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Types of storage systems

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4  PHASE CHANGE MATERIALS IN ACCUMULATION TANKS

4.2  Types of storage systems

estabelecido por meio de uma analogia para com a definição de justeza dos juízos

A indicação da fonte originária do conhecimento moral a partir da descrição da justeza dos sentimentos de amor e ódio, estabelecido por meio de uma analogia para com a definição de justeza dos juízos, é a pedra de toque da nossa tese. Por isso mesmo, é interessante observar que a analogia foi o procedimento didático adotado por Brentano para apresentar a justeza do ato psíquico. Em outras palavras, no intuito de apresentar ao grande público sua concepção de verdade, fundamentada na atividade psíquica do juízo, Brentano estabeleceu uma analogia entre essa atividade e a atividade psíquica do sentimento de amor e ódio, pois ele considerava que se tratava de um paralelo evidente. Vejamos.

Brentano tomou novamente por base os critérios norteadores da

Psicologia descritiva. Por isso ele relembrou as reformulações da sua teoria

dos juízos e afirmou que também existiam quatro reformulações no campo do sentimento de amor e ódio. Segundo Brentano, essas reformulações também decorriam do novo critério epistemológico que fundamentava a descrição das relações psíquicas primárias e secundárias (diploseenergie). Pontuaremos cada um delas a partir de uma analogia para com os juízos e, em seguida, apresentaremos a análise brentaniana.

De modo análogo ao juízo, (a) o sentimento de amor e ódio cobriria a totalidade do universo dos existentes e dos não existentes. De modo análogo ao juízo, (b) o modo de referência intencional do sentimento de amor e ódio à

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representação comportaria uma estrutura bipolarizada entre amor ou ódio. De modo análogo ao juízo, (c) o domínio positivo do sentimento de amor e ódio consistiria na justa atribuição de amor ou ódio à representação e o domínio negativo consistiria na injusta atribuição de amor ou ódio à representação. Finalmente, (d) de modo análogo ao juízo, a justa atribuição de amor ou ódio à representação seria definida como experiência originária do conceito de bem e a injusta atribuição de amor ou ódio à representação seria definida como experiência originária do conceito de mal.

Vejamos como Brentano apresentou as especificidades de cada uma dessas quatro implicações:

(a) Em primeiro lugar, a teoria brentaniana estabeleceu o seguinte. Em decorrência do modo como se dava a relação intencional entre o objeto primário e o objeto secundário, a descrição de todo ato de sentimento de amor e ódio também cobriria um campo ilimitado. Isso significava que, assim como na descrição da atividade psíquica de juízo, todo sentimento de amor e ódio seria caracterizado como uma relação psíquica secundária. Por isso, todo sentimento de amor e ódio teria por base uma representação que se caracterizava como relação psíquica primária. Como consequência desse modo de descrever a relação, qualquer representação também poderia fazer parte do campo de atividade do sentimento de amor e ódio. Por isso, de modo análogo aos juízos, as representações que supunham “coisas” (existentes), como correlatos dos atos de representar, poderiam ser amadas ou odiadas como boas ou más. Além disso, as representações que supunham “não-coisas” (não existentes) como correlatos dos atos de representar poderiam ser amadas ou odiadas como boas ou más. Por quê? Porque a justa atribuição de amor ou ódio seria descrita como uma relação (diploseenergie) entre a atividade psíquica de sentir e a atividade psíquica de representar. Essa analogia entre a atividade psíquica do sentimento de amor e ódio e a atividade psíquica do juízo resolveu, como insistiu Brentano na citação a seguir, o problema da existência ou não existência do correlato do objeto primário de todo ato de sentimento de amor e ódio:

Nós chegamos a um análogo exato do que representa a concordância do juízo verdadeiro com seu objeto ou com a existência e não existência de seu objeto. Mas, no caso, não se trata

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absolutamente de alguma coisa que existe no sentido em que alguma coisa é real, coisal, efetiva de ser.310

