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5.2 E LEVENES TEKSTLIGE STRATEGIER

5.2.2 Tre posisjoneringsstrategier

Apresenta-se o perfil dos respondentes para os 123 casos válidos que compuseram a amostra da pesquisa. Como se pode observar no questionário final (ver apêndice A), as questões 1, 2, 3 e 4 foram aquelas usadas para a avaliação do perfil do público da pesquisa. Tabela 4 – Gênero dos respondentes

Fonte: Dados da pesquisa (n = 123 respondentes).

Na tabela 4, nota-se predominância de homens entre os respondentes, com 61% de toda a base pesquisada. Tal quadro pode ser um reflexo da população de pesquisadores brasileiros, inclusive aqueles que ocupam cargos de gestão e tomada de decisão, embora extrapole os objetivos da pesquisa tecer maiores discussões a esse respeito.

A pesquisa também coletou informações referentes à faixa etária dos respondentes. A maioria ocupa a faixa etária de 41 a 50 anos. Ampliando este espectro, como se observa na tabela 5, 66% dos respondentes possuem entre 41 e 60 anos, caracterizando um público predominantemente maduro, esperado para uma amostra formada por pesquisadores experientes, com carreira consolidada na academia.

Tabela 5 – Idade dos respondentes

Gênero Qtde %

Masculino 75 61,0

Feminino 48 39,0

Total 123 100,0

Idade (faixa) Qtde % % Acum.

41 a 50 47 38,2 38,2 51 a 60 34 27,6 65,9 31 a 40 32 26,0 91,9 Mais de 60 9 7,3 99,2 Menos de 30 1 0,8 100,0 Total 123 100,0

Fonte: Dados da pesquisa (n = 123 respondentes).

Apenas um respondente possui menos de 30 anos, e apenas nove (7%), mais de sessenta.

A titulação dos respondentes é outro aspecto relevante, tendo em vista que os objetivos da pesquisa se relacionam com sua percepção acerca dos fatores determinantes da cooperação entre universidade e indústria para pesquisa. A tabela 6 apresenta os resultados. Tabela 6 – Titulação dos respondentes

Fonte: Dados da pesquisa (n = 123 respondentes).

Predominam gestores com titulação de doutor (ou equivalente), com mais de 90% dos respondentes da pesquisa. Esta proporção certamente confere maior valor aos dados obtidos, partindo da premissa de que doutores têm maior experiência acadêmica e em pesquisa e, portanto, uma percepção acurada sobre o fenômeno investigado.

Foi também solicitado aos respondentes que informassem o cargo que ocupam em suas instituições. Tal requisito buscou avaliar a aderência do perfil de cada respondente à restrição delimitada pelo objetivo central do estudo, que se refere à percepção de pesquisadores que atuam em cargos de gestão em pesquisa. A tabela 7 traz os resultados padronizados, por meio de categorização.

Tabela 7 – Cargos dos respondentes

Fonte: Dados da pesquisa (n = 123 respondentes).

a.: O processo de padronização da informação do cargo foi devidamente descrito na seção 4.7.1.

Quase 97% dos respondentes tinham cargos de pró-reitor ou coordenador de pesquisa, ou seus equivalentes, considerando a padronização realizada, e já discutida. Esta é outra condição delineada para a pesquisa, também em congruência com o objetivo estabelecido, e que é atendida pelas amostras obtidas.

Uma vez tendo sido abordado o perfil dos gestores, são apresentadas a seguir as características das instituições a que estão vinculados, de acordo com o que informaram nas

Titulação Qtde % % Acum.

Doutor ou equivalente 111 90,2 90,2 Mestre ou equivalente 7 5,7 95,9 Outros (Especialista) 5 4,1 100,0

Total 123 100,0

Cargo a Qtde % % Acum.

Pró-Reitor de Pesquisa (ou de

Pesquisa e Pós-Graduação) 73 59,3 59,3 Coordenador de Pesquisa (ou

equivalente) 46 37,4 96,7

Outros 4 3,3 100,0

respostas às questões 5 e 6 do instrumento de coleta. A tabela 8 traz informação sobre o tipo de organização acadêmica, obtida a partir do cruzamento do nome da instituição com a base de dados do MEC.

Tabela 8 – Organização acadêmica das instituições

Fonte: Dados da pesquisa (n = 108 instituições).

Importa ressalvar, portanto, que para esta consolidação, são consideradas todas as instituições presentes pelo menos uma vez na base de casos válidos da pesquisa. Assim, o total observado de instituições foi de 108, com predominância de universidades, com mais de 82% da amostra. Tal proporção praticamente reflete a proporção de universidades e institutos federais na população total destas duas organizações: universidades (196) e institutos federais (40), informação recuperada da tabela 1 e exibida na tabela 8, a título de melhor compreensão. Também a partir de cruzamento com banco de dados do MEC, foi averiguado o tipo de categoria administrativa de cada instituição presente na base da pesquisa.

Tabela 9 – Categoria administrativa

Fonte: Dados da pesquisa (n = 108 instituições).

Como mostrado na tabela 9, 66,6% das instituições da amostra são públicas (federais ou estaduais). Este aspecto é importante pela frequente cobrança, por parte da sociedade, de uma maior participação da academia, especialmente das instituições de origem pública, na solução dos problemas e necessidades cotidianas, temática amplamente discutida na revisão de literatura desta pesquisa.

Com quase 20% das amostras, também merece destaque a participação de instituições privadas sem fins lucrativos que, se somadas às públicas federais e estaduais, representarão quase 92% da amostra total da pesquisa.

Outra característica investigada diz respeito à existência de um Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), ou de órgão com atuação similar, como núcleos de transferência

Organização acadêmica Qtde

Amostra % Qtde População % Universidade 89 82,4 196 83,1 Instituto Federal 19 17,6 40 16,9 Total 108 100,0 236 100,0

Categoria Qtde % % Acum.

Pública Federal 51 47,2 47,2

Privada sem fins lucrativos 27 25,0 72,2

Pública Estadual 21 19,4 91,7

Privada com fins lucrativos 5 4,6 96,3

Especial 3 2,8 99,1

Pública Municipal 1 0,9 100,0

de tecnologia, entre outras denominações, a depender do modelo organizacional adotado pela instituição.

Tabela 10 – Presença de NIT

Fonte: Dados da pesquisa (n = 108 instituições).

Observa-se, na tabela 10, que mais de 80% das instituições que compõem a base da pesquisa possuem NIT ou órgão de atuação equivalente. De acordo com as discussões do referencial teórico, a evidência empírica presente na literatura não é definitiva quanto à influência positiva de uma instância como um NIT para ampliação das cooperações de pesquisa com a indústria, pelo que se considerou fundamental analisar esta variável.

Após abordar os perfis das instituições e dos respondentes da pesquisa, serão apresentadas, a seguir, as análises descritivas, correlações entre variáveis e as análises fatoriais para cada construto proposto no modelo teórico, a partir das respostas fornecidas pelos respondentes à escala aplicada (questões 8 a 45 do questionário, conforme apêndice A).