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Typiske tekster for de ulike alderstrinnene

Kapittel 4: Presentasjon og drøfting av funn og tendenser i materialet

4.3 Tekstutvalg, alderstrinn og progresjon

4.3.1 Typiske tekster for de ulike alderstrinnene

Carver, Scheier e Weintraub (1989) desenvolveram um inventário original de estilos e estratégias de coping denominado COPE. Nesta investigação foi utilizada a adaptação portuguesa formulada por Ribeiro e Rodrigues (2004), com base no COPE reduzido de Carver (1997). Para desenvolverem este inventário Carver et al. (1989) apoiaram-se no modelo teórico de coping de Lazarus e Folkman e no modelo teórico de autorregulação comportamental. Carver et al. in Ribeiro e Rodrigues (2004) consideram que há modos estáveis - traços - ou estilos de coping preferidos, que as pessoas ativam nas mais variadas situações stressantes que enfrentam ao longo da sua vida. Segundo os autores, estes estilos de coping mantêm-se relativamente fixos ao longo do tempo e das circunstâncias para cada pessoa.

Na tradução e adaptação da escala COPE, Ribeiro e Rodrigues (2004) optaram por manter o termo “coping” utilizado no original, e fizeram-no assumindo a construção de um neologismo.

Carver et al. in Pais Ribeiro e Rodrigues (2004) consideram que é útil identificar estilos de coping porque as pessoas tendem a utilizar o mesmo conjunto de mecanismos para fazer face aos problemas e ao stress. Se este conjunto de mecanismos for demasiado rígido e cristalizado ele poderá, efetivamente, funcionar como um obstáculo e não ser eficaz. Contudo, nas situações de saúde mental tal não parece acontecer. As 14 subescalas do COPE permitem uma análise subtil do coping focado no problema, sem contudo tornarem o questionário demasiado longo ou “pesado” (são compostas por um total de 28 itens). A escolha deste instrumento para integrar o protocolo nos estudos II e III deveu-se precisamente às seguintes características do COPE:

 Traduzido e adaptado para a população portuguesa;  Instrumento de autoaplicação;

 Preenchimento rápido e intuitivo;  Resultados num perfil subtil e rico.

Os 28 itens, 2 por subescala, são redigidos em termos da ação que a pessoa implementa e a resposta é dada numa escala ordinal com quatro alternativas:

1. Não tenho andado a fazer isto de modo algum; 2. Tenho andado um pouco a fazer isto;

3. Tenho andado a fazer isto de forma moderada; 4. Tenho andado a fazer muito isto.

O resultado final é apresentado como um perfil composto pelas 14 subescalas. Não há uma nota total. Como se pode observar no quadro 3.3, as 14 dimensões do COPE abrangem um leque muito variado de tipologias, o que torna o instrumento particularmente sensível, subtil e rico.

Na sua aplicação, o questionário foi antecedido pela seguinte introdução: “As afirmações seguintes referem-se à forma como tem lidado com o stresse da sua vida desde que tem Acne. Pretendemos saber em que medida tem andado a fazer o que diz cada item, quando e com que frequência. Não responda com base no facto de parecer estar a resultar ou não - apenas se está ou não a fazê-lo. Tente considerar cada pergunta per si, isolando-a no seu espírito de todas as outras. Faça com que as respostas sejam para si tão verdadeiras quanto possível.”

Acne e saúde pública: um contributo

Quadro 3.3: As subescalas do COPE

Subescala Definição/ itens

1. Coping ativo Iniciar uma ação ou fazer esforços, para remover ou circunscrever o stressor.

Item 2: Concentro os meus esforços para fazer alguma coisa que me permita enfrentar a situação.

Item 7:Tenho andado a fazer esforços para tentar melhorar a situação.

2. Planear Pensar sobre o modo de se confrontar com o stressor, planear os esforços de coping activos.

Item 14: Tenho andado a tentar elaborar uma estratégia acerca do que fazer. Item 25: Tenho estado a pensar seriamente nos passos a dar.

3. Utilizar suporte instrumental

Procurar ajuda, informações, ou conselho acerca do que fazer. Item 10: Tenho recebido ajuda e aconselhamento de outras pessoas.

Item 23: Tenho tentado obter conselhos e ajuda dos outros acerca do que fazer. 4. Utilizar suporte

social emocional

Conseguir simpatia ou suporte emocional de alguém. Item 5: Tenho recebido apoio emocional de outros. Item 15: Tenho tido o consolo e a compreensão de alguém. 5. Religião Aumento de participação em atividades religiosas.

Item 22: Tenho tentado encontrar conforto na minha religião ou noutras crenças. Item 27: Tenho andado a rezar e a meditar.

6. Reinterpretação positiva

Fazer o melhor da situação crescendo a partir dela, ou vendo-a de um modo mais favorável.

Item 12: Tenho andado a tentar ver as coisas de uma perspetiva diferente, para as fazer parecer mais positivas.

Item 17: Tenho andado a procurar algo de bom no que está a acontecer. 7. Autoculpabilização Culpabilizar-se e criticar-se a si próprio pelo que aconteceu.

