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6. DISKUSJON

6.1 Ulik bruk av omvendt undervisning

Como as empresas buscam informações no mercado para se adaptar às alterações em seu ambiente de negócios para gerar inovações?

E a partir desse problema são relembrados os objetivos primário e secundários desta pesquisa:

3.9 Objetivos

 

3.9.1 Objetivo principal

O objetivo principal desta dissertação é analisar como empresas de serviços de Tecnologia de Informação adquirem e interpretam informações do seu ambiente, mediante framework proposto, visando a geração de inovação.

3.9.2 Objetivos secundários

Quadro 22 - Objetivos secundários versus proposições

Objetivos secundários Proposições

1. Detalhar o processo de foco de um sinal no ambiente externo, isto é, para onde a empresa olha para fora;

P1: Quanto maior o investimento em P&D, mais inovações são geradas nas empresas de t-KIBS.

P3: Quanto maior a cooperação com clientes, fornecedores, institutos de pesquisa, P&D, e até mesmo competidores, mais inovações são geradas nas empresas de t-KIBS.

P4: Quanto maior a internacionalização, isto é, quanto maior presença da empresa em outros países que não o seu de origem, mais inovações são geradas nas empresas de t-KIBS.

2. Análise do processo de monitoramento da informação externa, isto é, como a empresa olha pra fora;

P5: Quanto mais distante de seu conhecimento atual for o monitoramento (exploratório), maior a possibilidade de obtenção de inovações radicais.

P6: Quanto maior o dinamismo do mercado, maior a frequência de monitoramento, e maior o número de sinais captados no mercado.

3. Análise do processo relacionado à interpretação do

que é visto fora;

P7: Quanto maior a diversidade da base de conhecimentos da empresa, mais significados são gerados, mais ideias e, mais inovações.

4. Identificar os resultados da conversão de ideia em inovação, isto é, a inovação como resultado;

P2: Quanto mais inovações organizacionais ocorrem, mais inovações, como um todo, são geradas nas empresas de t-KIBS. P5: Quanto mais distante de seu conhecimento atual for o monitoramento (exploratório), maior a possibilidade de obtenção de inovações radicais.

5. Mapear o processo da empresa para a geração de ideias e inovações a partir de sinais externos.

P8: Quanto maior a aderência da empresa ao framework (Visão Periférica Estendida), mais inovações são geradas.

Fonte: Elaborada pelo autor.

Apresenta-se o modelo de relacionamento dos construtos com as proposições na Figura 34.

Figura 34 - Modelo conceitual de relacionamento dos construtos e as proposições

Fonte: Elaborada pelo autor.

3.10 Abordagem da pesquisa

A abordagem de pesquisa utilizada neste trabalho foi a qualitativa. A qualitativa ocorre quando se tem uma amostragem reduzida do experimento, e se almeja estudar a natureza do evento e sua essência. Como coleta de dados utiliza-se de entrevista ou observação, e o instrumento de pesquisa é o próprio pesquisador, conforme Prodanov e Freitas (2013, p. 70-71). Apesar da origem da pesquisa qualitativa, de natureza subjetivista, interpretativa, de significados individuais (MERRIAM, 2002), será utilizada com uma abordagem positivista, isto é, testando hipóteses ou proposições. Devido ao estudo ser qualitativo, no caso deste projeto, são proposições que são testadas.

3.11 Método de pesquisa P2   P5   P8   P1   P3   P4   P7   P6  

O método de construção de teoria escolhido é o dedutivo, isto é, tem-se uma teoria inicial com premissas, ou proposições, baseadas inicialmente em revisões teóricas, e busca-se comprová-las, mediante evidências práticas que as comprovem ou que as refutem. Donaldson (2001, p. 07) afirma que o positivismo tipicamente se utiliza de uma epistemologia “hipotético-dedutiva”, construindo as hipóteses a partir de teorias pré-estabelecidas e testando-as.

No entanto, ao se realizar a atividade de pesquisa em campo, através da análise dos dados obtidos pode-se alterar a teoria inicial. Por conseguinte, as proposições iniciais poderão ser alteradas para um outro conjunto de proposições, desta forma será criada e proposta uma nova teoria.

