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Turbo roundabout with traffic signals

Single-lane roundabout Double-lane roundabout

4. Turbo roundabout with traffic signals

profissões, no interior das fábricas, empresas e organizações, é a engenharia. O sistema produtivo necessitava de uma “personagem” com uma formação educacional especializada

35 Trabalho feito pela Profa. Doutora da Unesp (Maria Aparecida Chaves Jardim) denominado: Entre a

solidariedade e o risco: sindicatos e fundos de pensão em tempos de governo Lula (2007)

36 Nesse sentido os estudos de Helena Hirata (2002) demonstram que mesmo o trabalho estável pode sofrer uma

espécie de precarização, ela cita o caso das mulheres que trabalham em empregos estáveis, a saber, em repartições públicas. Mesmo possuindo trabalhos estáveis, essas mulheres adquirem algumas características de precariedade em suas carreiras, tais como, restrições na formação profissional, redução salarial, falta de perspectiva na carreira, etc. Posteriormente pode-se observar em nosso texto que algo semelhante acontecerá com os dirigentes das empresas e organizações no período pós-fordista.

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para liderar e direcionar a produção. A maioria das escolas de engenharia foi criada na Europa e nos Estados Unidos, a partir do século XIX, e tinha como função principal formar profissionais qualificados para liderar o sistema produtivo.

A partir do século XX, com o advento da administração científica, por volta dos anos 20, e do desenvolvimento do sistema taylorista propriamente dito, coloca-se a exigência de especializações dentro da profissão da engenharia. Leme (1983) afirma que entre o ano de 1882 e 1912 surgiu nos Estados Unidos o scientific manegment, obra dos engenheiros F.W. Taylor, Frank e Lillian Gilbreth, H. L. Gantt que, posteriormente, passou a ser disseminado, nas fábricas, por um grupo de consultores que se intitulavam industrial engenieers.

Crivellari (2000) afirma que, já nos anos 30, rompeu-se com a ideia do engenheiro como expert universal, ou seja, a exigência de especializações no ramo é cada vez mais crescente. Posteriormente, no pós-guerra, a planificação da educação e da profissão ganha mais força e, nesse contexto, a ideia da criação dos industrial engenieers nos Estados Unidos se metamorfoseia na nova profissão dos engenheiros de produção no Brasil, a partir de 1957, com a criação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

Essas mudanças profissionais ocorrem, pois, a preocupação das empresas envolvidas no sistema produtivo como um todo passa a não ser somente produzir mais e com mais qualidade, antes, preocupa-se em como otimizar os usos e recursos materiais. É nesse sentido que a engenharia de produção ganha espaço, uma vez que tem exatamente como preocupação premente a habilidade de solucionar problemas e gerenciar sistemas produtivos. O foco central dessa formação profissional é na gestão dos sistemas produtivos.

Acredita-se, dessa forma, que esse gerente-engenheiro, que surge nesse contexto e que possui como especialidade a gestão da produção no Brasil, seja o engenheiro de produção. Esse, por sua vez, possui uma função muito semelhante a do economista para os franceses, como assinala Frédéric Lebaron (2012). O autor estuda os economistas na França e acredita que a ciência econômica possui elementos que desencadeiam uma formação voltada para o mercado, ou seja, a economia aparece como uma vanguarda ao lado da gestão de mercado (master in bussiness administration).

Assim como Lebaron (2012) aposta na ciência econômica como uma formação que contribui para formatar uma ordem simbólica centrada no mercado, acreditamos que a engenharia de produção no Brasil sinaliza a socialização de agentes dominantes, que servirão de referência para o mercado através de suas atuações profissionais, tais como consultores de gestão, e de finanças, diretores de grandes multinacionais e, ainda, na gestão de empresas de grande porte.

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Esse desiderato se dará por volta dos anos 80, com o advento do movimento de inflexão da crise do fordismo e do pós-fordismo, com as desregulamentações, com o processo de flexibilização do trabalho nos sistemas de produção, em que as mudanças se dão também nas formações profissionais em geral e, consequentemente, na profissão do engenheiro. Em suma, o engenheiro fabril deixa de ser apenas um engenheiro, tornando-se um gerente- engenheiro, ou seja, uma pessoa responsável pela gestão e pelo controle das operações.

1.6 A transformação dos movimentos produtivos em movimentos financeiros

De acordo com Silva (2004), as práticas de gerenciamento e de organização do trabalho tradicionais estavam voltadas para baixos índices de produtividade, não aumentavam as qualificações, implicavam na ausência de envolvimento e compromisso dos agentes envolvidos, além de estar relacionada a um alto custo de produção e perdas gerais em competitividade. Nesse sentido, estudos de caso37 mostram que as empresas reduziram a hierarquia gerencial, eliminando as funções de supervisão.

De acordo com Grün (1999), “o mundo virou de ponta cabeça” para os engenheiros e técnicos envolvidos com a modernização industrial a partir de 1980. É importante lembrar que desde o final da década de 1960 a base fordista é erodida. Essa ocorrência surge porque a produtividade diminui, enquanto o capital fixo per capta cresce. Esse processo acarreta uma queda na lucratividade e a taxa de acumulação. (Lipietz & Leborgne, 1988).

Enquanto isso, as empresas contam com o aumento líquido das ações e o fundamental é o retorno máximo em curto prazo. De acordo com Grun (1999), na linguagem de mercado, estaríamos diante de uma revolução dos shareholders (acionistas e debenturistas), que se faz em detrimento da outra parte, os stakeholders (comunidade que se forma dentro e em torno da fábrica ou das empresas). Muitos autores, como Zilbovicius (1999), assinalam que, junto aos processos anteriormente mencionados, a maioria da massa de trabalhadores encontra-se excluída da batalha pela produtividade e qualidade. A lógica das indústrias estaria sempre voltada para a maximização dos lucros e para a produtividade.

A partir dos anos 90, o processo anterior solidifica-se com a ocorrência de privatizações, de abertura de capitais, da desregulamentação, da ausência de proprietários nas

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empresas, ou melhor, a abertura de capitais permite que qualquer indivíduo adquira ações de uma ou de várias empresas. Esse processo pode ser denominado desintermediação bancária.

A vaga de desregulação financeira iniciada pelos Estados Unidos no início dos anos 80, que desde então alastrou à maior parte dos grandes países industrializados, está na origem da mutação profunda dos circuitos de financiamento e dos ambientes financeiros nacionais e internacionais. Conjugados, a descompartimentação dos mercados monetários e financeiros, a imposição de controlos de câmbios e desenvolvimento de inovações financeiras favoreceram um ascenso da finança directa que põe em causa a função tradicional de intermediação dos bancos. (Adda, 1997, p. 154).

1.7 Compreendendo a dinâmica histórica: como se dá a configuração do jogo entre