Kapittel 10 Hvem er de tillitsvalgte?
10.4 Trivsel – fortsette i verv?
Além dos mapas, a Geografia utiliza outras representações gráficas como o bloco diagrama, tabela, gráfico e maquete. Essas representações podem ser analisadas por si só, mas algumas delas têm outro uso na Geografia, os gráficos por exemplo podem ser implantados em mapas como os cartodiagramas, outros podem ser utili- zados para a organizar os dados a serem repre- sentados como o histograma, as tabelas são ri- cas fontes de dados para o mapeamento.
Trabalhar com dados e informações estatísticas pode nos desvendar o mun- do, mas é preciso ter uma grande atenção para evitar conclusões equivocadas.
Blocos diagramas são desenho em perspec- tivas de uma parte da crosta terrestre. Essa vi- são em perspectiva facilita a visualização da informação em três dimensões e permite a re- presentação da estrutura interna da crosta, por isso são muito utilizados para explicar fenô- menos que se estendem ou se originam abaixo da superfície terrestre. A visão em perspectiva do movimento das placas tectônicas nos per-
mite identificar o processo de formação de algumas estruturas decorrentes desse movimento. Os blocos diagramas também podem ser utilizados para a visualização dos processos naturais ao longo do tempo ou comparar áreas distintas como nessa questão da Fuvest.
Tabela é um quadro demonstrativo de infor- mações e dados organiza- dos. São utilizadas por di- versas áreas como fonte de dados, pois sua orga- nização facilita a análise dos dados. Além de ser utilizada como fonte de dados na elaboração de mapas temáticos, também
Ferreira, G.M.L. Atlas Geográfico. São Paulo: Moderna, 1999. p.69.
(Fuvest) Nos climas tropicais úmidos, são comuns os solos espessos. Entretanto, al- guns fatores naturais podem mudar essa tendência geral. Observe a figura abaixo, representativa dessas áreas.
a) Cite dois fatores que causam a diferen- ça de espessura do solo entre o perfil I e II. b) Explique um dos fatores citados.
Brasil: Índice de Desenvolvimento Humano Fonte: SIMIELLI, M. E. R. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2000. p.100.
pode ser lida por linha, por colunas ou no conjunto comparando os dados entre si.
Vejamos alguns exemplos:
Nesta tabela te- mos na primeira co- luna a renda per capita de alguns paí- ses; convém lem- brar que esse índice é obtido dividindo- se o Produto Interno Bruto de um país pela sua população. É muito importante saber como são calculados os índi- ces, pois assim conhecemos seu sig- nificado e suas limitações. Esse ín- dice já foi muito usado para medir e classificar a riqueza dos países. To- davia por ser uma média ele não considera as diferenças internas, onde há pessoas que ganham acima da média e outras que ganham mui- to abaixo da média.
Podemos verificar isso nas colu- nas subseqüentes onde temos a ren- da dos 10% mais ricos, a renda dos 40% mais pobres e o quociente entre as duas últimas.
Maquetes são representações reduzidas e tridimensionais de um lugar. Elas são utilizadas em diver- sas áreas como Engenharia e Arqui- tetura. Na Geografia o tipo mais usado é a maquete de relevo, con- feccionada a partir das curvas de nível. Assim temos a “reconstrução” reduzida do relevo semelhante como ocorre na realidade, diferente da re- presentação em curva de nível que é uma representação plana.
Relacionar a maquete com ou- tras representações planas do rele- vo facilita a abstração do relevo no plano, por exemplo, a com- paração com uma carta hipsométrica, facilita a compreensão da legenda e portanto das informações no mapa. Podemos ainda ana- lisar outros fenômenos naturais como a hidrografia, o clima, a vegetação, correlacionando-os com a compartimentação do rele- vo. Dependendo da escala da maquete, é possível explicar a ocu- pação do espaço, atividades agrícolas, por exemplo, através da configuração de relevo.
Países
Estados Unidos Países Baixos (Holanda) Brasil
Guatemala
Renda per capita da população total (em dólares)
29340 24760 4570 1640
Renda per capita dos 10% mais ricos
(em dólares) A 114645
60005 22692 7500
Renda per capita dos 40% mais pobres (em dólares) B 11 530 12754 971 454
Fonte: Banco Mundial, World development, 2000 in Vesentini, J.W. Sociedade e Espaço. Geografia Geral e do Brasil. Caderno de Atividades. São Paulo: Ática, 2001, p.14.
(Enem 2003 – Q. 57) O quadro abaixo mostra a taxa de crescimento natural da população brasileira no século XX.
Analisando os dados podemos caracterizar o período entre (A) 1920 e 1960, como de crescimento do planejamento familiar. (B) 1950 e 1970, como de nítida explosão demográfica.
(C) 1960 e 1980, como de crescimento da taxa de fertilidade. (D) 1970 e 1990, como de decréscimo da densidade demográfica. (E) 1980 e 2000, como de estabilização do crescimento demográfico. (Enem 2003 – Q. 58) Ainda com base na tabela da questão anterior, é correto afirmar que a população brasileira
(A) apresentou crescimento percentual menor nas últimas décadas. (B) apresentou crescimento percentual maior nas últimas décadas. (C) decresceu em valores absolutos nas cinco últimas décadas. (D) apresentou apenas uma pequena queda entre 1950 e 1980. (E) permaneceu praticamente inalterada desde 1950.
