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7. Analysis of production concepts and the competitiveness of Norwegian salmon farming

7.4. How Norway’s salmon farming is influenced by changed competitiveness

7.4.3. Trends and scenarios

Carlos Eduardo Fonseca-Alves1 Stephane Cássia Oliveira Rosa Vexenat2 Valéria Trombini Vidotto1 Sabrina dos Santos Costa1

Palavras-chave: Neoplasia, carcinoma de células escamosas, cão.

INTRODUÇÃO

O carcinoma de células escamosas (CCE) é uma neoplasia maligna com origem no epitélio estratificado escamoso da pele e de outras superfícies mucosas. É também conhecido como carcinoma de células espinhosas, carcinoma espinocelular ou carcinoma epidermóide (1). É uma neoplasia comum e pode ocorrer em animais jovens, mas a incidência aumenta com a idade (2). O CCE pode ocorrer em localização retrobulbar, no entanto, a mesma é rara em cães e pode causar infiltração do tecido orbital e invasão do globo ocular (3). O diagnóstico precoce é essencial, para estabelecimento do protocolo terapêutico efetivo (2). As opções terapêuticas incluem cirurgia, criocirurgia, radiação ionizante, terapia fotodinâmica, quimioterapia (4) e mais recentemente os inibidores COX-2 seletivos (5). O presente relato objetiva descrever os principais sinais clínicos, aspectos diagnósticos e terapêuticos de um caso de carcinoma de células escamosas retrobulbar em cão.

RELATODOCASO

Foi atendido no Hospital Veterinário da Faculdade UPIS, um cão fêmea, raça Pastor Suiço branco, dez anos de idade, apresentando hiperemia de conjuntiva palpebral superior e inferior de olho esquerdo e exoftalmia unilateral. Realizou-se o teste lacrimal de Schirmer e coloração com Fluoresceína (Ophthalmos®, Jabaquara – São Paulo) não encontrando alterações nos respectivos testes. O animal foi submetido à ultrassonografia ocular na qual foi constatada a presença de tumoração hipoecóica com textura uniforme e contornos irregulares no espaço retrobulbar. Optou-se pela associação de tratamento

1 Faculdade Medicina Veterinária, UPIS, Brasília – DF, Brasil. Email: [email protected] 2 Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária, FMVZ, UNESP, Botucatu – SP, Brasil

clínico-cirúrgico, realizando enucleação e quimioterapia adjuvante. O animal foi submetido à procedimentos anestésicos sendo administrado na medicação pré-anestésica acepromazina (Acepran® 0,2%) na dose de 0,03 mg/kg associado a metadona (Mytedon®, Laboratório Cristália, Campinas-SP) na dose de 0,3 mg/kg por via intramuscular. Após 25 minutos foi realizada indução anestésica com propofol (Diprivan®, laboratório AstraZeneca, Cotia-SP) na dose de 0,4 mg/kg seguida de intubação laringotraqueal com sonda número 8; a manutenção foi realizada com isoflurano 1,2% diluídos em oxigênio 100%. Realizou-se uma cantotomia lateral, com uma incisão de 2 cm a partir da junção das margens palpebrais superior e inferior, e posterior incisão perilímbica de 360 graus. Com o auxílio de uma tesoura Metzenbaum separou-se a conjuntiva, a cápsula de Tenon e a musculatura extra ocular. O nervo óptico foi ligado com um fio de poliglactina 910, 3/0 e posteriormente seccionado. A terceira pálpebra e sua glândula foram removidas. Três mm da margem palpebral são removidos a partir do canto lateral para o canto medial. Conjuntiva e cápsula de Tenon foram suturadas em padrão contínuo simples com fio absorvível 3/0. As incisões palpebrais foram fechadas com sutura padrão simples (6). O globo ocular e a tumoração retrobulbar foram enviados ao Laboratório de Patologia da UPIS. O exame macroscópico revelou que a tumoração media 2x3x2 cm de diâmetro, apresentava aspecto irregular e coloração avermelhada localizada lateralmente ao nervo óptico causando compressão do globo ocular. A superfície de corte era friável e cor avermelhada. Fragmentos da tumoração foram fixados em solução de formaldeído a 10%. Posteriormente, o material foi processado e secções histológicas de 5μm de espessura foram obtidas, as quais foram posteriormente coradas com hematoxilina e eosina (HE). Histologicamente foi encontrado proliferação de epitélio estratificado escamoso, formando ilhas, cordas e trabéculas de células epiteliais neoplásicas demonstrando grau moderado de diferenciação escamosa, não apresentando invasão do globo ocular.

