Kapittel 10 Hvem er de tillitsvalgte?
10.2 Tid til vervet
Para adentrarmos este universo, vamos primeiro conhecer os tipos de mapas mais utilizados: os topográficos e os temáticos.
Os mapas topográficos são representações da superfície terrestre, precisas e detalhadas, com informações sobre fenômenos naturais e artificiais.
Nestes mapas temos as coordenadas; a hidrografia; a altitude através das curvas de nível; detalhes planimétricos como rodovias, ferrovias, limites, ca- sas e edifícios diversos; a cobertura vegetal, natural ou plantações; a nomen- clatura toponímica, além das informações indispensáveis a qualquer mapa como título, legenda, escala e projeção.
Mapas temáticos são aqueles em que se representa um determinado fenô- meno ou aspecto do espaço mapeado. Utiliza-se um mapa de base, geral- mente um mapa topográfico, onde são implantados símbolos que represen- tam o tema estudado.
Os temas podem ser os mais variados: econômicos, agrícolas, demográficos, climáticos, pedológicos, ambientais entre outros.
Eles são muito utilizados por profissionais e estudantes de diversas áreas do conhecimento interessados na distribuição espacial de dados e fenômenos. A Geografia tem especial interesse neste tipo de mapa, pois são os mais usa- dos na análise do espaço geográfico.
Todos os mapas, sem distinção, possuem obrigatoriamente determinadas informações como projeção, orientação, escala, legenda e título. Cada uma delas já teve sua importância discutida anteriormente, à exceção do título, valioso por nos fornecer o tema e o espaço que foi representado.
Para assimilar as informações contidas no mapa, precisamos conhecer o significado de cada símbolo nele implantado. Aliás, esses símbolos são outra distinção entre mapas topográficos e temáticos: os primeiros usam símbolos convencionais, ou seja, são pré-estabelecidos e aplicados em todas as cartas topográficas, como a altitude representada em curvas de nível. Para ler as cartas topográficas, temos que decodificar a legenda, ou seja, verificar na legenda o significado de cada um dos símbolos que estão no mapa.
Você já aprendeu no início deste módulo como retirar algumas informações de um mapa (a localização através de coordenadas geográficas, o cálculo de diferença de horários, a medida de distâncias usando a escala, a leitura de cur- vas de nível e a elaboração de um perfil topográfico). Com as projeções cartográficas, você aprendeu também a reconhecer os limites dessas represen- tações, e conhece a importância da legenda para a compreensão dos mapas.
A legenda é a “porta de entrada” de um mapa, pois contém a expressão da relação entre o mapa (representação) e a realidade (espaço representado). Toda leitura de mapa começa com a leitura da legenda, mas não se esgota nela: é possível retirar de um mapa outras informações que não constam ou estão subentendidas na legenda, desde que o usuário tenha conhecimento prévio sobre o tema ou lugar mapeado ou já esteja acostumado a ler mapas.
Essa etapa é chamada de interpretação e a experiência do leitor pode otimizar a eficácia da comunicação. Observe o trecho retirado de uma carta topográfica a seguir:
A carta topográfica utiliza símbolos pontuais, lineares e areolares em diferentes cores, tamanhos e formas:
- As localidades têm o nome impresso em preto com diferentes tamanhos, classificadas segundo a quantidade de habitantes ou status: temos assim a representação de uma hierarquia urbana;
Fonte: IBGE. Carta do Brasil, 1:50.000, Vitória. Rio de Janeiro: IBGE, in PITTE, J. R. (coord.). Geografia: A natureza humanizada: ensino médio. São Paulo: FTD, 1998. pp.90-91.
Trecho extraído da carta topográfica 1:50000, folha Vitória, do IBGE. – Situe o mapa: em que estado brasileiro localiza-se o trecho acima? Em que região do estado? Faz parte de que grande conjunto do relevo bra- sileiro?
– Quais são as formas de relevo visíveis no mapa?
– Em que posições topográficas encontram-se as matas e os mangues? – Que relação existe entre a rede rodoviária e a urbanização?
– Quais são as principais atividades econômicas da região?
– Qual é a diferença entre o traçado das ferrovias e das rodovias em relação ao relevo?
– Coloque uma folha de papel transparente sobre o mapa e organize um croqui traçando as curvas de nível de 60 m e de 300 m, indicando com um triângulo os pontos de maior altitude acima da cota de 300 m. Iden- tifique cada triângulo com a altitude correspondente; rios, represas e lagos; contornos simplificados das áreas de vegetação natural, diferen- ciando os tipos; estradas principais; contorno das áreas urbanizadas e locais onde há grande densidade de habitações rurais; indústrias por ramo de atividade.
