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7. Analysis of production concepts and the competitiveness of Norwegian salmon farming

7.4. How Norway’s salmon farming is influenced by changed competitiveness

7.4.4. Probability, consequence and risk

Foi atendido no Hospital Veterinário da União Pioneira de Integração Social (Faculdade UPIS), um cão, raça boxer, sete anos, macho, apresentando há um mês hematúria, disquezia, tenesmo e emaciação. Realizou urinálise (densidade e sedimentoscopia), hemograma completo, dosagem sérica de uréia, creatinina, citologia do sedimento

1 Serviço de Clínica Médica, Hospital Veterinário, Faculdade UPIS, Brasília – DF, Brasil. Email:

[email protected]

2 Departamento de Reprodução Animal e Radiologia Veterinária, FMVZ, UNESP, Botucatu – SP, Brasil 3 Médico Veterinário Autônomo, Brasília – DF, Brasil

urinário e radiografia abdominal. O hemograma revelou anemia normocítica normocrômica (referência: 35-42%) e leucocitose (referência: 5.000 a 14.000 mm³) por neutrofilia (referência: 2.900-12.000 mm³) com desvio a esquerda regenerativo (referência 0-450 mm³). Os valores de uréia e creatinina encontram-se dentro do intervalo de normalidade. À avaliação citológica revelou a presença de células epiteliais intensamente basofílicas dispostas em camadas e aglomeradas. A proporção núcleo citoplasma era alta, com presença de anisocitose e anisocariose moderada. Notou-se a presença de células binucleadas em alguns campos, além de atipia celular e figuras de mitose. A avaliação radiográfica notou compressão do reto pela próstata. No ultra-som notou-se tumoração de aproximadamente 1,5 cm de diâmetro no lobo direto da próstata. Posteriormente o animal foi submetido à procedimentos anestésicos sendo administrado na medicação pré-anestésica acepromazina (Acepran® 1%) na dose de 0,03 mg/kg associado a metadona (Mytedon®) na dose de 0,3 mg/kg por via intramuscular. Após 25 minutos foi realizada indução anestésica com propofol (Diprivan®, laboratório AstraZeneca, Cotia-SP) na dose de 0,4 mg/kg/minuto seguida de intubação laringotraqueal com sonda número 4; a manutenção foi realizada com isoflurano 1,2% diluídos em oxigênio 100%. Durante procedimento cirúrgico notou-se assimetria prostática sendo que para a prostatectomia parcial, utilizou-se da técnica de incisão na glândula prostática ao longo do septo mediano ventral com bisturi de acordo com a literatura, evitando o colo da bexiga, removendo-se lateral e dorsolateralmente a maior parte da glândula (14). Para que o epitélio uretral se regenere, uma faixa dorsal em toda extensão da uretra prostática foi preservada, evitando assim, obstrução urinária como complicação pós-operatória. No pós-operatório, manteve-se o animal com cateter vesical por cinco dias, com dreno e recebendo fluidoterapia (Ringer Lactato) e antibioticoterapia (Enrofloxacina a 5 mg/kg BID, 7 dias - Enropet). A peça cirúrgica apresentou cor acastanhada com dimensões 3x5x4 cm, com ruptura de cápsula prostática, ao corte apresentou consistência firme. A avaliação histológica do fragmento prostático notou-se projeções papilares no epitélio glandular, formado por células cubóides com presença de vacúolos e produção de muco. Em alguns campos foi possível identificar figuras de mitoses. As células apresentavam núcleos moderadamente hipercromáticos. Após avaliação histológica obteve-se diagnóstico de adenocarcinoma prostático. Após cinco meses do procedimento cirúrgico o animal apresentou aumento de linfonodos submandibulares, poplíteos, axilares e inguinais e

caquexia. Realizou citologia dos linfonodos submandibular esquerdo, axilar direito e poplíteo direito a qual foi compatível com linfoma. Foi realizado tratamento com ciclofosfamida (Cytoxan) (50 mg/ m²), prednisona (Meticorten) (2mg/kg SID) e vincristina (Astavinc) (0,75 mg/m²) (COP) por quatro semanas porém sem resposta ao tratamento. O proprietário optou por não realizar outros protocolos terapêuticos o animal veio a óbito. A necropsia não foi autorizada pelo proprietário.

