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Hvorfor tillitsvalgt?

Kapittel 10 Hvem er de tillitsvalgte?

10.1 Hvorfor tillitsvalgt?

Os levantamentos de base são aqueles cujo objetivo é obter informações que permitam representar a Terra numa configuração plana. Dessa maneira, levam em consideração a forma arredondada da Terra e as suas dimensões. Os mapas originários destes levantamentos são chamados de mapas de base e sempre vêm acompanhados de uma malha quadriculada com informações sobre a latitude e a longitude; por esse motivo, permitem a localização exata de um ponto ou de um determinado fenômeno na esfera terrestre. Estes mapas também são de grande importância por servirem para a construção de outros tipos de mapa e para serem produzidos requerem uma série de referências obtidas na superfície terrestre. Para entendermos a dimensão do problema, precisamos usar um pouco de imaginação.

Suponhamos que você tivesse de assentar azulejos numa grande bola. Você teria de encaixá-los de maneira que, quando você terminasse, não sobrasse e nem faltasse espaço para outro azulejo. Para que isso desse certo, os azulejos deveriam estar assentados da mesma maneira, ou seja, num mesmo ponto de equilíbrio, visto que eles estão sendo assentados numa superfície curva.

Acontece que a terra não é uma esfera perfeita, ela possui uma superfície rugosa e irregular, onde as altitudes variam. Quando os cartógrafos fazem os levantamentos de base eles também precisam fazer este exercício, pois preci- sam encontrar um ponto na superfície do globo que permita que os mapas se encaixem. Este ponto de referência chama-se datum e além de outras infor- mações como a latitude e a longitude, ele possui informações sobre a altitude. Graças a ele, uma série de informações, como as curvas de nível, traçados de rios, sistemas de coordenadas, etc. podem ser inseridas dentro de um mapa. Atualmente este trabalho está muito mais fácil, pois além de dispormos de uma infinidade de mapas de base, existem vários destes pontos de referência espalhados pelo globo.

Os levantamentos de base, quando feitos com o intuito de recobrir áreas ex- tensas, são chamados de geodésicos. Quando a escala aumenta e a área a ser mapeada é menor, eles são chamados de topográficos. Isso ocorre porque numa área menor, os efeitos da curvatura da terra são bem menores. É como se, ao invés de azulejos, estivéssemos agora assentando pastilhas. Esta diferença é importante

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porque os levantamentos podem ser feitos com equipamentos bem mais simples, como uma bússola, um nível, um altímetro, um teodolito ou um GPS.

Os levantamentos topográficos são importantes pois neles encontramos as curvas de nível, linhas imaginárias que unem pontos de igual valor altimétrico na superfície terrestre. Estas linhas, criadas em 1730 pelo holandês Cruquins, permitem que interpretemos a forma do relevo. Imagine que a su- perfície fosse cortada em uma série de planos horizontais da mesma espessu- ra: teríamos então uma série de camadas sobrepostas que representariam os diferentes níveis do terreno. Essa “espessura” a qual nos referimos é chamada de eqüidistância e constitui a variação da distância vertical de uma curva de nível para outra. Como na carta topográfica o relevo é observado por cima, podemos identificar as formas onde a declividade ou a inclinação do terreno é maior ou menor. Isso porque estas cartas oferecem informações sobre a variação da distância, tanto no sentido vertical,

através das curvas de nível, como no sentido horizontal, através do sistema de coordenadas. Com isso, quanto maior for a distância de uma curva para outra, menor será a sua variação vertical, ou seja, menor será a inclinação do terreno. Por outro lado, quanto menor for a dis- tância de uma curva para outra, maior será a sua variação vertical e conseqüentemente, maior será a inclinação do terreno.

Isso também poderia ser observado se em vez de cima estivéssemos olhando o terreno de lado. Apesar de ser impossível fazermos isto com a carta, podemos transferir as informações

para uma outra representação, chamada perfil topográfico.

As curvas de nível também nos permitem diferenciar as partes mais altas do relevo das partes mais baixas, pois possuem cotas que descrevem a varia- ção da altitude em metros. Essa informação nos permite identificar o sentido da drenagem. Como o traçado dos rios corta perpendicularmente as curvas, a água dos rios sempre seguirá de um ponto mais alto para um mais baixo.

Outra relevância das curvas de nível é que elas nos fornecem uma série de outros mapas, como os hipsométricos, feitos para representar as altitudes das superfícies emersas, e os batimétricos, feitos para re- presentar as superfícies imersas. É muito comum observarmos estes tipos de mapas nos atlas. Eles se utilizam das cores para representar estas diferenças.

Fazer um perfil topográfico é o mesmo que fazer um corte no relevo, como se cortássemos um bolo, expondo a divisão do seu recheio. Se por um lado as curvas representam o relevo visto de cima, o perfil representa o relevo visto de lado. Ele nos permite observar as variações e os aci- dentes do relevo que nas cartas topográficas só podemos interpretar.

O P O PO P

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3.1. OS

LEVANTAMENTOS

POR

SENSORIAMENTO

REMOTO

Você já deve ter se deparado, ao observar a previsão do tempo na tele- visão, com uma série de imagens animadas mostrando o movimento das nu- vens sobre a América do Sul. Ou então, com uma fotografia aérea mostrando a cidade de Bagdá, numa reportagem sobre a guerra no Iraque. O que você diria que estas imagens têm em comum? Tanto uma como a outra foram feitas à distância, seja a bordo de um satélite ou a bordo de um avião, e nos permi- tem mapear uma determinada área, região e até mesmo o planeta inteiro.

