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3.8 Etiske problemstillinger

4.1.3 Betydningen av digital sikkerhet

Para alcançarmos os objetivos relacionados acima, fomos em busca de professores (as) com diferentes tempos de experiência na carreira docente, visando englobar aqueles (as) que lecionassem: a) há menos de cinco anos – docente iniciante; b) entre seis e dez anos – docente em meio de carreira e, por fim, c) o (a) professor (a) com mais de dez anos de carreira – professor (a) experiente.

Ao selecionarmos docentes em diferentes momentos da carreira docente, tínhamos a hipótese de que seria possível um diálogo maior entre os pares, uma vez que, tendo momentos de formação acadêmica distintos, vivências pessoais e educacionais em épocas diferenciadas e lecionando sob políticas educacionais variadas, as trocas de experiências fortaleceriam a composição de conhecimentos no grupo sobre os conteúdos a serem lecionados no primeiro ano.

Esperávamos, ainda, que as docentes lecionassem em diferentes escolas, públicas e particulares, uma vez que considerávamos que isso levaria a acrescentar maiores informações sobre como vêm sendo implementadas as políticas públicas em diferentes

contextos. Como último critério para compor o grupo, as docentes não poderiam ser membros participantes do “Projeto Comunidades de Aprendizagem”, já que nossa pesquisa, por se tratar de um estudo exploratório, deveria ser neste momento, dirigida a outra população.

Passamos, então, a convidar professores (as) que tinham o perfil arrolado acima, a participarem da pesquisa, explicando-lhes sobre sua proposta e objetivos12. Dez professoras interessaram-se pela pesquisa e aceitaram ser entrevistadas. As entrevistas foram realizadas de acordo com a disponibilidade de cada participante, sendo que os locais variaram entre a sala da pesquisadora/orientadora desta pesquisa localizada, na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no Departamento de Metodologia de Ensino (DME), na casa de uma das pesquisadoras, nas casas das participantes e nas escolas em que lecionavam.

As entrevistas englobavam quatro questões abertas que interrogavam sobre: 1) O tempo de experiência docente; 2) A formação acadêmica; 3) Quais conteúdos da língua materna o docente esperava que seus (suas) alunos (as) soubessem ao iniciar o primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos? e 4) Quais conteúdos da língua materna eles (as) esperavam que seus (suas) alunos (as) soubessem ao término do primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos?

O objetivo destas duas últimas questões era exatamente criar um grupo de conteúdos específicos da língua materna que serviria como desencadeador para as discussões a serem desenvolvidas numa etapa posterior13.

Dez professoras aceitaram ser entrevistadas. No Quadro 1, podemos observar dados sobre a formação, tempo de magistério e instituição em que as participantes lecionavam.

Podemos observar, pelo quadro 1, que o grupo de professoras entrevistadas compunha-se de três professoras iniciantes, três em meio de carreira e quatro professoras com mais de onze anos na carreira docente. 90 % das professoras, ou seja, nove, cursaram a graduação em Pedagogia no Ensino Superior (UNESP ou UFSCar), sendo que uma – 10% - graduou-se numa instituição superior particular da região.

12

Foi entregue, a cada participante da pesquisa, o Termo de Consentimento Livre Esclarecido, conforme exigido pelo Comitê de Ética com Pesquisa em Seres Humanos da UFSCar.

13

As entrevistas e os dez encontros do Curso de Extensão foram gravados em fita cassete e a bolsista de iniciação, Larissa de Freitas Vieira, participante do projeto, mas não dos encontros presenciais com as professoras, ficou responsável pelas transcrições. Sua pesquisa de Iniciação Científica intitula-se: VIEIRA, L. F.

Base de conhecimento sobre o ensino: conteúdos da língua materna, nas salas de 1º ano do ensino fundamental.

Quadro 1: Formação, tempo de magistério e instituição em que as participantes lecionavam Professora Professora Iniciante (I) ou Intermediário (M) ou Experiente (E) Formação Acadêmica Superior Ano de Conclusão da Formação Acadêmica Tempo de Magistério (ano) no Ensino Fundamental Instituição de Ensino na qual leciona 1 I Público 2003 2 Público 2 M Público 2004 6 Público 3 M Público 1999 10 Público 4 E Público 1986 25 Público 5 E Público 1996 15 Público 6 I Público 2000 1 Público 7 I Público 2003 4 Público 8 M Público 1999 10 Público 9 E Particular 2002 21 Particular 10 E Público 1974 25 Particular

Em relação ao ano em que concluíram o Ensino Superior – especificamente a graduação em Pedagogia, uma terminou na década de 70, uma na de 80, três na de 90 e cinco na década seguinte. Podemos, assim, constatar que a formação universitária das professoras ocorreu em momentos muito distintos.

Quanto à instituição em que lecionavam, duas ensinavam em escolas particulares (escolas diferentes) e oito em escolas públicas que variavam entre escolas municipais e conveniadas. Cabe ressaltar que boa parte das professoras – 70% – lecionava em dois períodos, na mesma escola ou em escolas diferentes.

