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5. RESULTATER

5.1 Klasse A

5.1.3 Optimering

Cohen e Levinthal (1990) com o conceito de capacidade absortiva (CA), a partir da macroeconomia de Adler11 (1965, apud TU et al., 2006), propõem uma

relação entre a habilidade da empresa olhar para o mercado, e sua capacidade inovadora, ou mais especificamente a relação entre o valor percebido no novo, na informação externa, sua assimilação e aplicação comercial.

Os autores apresentam os seguintes elementos componentes da CA: • Receptores: podem ser centralizados ou descentralizados;

Base interna de conhecimento: diversidade de conhecimentos como fonte de aumento da CA;

Boa comunicação: variando entre a mesma linguagem ou diferentes;

trade-off entre a comunalidade e a diversidade. Funções cruzadas (cross functional) ou

links próximos entre as áreas da empresa facilitam o lançamento de produtos;

Cohen e Levinthal (1990) apresentam o aprendizado influenciando a capacidade absortiva da empresa. E quanto mais difícil é para se aprender, mais as funções de P&D são determinantes para aumentar a CA da empresa.

A base de conhecimentos pode ajudar a empresa a reconhecer, assimilar e explorar valor na nova informação externa. E, quanto mais a empresa tiver a fonte externa como alvo, mais fácil será o reconhecimento do valor na nova informação, pelo uso da base de conhecimento interna da empresa. Por Nelson & Winter (1982), quanto mais explícito e mais codificado for o novo conhecimento mais fácil seu reconhecimento e assimilação.

Em relação às condições de mercado deve-se considerar que o aprendizado da firma é condicionado pela apropriabilidade e pela oportunidade tecnológica do mercado (MALERBA e ORSENIGO, 1993; MALACHIAS e MEIRELES, 2009).                                                                                                                          

11 Adler, J. H., 1965. Absorptive Capacity: The Concept and its Determinants. Brookings Institution, Washington.

O Spillover12 de conhecimento (CAPELI et al., 2014) pode ser algo ruim do ponto de vista de perda de informação da empresa, mas quando ele é gerado pelo concorrente, ele passa a ser positivo para a firma. No entanto para ter o seu reconhecimento e assimilação, a empresa deve ter uma boa CA, ou seja, uma boa atividade de P&D. Quanto maior a P&D, menor o spillover da firma e maior sua importância na CA (COHEN e LEVINTHAL, 1990). Zahra e George (2002) reapresentam o conceito de CA, dividindo-o em duas partes, a primeira relativa ao potencial da CA (PACAP), isto é a aquisição e assimilação do conhecimento, e a segunda parte constando a CA realizada (RACAP), isto é quanto conhecimento já adentrou à empresa e pode ser transformado e “exploitado” (exploited) gerando inovações e novos produtos e receitas. Assim a empresa pode ter uma grande capacidade de se absorver conhecimento e ter dificuldades em realizá-los com aplicações com fins comerciais. Isso definiria um índice de eficiência.

Relacionando-se a capacidade absortiva e o monitoramento as atividades previstas, dentro do construto CA (COHEN e LEVINTHAL, 1990) em reconhecer valor no externo, estão a assimilação e aplicação comercial; ou de uma forma estendida, conforme George e Zahra (2002), e neste caso é composta por aquisição, assimilação (chamados de CA potencial), e transformação e exploração, (chamados de CA realizados) estaria se aprofundando o estudo na primeira fase, isto é, na identificação da informação externa à empresa. Dados pela Figura 21 e Figura 22.

Se a empresa monitora sua indústria de atuação, a importância da CA é menor que quando ela busca uma indústria diferente da sua original (COHEN e LEVINTHAL, 1990). No Quadro 10 são agrupados os autores Cohen e Levinthal (1990) e Zahra e George (2002), além de outros que abordam as fases da CA sob outra ótica.