- Os limites também são representados em cor preta e são hierarquizados pela forma da linha;
- As estradas de rodagem são diferenciadas pela cor, preta e vermelha, e pela granulação das linhas, enquanto as estradas de ferro estão em preto e são classificadas pela forma da linha;
- O azul é a cor usada exclusivamente para representar as informações referentes aos corpos d’água (rios, lagos, represas, cachoeiras etc.);
- São utilizados ainda alguns pontos pretos diferenciados pela forma para identificar edifícios com uso específicos, como igrejas, escolas e minas;
- As informações sobre cobertura vegetal estão na cor verde, com tramas de formas diferentes para distinguir os tipos de vegetação;
- Temos também as áreas urbanizadas representadas na cor rosa, mas em outras escalas pode ser usado o cinza.
- A cor sépia representa as informações de altimetria, as curvas de nível e os pontos cotados.
Essa primeira etapa de decodificação da legenda é muito importante, mas uma maior familiaridade com este tipo de representação e com a linguagem cartográfica nos permite interpretar esses dados.
Por meio das curvas de nível podemos identificar as formas de relevo como vales e morros. Devemos atentar também para a hierarquização de in- formações como cidades, estradas ou cursos d’água.
Em um mapa topográfico, podemos ainda detectar a posição, dimensão e densidade dos fenômenos, desvendando sua distribuição espacial, correlacionar as diferentes informações, como a cobertura vegetal e a altitude, tentando assim explicar ou deduzir as causas da configuração espacial.
Analisando o sistema viário podemos identificar o tipo de transporte que predomina na região. É possível também revelar outras ocorrências domi- nantes e apontar o caráter específico daquele espaço, como sua função ou uso rural ou urbano, residencial, agrícola, industrial etc.
Alguns usuários conseguem correlacionar as informações do mapa com seu conhecimento prévio e atingir deduções mais complexas. Por exemplo, analisando a distribuição e a forma da rede hidrográfica pode-se obter infor- mações sobre a geologia do terreno.
Veja como isso é possível nos exemplos ao lado e abaixo:
DUARTE, R. A. Cartografia Básica. 2ª edição. Florianópolis: UFSC, 1988. p.122-4.
A drenagem dendrítica su- gere que as rochas têm re- sistência uniforme e ausên- cia de fraturas.
O modelo radial é indicativo de estruturas isoladas de for- ma dômica e cones vulcâni- cos.
O padrão treliça é comum em áreas de ocorrência paralela de rochas com resistência di- ferenciada ou falhas parale- las.
Quando os rios escoam pa- ralelos, apontam a presença de camadas resistentes regu- larmente inclinadas, em áreas onde vertentes têm um de- clive acentuado.
A rede anelar geralmente in- dica estruturas de domos ou bacias erodidas até a maturi- dade, onde a drenagem se acomoda nos afloramentos das rochas de menor resis- tência.
Ativida de
01. Observe o trecho da carta topográfica e verifique: a) como se caracterizam o relevo e a hidrografia?
b) que relação existe entre as rodovias e a ocupação humana? c) quais as principais atividades econômicas da região?
Nos mapas temáticos os símbolos não são pré-estabelecidos, ou seja, cada cartógrafo usa os símbolos que julga mais adequados às suas necessidades. Assim, o mesmo tema pode ser representado de diferentes formas.
São muitos os mapas temáticos, os temas que podem ser mapeados e os diferentes modos de fazê-lo. Podemos classificar os mapas pelo modo de ex- pressão, pela escala ou pelo conteúdo.
Como já estudamos a escala, apresentamos aqui as outras classificações. As representações cartográficas de acordo com a forma de expressão são di- vididas em:
- mapas propriamente ditos;
- cartogramas que utilizam representações proporcionais para representar fenômenos quantitativos;
- cartodiagramas que representam as informações por meio de gráficos ou diagramas e;
- anamorfoses geográficas, onde as superfícies do terreno são deformadas para representar a proporção do tema representado.
Em termos de conteúdo, podemos classificá-los em mapas de análise, que apresentam um único tema, e mapas sintéticos ou de correlação, que relacionam as informações de dois ou mais mapas de análise.
A seguir temos alguns exemplos dos métodos de representação cartográfica de uso freqüente e de como fazer sua leitura e interpretação.
O mapa colorido abaixo é de análise, onde a variável visual forma foi implantada pontualmente para diferenciar os tipos de recursos minerais. Nes- te tipo de mapa, temos a localização das ocorrências no Brasil. Podemos ainda verificar as ocorrências por Estado ou a distribuição de cada tipo de mineral.
Fonte: JOLY, F. A Cartografia. Trad. Tânia Pellegrini. 5ª edição. Campinas, SP: Papirus, 1990. p.78.