Durante as entrevistas, convidamos as docentes a participarem do Curso de Extensão “Letramento: reflexões sobre os saberes no primeiro ano do Ensino Fundamental” ministrado pela Profª. Drª. Claudia Raimundo Reyes, que, visando à mudança do Ensino Fundamental de oito para nove anos e recomendação do Governo Federal de criar grupos de discussão sobre o currículo para cada série, tinha como objetivo tratar sobre: o ensino do primeiro ano quanto ao currículo da língua portuguesa a ser desenvolvido e desenvolver instrumentos de avaliação para verificar as aprendizagens dos (as) alunos (as) relativos à mesma disciplina. Dessa maneira, a nossa coleta levava a inquirir sobre o primeiro objetivo arrolado, passando o segundo a ser desenvolvido por outra pesquisadora14 também integrante do grupo – para o qual, foram realizados mais cinco encontros com as mesmas professoras, cuja análise de dados ainda está em andamento.

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HELMER, E.A. A avaliação no processo de aprendizagem da língua materna: uma construção conjunta, entre professores e pesquisadores, de instrumentos avaliativos e suas implicações na constituição dos saberes docentes. São Carlos: UFSCar, 2007. (Em andamento).

Foi explicado que o Curso de Extensão seria realizado no segundo semestre de 2007, sendo composto de 60 horas totais em dez encontros para atingir o objetivo de compor a base de conhecimento de conteúdo específico e cinco encontros para compor o instrumento de avaliação. Cada encontro possuía duas horas e meia de duração, sendo as demais horas destinadas a outras tarefas, como a preparação de material pela docente para ser apresentado ao grupo e, ainda, com leituras de textos retirados de livros e de artigos.

Neste estudo, tratamos apenas dos dez encontros iniciais, ou seja, os encontros destinados a alcançar o objetivo do Curso de Extensão referente à construção da base de conhecimento, sendo o local de encontro do grupo a Universidade Federal de São Carlos – Departamento de Metodologia de Ensino.

Tínhamos para os dez encontros, um cronograma inicial, que pode ser observado no Quadro 2.

Quadro 2 : Cronograma do Curso de Extensão Encontros Atividades

Atividade inicial

Entrevista

1 Apresentação das participantes, equipe e proposta de trabalho. Discussão do material gerador. 2 Complementação dos descritores – oralidade

3 Complementação dos descritores – leitura 4 Complementação dos descritores – escrita 5 Conhecimento de uso técnico e instrumental 6 Conhecimento para a formação da cidadania 7 Apresentação de documentos e propostas oficiais

8 Discussão da relação entre proposta das professoras e as oficiais 9 Re-elaboração da base de conhecimento sobre o ensino da língua

10 Avaliação da Atividade

Cabe ressaltar que o Curso de Extensão serviu como espaço de coleta de dados para a segunda etapa desta investigação – a primeira foi a das entrevistas individuais. Sendo esta uma pesquisa de metodologia colaborativa é importante considerar que o cronograma se modificou ao longo dos dez encontros, uma vez que o grupo, no decorrer das discussões, deu outro caminhar às atividades propostas (que a posteriori será apresentado).

Após serem convidadas para participarem do Curso de Extensão, cinco professoras tiveram disponibilidade de compartilhar deste momento. No Quadro 3, verificamos os condicionantes das professoras que constituíram o grupo de discussão no Curso de Extensão.

Quadro 3: Formação, tempo de magistério e instituição em que as participantes do Curso de Extensão lecionavam: Professora 15 Professora Iniciante (I) ou Intermediário (M) ou Experiente (E) Formação Acadêmica Superior Ano de Conclusão da Formação Acadêmica Tempo de Magistério (ano) no Ensino Fundamental Instituição de Ensino na qual leciona

Fernanda I Público 2000 1 Público

Alessandra I Público 2003 4 Público

Lúcia M Público 1999 10 Público

Cássia E Particular 2002 21 Particular

Tereza E Público 1974 25 Particular

Dentre as professoras participantes, duas tinham menos de cinco anos de experiência, uma dez anos e duas mais de vinte anos.

Notamos, ainda, que uma realizou sua graduação em Pedagogia numa instituição particular da região, e as demais em universidades públicas (UNESP ou UFSCar). Uma formou-se na década de 70, uma na de 90 e três a partir do ano 2000. Três lecionavam ou coordenavam classes de primeiro ano em instituições públicas e duas em instituições particulares.

É importante enfatizar que nos encontros do curso de Extensão o grupo dialogou com o objetivo de alcançar a máxima aprendizagem do (a) aluno (a) no primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos. Assim, ao longo dos debates sobre os conteúdos a serem desenvolvidos, houve uma expectativa alta quanto à aprendizagem a ser adquirida pela criança.

No item seguinte, descrevemos cada encontro e tratamos sobre como se deram a análise dos dados.