4.3 Barrierer
5.1.6 Sikker digital atferd – selve målet med en god digital sikkerhetskultur
Enfocamos no presente trabalho a pesquisa de cunho qualitativo utilizada em investigações para a apreensão de fenômenos caracterizados por certo grau de complexidade interna. Neste tipo de abordagem consideram-se valores, crenças, hábitos, atitudes, representações, opiniões, com a requisição do aprofundamento dos dados e processos particulares e específicos de indivíduos e grupos (PAULILO, 2007).
Como característica, a investigação qualitativa, de acordo com Paulilo (2007), tem como condição essencial para seu desenvolvimento a sua imersão na esfera da subjetividade e do simbolismo enraizado num determinado contexto social. A autora, ao citar Chizzotti (1991), menciona a participação do pesquisador imerso nos sentidos e emoções, enquento este reconhece os atores sociais como sujeitos produtores de conhecimentos e práticas, e considera os resultados um trabalho coletivo entre ambos.
Paulilo (2007) avigora a discussão de Velho (1978). Ao considerar o pesquisador como parte da sociedade, cabe a ele o cuidado e a capacidade de relativizar seu lugar na investigação, ou mesmo transcendê-lo de maneira a poder colocar-se no lugar do outro. Ainda que a realidade seja sempre filtrada por certo ponto de vista do observador, não há invalidação do rigor científico, “mas remete à necessidade de percebê-lo enquanto objetividade relativa, mais ou menos ideológica e sempre interpretativa” (p.2).
Citando Demo (1986), Paulilo (2007) aborda critérios de cientificidade, internos e externos, para a investigação qualitativa. Os critérios internos tratam da coerência, consistência, originalidade e objetivação. A coerência denotaria a argumentação lógica, construção do discurso e conclusões equivalentes entre si. A consistência seria a capacidade de resistir às argumentações adversas e refere-se à qualidade argumentativa do discurso. A originalidade trata da produção inovadora que permite o avanço do conhecimento. Por fim, a objetivação, substituindo o conceito de objetividade por não considerar o conhecimento objetivo, que tem por definição tentar buscar uma aproximação cada vez maior do objeto que
se almeja estudar e compreender. O critério externo de cientificidade, ou seja, a subjetividade que deve atender à ciência como um produto social, histórico e em processo de formação.
Triviños (1987), ao enfocar a pesquisa qualitativa numa base marxista, toma como apoio as características apontadas por Bogdan. A primeira afirma que a investigação qualitativa tem como fonte direta dos dados o ambiente natural em que se distinguem a infra- estrutura e a superestrutura, sendo que ambas se relacionam e se influenciam, transformando- se mutuamente. O pesquisador não deixa de enfocar a visão social.
A segunda característica da pesquisa qualitativa parte da descrição, não apenas do fenômeno, mas da sua essência ao que diz respeito às causas de sua existência, à explicação de sua origem, suas relações, mudanças, numa tentativa de intuir as conseqüências para a vida humana.
De acordo com Triviños (1987), a terceira característica é a preocupação com o processo, com o intuito de compreender a estrutura visível e não observável do problema, numa tentativa de avançar com o conhecimento. Já a quarta, considerando que o fenômeno tem sua própria realidade fora da consciência11, torna-se real e concreto para ser estudado. “Isto significa enfocá-lo indutivamente. Porém, ao mesmo tempo, ao descobrir sua aparência e essência, está-se avaliando um suporte teórico que atua dedutivamente, que só alcança a validade à luz da prática social (p.129)”.
Como quinta característica Triviños (1987) considera que o significado é a preocupação essencial da abordagem qualitativa, sendo necessário buscar as suas raízes, causas de sua existência e relações.
Para este trabalho enfocaremos a perspectiva de Triviños (1987) que discorre sobre outras características como o delineamento da pesquisa qualitativa. Como primeiro desenvolvimento deste delineamento tem-se a escolha do problema, para então ocorrer a revisão sistemática da literatura. Assim, apoiando-se na fundamentação teórica, formulam-se hipóteses ou questões de pesquisa e perguntas norteadoras, para em seguida, planejar a coleta dos dados e, por último, realizar sua análise.
A concentração do interesse do pesquisador em determinados problemas, a perspectiva em que se coloca para formulá-los, a escolha dos instrumentos de coleta e análise do material não são nunca fortuitos: todo estudioso está sempre engajado
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De acordo com Triviños (1987), num panorama evolutivo, o homem apresentou a capacidade de pensar. A matéria possui como propriedade o reflexo, sendo que a consciência é um tipo de reflexo mais evoluído. Assim, a consciência é uma propriedade da matéria, altamente organizada presente no cérebro humano, ou seja, em sua realidade material. A capacidade da consciência é de refletir a realidade objetiva. “O trabalho e a linguagem
estão intimamente ligados ao desenvolvimento desta propriedade do cérebro humano, a consciência, de refletir a realidade objetiva (p.62)”.
nas questões que lhe atraíram a atenção, está sempre engajado, de forma profunda e muitas vezes inconsciente, naquilo que executa. Além de sua posição diante do objeto a estudar, urge considerar também o momento histórico-científico em que se encontra, a maneira de compreender as ciências no mundo intelectual de que faz parte. Duas perspectivas se reúnem sempre: o ser pensante é sempre único, sua individualidade é patente; seu modo de conhecer e, portanto, sua imaginação, sua interpretação, seu julgamento de valor são sem dúvida inteiramente pessoais. No entanto, o indivíduo só existe em coletividades de que é parte inseparável; é em sua sociedade e no seu grupo que adquire sua maneira de considerar a ciência, as técnicas de que dispõe são as que neles aprende. Mesmo quando inova, suas criações estão delimitadas pelo que neles existem. Todo indivíduo encerra uma parte que é particularmente sua e uma parte que lhe foi insuflada pelo seu meio; partes que sempre se interpenetram, mas que ora estão em harmonia, ora em oposição. (QUEIROZ, 2002, p.13)
No próximo item, trataremos especificamente de um tipo de pesquisa qualitativa, a pesquisa colaborativa.