Del I Rammer og føringer
2.3 Ukonvensjonelle trusler og andre
Os instrumentos para coleta de dados do Estudo 1 foram o roteiro de análise do material didático e os testes situacionais.
6.1.3.1 Roteiro de análise do material didático
O roteiro de análise do material didático juntamente com as entrevistas com os instrutores foram utilizados para caracterizar e avaliar o treinamento. O roteiro foi
desenvolvido pelo grupo de pesquisa Impacto, com base nas teorias instrucionais, coordenado pela Profa. Dra. Gardênia da Silva Abbad, e adaptado para a análise de curso presencial por
esta pesquisadora, tendo em vista que o documento original foi formulado para análise de treinamentos a distância.
O roteiro direciona para a avaliação dos objetivos instrucionais, estratégias instrucionais, planejamento das atividades, sequência de ensino, conteúdo, exemplos utilizados, exercícios e avaliação realizados. O documento esta disponível no Anexo A.
6.1.3.2 Testes situacionais
Para cada um dos três treinamentos foram construídos três testes situacionais
equivalentes entre si, sendo um para aplicação antes do treinamento (pré-teste), para avaliar o repertório de entrada dos participantes em relação aos conteúdos do curso; outro para
aplicação ao término do treinamento (pós-teste 1), para avaliar a aprendizagem; e o último, três meses após o treinamento (pós-teste 2), para avaliar a retenção e generalização a longo- prazo.
O terceiro teste corresponde à avaliação de uma medida correlata a impacto do treinamento no trabalho (em profundidade), descrito no referencial teórico do presente trabalho. Fez-se a opção de substituir a referida avaliação, geralmente baseada em autoavaliações de efeitos do treinamento sobre o desempenho do egresso, por um teste situacional, a fim de aumentar a confiabilidade dos dados, pois esse tipo de teste mede diretamente um ou mais desempenhos, ao apresentar ao participante uma tarefa que simula a realidade do trabalho e requer a expressão das habilidades e conhecimentos adquiridos pelo participante do treinamento. Esclarece-se que o terceiro teste não pode ser considerado um teste de transferência, pois não houve avaliação de uma situação real de trabalho e também não foi perguntado sobre o desempenho dos participantes no trabalho.
Explica-se, também, que os testes utilizados não são apenas testes de conhecimentos, porque incluem mensuração de habilidades, uma vez que os participantes tiveram que colocar em prática as competências técnicas adquiridas nos cursos para responder as questões dos testes, as quais se referem ao último nível de complexidade da Taxonomia de Anderson et al. (2001), que é a criação e compreende a aprendizagem de procedimentos para solução de problemas no trabalho. Os testes foram elaborados pelos instrutores de cada treinamento, com a orientação da pesquisadora, com base nos objetivos instrucionais do treinamento e na Taxonomia de Aprendizagem de Anderson et al. (2001). As tratativas foram feitas com o instrutor de cada treinamento individualmente. A metodologia adotada para construção dos testes foi a seguinte. Inicialmente, a pesquisadora fez o convite aos instrutores para que participassem da pesquisa, explicando seus objetivos. Logo após o aceite do convite pelos instrutores, a pesquisadora fez uma breve explanação presencial sobre objetivos instrucionais e sobre a Taxonomia de Aprendizagem de Anderson et al. (2001). Em seguida, entregou um material escrito com orientação para a construção de itens e recomendou a leitura do capítulo intitulado A engenharia da construção de itens do livro Avaliação Educacional: fundamentos, metodologia e aplicações no contexto brasileiro (Rabelo, 2013).
Feito isto, a pesquisadora solicitou que os instrutores redigissem os objetivos instrucionais, em conformidade com o tipo de conhecimento a ser aprendido e o grau de complexidade do processo cognitivo (Anderson et al., 2001). Pediu, ainda, a eles que, depois de formulados os objetivos, elaborassem três questões equivalentes entre si para cada
objetivo, utilizando a Tabela de Taxonomias (Anderson et al., 2001). Acordou-se um prazo para envio do material por meio eletrônico.
Os instrutores, então, analisaram a Tabela de Taxonomias (Anderson et al., 2001) e elaboraram os objetivos instrucionais do curso. Em seguida, inseriram cada objetivo na célula correspondente à intersecção entre o tipo de conhecimento e o grau de complexidade do
processo cognitivo. A pesquisadora analisou o material enviado e sugeriu melhorias, que foram acatadas pelos instrutores. As questões de cada um dos testes aplicados encontram-se nos Anexos B, C e D.
Para exemplificar o trabalho realizado, apresenta-se a seguir a Figura 7.
Tipos de conhecimento
Graus de complexidade do processo cognitivo 1. Relembrar 2. Compreender 3. Aplicar 4. Analisar 5. Avaliar 5. Criar Factual Conceitual Reconhecer as propriedades necessárias para a construção de um bom indicador de saúde. Relativo a Procedimentos Identificar, nos diversos sistemas de informação disponíveis no âmbito da sua unidade organizacional, da Anvisa e do SUS, as variáveis necessárias para elaboração de indicadores. Elaborar indicadores de vigilância sanitária, com enfoque na sua área de atuação. Metacognitivo
Figura 7 – Objetivos instrucionais do Curso Indicadores na Saúde
Nota-se que o primeiro objetivo estabelecido para o Curso Indicadores na Saúde não é muito básico, pois já exige um processo cognitivo de análise, o quarto nível da gradação de complexidade dos processos cognitivos de aprendizagem. Verifica-se, também, que mesmo existindo dois objetivos no mesmo nível de complexidade, analisar, cada um deles se refere a um tipo de conhecimento: um conceitual e outro procedimental. Por fim, o terceiro objetivo
também é relativo a procedimento, mas requer mais do que a análise, requer a criação. Então, o indivíduo a partir dos conhecimentos adquiridos deve ser capaz de criar algo novo.
Desta forma, diante de objetivos instrucionais que chegam ao nível da criação, foi possível realizar um teste situacional que mede conhecimentos e habilidades técnicas de média e alta complexidade por meio de questões que simulam a realidade do trabalho e não apenas um teste de conhecimentos básicos, que envolveria menores níveis de exigência e complexidade e muito menor aproximação com a realidade do trabalho do egresso.