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Ao longo da vida do Ser humano, a memória é utilizada como um processo referente aos

“mecanismos dinâmicos associados ao armazenamento, à retenção e à recuperação de informações sobre experiências passadas.” (Sternberg 2016, p.151)

Neste processo, os psicólogos identificam três operações comuns, sendo elas a codificação, que é a responsável pela transformação dos dados sensoriais numa forma de representação mental, o armazenamento de informações codificadas na memória, e a recuperação, onde esta é utilizada pelo indivíduo para que este possa aceder às informações armazenadas na sua memória.

A recordação pode ser uma palavra, um objeto, ou algo que o indivíduo guarda na memória, enquanto que o reconhecimento é uma habilidade de selecionar ou identificar algo exposto à pessoa anteriormente. Na seguinte tabela 5 podem-se ver alguns exemplos e descrições de cada tipo de tarefa relacionada, com a medição da memória. A partir do estudo da memória, Sternberg (2016) refere que, os psicólogos têm a capacidade de conseguir medir a reaprendizagem. No entanto, considera-se que a memória de reconhecimento, é muito mais eficaz para o indivíduo, do que a memoria de recordação. Isto é devido a esta ter características mais fáceis para o Ser humano, em reconhecer algo do que tentar reproduzir exatamente o que viu ou ouviu.

Cada tarefa usada na memória, discutida acima, está associada à memória explícita, onde o indivíduo apresenta uma lembrança consciente. No entanto, em oposição a esta, está a memória implícita, onde o indivíduo utiliza informações da memória, mas não está ciente ou consciente no meio dessa ação. Durante as tarefas da memória implícita, pode-se explorar um outro tipo de memória. A esse tipo de memória dá-se o nome de memória de procedimentos ou memória de processos. Esta memória é responsável por representar ações que o Ser humano já faz de forma automática, sem necessitar de pensar nessa ação, como por exemplo, o ato de lavar os dentes. Todavia, relativamente aos métodos para a medição da memória explicita e implícita indicadas na tabela 5, estes aparentam que sejam realizados individualmente. No entanto, segundo Sternberg (2016), considera-se que apenas é necessária uma tarefa para a medição de ambos os processos, concluindo-se que,

“… a memória implícita, assim como a memoria explicita, é uma parte importante da inteligência humana.” (Sternberg 2016, p.155)

Tabela 5 | Tipos de tarefas usada para medir a memória (Adaptado de Sternberg 2016, p.152).

Tabela 5.

Tarefas da memória Descrição do que as tarefas

exigem Exemplo

Tarefas da memória explicita

Lembrar-se conscientemente de informações específicas.

Ouem escreveu Hamlet? Tarefas de

conhecimento declarativo

Recordar-se de fatos. Qual é o seu primeiro nome?

Tarefas de recordação Apresentar um fato, uma palavra ou outro item da memória.

Testes de preenchimento de espaços em branco requerem que nos lembremos de itens da memória. Por exemplo.

“O termo para pessoas que sofrem de déficit de memória severo é________”

Tarefa de recordação sequencial

Repetir os itens de uma lista na ordem exata em que foram ouvidos ou lidos.

Se nos são mostrados os algarismos 2-8-7-1-6-4, espera-se que consigamos repetir os itens na ordem exata.

Tarefa de recordação livre

Repetir os itens de uma lista na ordem em que for possivel relembrá-los.

Se nos fosse apresentada a relação de palavras “cão, lápis. tempo, cabelo, macaco, restaurante-, seria aceitável se repetissemos “macaco, restaurante, cão, lápis, tempo, cabelo”. Tarefa de recordação

emparelhada

Memorizar uma relação de pares de itens: em seguida,

é apresentado um item do par: temos de lembrar do item em falta que forma o par.

Suponha que nos fosse apresentada a seguinte relação de pares: “tempo-cidade. névoa-lar, chave-papel, crédito-dia. punho- nuvem, número-galho”. Posteriormente, quando nos fosse dado o estimulo “chave”, deveriamos dizer “papel”, e assim por diante. Tarefas de

reconhecimento

Selecionar ou identificar um item aprendido anteriormente.

