Del I Rammer og føringer
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Em um modelo explicativo, normalmente existem outras variáveis que influenciam a variável dependente. Como no presente estudo não houve escolha aleatória dos participantes, faz-se necessário investigar a influência dessas variáveis. De acordo com os objetivos da presente pesquisa, a principal variável a ser investigada como covariável é a experiência prévia dos participantes com a temática dos treinamentos, aqui definida como a resposta sim ou não à questão: realiza ou realizou atividades relacionadas ao tema do curso. Contudo, também se julgou pertinente investigar as demais variáveis (características demográficas): idade, gênero, tempo de atuação na vigilância sanitária, escolaridade e cargo, visando identificar possíveis interações dessas variáveis com os resultados do grupo experimental. Desta forma, a H8 estabeleceu que as notas nos testes do grupo experimental não variam em função da experiência prévia e os dados demográficos.
O teste de Mann-Whitney foi utilizado para analisar se havia diferença de média nas variáveis: experiência prévia e gênero em cada um dos testes. Percebeu-se que não houve diferença significativa nas notas dos participantes que tinham experiência prévia, daqueles que não tinham, em nenhum dos testes aplicados (pré-teste, U = 943,50, z = -1,52, p = 0,128 (p > 0,05), r = -0,16; pós-teste 1, U = 488,50, z = -1,73, p = 0,08 (p > 0,05), r = -0,20; pós- teste 2, U = 16,00, z = 0,081, p = 0,190 (p > 0,05), r = 0,027). Em relação à influência do gênero nos resultados dos testes, não houve diferença significativa entre as notas nos testes de homens e mulheres (pré-teste: U = 937,500, z = 1,708, p = 0,088 (p > 0,05), r = 0,17; pós- teste 1: U = 420,500, z = 1,086, p = 0,278 (p > 0,05), r = 0,13; pós-teste 2: U = 6,00, z = 0,920, p = 0,357 (p > 0,05), r = 0,31).
O teste de Kruskal-Wallis foi utilizado para verificar se havia diferença significativa nas notas dos testes relacionadas à escolaridade e ao cargo. Em relação à escolaridade, os
resultados indicaram que no pré-teste e no pós-teste 2 as diferenças não foram significativas,
respectivamente, porém, no pós-teste 1, a influência da escolaridade foi significativa, H (6) = 13,26, p = 0,039 (p < 0,05), r = 0,2. Para saber quais escolaridades influenciaram os
resultados, realizou-se a comparação de pares. Esta análise indicou que as notas obtidas pelos participantes com mestrado foram significativamente maiores que as notas obtidas pelos participantes com nível superior incompleto, H (6) = 37,91, p = 0,009 (p < 0,05). A mesma relação foi observada entre as notas dos participantes com doutorado e as notas dos
participantes com nível superior incompleto, H (6) = 45,63, p = 0,007 (p < 0,05). Por outro lado, as notas dos participantes com nível superior incompleto foram significativamente maiores que as notas dos participantes com ensino médio completo, H (6) = 50,00, p = 0,038 (p < 0,05). Comparando o mestrado com o nível superior completo, o resultado foi o mesmo: há diferença significativa, H (6) = 11,91, p = 0,048 (p < 0,05), as notas dos mestres foram maiores que as notas dos graduados. As demais comparações não apresentaram diferenças significativas. Contudo, Field (2013) orienta que se utilize o valor de p ajustado, para interpretar os dados, a fim de garantir que o valor de p foi ajustado para o número de testes que foram realizados. Neste caso, todos os valores foram não significativos (p > 0,05).
Portanto, as diferenças de escolaridade não influenciaram de forma significativa os resultados dos testes.