Fonte: IBGE, Anuários Estatísticos do Brasil
Período 1920-1940 1940-1950 1950-1960 1960-1970 1970-1980 1980-1991 1991-2000
Taxa anual média de cres- cimento natural (%) 1,90 2,40 2,99 2,89 2,48 1,93 1,64
Maq uet e d a Reg ião Cent ro-Oest e. Font e: Simielli, MER. Boletim Paulista de Geografia nº 70. São Paulo: AGB, 1992. p.18.
Gráficos são representações de informações estatísticas assim organiza- das para facilitar sua interpretação. Eles mostram como uma informação (quan- tidade) varia em relação à outra informação, para isso geralmente usam duas escalas, uma vertical x, e uma horizontal y, cada qual com uma informação.
Existem vários tipos de gráficos, os mais conhecidos são os gráficos de linha, de colunas, de barras e o de setor, também conhecido como gráfico de pizza. Diversas áreas usam esse tipo de representação como a matemática, a Engenharia, o Marketing, o Jornalismo, a Economia, etc. Na Geografia, além desses tipos mais conhecidos, ocorre ainda o uso corrente de dois gráficos específico: o climograma e a pirâmide etária.
O gráfico de linhas é composto por dois eixos x e y perpendiculares entre si e cada eixo apresenta a variação de valores de um dado. As informações são implantadas através de pontos na intersecção dos dois valores correspondentes. Após inserirmos todas as informações, traçamos uma linha ligando esses pon- tos para verificar a variação do atributo x em relação ao atributo y. Eles são muito utilizados para mostrar a evolução de um atributo, mas também admitem a comparação de dados e informações. Analise os exemplos a seguir.
No primeiro exemplo temos a evolução da emissão de dióxido de carbono (CO2), onde percebemos um aumento maior nos últimos períodos.
No segundo gráfico podemos comparar a população mundial total com a população urbana e verificar que a população urbana tem crescido mais in- tensamente que a população total. A diminuição da distância entre as duas linhas nos mostra que a maior parte da população mundial, vive hoje em cidades com mais de 1000.000 habitantes.
Analise o gráfico a seguir e responda às questões da Unicamp 2003. Os gráficos de colunas e de barras são muito semelhantes, utilizam retân- gulos verticais e horizontais, respecti- vamente, os quais variam de tamanho correspondendo ao valor do atributo. Através desses gráficos podemos analisar a evolução de um atributo, avaliar o mesmo atributo em diferen- tes áreas ou comparar dois ou mais atributos.
No exemplo a seguir temos a taxa de mortalidade infantil.
Analisando o gráfico percebemos que as taxas mais baixas concentram- se na região geoeconômica Centro-Sul e que as mais altas encontram-se no Nordeste, como já vimos representas anteriormente no mapa do Brasil IDH. No exemplo seguinte podemos avaliar a evolução da distribuição da população economicamente ativa do Brasil em setores da economia.
Embora o setor secundário seja o que apresenta menor altera- ção de valor, observamos que é o mais instável, pois no período é o que apresenta mais oscilações.
O setor primário e o ter- ciário apresentam uma ten- dência inversa, enquanto o setor primário reduziu a po- pulação ocupada de 60% a 25%; o setor terciário teve um ganho aproximadamen- te de 23% para quase 60%.
Na atividade seguinte te- mos a combinação de gráfi- cos de colunas e de barras, analise-os e responda a ques- tão.
O gráfico abaixo retrata a distribuição das temperaturas e precipitações médias mensais de Barra (BA).
Barra (BA) - precipitação anual - 692,0 mm temperatura média anual - 26,2 oC
altitude - 408 metros
FONTE: E. NIMER. “CLIMATOLOGIADA REGIÃO NORDESTEDO BRASIL: INTRODUÇÃOÀCLIMATOLOGIA DINÂMICA”. Revista Brasileira de Geografia. Rio de Janeiro, IBGE, 34(2), 1972, p.46.
a) Qual é o tipo climático representado e sua principal área de ocorrência? b) Descreva os principais aspectos térmicos e pluviométricos do tipo climático representado.
c) Qual é a formação vegetal que aparece associada a este tipo climático?
Fonte: IBGE. Síntese de Indicadores Sociais 1999. Rio de Janeiro: IBGE, 2000 p. 45.
Mart inelli, M. Grá- ficos e mapas cons- trua-os você mesmo. São Paulo: Moderna, 1998, p. 48.
O gráfico de setores serve para detalhar uma informação, mostrar a sua distribuição por porcentagem ou quan-
tidades absolutas, o círculo indepen- dente do tamanho representa 100% da ocorrência do dado ou a quantidade absoluta, o círculo é dividido em se- tores, onde cada setor corresponde a uma parte do todo.