Testes de escolha múltipla e do tipo verdadeiro-falso envolvem o reconhecimento. Por exemplo. “O termo para as pessoas com memória excepcional é (1) amnésicos. (2) semanticistas, (3) mnemonistas ou (4) retrógrados”.

Tarefas da memória implícita

Valer-se de informações da memória sem perceber que se está a agir dessa forma.

As tarefas de preenchimento da palavra em falta, usam a memória implícita. Um fragmento da palavra seria nos apresentada: em seguida, seria solicitado para completarmos o fragmento com a primeira palavra que nos viesse à mente. Por exemplo, suponha que nos fosse solicitado indicar as quatro letras em falta para preenchermos estes espaços em branco, de modo a formar uma palavra: _e_ór__. Em virtude de ter visto recentemente a palavra memória. provavelmente indicaríamos as quatro letras m-m-ia. em contraste com alguém que não tenha sido exposto recentemente à palavra.

Tarefas que envolvem conhecimento de processos

Lembrar de aptidões adquiridas e de comportamentos automáticos em vez de fatos

Se nos fosse solicitado demonstrar uma habilidade relacionada a “saber como fazer”, poderíamos passar pela experiència de resolução de quebra-cabeças ou leitura de palavras escritas em ordem inversa: em seguida. deveríamos demonstrar do que nos lembramos em relação a como usar essas habilidades. Também nos poderia ser solicitado demonstrar o que recordamos a respeito de aptidões motoras específicas (por exemplo, andar de bicicleta ou patinar).

Inicialmente, William James (Sternberg, 2016), propôs uma estrutura de memória, que se descrevia por uma memória primária, que guarda as informações temporárias, que se encontram sobre uso do indivíduo, e por uma memória secundária, que pretende reter as informações permanentemente ou para uma longa duração.

Posteriormente, por volta da década de 60, dois investigadores, Richard Atkinson e Richard Shiffrin, propuseram um modelo alternativo, que ao contrário do anterior, que se dividia em 2 formas de armazenamento de memória, este divide-se em 3 termos:

1. O armazenamento sensorial, é um armazenando de pouca quantidade de informação por um curto período de tempo;

2. O armazenamento de curto prazo, que armazena uma quantidade limitada de informação por curtos períodos;

3. O armazenamento de longo prazo, que armazena grandes quantidades de informação por períodos muito longos de tempo.

Este modelo de divisão é relativo ao armazenamento de informação - a memória, e a retenção de informação - o recetáculo. Estes recetáculos são construtores hipotéticos, conceitos não observáveis que atuam como “modelos mentais para a compreensão de como opera um fenómeno psicológico” (Sternberg 2016, p.156).

Este modelo, segundo Eysenck (2017), é designado como modelo do multi-armazenamento, onde o incentivo ambiental inicial é processado pelos armazenamentos sensoriais. Estes armazenamentos são particulares para cada modalidade sensorial, como a visão, audição, entre outros.

No entanto, todas as informações recolhidas, são conservadas por um curto prazo nos armazenamentos sensoriais, onde algumas destas informações acabam por ser transferidas para o armazenamento de longo prazo, no fim destas serem devidamente processadas.

“Há uma relação direta entre a quantidade de recitação no armazenamento de curto prazo e a potência do traço de memória armazenado na memória de longo prazo.” (Eysenck 2017, p. 210)

O modelo a seguir representado, (fig. 6) assinala as áreas de armazenamento passivas, onde as memórias são armazenadas e representa alguns dos processos que conduzem à transferência de informação de um recetáculo para outro. O sistema de armazenamento sensorial, é o repositório inicial de informações que possam vir a fazer parte do armazenamento de curto e/ou de longo prazo.

A este armazenamento sensorial dá-se o nome de armazenamento icónico, sendo um registo sensorial, visual e discreto que guarda informações por um curto prazo de tempo. Este nome deve-se ao fato “de as informações serem armazenadas na forma de ícones” (Sternberg 2016, p.157).