Por permitir a obtenção de imagens do local à distância, esta técnica rece- beu o nome de sensoriamento remoto. Ela é atualmente uma das técnicas mais utilizadas pela Cartografia para aquisição de informações sobre a superfície da Terra. É difícil encontrarmos algo que tenha produzido tamanha revolução na produção de mapas como o sensoriamento remoto. A base desta técnica é a utilização de sensores que, como nossos olhos, podem observar um deter- minado objeto ou fenômeno mesmo estando distante dele.

Os primeiros produtos obtidos por sensoriamento remoto foram as foto- grafias aéreas e seu uso remonta à época da Segunda Guerra Mundial, perío- do em que a fotografia aérea teve grande impulso. Com a conquista do es- paço, a partir década de 1960, uma nova linha de produtos, o das imagens de satélite, passou a se utilizada.

Atualmente ambos são largamente utilizados no mapeamento de cidades, do relevo, de florestas, de atividades agrícolas, de fenômenos climáticos, pois além de mapear, também permitem que haja um controle e uma atualização constante destes fenômenos. A diferença entre a escolha de um e de outro é que, enquanto a fotografia é utilizada para mapear áreas pequenas, as ima- gens de satélite são utilizadas para grandes extensões territoriais. Os desmatamentos na Amazônia, por exemplo, são monitorados por imagens de satélite.

Além das imagens de satélite e das fotografias aéreas, existe também um outro importante produto: as imagens de radar. Elas são utilizadas basica- mente para mapear o relevo, tanto que o mapa atual das unidades do relevo brasileiro foi feito com base em estudos sobre imagens de radar dentro do projeto RADAM BRASIL.

Os GPS (do inglês Global Position System) são aparelhos receptores que fornecem infor- mações precisas sobre a nossa localização em qualquer parte do planeta. Estes recepto- res podem ser mais sofisticados ou não, variando de acordo com a finalidade do seu uso. Alguns deles são semelhantes a um telefone celular e cabem no bolso.

Seu princípio de funcionamento é semelhante ao de uma televisão que funciona com antena parabólica. Quando ligamos nosso aparelho televisor, recebemos através da an- tena os sinais enviados pelo satélite que, por sua vez, recebe sinais da antena da emisso- ra, localizada na superfície. Estes sinais chegam na forma de filmes, telejornais e programas diversos.

No caso do GPS, as antenas localizadas na superfície fornecem aos satélites informações sobre sua localização sobre um ponto na superfície. Os satélites, então, retransmitem esses dados para um usuário que esteja em terra, no mar ou no ar. A diferença é que os sinais, ao contrário de imagens, trazem informações sobre latitude, longitude e altitude.

O OO

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Os Sistemas de Informações Geográficas, também chamados de SIG, são sistemas de- senvolvidos com o intuito de abrigar o maior número de informações geográficas de uma região, que podem ser apresentadas num mapa. A diferença em relação à Cartogra- fia tradicional é que as informações ficam arquivadas dentro do computador e são utilizadas de acordo com os nossos interesses. Além disso, os SIG podem incluir uma série de recursos multimídia. Suponhamos que exista um sistema de informações geo- gráficas de seu bairro. Ele provavelmente terá arquivado o número de habitantes, mora- dias, estabelecimentos comerciais e industriais, além das informações sobre o relevo, a vegetação, o clima, o sistema viário etc. Dessa forma, seria possível gerarmos um mapa de seu bairro, conjugando quaisquer destes fenômenos acima citados, utilizando dife- rentes formas de apresentação.

S SS

SSISTEMASISTEMASISTEMASISTEMASISTEMAS DEDEDEDEDE I I I I INFORMAÇÕESNFORMAÇÕESNFORMAÇÕESNFORMAÇÕESNFORMAÇÕES G G G G GEOGRÁFICASEOGRÁFICASEOGRÁFICASEOGRÁFICASEOGRÁFICAS

Ativida des

01. (Fuvest-SP) Analisando a representação das diferentes altitudes e da hidrografia da área mapeada, podemos inferir que, no local assinalado pela letra A, temos:

a) um lago.

b) altitudes acima de 800m. c) altitudes abaixo de 500m.

d) rebaixamento do relevo e desaguadouro de rios. e) maiores altitudes e nascentes dos rios.

02. (UFMS) Apresente a resposta como a soma das alter- nativas corretas. Compare as duas seqüências de figuras abai- xo. Sobre as mesmas, é correto afirmar:

01. as figuras I, II, e III representam curvas de nível ou isoípsas, com eqüidistância de 100m.

02. quanto menor a eqüidistância entre as curvas, mais plano é o terreno.

04. a figura I relaciona-se à figura C. 08. figura II relaciona-se à figura A.

16. As figuras A, B e C são denominadas de perfis topo- gráficos.

03. Considerando três níveis de coleta de dados: 1. Orbital – feito através de satélites.

2. Aéreo – feito com o auxílio de aviões.

3. Campo/laboratório – realizado no local de estudo.

Assinale a seqüência de escalas que mais se encaixam a estes níveis: a) 1 – 1:500.000; 2 – 1:1.000; 3 – 1:5.000.

b) 1 – 1:500; 2 – 1:1.000; 3 – 1:200.000. c) 1 – 1:5.000.000; 2 – 1:1.000; 3 – 1:10.000. d) 1 – 1:50.000; 2 – 1:10.000; 3 – 1:500.