Brasil – Principais Recursos Minerais. Fonte: SIMIELLI, M. E. R. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2003. p.83.
Essas informações podem ser relacionadas com a estrutura geológica ou com a indústria siderúrgica ou mineradora.
Temos no primeiro mapa a correlação entre a geologia e as ocorrências minerais. A geologia (cristalino) está representada pela área e os minerais por círculos proporcionais. O mapa nos mostra que grande parte das ocorrências minerais está no cristalino, bem como a distribuição dessas ocorrências pelo cristalino.
O segundo mapa é de análise. A implantação pon- tual de figuras geométricas reproduz proporcional- mente no mapa as ocorrências do atributo estudado. Analisando o mapa, percebemos duas grandes concentrações de ocorrências: uma no litoral do nordeste, onde o número de assassinatos é menor; na segunda concentração, que abrange os estados do Pará, Tocantins e Maranhão, o número de assas- sinatos é bem maior. Uma leitura mais detalhada nos permite saber o número de assassinatos por Estado. Percebemos ainda que os conflitos com maior número de assassinatos estão na região norte e no estado do Maranhão, à exceção de um conflito no sul do estado da Bahia. Essa área com maior número de assassinatos forma um arco muito se- melhante ao da fronteira de expansão agrícola.
Mais um mapa de análise com implantação li- near, com setas que representam proporcionalmente a migração no Brasil de 1970 a 1990. As setas são muito utilizadas para representar temas dinâmicos, pois pressupõem movimento.
O mapa mostra três grandes tendências do movimento populacional neste período: a migração do nordeste para o sudeste e duas frentes chegando ao norte e centro-oeste, uma originária da região sul e outra da região nordeste.
2. Mortes em Conflitos no Campo 1985-1996
Fonte: SIMIELLI, M. E. R. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2000. p.93.
1. Brasil – Concent ra- ções Minerais – Crista- lino. Fonte: SIMIELLI, M. E. R. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2000. p.83.
3. Migração 1970-1990 Font e: SIMIELLI, M. E. R. Geoatlas. São Paulo: Ática, 2000. p.97.
Ativida de
01. Compare os dois últimos exemplos e correlacione suas informações.
Aqui a variável valor mantém a ordem que o fenômeno apresenta. Temos a porcentagem de crianças de 10 a 14 anos que trabalham, di- vididas em quatro classes. Observando o mapa, percebemos que as maiores porcentagens de trabalho infantil estão na região nordeste e no estado de Tocantins, e as menores na região su- deste e em alguns estados da região norte. Po- demos relacionar esse dado com o fato de a região nordeste ser a mais problemática.
Esse método é chamado de pontos de con-
tagem, e é usado para representar informações quantitativas. Neste mapa, cada ponto equiva- le a 2 milhões de pessoas. Essa representação nos permite ter uma visão geral da distribuição do fenômeno, ao mesmo tempo que permite uma leitura mais detalhada e precisa. Exami- nando o mapa percebemos as maiores concen- trações humanas e como a população está dis- tribuída; se houver necessidade, é possível ex- trair do mapa a população dos países contando o número de pontos e multiplicando pelo valor apresentado na legenda.
Para representar fenômenos contínuos como relevo, precipita- ção, temperatura, pressão atmosfé- rica, utilizamos o método isarít- mico, apresentado neste mapa.
As temperaturas são represen- tadas por isotermas, linhas que unem pontos de igual temperatu- ra, e os intervalos entre as isotermas são preenchidos por uma cor ou tom de cinza que representam o in- tervalo de temperatura entre as duas linhas. Atente para o fato de que, nesses casos, a legenda é con- tínua, pois a isoterma é que divide os quadradinhos da legenda. Temos neste mapa a distribuição das temperaturas médias anuais, sendo possível detectar as regiões mais frias e as mais quen- tes. Esse tipo de mapa é muito utilizado pelos estu- diosos do clima.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um índice sintético que considera três dimensões: a educação, a renda e a expectativa de vida. Atualmen-
Planisfério População (p. 74) e Temperatura Média Anual (p. 10). FERREIRA, G. M. L. Atlas Geográfico. São Paulo: Moderna, 1999. p.74. Trabalho Infantil
te é o parâmetro para medir e comparar a quali- dade de vida dos países, variando de 0 a 1.
No mapa identificamos três conjuntos que, de certa forma, refletem as regiões geoecôno- micas: o Centro-sul apresenta os melhores índi- ces, a Amazônia, índices intermediários e o Nor- deste os índices mais baixos no IDH. Esta últi- ma região fica bem caracterizada como uma re- gião mais problemática, pois além do IDH, pos- sui altas taxas de crianças fora da escola e taxas de mortalidade infantil acima de 50 por mil.