Para Eysenck (2017), o armazenamento icónico guarda informações visuais por um curto prazo. No entanto, a existência deste, aumenta o período de tempo, pelo qual a informação visual está disponível. Relacionados a cada um dos outros sentidos existentes para além do visual, estão os armazenamentos sensoriais, sendo estes de menor importancia do que a memória icónica e ecoica07.

George Sperling (1960) foi o primeiro a discutir e estudar o tema sobre a quantidade de informações que um indivíduo pode codificar num momento, em comparação a um grupo de estímulos. Este estudo veio-o confirmar a teoria de Brigden de 1933. Com a parceria entre esta teoria e estudo, juntos deram origem a um procedimento denominado de procedimento de relato integral. Seguidamente, Sperling apresenta um outro, relativo ao procedimento de relato parcial.

Com o empenhado estudo de Sperling, este concluiu a partir de um teste que, o indivíduo é incapaz de distinguir o que vê na memória icônica daquilo que efetivamente existe no ambiente. No entanto durante o relato desta memória, constata-se uma perda gradual da informação, podendo esta perda ser ajustada, de acordo com o tempo que o indivíduo gasta para memorizá-la no seu subconsciente. No entanto, quando um estímulo é apresentado após uma imagem, na mesma posição que outra imagem, este estímulo poderá apagar totalmente o ícone visual anterior, ocorrendo assim um fenómeno designado de ocultação visual traseira (Sperling 1960).

A ocultação visual traseira consiste na eliminação mental de um estímulo gerado pelo posicionamento de outro estímulo anterior. Esta eliminação ocorre antes de existir um período considerado necessário para a transferência de informações para outro local de armazenamento da memória, como o armazenamento de curto prazo ou o de longo prazo.

Figura 6 | Modelo de memória de Atkinson e Shiffrin (Adaptado de Sternberg 2016, p.157).

07 Memória Ecoica: Equivalente

auditivo da memoria icónica, capaz de manter as informações auditivas por breves segundos. Memória icónica: É o registo da memoria sensorial relacionado ao domínio visual de um indivíduo.

08 Memória responsável pelo

armazenamento do significado das palavras.

Posteriormente ao estudo destes três tipos de armazenamento, segundo Sternberg (2016), alguns estudiosos chegam a um termo de armazenamento de informação, sequente ao armazenamento de longo prazo. A este termo deu-se o nome de armazenamento permanente, onde estão englobadas as informações que um indivíduo retêm a um prazo sem termo, tais como um idioma

estrangeiro ou a matemática.

O modelo considerado mais amplamente usado nos dias de hoje, é o modelo de memória de trabalho. Segundo, os psicólogos que o empregam, neste tipo de modelo de memória, consegue-se conceber os outros dois tipos de memória existentes, mas de diversas perspetivas. Enquanto que, como anteriormente descrito, a memória de curto prazo é utilizada meramente para manter as informações por um curto período, no conceito de memória de trabalho, esta precisa de uma visão mais ativa, onde a memória de trabalho se molda de forma a manter a informação, mas também de a processar (Sternberg 2016). No entanto, para Eysenck (2017), a informação na memória de curto prazo, pode ser perdida, podendo a informação decair na ausência de recitação com o tempo ou ser alegada a existência de uma interferência. Esta interferência pode ser provocada por itens em recitações prévias e/ou de informações expostas durante o período de retenção. Para Berman (2009), a interferência é mais relevante do que a decadência.

É considerado pelos estudiosos, que a memória de trabalho é capaz de armazenar mais itens. Isto dá-se devido à memória de longo prazo08 coadjuvar para a execução da memória de trabalho. Na tabela 6 pode-se visualizar as distinções semânticas relacionadas, como os componentes da memória são designados, as diferenças na representação metafórica e as diferenças de ênfase de cada visão. A memória de trabalho armazena a parte da memória de longo prazo mais recente e transfere os itens ativos para dentro e fora da componente de armazenamento da memória temporária. Ao mesmo tempo que a memória de trabalho está compreendida na manipulação de informações e integra diversos componentes. A memória de curto prazo apenas armazena a informação.

