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S TYRKER OG SVAKHETER VED ANALYSEN

IV. FORKORTELSER OG DEFINISJONER

5. ANALYSE

5.4 S TYRKER OG SVAKHETER VED ANALYSEN

As instituições de ensino e pesquisa visitados nos Estados Unidos têm características diferentes entre si. Porquanto algumas se definem e estabelecem programações próprias de uma secular instituição mais caracterizadamente de pesquisa em uma área básica da ciência, como o Jardim Botânico de Nova York, outras, também seculares, desenvolvem estratégias modernas para a constante chegada de grandes contingentes de estudantes provenientes de todo o mundo, como a Yale University e Columbia University, que mantêm um viés interdisciplinar bastante forte, mas todas sabedoras de sua importância no cená- rio científico e acadêmico mundial.

Assim, cada instituição, e seus professores e/ou pesquisadores, nas atividades de aula, têm autonomia para escolher os métodos mais adequados de ensino, de acordo com suas características pessoaise seus pensamentos acerca do assunto.

As aulas são dadas de modo “tradicional”, ou seja, ainda existem aulas expositivas, com uso de projetores de imagens em PowerPoint, com os professores postados à frente

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da sala, com os alunos sentados em carteiras dispostas em algumas fileiras, uma atrás da outra. Outros professores preferem fazer círculos (ou na forma de “U”) com as carteiras. Há ocasiões em que o professor fica sentado em uma das carteiras do círculo. Ou seja, há professores que se importam com a disposição das carteiras e outros que não levam isso em consideração.

Outras aulas, também teóricas, são dadas com estratégias mais antigas, mas ainda válidas,como a de ministrar aulas teóricas utilizando o quadro negro e giz. Aliás, o termo quadro negro tem sido usado para outros tipos de quadros (boards), havendo os de vidro e os de plástico duro, de cor branca. E o giz, nesses últimos dois casos, é substituído por canetas com tinta sintética, de cores variadas. Os apagadores mantêm-se praticamente os mesmos em todos os casos.

Para esses casos, o professor tem que desenvolver estratégias didáticas para que os alunos prestem atenção e participem das aulas, uma vez que tem um formato muito uni- direcional, e tendem a facilitar a passividade dos alunos.

Há ainda aulas mais proativas, como por exemplo, a divisão da classe em alguns subgrupos para discussão sobre determinado tema dentro do horário de aula e posterior discussão com toda a turma. Essa estratégia tem sido utilizada por todos os professores nos programas de pós-graduação, pela existência de um número menor de alunos. Para aulas de cursos de graduação, o maior (ou excessivo) número de alunos em sala dificulta essa ação.

Outra estratégia bastante utilizada, segundo relato dos professores/pesquisadores entrevistados, é o estabelecimento de textos a serem lidos em casa para posterior discus- são em aula, na semana seguinte, em grupo. A apresentação do assunto pode ser feita pelo professor ou pelo grupo de aluno ou por um individualmente. Em todos os casos, há posteriormente, a discussão com os alunos da classe do assunto abordado.

Algumas universidades (Yale e Columbia) têm desenvolvido um sistema de aula on-line, ou seja, na forma virtual, em vídeo-conferência, onde há a gravação de uma aula com determinado professor e esta aula é transmitida ao vivo para outras salas e/ ou universidades. Essas aulas podem ser gravadas em ambiente real, numa sala de aula, com a presença de alunos, e transmitidas ao vivo ou gravadas em um estúdio, para pos- terior veiculação.

Em relação a estratégias eletrônicas em aula, foi dito que algumas salas são equipa- das com aparelhos que permitem participação dos alunos para responder a determinadas

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questões e a quantificação das respostas pode ser feita imediatamente, possibilitando ainda se saber as respostas por determinado grupo de alunos, isto é, sabe se os resultados dos alunos que estão distribuídos em grupos dentro da sala de aula.

Sobre as aulas práticas, estas variam conforme o conteúdo e as possibilidades orga- nizadas pelos professores. Podem ser em salas de aula, nos laboratórios e/ou em ambien- tes externos da própria instituição, como no Jardim Botânico. Os laboratórios são moder- nos, isto é, possuem estrutura e equipamentos adequados para o desenvolvimento das atividades práticas de aula. Laboratórios de fitoquímica dispõem de diversos equipamen- tos bem modernos de isolamento, identificação e quantificação de diferentes substâncias do metabolismo secundário, bem como para os estudos em genômica. O menor número de alunos facilita o aprendizado nessas situações.

Na Tufts University, o trabalho nos laboratórios é fortemente monitorado pelos pro- fessores e pesquisadores responsáveis e a cobrança por resultados (e publicações!) é cons- tante, os estudantes parecem estar sempre estressados por causa disso.

Há ainda aulas prática concentradas em campo, com viagem a determinados locais (os exemplos de Costa Rica, Equador e Panamá). Estes períodos permitem um mergulho mais profundo nas características de determinado ecossistema e/ou nas fisionomias de um grupo vegetal. Deve-se levar em conta que as disciplinas, por serem pagas, podem contemplar tais viagens, mas ainda é fortemente influenciada pelo interesse do professor e da existência de parcerias e contatos com outras instituições em outros países.