Item 13: Tenho andado a criticar-me a mim próprio(a).

Item 26: Tenho andado a culpar-me por coisas que aconteceram. 8. Aceitação Aceitar o facto que o evento stressante ocorreu e é real.

Item 20: Tenho aceitado a realidade do facto que aconteceu. Item 24: Tenho estado a aprender a viver com isso.

Subescala Definição/ itens 9. Expressão de

sentimentos

Aumento da consciência do stresse emocional pessoal e a tendência concomitante para exprimir ou descarregar esses sentimentos.

Item 9: Tenho andado a dizer coisas para dar vazão aos meus sentimentos desagradáveis.

Item 21: Tenho expressado os meus sentimentos negativos. 10. Negação Tentativa de rejeitar a realidade do acontecimento stressante.

Item 3: Tenho andado a dizer a mim próprio(a) "isto não pode ser verdade". Item 8: Tenho-me recusado a acreditar no que aconteceu.

11. Autodistração Desinvestimento mental do objetivo com que o stressor está a interferir, através do sonho acordado, dormir, ou auto distração.

Item 1: Tenho andado a dedicar-me ao trabalho e a outras atividades para desviar a minha atenção de outras coisas.

Item 19: Tenho andado a fazer coisas para pensar menos no caso, tais como ir ao cinema, ver TV, ler, sonhar, dormir ou ir às compras.

12. Desinvestimento comportamental

Desistir, ou deixar de se esforçar da tentativa para alcançar o objectivo com o qual o stressor está a interferir.

Item 6: Tenho andado a desistir de tentar lidar com a situação. Item 16: Tenho andado a desistir da tentativa de enfrentar a situação. 13. Uso de substâncias

(medicamentos/ álcool)

Virar-se para o uso do álcool ou outras drogas (medicamentos) como um meio de desinvestir do stressor.

Item 4: Tenho usado álcool e outras drogas para me sentir melhor.

Item 11: Tenho recorrido ao álcool e a outras drogas como forma de ajuda para a situação.

14. Humor Fazer piadas acerca do stressor.

Acne e saúde pública: um contributo

As pontuações para cada um dos indivíduos foram obtidas tendo em conta o agrupamento de escalas referido anteriormente. Os pontos alcançados em cada uma das escalas foram somados, e considerado que os valores mais altos correspondem a uma maior utilização dessa estratégia de coping, tal como fizeram Schnider e Elhai (2007).

Quadro 3.4: Estratégias de coping

1. Foco no problema

COPE CA – Coping ativo

Estratégias adaptativas COPE SI – Utilizar suporte instrumental

COPE P – Planear COPE R – Religião 2. Ativação emocional COPE A – Aceitação COPE H – Humor

COPE RP – Reinterpretação positiva COPE SE – Utilizar suporte social emocional COPE ES – Expressão de sentimentos

Estratégias não adaptativas 3. Evitamento emocional COPE AD – Auto-distração COPE AC – Auto-culpabilização COPE N – Negação

COPE US – Uso de substâncias

COPE DC – Desinvestimento comportamental Fonte: Schnider e Elhai, 2007

Como forma de agrupar e clarificar a informação, foi considerado pertinente e útil a estratificação das pontuações em concordância com a escala de Likert, nomeadamente encontrando quatro patamares de estratificação que se apresentam no quadro 3.5.

Quadro 3.5: Estratificação das pontuações Não tenho andado a fazer isto de modo algum Nunca utilizou Tenho andado um pouco a fazer isto Utilização Baixa Tenho andado a fazer isto de forma moderada Utilização Média Tenho andado a fazer muito isto Utilização Elevada

Em relação à divisão de estratégias de coping adaptativas e não adaptativas temos os seguintes indicadores, contidos na tabela 3.2.

Tabela 3.2: Coping - Indicadores

Pontos Limite Tipo de coping Uso Pontos 16 Mínimo Adaptativo Nunca utilizou 16 Utilização baixa 17 a 24 64 Máximo Utilização média 25 a 48 Utilização elevada 49 a 64 12 Mínimo Não Adaptativo Nunca utilizou 12 Utilização baixa 13 a 24 48 Máximo Utilização média 25 a 36 Utilização elevada 37 a 48

Por sua vez, o relacionamento entre as dimensões de coping preconizadas por Schnider e Elhai (2007) e os resultados está patente no quadro 3.6.

Acne e saúde pública: um contributo

Quadro 3.6: Dimensões de coping Dimensão Uso Pontos

Foco no problema Nunca utilizou 8 Utilização Baixa 9 a 16 Utilização Média 17 a 24 Utilização elevada 25 a 32 Ativação emocional Nunca utilizou 10 Utilização Baixa 11 a 20 Utilização Média 21 a 30 Utilização elevada 31 a 40 Evitamento emocional Nunca utilizou 10 Utilização Baixa 11 a 20 Utilização Média 21 a 30 Utilização elevada 31 a 40 Fonte: Schnider & Elhai (2007)