Posteriormente, um modelo integrativo da memória de trabalho é combinado com a estrutura de níveis de processamento (NP), pelo teórico Alan Baddeley (1990 apud Sternberg 2016). A estrutura de NP incute que a memória varie com a dimensão continua em termos de profundidade da codificação, onde os elementos podem ser codificados pela elaboração ou pela compreensão posteriormente mais profunda do material a ser pesquisado.

Este modelo realça o processamento como chave para o armazenamento e organização da informação de acordo de como esta é codificada. Quanto maior a profundidade o nível de processamento tiver, maior será a probabilidade de um elemento ser recordado (Sternberg 2016). No modelo de Alan Baddeley, a estrutura NP torna-se numa extensão a este.

Para Baddeley, a memória de trabalho (fig. 7 pág. 34) é subdividida em cinco elementos.

1. Esboço visuoespacial – Este elemento é responsável por abranger as informações espaciais e visuais. Tanto a nível de processamento, quanto de armazenamento temporário, onde o processamento visual pretende recordar o 'quê', e o processamento espacial tenciona recordar 'onde'. Este é um elemento considerado benéfico para a vida quotidiana de um indivíduo, pois este pode ser utilizado como localizador de uma ação, como por exemplo, ações do quotidiano como encontrar um lugar, ver televisão, entre outros. Para o teórico Logie, o esboço visuoespacial é integrado por dois componentes, sendo estes o cache visual, que é responsável pelo armazenamento de informações sobre a forma visual e a cor, e o inner scribe, que é responsável pelo processamento das informações espaciais e do movimento. Este processamento compreendia na repetição e transferência da informação para o executivo central09. Os efeitos gerais da interferência com base na atenção, segundo Eysenck (2017), sucedem sempre que as tarefas a executar são exigentes. Contudo os efeitos da interferência são específicos para cada tipo de interferência, sempre que as tarefas são relativamente não exigentes. Com isto, pretende-se concluir que, a evidente “separação dos componentes visuais e espaciais do esboço visuoespacial depende de até que ponto são exigidos processos atencionais gerais.” (Eysenck 2017, p.219)

Tabela 6 | O contraste entre o modelo Atkindon-Shiffrin e uma perspetiva alternativa (Adaptado de Sternberg, 2016, p.166).

09“Componente da memória de

trabalho isento de modalidade e com capacidade limitada.” (Eysenck 2017, p. 215).

Tabela 6.

Visão tradicional de três receptáculos Modelo de memória de trabalho

Definição dos receptáculos da memória.

Memória de trabalho é outra designação para memória de curto prazo, que é distinta da memória de longo prazo.

Memória de trabalho (memória ativa) é aquela parte da memória de longo prazo que inclui todo o conhecimento de fatos e procedimentos ativados recentemente na memória, incluindo a memória de curto prazo breve e efémera e seu conteúdo. Relação entre as

memórias de curto prazo, de trabalho e de longo prazo.

A memória de curto prazo pode ser visualizada como distinta da memória de longo prazo, talvez esteja a seu lado ou hierarquicamente ligada a ela.

Memória de curto prazo. memória de trabalho e memória de longo prazo podem ser visualizadas como esferas concêntricas abrigadas, em que a memória de trabalho contém somente a parte ativada mais recentemente da memória de longo prazo e a memória de curto prazo contém somente uma parte muito pequena e efêmera da memória de trabalho. Fluxo de informação. A informação move-se diretamente da

memória de longo prazo para a memória de curto prazo e, em seguida, retoma - nunca estando a informação em ambos os sitios em simultaneamente.

A informação permanece na memória de longo prazo; quando ativada. a informação move-se para a memória de trabalho especializada da memória de longo prazo. que moverá a informação para fora do receptáculo de memória de curto prazo em seu interior.

Ênfase Distinção entre memória de longo prazo e de curto prazo.

Papel da ativação ao mover a informação para a memória de trabalho e papel da memória de trabalho nos processos de memória.