                                                                                                                         

12 Pelos Autores (CAPELI et al., 2014), Spillover é uma forma de difusão do conhecimento. E pode ter como origem, clientes, concorrentes, institutos de pesquisas, entre outros.

Quadro 10 - Fases do construto Capacidade Absortiva por alguns autores

Autores 1a etapa da CA 2a etapa da CA 3a etapa da CA 4a etapa da CA

Cohen & Levinthal (1990) Reconhecimento do valor na nova informação Assimilação Exploitação

Zahra & George (2002)

Aquisição Assimilação Transformação Exploitação

Identificação & Aquisição Análise, processamento, interpretação & entendimento. Combinação, adição, deleção ou interpretação de conhecimento Aplicação do novo conhecimento combinado

Doz, Santos & Williamson (2001)

Sentindo Mobilização Operacionalização

Tu et al. (2006) Identificação Comunicação Assimilação

Base prévia de Conhecimentos, Monitoração do ambiente Rede de Comunicação & o clima da comunicação Base prévia de conhecimentos

Fonte: Elaborado pelo autor.

Alguns autores relacionam a CA com o monitoramento do ambiente. Tu et al., (2006), por exemplo, apresenta a importância do monitoramento do ambiente como sendo uma atividade relevante para a CA da empresa.

Figura 21 - Compatibilização funcional da CA estendida de Zahra & George (2002) com a CA de Cohen & Levinthal (1989, 1990)

Aquisição   Assimilação     Transformação   Exploitação     CA  Potencial     CA  Realizada  

Fonte: Elaborado pelo autor, a partir de Cohen e Levinthal (1990) e Zahra e George (2002).

Figura 22 - Desenho esquemático relacionando a fase inicial da Capacidade Absortiva com o Scouting (fase inicial do Monitoramento)

Fonte: Elaborado pelo autor, a partir de Rohrbech (2007).

O scouting tecnológico, conforme Rohrbech (2007) compreende:

• Busca Ativa;

• Criação de canais como eventos, seminários e atividades de networking;

• Transferência do conhecimento identificado (útil);

Este terceiro item já é uma parte inicial da próxima fase de George e Zarah (2002), que é a transformação. Poderia-se ainda adicionar outra perspectiva de aquisição, transformação e exploração do conhecimento, conforme Love, Roper e Bryson (2011) apresentam com o conceito de “cadeia de valor de inovação” ou IVC pela sigla em inglês. Em seu estudo apresenta (Figura 23):

Reconhecimento  de  Valor     Assimilação   Aplicação    

Aquisição  

Figura 23 - Cadeia de Valor de inovação

Fonte: adaptado de Love, Roper & Bryson (2011).

Por outro lado, Lichtenthaler (2009) realiza interessante estudo analisando as mudanças tecnológicas e de mercado como condicionantes de um desempenho melhor da Capacidade Absortiva da empresa. Ou seja, em ambientes turbulentos, ou com muitas mudanças tecnológicas, aumenta a capacidade de absorver conhecimento externo e internalizá-lo resultando em um maior grau de inovação na empresa. A Figura 24 apresenta um dos resultados obtidos pelo pesquisador. Apesar do segmento em estudo desta pesquisa, t-KIBS, caracterizar-se pelas condições de grandes mudanças nas duas variáveis (tecnológica e de mercado), não seriam sentidas tais variações, uma vez que todas as empresas estarão contidas no mesmo segmento. No entanto, teoricamente, percebe-se mais a ação da variável Capacidade Absortiva como indutora de novas ideias, em todas as empresas, pois o segmento em questão é altamente competitivo e dinâmico.

Fonte de Conhecimento Parceiro externo Link Exploratório Ideias externas Transformação do Conhecimento Parceiro externo Link Codificação Inovação no mercado Exploitação (*) de Conhecimento Parceiro externo Link Exploitativo (*) Crescime nto em Vendas

Figura 24 - Desempenho da empresa em função da Capacidade Absortiva em diferentes condições de turbulências de mercado

Fonte: Lichtenthaler (2009).