Como técnica de pesquisa foi utilizada inicialmente a pesquisa bibliográfica, e posteriormente, o estudo de caso com a análise de empresas selecionadas.

3.12 Estudo de Caso

O estudo de caso como método de pesquisa, conforme Yin (2010, p. 28-29) pode ser utilizado por enquadrar-se às seguintes perguntas ou considerações:

• Questões de pesquisa propostas do tipo: como e por quê?;

• Considerando o grau de extensão do pesquisador tem sobre os eventos comportamentais;

• Se o estudo enfoca em eventos contemporâneos.

Benbasat, Goldstein e Mead (1987) complementa a lista acima com outras características do estudo de caso:

• Fenômeno é estudado em seu ambiente natural; • Dados são coletados de diversas formas;

• Uma ou mais entidades (pessoa, grupo ou organização) são examinados,

• Estudos de Casos são mais apropriados em estágios de exploração e desenvolvimento de hipóteses; a atitude do investigador deveria ser receptiva em relação à exploração;

• Não deveria haver experimentações ou manipulações;

• O investigador não necessariamente precisa especificar as variáveis dependentes e independentes a priori;

• Os resultados derivados dependem fortemente do poder integrador do investigador;

• Mudança no local e no método de coleta de dados deveria ocorrer assim quando o investigador desenvolve novas hipóteses.

Eisenhardt (1989) apresenta os principais objetivos da técnica de estudos de caso:

[...] estudos de caso podem ser utilizadas com os seguintes objetivos: prover descrição (Kidner, 1982), testar teoria (Pinfield, 1986; Anderson, 1983), ou gerar teoria (exemplo, Gersick, 1988; Harris & Sutton, 1986). (EISENHARDT, 1989).

Ketokivi & Choi (2014) apresentam tres abordagens de uso de estudo de caso considerando o uso da teoria e dados empíricos. Neste modelo proposto pelos autores depreende-se basicamente (pp. 233):

Ø Pouca teoria com muitos exposição a dados empíricos: neste caso estaria se gerando teoria de uma forma mais fundamentada (grounded),

Ø Uso mais intenso de teorias confrontando-se com menos exposição empírica, neste caso com uma abordagem mais orientada ao teste de teoria, Ø Uma abordagem equilibrada entre o uso de teorias previas ao contexto dos

dados empíricos, o que estaria mais adequado à criação de teoria;

Como estudo exploratório, o estudo de caso neste trabalho é entendido ser uma técnica adequada à pesquisa de campo como uma primeira fase, com o intuito de validar certas proposições teóricas. No entanto, apesar de se basear em teorias iniciais,

pretende-se, com o estudo de caso, aprofundar o conhecimento a respeito do tema, validar ou não tais teorias, ou mesmo, eventualmente aprofundar ou explorar variações que apareçam em campo. Uma vez terminada a etapa da pesquisa de campo, poderá surgir uma teoria mais sólida, a partir da reflexão dos dados, possibilitando o ajuste da teoria à prática, no que se tange aos construtos e mesmo às hipóteses (MEYER, 2011). No contexto de confirmação de proposições prévias (vindas da revisão da literatura) Bonoma13 (1983, apud Benbasat et al.,1987) menciona o estudo de caso como mecanismo de confirmação da teoria, enquanto Yin (2010) fala em explicação da teoria. Pelo posicionamento apresentado por Ketokivi & Choi (2014), este estudo situa-se entre o estudo de caso com finalidade de teste de teoria e a elaboração de novas teorias.

3.13 Estrutura da pesquisa

A pesquisa apresenta a seguinte estrutura:

• Estudo de casos em empresas do segmento de serviços em TI; • Método Dedutivo (exploratório, com proposições teóricas iniciais); • Pesquisa de Campo com coleta de dados realizada por meio de entrevistas junto a 12 empresas, sendo, três empresas brasileiras, uma francesa, uma sul coreana, uma alemã, e seis americanas;

3.14 Macro atividades realizadas considerando o estágio doutoral na