4 Faglige bedømmelser og organisatorisk, økonomisk og
6.2 Fagspesifikke karakteristikas betydning for
No manejo do comportamento do TDAH, favorecer meios para que o aluno desenvolva níveis adequados de autocontrole, constitui um objetivo primário. Essa tarefa, por conseguinte, revela-se extremamente desafiante dada à natureza crônica e multifacetada desse transtorno. ―Intervenções de automanejo são formadas por estratégias que incorporam o automonitoramento, o autoreforço e/ou a autoinstrução ―(DUPAUL; STONER, 2007, p.150). Alude, também, que as estratégias que agrupam o automanejo são chamadas de intervenções cognitivo-comportamental, dada sua ênfase sobre as modificações no pensamento, comportamento e interação com as crianças.
No automonitoramento, as crianças são incentivadas a aprender a observar e historiar a ocorrência de seus próprios comportamentos. Um estímulo auditivo ou visual (alerta de um despertador, sinal de mão do professor) é usado durante determinado período de tempo, para
90 indicar que a criança precisa observar seu comportamento naquele instante. Essa estratégia pode ser particularmente viável para adolescentes com TDAH (DUPAUL; STONER, 2007). Uma lista de conferência para comportamentos preparatórios elaborada pelo professor pode ajudar o aluno a se preparar para uma atividade.
A intervenção de automanejo mais promissora para o TDAH exige que os estudantes não apenas monitorem seu comportamento, mas, também, avaliem e reforcem seu próprio desempenho. As crianças com esse transtorno apresentam uma limitada capacidade de julgar seus próprios comportamentos: reconhecer os problemáticos. O grande desafio consiste em auxiliá-los a se perceberem na resposta às situações do cotidiano. O planejamento de um sistema de automanejo, em que são explicitados os comportamentos esperados, bem como a criação de uma lista de privilégios que podem ser conquistados, constitui importantes estratégias de automanejo. ―O objetivo desse sistema é treinar a criança para monitorar seu próprio comportamento em sala, sem lembretes constantes do professor‖ (DUPAUL; STONER, 2007, p.153).
Usar a linguagem como ferramenta de controle, facilita que a conduta passe além da fala externa do adulto, para o mecanismo da linguagem interna do discente. Estimular esse controle, tanto nas conversas como, no seu discurso interno - maneira de inibir seus impulsos
– auxilia, a direcionar o foco de suas atitudes e comportamentos (CONDEMARIN, 2006).
Nessa modalidade de estratégia, algumas recomendações importantes: i) O professor deve planejar estratégias para enfrentar situações problemáticas: antecipar os prováveis problemas e programar de antemão a melhor forma de enfrentá-los, compartilhando previamente com a criança. ii) Ter uma perspectiva clara da dimensão das dificuldades da criança de maneira a não personalizar as atitudes problemáticas, nem tampouco, envolver-se
em disputas pessoais, numa ―escalada de poder‖ com a criança.
Consolidar uma conduta desejada por meio do treinamento no autocontrole, desenvolvendo estratégias reflexivas para a resolução de problemas, constitui o grande objetivo desse enfoque. A partir dessa perspectiva o educador pode intervir ajudando a criança a modelar a maneira de resolver o problema, avaliando as alternativas e possibilidades de resolução, em voz alta. Em síntese, diz respeito a definir um problema: o que acontece aqui; direcionar sua atenção para as características do problema: o que me causa o problema;
ponderar as possíveis soluções; o que se pode fazer; analisar a solução aplicada: como fiz isso; e, por fim, procurar corrigir os erros: por que razão não conseguir solucionar o problema. De maneira que, o aluno aprende a identificar situações problemáticas, desenvolver
91 condutas alternativas, antecipar conseqüências, definir caminhos para atingir metas e realizar o comportamento esperado(CONDEMARIN, 2006).
Essa autora ressalta, ainda:
Para conseguir resultados permanentes mediante os modelos de auto- instrução, é evidente que os treinamentos devem ser constantes e se manter no tempo, de maneira que as habilidades de auto-controle se interiorizem, se estabilizem no tempo e se generalizem para outras situações. Tais situações devem [...] estar em consonância com sua etapa de desenvolvimento e interesses da idade (p.168).
Fica evidente, portanto, como essas estratégias auxiliam na redução de condutas problemáticas, uma vez que interrompe a conduta impulsiva, com o intuito de avaliá-la e planejar uma alternativa.O professor deve ajudar a criança a observar os outros e a si mesma, além de oferecer feedback constante que a auxilie a se auto-observar, normalmente, são observadores poucos eficientes (CONDEMARIN, 2006). Deve ser incentivado, ainda, um treinamento social para interpretar gestos, olhares, emoções, tons de voz, de modo a ajudá-lo a interpretar chaves sociais.
3.1.2.8.1 Automonitoramento e auto-avaliação
O automonitoramento constitui uma técnica muito utilizada em programas de TCC: ensina o indivíduo a registrar informações relacionadas ao seu comportamento, pensamentos, reações fisiológicas, dentre outros. Nessa perspectiva, a auto-avaliação se constitui uma
estratégia utilizada para desenvolver a habilidade de ―olhar para si mesmo‖ (BARKLEY,
2008; DUPAUL; STONER, 2007; PFIFFNER; BARKLEY; DUPAUL, 2008).
Importa referir que essa estratégia seja adaptada à idade do aluno. Em adolescentes podem ser sugeridas planilhas de monitoramento, construindo tabelas semanais com dias da semana e horários. As crianças menores aderem melhor a esse tipo de atividade com planilhas coloridas, desenhos e figuras realizadas em conjunto com o professor. No início, essas planilhas de automonitoramento ajudam a observar a frequência dos comportamentos, para em seguida auxiliarem no acompanhamento da evolução: planejamento das ações futuras (LYSZKOWSKI; RODHE, 2009).
92 3.1.2.8.2 Auto-instrução
Compreende-se por auto-instrução a capacidade de ―falar consigo mesmo‖. O ensino dessa técnica solicita constante verificação, isso porque constitui um exercício mais complexo de ser ensinado e aprendido. Ao longo do desenvolvimento, vivenciamos períodos em que
―falamos sozinhos‖ e outros, em que internalizamos nossa fala para organizar o pensamento.
Assim, a auto-instrução aplicada ao TDAH pode ajudar no controle do comportamento, quer desatento, quer impulsivo colocando seu pensamento nos ―trilhos‖ (CUNNINGHAM; CUNNINGHAM,2008; LYSZKOWSKI; RODHE, 2009).
Casas et al.(2001) sugerem o discurso autodirigido como importante estratégia de manejo do comportamento. Essa autoinstrução permite ao aluno parar e ponderar sobre o que precisa fazer (qual o meu problema?), apontar prováveis estratégias de atuação (qual o meu plano?), observar e regular sua execução (estou seguindo meu plano?) e reforçar sua atuação. Logo, o docente deve estruturar um trabalho individual com o aluno para que aprenda a ajustar a realização de tarefas complexas através da fala pessoal em voz alta, sem comprometer o restante da turma. Conforme Vygotsky (1999), o discurso exterior evolui para o discurso interior.