2. Loop fonológico – É o elemento responsável pelo armazenamento breve das principais informações verbais para a compreensão verbal e para o ensaio acústico. Este é constituído por dois componentes críticos: a) o recetáculo fonológico que detêm as informações na memória, e b) o ensaio subvocal que detêm as informações pela prática não verbal. Aqui “as informações são ensaiadas para evitar o enfraquecimento no receptáculo fonológico” (Sternberg 2016, p.167).

3. Executivo central – Representa o elemento responsável por dispensar a atenção no armazenamento breve, das principais informações a disponibilizar a atenção dentro da memória de trabalho, podendo dividi-la em pelo menos duas tarefas que necessitem de ser realizadas ao mesmo tempo. Este elemento é considerado por Eysenck (2017), o componente mais relevante e versátil do sistema da memória de trabalho, pois este está compreendido em quase todas as atividades cognitivas complexas, mas que no entanto, não armazena as informações a que está sujeito. Primeiramente, o teórico Baddeley (2012), identificou de forma teórica quatro processos executivos, responsáveis pela organização e coordenação do funcionamento do sistema cognitivo com o propósito de atingir objetivos. Esses quatro processos são: a) a focalização da atenção ou concentração; b) a divisão da atenção entre duas correntes de estímulos; c) a mudança na atenção entre as tarefas e d) a articulação com a memória de longo prazo.

Figura 7 | Componentes do modelo de Memória de trabalho de Alan Baddeley (Adaptado de Sternberg 2016, p. 167).

Mais tarde, foi apresentada uma outra abordagem essencialmente influente criada por Miyake et al. (2000). Esta pretendia responder a uma questão fundamental por eles identificada, que consistia na identificação do número e da natureza dos processos executivos. Para tal, estes teóricos identificaram três processos ou funções relacionadas:

3.1. Função de inibição que é utilizada para alterar propositadamente as respostas dominantes e resistir à distração;

3.2. Função de mudança que é utilizada para se transformar de forma flexível entre tarefas ou conjuntos mentais;

3.3. Função de atualização que é utilizada para monitorizar e se empregar na rápida adição ou na seleção de conteúdos da memória de trabalho.

Com o desenvolvimento desta teoria, dentro do conceito de uma estrutura da unidade/diversidade, Miyake e Friedman (2012), depararam- se com o facto da sua ideia base, ser identificada como uma função executiva constituída por todos os elementos que são comuns a todas as 3 funções. No fim de se contabilizar o que seria comum, não restou uma variante única para a função de inibição. Segundo Miyake e Friedman (2012), o que se torna verdadeiramente comum a todas as funções é a “habilidade de ativamente manter os objetivos da tarefa e a informação relacionada aos objetivos e usar essa informação para influenciar de modo efetivo o processamento de nível inferior” (Miyake & Friedman, 2012, p.11). 4. Sistemas dependentes subsidiários – São sistemas que realizam outras

tarefas cognitivas ou precetivas.

5. Buffer episódico10 – É o elemento responsável pela compreensão da integração de informações na memória de trabalho, na memória de longo prazo, no esboço visuoespacial e no loop fonológico. Este elemento permite ao indivíduo resolver problemas e reavaliar experiências passadas. A função deste elemento parte da sua característica episódica, por apresentar informações integradas (chunks) sobre episódios ou eventos na forma de um código multidimensional, que combina fontes visuais, auditivas e outras fontes de informação. É um elemento de ligação entre a memória de trabalho, a perceção e a memória de longo prazo, mas também um agente buffer entre outros componentes do sistema da memória de trabalho. Esta característica do buffer episódico tornou-se importante para o modelo da memória de trabalho, devido a este permitir um armazenamento mais fácil para as informações da alça fonológica e do esboço visuoespacial (Baddeley 2000).

10

“O buffer episódico [é] uma estrutura essencialmente passiva na qual ligações [integração da informação] obtidas em outros lugares podem ser exibidas” (Baddeley 2012, p. 17).

Eysenck (2017) apresenta várias vantagens acerca do armazenamento de

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