Os gráficos a seguir trazem infor- mações sobre a condição de atividade dos adolescentes de 15 a 17 anos no Brasil, onde temos o total de adoles- centes nesta idade divididos pelas ati- vidades que desempenham. Observa- mos que dos 76% que estudam, 23% estudam e trabalham e que 24% desses adolescentes exercem outras atividades estando portanto fora da escola.
Vamos estudar os gráficos especí- ficos mais usados na Geografia, co- meçando pelo climograma.
Os climogramas são gráficos que combinam duas informações sobre o clima, em dois eixos verticais e um ho- rizontal.
Na horizontal temos os meses do ano e nos eixos verticais os valores re- ferentes à temperatura e à pluviosi- dade. Temos assim o comportamento desses dois elementos climáticos no decorrer do ano. Esses gráficos nos permitem identificar o tipo de clima.
Para interpretar esses gráficos de- vemos atentar para cada uma das in-
Os dados abaixo referem-se à origem do petróleo consumido no Brasil em dois diferentes anos.
Analisando os dados, pode-se perceber que o Brasil adotou determina- das estratégias energéticas, dentre as quais podemos citar:
(A) a diminuição das importações dos países muçulmanos e redução do consumo interno.
(B) a redução da produção nacional e diminuição do consumo do petró- leo produzido no Oriente Médio.
(C) a redução da produção nacional e o aumento das compras de petró- leo dos países árabes e africanos.
(D) o aumento da produção nacional e redução do consumo de petró- leo vindo dos países do Oriente Médio.
(E) o aumento da dependência externa de petróleo vindo de países mais próximos do Brasil e redução do consumo interno.
formações e relacioná-las. A linha de tempera- tura nos diz se o clima é quente ou frio e se há ou não grandes alterações de temperatura ao longo do ano, grandes alterações na temperatu- ra são sinais de estações bem definidas, carac- terísticas de climas temperados, além disso a- través dos períodos de temperatura mais alta ou mais baixa podemos deduzir em que hemisfé- rio está localizado o lugar representado. Nas colunas temos a quantidade de chuvas, bem como sua distribuição ao longo do ano, assim podemos saber se é um clima úmido ou seco, se há ou não estação seca. A combinação dessas informações nos permite identificar o clima.
Vejamos alguns exemplos: temos acima
duas figuras representando vários climas. Por exemplo, o clima equatorial está bem definido no climograma com chuvas em abundância e bem distribu- ídas e altas temperaturas sem grandes alterações ao longo do ano, trata-se de um clima quente e úmido.
No climograma de Darwin vemos altas temperaturas, porém fica evidente que o inverno é a estação seca, característica do clima tropical. O clima semi- árido é marcado pela alta temperatura e pouca quantidade de chuvas e uma estação seca bem definida. Em Buenos Aires, temos as chuvas em menor quantidade mas bem distribuídas ao longo do ano, no clima subtropical o inverno é marcado por temperaturas mais baixas.
A pirâmide etária é um gráfico de barras que representa a estrutura da população por faixas etárias e por sexo, através delas temos as caracte- rísticas do crescimento populacional. Pirâmides com base larga e topo muito estreito e achatado lembrando um triângulo são indícios de altas taxas de natalidade, trata-se de um país com jovem, ge- ralmente representam países menos desenvolvidos. Se a pirâmide for mais longa com a base for estreita e o topo apresentar faixas largas, significa que a taxa de natalidade é baixa e a expectativa de vida é alta respectivamente, um país que tenha essa pirâmide está passando por um processo de envelhecimento da população, características de países desenvolvidos. Entre esses dois tipos de pirâmides temos outras que demonstram uma transição entre o primeiro e segundo caso, são países que estão diminuindo a taxa de natalidade e aumentando a expectativa de vida.
Observe os modelos. Geralmente os dois lados da pirâmide são semelhan-
tes, se houver alguma anomalia em um dos lados, ou uma diminuição muito grande em uma faixa etária pode significar guerra ou uma epidemia.
Ferreira, G.M.L. At las Geo- gráfico. São Paulo: Moderna, 1999. p.75.
Ferreira, G.M.L. At las Geo- gráfico. São Paulo: Moderna, 1999. p.70.
(Fuvest) Estas figuras representam, de forma muito simplificada, duas pirâmides de idade:
Mostre resumidamente, os principais aspectos de cada uma e a que tipo de países poderiam corresponder. B VELHOS VELHOS VELHOS VELHOS VELHOS ADUL ADUL ADUL ADUL ADULTTTTTOSOSOSOSOS JOVENS JOVENS JOVENS JOVENS JOVENS A VELHOS VELHOS VELHOS VELHOS VELHOS ADUL ADUL ADUL ADUL ADULTTTTTOSOSOSOSOS JOVENS JOVENS JOVENS JOVENS JOVENS
Sobre os autores
Rosemeire Morone
é bacharel e licenciada em Geografia pela Universidade São Paulo. Mes- tre e Doutoranda em Geografia Física pela mesma universidade. Atualmente é professora efetiva de Geografia da Rede Pública do Estado de São Paulo.