O sistema de avaliação dos alunos no aproveitamento das disciplinas também varia conforme o professor. Há a aplicação de provas escritas, duas por disciplina (uma no meio do semestre e outra ao final), bem como a entrega de relatórios escritos, sobre determi- nados assuntos dados em aula. Outros professores preferem fazer avaliação a partir de apresentação de seminários individuais ou em grupo. Vai depender como de costume, da decisão do professor, baseada em suas experiências pregressas, a importância que cada um dá no processo de avaliação e também da forma como ele a vê. As notas (grades) são apresentadas em número (um a 10, com aprovação em 7) e/ou transformada em letras (A, B, C, D, E, esta última para reprovado).

O controle da presença dos alunos em sala, no que se refere a aulas de pós-graduação, normalmente não é realizado, uma vez que os alunos são em pequeno número e isso fa- cilita o contato e o controle pelo professor. Além disso, há uma cultura de maior respon-

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sabilidade por parte do aluno em assistir às aulas, fortalecido pelo fato de o ensino ser pago, valorizando as aulas, mas mesmo assim, os professores consultados fazem uma pri- meira averiguação dos alunos no início da disciplina, para conhecê-los e posteriormente o controle é feito com os relatórios e/ou apresentação de seminários.

No que se refere à infraestrutura, tanto para as aulas práticas quanto para as ativi- dades de pesquisa, o que foi observado é e existência de muitos equipamentos modernos, localizados dentro de laboratórios igualmente modernizados, dotados com infraestrutura de apoio eletrônico. Bancadas onde os aparelhos cromatógrafos e sequenciadores de genes às vezes podem estar muito perto uns dos outros, mas geralmente há ambientes separa- dos. Na Tufts University, os equipamentos estão localizados em laboratórios menores e onde alguns técnicos e/ou pós-graduandos ficam com seus computadores no mesmo local. Na Columbia Universitu a situação é parecida. Já no Jardim Botânico de Nova York, os laboratórios de fitoquímica e genômica estão localizados em um grande edifício envidra- çado, com amplos e modernos laboratórios e as salas dos alunos e dos pesquisadores são separadas desse ambiente. Áreas de escape e rotas de fugas de emergência estão devida- mente sinalizadas.

Quanto à infraestrutura para aulas teóricas, elas são mais uniformes, isto é, não há muita diferença no que se refere ao tamanho da sala, iluminação e equipamentos, dife- rindo apenas nos desenhos, arquitetura e materiais utilizados na construção. Todas têm carteiras, sejam as menores com apoiadores de braços mais largos para abarcar um cader- no do tipo universitário ou ainda carteiras divididas em duas partes móveis, uma com uma cadeira e outra com uma pequena mesa para apoio dos cadernos e/ou lap tops. Lou- sas (para giz ou canetas hidrográficas) e equipamento de projeção de slides em Power Point estão montados em todas as salas. Há em algumas delas, microfone acoplado em caixas de sons, nos ambientes maiores. E em outras (não verificada em loco, apenas foi citada), há aparelhos eletrônicos para respostas pelos alunos e quantificação imediata.

Há bibliotecas setorizadas nos prédios dos cursos visitados, além das bibliotecas centrais, que são enormes. O acesso a livros históricos e/ou importantes para determina- dos assuntos é extremamente facilitado nas instituições visitadas. Há uma política de valorização dos livros e periódicos, com a existência de sistemas de consulta aos acervos bibliográficos, além de primeiramente, garantir a manutenção desses importantes acer- vos nas diferentes bibliotecas. Todas as instituições visitadas são mais antigas que as brasileiras, conseguindo ter, guardar e conservar acervo bibliográfico histórico, funda-

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mental para os estudos em algumas áreas pesquisadas. Bibliotecas menores, de assuntos específicos, são encontradas em praticamente cada um dos laboratórios e/ou salas de alu- nos, permitindo um acesso fácil e rápido a informações de cada uma das áreas envolvidas. Em algumas salas de espera das instituições, há em suas estantes, exemplares de livros e periódicos destacados de cada área, para leitura enquanto se espera por alguém. Uma importante forma de mostrar o valor dado a eles, um verdadeiro cartão de visita acadêmico das instituições.

Sobre o sistema de avaliação dos docentes e pesquisadores, os entrevistados relatam, de forma bem objetiva, que a qualidade da aula é avaliada por outro docente, de unida- des externas, convidado pela diretoria. Há ainda avaliação dos professores feita pelos estudantes (Yale University), via link no site da instituição. A avaliação se refere à dis- ciplina e ao professor que a ministrou. E quando perguntado sobre produção de papers, estes afirmaram que normalmente a produção é de aproximadamente quatro artigos por ano, em periódicos de grande impacto, uma vez que se trata de um ponto fundamental levado em conta na avaliação de desempenho do profissional. Ressaltamos aqui que o sistema de contratação nos Estados Unidos e a sequência de sua carreira na instituição estão de acordo com o desempenho de cada um, sendo que o tenure track (uma espécie de concurso/avaliação para professor concursado, com garantia da manutenção de seu cargo/ emprego) é altamente desejado, mas que exige desempenho profissional muito grande. Verificou-se, no entanto, na Columbia, que, como uma espécie de concorrência entre as instituições pertencentes ao Ivy League, o número de artigos publicados não é tão im- portante, o mais relevante é o número de prêmios Nobel que cada instituição e profissio- nal conquistam. Mesmo com as diferenças à parte, é, no jargão popular, “briga de cachor- ro grande”, totalmente fora das perspectivas brasileiras.