(b) Em segundo lugar, disse Brentano, “[...] também se encontra uma oposição no domínio do sentimento de amor e ódio, a saber, aquela oposição entre o amor e o ódio. E qualquer que seja a coisa tomada em conta, em cada caso uma das duas modalidades do sentimento será apropriada e a outra inapropriada”311. De modo análogo ao juízo, o modo de referência

intencional do sentimento de amor e ódio à representação explicitaria uma estrutura bipolarizada em justo de ser amado e justo de ser odiado. Tal como Brentano especificou textualmente na citação a seguir, essa oposição entre sentimento de amor ou sentimento de ódio também remetia à relação intencional que caracterizava a atividade psíquica primária e secundária. Assim, em terceiro lugar, (c) tratava-se da descrição do domínio positivo do sentimento como atribuição justa de amor ou ódio à representação e o domínio negativo como atribuição injusta de amor ou ódio à representação. Como partes do todo psíquico, também o amor constituinte da atividade de sentir deveria estar relacionado de alguma maneira com o existente, enquanto ele fosse constituinte do correlato do ato de representar, pois, tal como no juízo, essa relação seria o primeiro indicativo da harmonia ou correspondência entre as partes dessa classe de ato psíquico.

Seguindo ainda os mesmos procedimentos adotados na análise acerca do juízo, Brentano tomou o que foi estabelecido nos três pontos anteriores para definir (d) a noção de sentimento de amor e ódio justo como

justa atribuição de bem ou mal. Deste modo, disse ele:

Conseqüentemente, tudo o que é da ordem do pensável decompõe- se em duas classes das quais a primeira contém tudo para o qual é justo o amor; e a outra contém tudo para o qual é justo o ódio. O que

310„Da hätten wir also das genaue Analogon dessen, was die übereinstimmung des wahren Urteilens mit

seinem Gegenstande oder mit der Existenz und Nichtexistenz seines Gegenstandes bedeutet. Von einem Seienden im Sinne des Realen, Dinglichen,Wesenhaften ist dabei zunächst gar nicht die Rede“. Brentano, Franz. Wahrheit und Evidenz. p. 25.

311 “ Auch auf dem Gebiete des Gemüts findet sich ein Gegensatz, nämlich der von Lieben und Hassen:

und für jegliches, was in Frage kommen mag, ist in jedem Fall eine der beiden 'Weisen dieses Verhaltens passend, die andere unpassend“. Brentano, Franz. Wahrheit und Evidenz. p. 25.

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pertence à primeira classe, nós o denominamos bem, e mal o que é compreendido na outra classe.312

Assim, chegamos ao ponto da fundamentação do conhecimento moral. A atividade psíquica de sentimento de amor e ódio consistiria na relação intencional estruturada como relações psíquicas primárias e secundárias (diploseenergie), pois o sentimento seria a atividade secundária que atribuiria amor ou ódio à relação psíquica primária chamada ato de representar um objeto imanente (existente ou não-existente), ou seja, a representação. Dado desse modo, esse ato explicitaria o ponto fundamental da teoria do conhecimento moral, a saber, o fato de que a correspondência ou a concordância não poderia ser uma identidade ou semelhança, mas ela deveria ser concebida como a harmonia, a pertinência ou a correspondência entre a atividade secundária que atribui amor ou ódio à relação psíquica primária chamada ato de representar um objeto imanente (existente ou não-existente). Aqui também emanam duas características fundamentais.

Primeiramente, a harmonia ou correspondência de um sentimento, descrita por Brentano como justeza, explicitava-se a partir de ambos os domínios afirmativos e negativos do sentimento de amor e ódio. Em outras palavras, toda descrição do domínio afirmativo do sentimento (onde ocorresse a valoração de algo como bom) mostrava que o bom se explicitava em dois domínios. Por um lado, o bom explicitava-se na justa atribuição de amor à representação (quando ela fosse uma referência à coisa – ao existente). Por outro lado, o bom explicitava-se na justa atribuição de ódio à representação (quando ela fosse uma referência à “não coisa” – ao não existente)313. Além

disso, e de modo contrário, toda descrição do domínio negativo do sentimento (onde ocorresse a valoração de algo como mau) mostra que o mau também se explicitava em dois domínios. Por um lado, o mau explicitava-se na injusta atribuição de amor à representação (quando ela fosse uma referência à “não coisa” – ao não existente). Por outro lado, o mau explicitava-se na injusta

312“Und demgemäß zerfällt alles Denkbare in zwei Klassen, von welchen die eine alles, wofür die Liebe,

die andere alles, wofür der Haß passend ist, enthält. Das der ersten Klasse Zugehörige nennen wir gut, das in der anderen Klasse Begriffene schlecht“. Brentano, Franz. Wahrheit und Evidenz. p. 25.