DISCUSSÃO

Neoplasias prostáticas em cães são consideradas incomuns, sendo o adenocarcinoma a neoplasia primária mais comum (7). O animal do relato era inteiro e de acordo com a literatura, animais orquiectomizados apresentam maiores riscos de desenvolvimento de adenocarcinomas prostáticos (10). Os adenocarcinomas prostáticos apresentam comportamento biológico agressivo em cães não orquiectomizados em relação a cães não orquiectomizados, visto que em um estudo 89% apresentavam metástase pulmonar, sendo que a mesma prevaleceu em cães não orquiectomizados (11). O animal do presente relato apresentava-se dentro da faixa etária de risco, corroborando com dados da literatura que indicam uma média de 9 anos para surgimento de carcinoma prostático (4). Os sinais clínicos apresentados pelo animal são descritos pela literatura como os mais comuns. A avaliação radiográfica pode-se verificar compressão do reto pelo aumento prostático, justificando assim, o sinal clínico, tenesmo. Após a realização da ultrassonografia evidenciou-se uma tumoração na região periférica do lobo prostático direito. A literatura cita que as radiografias abdominais confirmam o aumento de volume prostático brando a moderado, com deslocamento dorsal do cólon e deslocamento cranial da bexiga. Através da ultra-sonografia, a próstata freqüentemente está normal, porém pode apresentar-se hiperecogênica com o desenvolvimento de cistos intra-parenquimais (10,12). A ultra-sonografia e a radiografia abdominal são descritas como métodos não invasivos para a visualização indireta da glândula prostática (3), no entanto, outro autor, afirma que a técnica ultrasonográfica é superior a radiografia, pois oferece mais informações sobre a estrutura, tamanho, formato e arquitetura glandular. A adenocarcinoma prostático do ponto de vista imagenológico deve ser diferenciado principalmente da hiperplasia prostática benigna (13). Foi indicada a exérese cirúrgica da tumoração prostática. Animal foi submetido a protocolo quimioterápico devido ao diagnóstico de linfoma. Devido às condições financeiras do proprietário optou-se pela

utilização do tratamento com protocolo COP. Após quatro semanas de tratamento não evidenciou redução dos linfonodos e animal perdeu cinco quilogramas desde inicio do tratamento. O presente protocolo não foi efetivo na remissão tumoral. Recentes avanços no tratamento desta neoplasia nos cães, com novas combinações de fármacos, propiciaram o aumento das taxas de remissão e sobrevida para os animais acometidos (14). Nesse sentido, o protocolo de Madison-Wisconsin, uma combinação dos fármacos L-asparaginase, vincristina, prednisona, ciclofosfamida e doxorrubicina constitui-se em um dos tratamentos de eleição. Há relatos de que o referido protocolo é capaz de promover tempos de remissão e sobrevida mais longos (15) para os animais. No entanto é um protocolo com maior custo e algumas vezes os proprietários não tem condições de realiza-lo. O prognóstico do adenocarcinoma prostático em cães é desfavorável, pois não se utiliza como em humanos, marcadores bioquímicos como o PSA para detecção precoce.

CONCLUSÃO

O adenocarcinoma prostático é um a afecção incomum em cães, com prognóstico desfavorável. No animal do presente relato não houve evidências clínicas de metástases, fato este citado na grande parte da literatura consultada. A técnica cirúrgica empregadas mostrou-se eficaz para o tratamento da neoplasia prostática, fato corroborado pela ausência de complicações pós-cirúrgicas e sinais clínicos de recidiva

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