais pelo nome Unimed, ao todo são 15.000 reais. Isso é pago em 12 vezes. [...] Eu achei muito caro na época”. (E30)