313 Especificaremos no próximo ponto que, no primeiro caso, a justa atribuição do amor à representação

do existente explicita a valoração do puro bem e, no segundo caso, a justa atribuição do ódio à representação do não existente explicita a valoração do bem impuro (mesclado com o mau).

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atribuição de ódio à representação (quando ela fosse uma referência à “coisa” – ao existente)314. Assim, por meio de uma analogia direta para com a atividade

psíquica do juízo, também se tornou compreensível o esforço teórico de Brentano anunciado a seguir, ao redefinir a noção de correspondência como harmonia ou concordância do sentimento de amor e ódio:

Assim, uma vez que nós amemos o bem ou odiamos o mal, ou, ao contrário, se nós odiamos o bem ou amamos o mal, nós podemos declarar justo ou injusto um amor ou um ódio. Além disso, (nós podemos dizer) que no caso de um ato justo nossa atividade sentimental corresponde ao objeto, está de acordo com seu valor. E, por outro lado, ela o objeta no caso do ato contrário, está em desarmonia para com seu valor.315

Essa foi, enfim, a enunciação da teoria moral brentaniana de 1889. Nesses termos, Brentano definiu a noção de conhecimento do bem (valor moral) como aquela noção que se originava da justa atribuição psíquica de

amor e ódio, por parte de um elemento psíquico (a atividade de sentimento de amor e ódio), a outro elemento também psíquico (a atividade de

representação). Do mesmo modo, ele definiu também a noção de conhecimento do mal (valor imoral) como aquela noção que se originava da

injusta atribuição psíquica de amor e ódio, por parte de um elemento psíquico (a atividade de sentimento de amor e ódio), a outro elemento também psíquico

(a atividade de representação). No que se refere ao primeiro objetivo deste capítulo, o exposto foi suficiente para apresentar a estrutura psíquica como fonte originária do conhecimento do bem e do mal, pois a descrição das atividades psíquicas de 1889 estabeleceu a analogia entre a fonte originária do conhecimento do bem e do mal e a fonte originária do conhecimento do verdadeiro e do falso. Esse, no entanto, foi apenas o primeiro passo. Temos ainda um segundo passo: analisar a tautologia que envolve a definição de amor

ou ódio justo.

314 Também especificaremos, no próximo ponto, que atribuição injusta de ódio à representação do

existente explicita a valoração do puro mau e, no segundo caso, a injusta atribuição de ódio à representação do não existente explicita a valoração do mau impuro (mesclado com o bem).

315„So können wir sagen, richtig oder unrichtig sei ein Lieben und Hassen, je nachdem wir darin Gutes

lieben oder Schlechtes hassen oder umgekehrt Schlechtes lieben und Gutes hassen; ferner, daß in den Fällen richtigen Verhaltens unsere Gemütsbewegung dem Gegenstande entspreche, mit seinem Werte im Einklang sei, in den Fällen verkehrten Verhaltens dagegen ihm widerspreche, mit seinem Werte disharmoniere“. Brentano, Franz. Wahrheit und Evidenz. p. 25.

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A tautologia envolvida nessa definição brentaniana do bom, tal qual aquela que envolve a definição de verdade como evidência, não consistiu em um complicador para a teoria do conhecimento moral. Pelo contrário, ela consistiu em outra etapa fundamental da análise, pois, nos detalhes específicos da argumentação de Brentano, o esclarecimento acerca da utilidade de uma definição tautológica tinha uma função específica. Ao esclarecer a função de uma definição tautológica, a análise brentaniana estabeleceu duas distinções fundamentais. A primeira delas era a distinção entre o juízo cego e o juízo evidente. A segunda era a distinção entre sentimento inferior de amor e ódio e o sentimento superior de amor. Essas distinções nos levarão ao ponto central da teoria brentaniana do conhecimento moral, pois a definição de sentimento superior de amor foi o ponto de partida para a descrição do fenômeno psíquico da preferência.

4.3 A análise da definição tautológica de verdade como juízo justo e

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