O protocolo quimioterápico foi instituído com carboplatina (300 mg/m2) totalizando cinco ciclos a cada 21 dias, e firocoxib a 28,5 mg/animal uma vez ao dia, por seis meses. Antes da realização de cada ciclo, realizou-se hemograma e dosagem sérica de enzimas hepáticas e função renal. O animal não apresentou alterações destes parâmetros previamente a nenhum ciclo de quimioterapia.

DISCUSSÃO

Apesar de incomuns um grande número de neoplasias foi descrita em cães em localização retrobulbar, incluindo meningioma, linfossarcoma, fibrossarcoma, osteossarcoma, glioma, mixoma, rabdomiossarcoma e carcinoma de células escamosas. Tumores retrobulbares usualmente são unilaterais causam exoftalmia lenta e progressiva, com variável deslocamento do bulbo ocular (6). Tumores primários nos espaços retrobulares podem originar dos tecidos epiteliais e mesenquimais de tecidos glandulares retrobulbares e da órbita. Tumores da cavidade nasal, seios nasais e crânio, assim como metástase de locais distantes podem invadir o espaço retrobulbar causando algum grau de exoftalmia (7).

Como tratamento quimioterapico utilizou a carboplatina devido sua eficácia em carcinomas, a qual é descrita pela literatura. A escolha do firocoxib baseou-se em suas propriedades farmacológicas, constituindo um inibidor seletivo de Cox-2 que não promove os mesmos efeitos colaterais provocados pelos inibidores não seletivos (8) e em estudos que revelam acentuada imunomarcação de COX-2 em ceratinócitos neoplásicos (8).

CONCLUSÕES

A enucleação e exérese da neoplasia associada à quimioterapia apresentou resultados satisfatórios com relação ao prognóstico do paciente, não sendo detectados sinais clínicos indicativos de recidiva tumoral em um período de 48 meses.

REFERENCIAS

1. Moore AS, Ogilvie GK. Skin tumors. In: Ogilvie GK, Moore AS. Feline oncology. USA: Veterinary Learning Systems, 2001. p.398-428

2. Thomas RC, Fox LE, Tumors of the skin and subcutis. In: Morrison WB Cancer in dogs and cats. 2aed. Jackson: Teton NewMedia, 2002. p.469-488.

3. Goldschmidt MH, Oldschmidt MT, Hendrick MJ. Tumors of the Skin and Soft Tissues. In: Meuten, DJ. Tumors in domestic animals. 4aed. Ames: Iowa State Press, 2002. p. 45-118.

4. Straw RC, Resection of the nasal planum. In: Bojrab MJ et al. Current techniques in small animal surgery. 4aed. Baltimore: Williams & Wilkins, 1998. p. 343-346.

5. Millanta F, Citi S, Della Santa D, Porciani M, Poli A. Cox-2 expression in canine and feline invasive mammary carcinomas: correlation with clinicacopathological features and prognostic molecular markers. Breast Cancer Research and treatment. 2006; 98 (1): 115-120.

6. Gelatt KN. Doenças e cirurgias da córnea e esclera do cão. In: Gelatt KN. Manual de oftalmologia veterinária. São Paulo: Manole, 2003. p.125-164.

7. Matton JS, Nyland TG. Ocular ultrasonography. In: Nyland, TG, Matton JS. Ultra- som, diagnóstico em pequenos animais. 2aed. São Paulo: Roca, 2005. p. 1-20.

8. Chow LWC, Loo WTY, Toi M. Current directions for COX-2 inhibition in breast cancer. Biomedicine & Pharmacotherapy. 2005; 59 (2): p.281-284.

CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS VAGINAL EM UMA VACA –