Na análise sobre o cargo, percebeu-se que as diferenças no pré e no pós-teste 1 foram significativas, H(4) = 14,86, p = 0,005 (p < 0,05), r = 0,30 e H(3) = 14,34, p = 0,002 (p < 0,05), r = 0,47, respectivamente. Não houve influência do cargo nas notas do pós-teste 2, H(2) = 1,18, p = 0,553 (p > 0,05), r = 0,66. Na comparação de pares, pôde ser observado que as notas dos ocupantes do cargo de Técnico em Regulação e Vigilância Sanitária foram maiores que as notas dos ocupantes do cargo de Especialista em Regulação e Vigilância Sanitária, no pré e no pós-teste 1, H(4) = 34,88, p = 0,008 (p < 0,05), r = 0,35 e H(3) = 14,34, p = 0,002 (p < 0,05), r = 0,41.
Em seguida, idade, tempo de atuação na vigilância sanitária e a nota do pré-teste foram analisadas como covariáveis, influenciando nos resultados do pós-teste 1 (aprendizagem). Para analisar a influência de variáveis escalares, costuma-se utilizar a ANCOVA, no caso de cumprimento dos pressupostos, ou a ANCOVA com brootstrap, no caso de não cumprimento dos pressupostos, conforme recomendação de Field (2013). Os pressupostos a serem
cumpridos são: normalidade, homogeneidade da variância, linearidade e homogeneidade da regressão. A normalidade e a linearidade já foram analisadas e verificou-se que os
pressupostos não foram atendidos. Por outro lado, a homogeneidade da variância foi checada em etapas anteriores, e foi constatada. Para verificar a homogeneidade da inclinação para a covariável idade, foi plotado o gráfico de dispersão, constante do Anexo L na Figura L7. Percebeu-se que as linhas são muito semelhantes, o que indicou a homogeneidade da inclinação. Tendo em vista o não alcance de todos os pressupostos, optou-se por utilizar a ANCOVA com bootstrap. O número de amostras para o bootstrap foi de 1000, com intervalo de confiança corrigido e acelerado por viés (Field, 2013).
Analisando a influência da covariável idade nas notas do pós-teste 1 do grupo
experimental, observou-se que a covariável idade não esteve significativamente relacionada com a nota no pós-teste 1, F(1,69) = 2,96, p = 0,090 (p > 0,05), η2 = 0,04.
Para verificar a homogeneidade da inclinação para a covariável tempo de atuação na vigilância sanitária, foi plotado o gráfico de dispersão constante do Anexo L, na Figura L8. Percebeu-se que a inclinação das duas linhas era bem diferente. Tendo em vista o não alcance de todos os pressupostos, optou-se por utilizar novamente a ANCOVA com bootstrap. De acordo com os resultados, o tempo de atuação na vigilância sanitária não esteve
significativamente relacionado com o resultado no pós-teste 1, F(1,69) = 0,34, p = 0,564 (p > 0,05), r = 0,07.
Diante dos resultados, analisa-se que a H8 foi parcialmente corroborada, pois, o cargo influenciou as notas do pré e do pós-teste 1.
A Tabela 18 apresenta uma síntese dos testes de hipótese do Estudo 1.
Tabela 18
Síntese dos testes de hipótese do Estudo 1
Hipótese Resultado
H1 Não haverá diferenças nos resultados obtidos pelo grupo experimental (treinado) e controle (não treinado) no pré-teste.
Corroborada
H2 O grupo experimental obterá melhores resultados no pós-teste 1 do que o grupo controle.
Corroborada
H3 O grupo experimental obterá melhores notas no pós-teste 2 do que o grupo controle.
Não corroborada H4 O grupo experimental terá melhores notas no pós-teste 1 do que no pré-teste. Corroborada H5 O grupo experimental terá melhores notas no pós-teste 2 do que no pós-teste 1. Não
corroborada H6 Não haverá diferenças nos resultados obtidos pelo grupo controle no pré-teste e
no pós-teste 1.
Corroborada
H7 Não haverá diferenças nos resultados obtidos pelo grupo controle no pós-teste 1 e no pós-teste 2.
Corroborada
H8 Não haverá diferenças nos testes do grupo experimental em função da experiência prévia e os dados demográficos.
Parcialmente corroborada