4 Faglige bedømmelser og organisatorisk, økonomisk og
4.3 Ulike organisatoriske opplegg for søknads- behandling i
O ser humano possui a capacidade de esperar por períodos muito mais longos do que outras espécies antes de dar uma resposta, segundo Bronowsky, citado por Barkley (2000, 2008). No fim do primeiro ano de vida e continuando pelos próximos 20 a 30 anos, esse mecanismo de inibição se desenvolve. Na proporção que amadurecemos, somos capazes de protelar nossa reação ante a acontecimentos por períodos cada vez mais longos. A capacidade de inibir nossa ansiedade imediata para responder e esperar por um tempo permite-nos criar um senso de passado e um sentido de futuro; falar para nós mesmos e usar esse discurso para controlar nosso comportamento; separar emoções de informações ante nossa avaliação de eventos e quebrar as informações ou mensagens que chegam em partes.
As alterações no controle dos impulsos constitui um traço característico dos indivíduos com TDAH e compromete sobremaneira a realização de atividades da vida prática. Na atualidade, o modelo sugerido por Barkley (2008) propõe a inibição comportamental como primeiro componente, sendo crítica para o desenvolvimento e desempenho das quatro funções executivas. Essas funções podem transferir o controle do comportamento imediato para tipos de informações representadas internamente, por meio de sua influência sobre o último componente: o controle motor. Na compreensão do TDAH, percorreremos um caminho no seu desvendamento, conceituando o que são inibição comportamental, autorregulação e funções executivas.
Ainda, segundo Barkley (2008), a inibição comportamental, de natureza muldimensional, se refere a três processos inter-relacionados que compõem um construto
36 único: i) inibir a resposta predominante a um evento; ii) interromper uma reação já em andamento; e iii) proteger, de perturbações por outros eventos e reações (controle de interferências), esse período de latência9 e as respostas autodirigidas ocorridas. A autorregulação tem início com a inibição da resposta predominante ou interrupção de uma reação que não esteja se revelando efetiva. Essa inibição ou interrupção possibilita um retardo na reação/resposta, durante a qual as funções executivas podem ocorrer. A inibição comportamental não realiza as quatro funções executivas diretamente, mas abre caminho para sua realização, protegendo-as de interferências que, por sua vez, produzem efeitos diretos no controle motor.
―Prevenir a ocorrência de uma resposta predominante é crítico para o autocontrole‖
(BARKLEY, 2008, p.314). Essa questão reflete uma luta entre o agora externo e o futuro hipotético, representado internamente. Esse futuro não poderá influenciar o comportamento atual do indivíduo, caso não consiga inibir sua reação imediata ao evento. A inibição (de respostas predominantes, que chamou de ‗inibição executiva‖, possivelmente seja o processo mais comprometido no TDAH (BARKLEY, 2008).
A capacidade de interromper uma seqüência de comportamentos em andamento constituiu-se crucial para a autorregulação. Assim, essa capacidade reflete uma interação da inibição com a memória de trabalho, criando sensibilidade a erros e a aparência de flexibilidade no comportamento ante a uma tarefa. Uma vez interrompida, a espera na resposta é usada para promover ações autodirigidas das funções executivas.
O terceiro processo inibitório designa o controle de interferências. Arroga-se tão importante para a autorregulação quanto os demais processos inibitórios, sobretudo, durante a espera para responder; pois esse momento é particularmente vulnerável a fontes internas e externas de interferências. Eventos novos que se desdobram no entorno podem comprometer o funcionamento das funções executivas que ocorrem durante esse período de espera. O sistema inibitório possui a função de apoiar e proteger as funções executivas e influenciar diretamente sobre o sistema de controle motor (BARKLEY, 2008).
Convém preceituar a necessidade por uma gratificação imediata, pois o sistema inibitório se encontra deficiente, que não dispõem de parco e/ou nenhum mecanismo, que lhes permita inibir um desejo, esperar, ver no futuro. Em razão de uma falta de senso de tempo, não concebem um senso de futuro, sendo incapazes de protelar a ação. ―Não são completadas coisas que levam muito tempo para completar, devido à inabilidade em ver ou visualizar algo
9 A latência ou espera é um antirreforço ou aborrecimento e, assim os indivíduos com TDAH podem agir para acabar ou fugir dessa adversidade (BARKLEY, 2008, p.313).
37 longo. Fica mais fácil deixar e começar qualquer outra coisa‖. (FISHER; BECKLEY, 1999, p.54); nessa perspectiva, quando encontram dificuldades na realização de uma tarefa, decorrente da inexistência de uma estrutura, que os faça aderir e manter-se nessa atividade. Assim posto, resulta da incapacidade para estabelecer e executar metas, completar o que começaram: tudo está subjugado ao que é mais fácil.
2.4.2 A autorregulação
A inibição comportamental constitui condição imprescindível para criar um espaço entre um evento e a reação a ele, resultando numa quebra no arranjo normal de estímulo- resposta e inserindo uma pausa ou período de espera. Não é provável ocorrer autocontrole sem essa quebra ou dissociação, visto que é exatamente nesse período que podem ocorrer às ações autodirigidas que constituem o autocontrole. ―O autocontrole é definido como qualquer resposta ou série de respostas do indivíduo que mude o seu próprio comportamento, de maneira a alterar a probabilidade de uma conseqüência posterior‖. (BARKLEY, 2008, p.316). Alguns aspectos fundamentais, que se encontram implícitos, nessa definição, merecem ser referidos: I) a autorregulação é dirigida ao indivíduo e não ao evento externo, é autodirigida; II) as ações regulatórias visam a alterar o comportamento subsequente; III) deverá ter desenvolvido uma preferência por resultados maiores e de longa duração sobre os resultados de curto prazo, que, em geral, são menores; se não conceber o futuro ou valorizar as consequências posteriores não haverá motivo para o autocontrole; IV) as ações regulatórias têm como característica intrínseca reduzir os períodos de espera (latência) entre os eventos e as respostas. Daí não haverá necessidade de autorregulação se houver pouco ou nenhum tempo entre a situação e reação (BARKLEY, 2008).