The comfort of giving up
4) Transcription from recording by performers in real time. This method is comparable to the rather artless categories of karaoke and
A vegetação exerce um importante papel na preservação da dinâmica ambiental, já que a mesma vem sendo usada para reduzir a erosão do solo, estabilização da margem e leito de rio ou para proteger muros de arrimo, bem como, proteger bancos de areia das forças da água (GRABECHT, 1981 apud SCHLUTER 1984 EVETTE et al., 2009).
Embora a presença de vegetação tenha um papel importante na diminuição do escoamento superficial, a retirada da vegetação ribeirinha pelas atividades sociais feitas pelo setor “produtivo” é responsável pela degradação das matas ciliares, como citadas por Rodrigues & Gandolfi (2001), expõem os materiais geológicos que compõem os solos causando a erosão das margens dos rios como também modificação do canal.
Segundo Bertoni & Lombardi Neto (1999), a cobertura vegetal atua na proteção direta contra o impacto das gotas de chuva, dispersando a água, interceptando-a e evaporando-a antes que atinja o solo; na decomposição das raízes das plantas que,
42 formando canalículos no solo, aumentam a infiltração da água; melhoramento da estrutura do solo pela adição de matéria orgânica, aumentando assim sua capacidade de retenção de água; diminuição da velocidade de escoamento da enxurrada pelo aumento do atrito na superfície.
Segundo Rodrigues (1982), apud Miranda (2005), a ausência vegetal ribeirinha causa interrupção brusca do efeito estabilizador da floresta, expondo o terreno a novas condições; alteração das funções exercidas pela vegetação, como interceptação, retenção, evapotranspiração, etc.; desaparecimento do horizonte húmico, aumentando assim a infiltração; e diminuição da resistência mecânica do solo pelo enfraquecimento do sistema radicular.
Desta forma, os diferentes tipos de vegetação, localizadas na faixa marginal, constituem corredores ecológicos e possibilitam a preservação da biodiversidade e dos recursos hídricos (AVILA et al., 2011) evitam o surgimento de feições erosivas (SOUZA; GASPARETTO; NAKASHIMA, 2008).
Como a capacidade do solo está associada a sua capacidade de infiltração , a cobertura vegetal exerce um papel importante neste processo, já que, quando sua densidade arbórea é dita como densa, favorece a infiltração, pois dificulta o escoamento superficial da água. Ao final das precipitações pluviométricas, suas raízes retiram a umidade do solo, possibilitando maiores valores da capacidade de infiltração no início das precipitações (MARTINS, 1977b).
As áreas em que estes corpos vegetais estão localizados e a ocorrência ou não de espaçamento entre elas, podendo facilitar ou não, o escoamento gerado pelas precipitações pluviais em terreno acidentados (BERTONI & LOMBARDI NETO, 1999), onde isto pode ocorrer fortemente em cultivos em faixas em terrenos inclinados, em encosta abaixo.
No caso da vegetação que compõem as matas ciliares, Ab´Saber (2001) exemplificou que a retira de vegetação no Vale do Jequitinhonha (Estado de Minas Geriais), devido ao “remeximento das áreas aluviais contidas nos diques marginais para fins de garimpagem de diamantes e ouro, perturbou numerosos setores das planícies de modo irreversível, ocasionando aceleração dos processos de assoreamento, provocando o escoamento mais rápido nas épocas chuvosas, em paralelo com fortes oscilações sazonárias no rio abaixo”.
43 Por outro lado, a respeito da ocorrência de vegetação ao longo da drenagem em áreas urbanizadas, Wolman (1967) afirma que se a vegetação se estabiliza nas barras do canal, estes, sendo de constrição, ou os bancos podem localmente erodir, acompanhado de um aumento no número de inundações nas constrições do canal. Após a conclusão das ruas e de sistemas de esgotos derivados do decréscimo de sedimentos enquanto o escoamento superfícial aumenta rapidamente. Após a conclusão das ruas e dos sedimentos provenientes de sistemas de esgotos, enquanto diminui a rapidez de escoamento da bacia e aumenta o escoamento rapidamente. As barras de canal e a vegetação podem ser removidos pelos fluxos de água límpida. Ao mesmo tempo, a ausência de um suprimento novo de sedimentos pode resultar na erosão progressiva do canal sem deposição concomitante.
Quanto ao papel da vegetação no fluxo de canais, o estudo experimental realizado por Afzalimehr; Sui; Moghbel (2010) indicou que a redução do fluxo hídrico na seção do canal promove a diminuição da vegetação nas paredes do canal causando um aumento no coeficiente de rugosidade, como também, a presença de cobertura vegetal nas paredes do canal causa o desvio da distribuição de tensão linear de Reynolds de condição de fluxo uniforme.
A vegetação ribeirinha tem a função de proporcionar a preservação dos mananciais hídricos fluviais, os quais desempenham importante função social e ecológica por meio do abastecimento público, irrigação, uso industrial, preservação da biodiversidade e manutenção do equilíbrio ecológico (AVILA et al., 2011).
A vegetação localizada nas margens dos rios e em suas zonas baixas inundáveis exerce uma amortização da capacidade de escoamento (SOUZA PINTO & HOLTZ, 1976), causando uma diminuição da capacidade de transportar os materias geológicos rio abaixo, oferecendo assim, a proteção e minimização dos processos de assoreamento que pudessem ocorrer em função de processos erosivos e de transporte de materiais, induzidos ou desencadeados durante a implantação do empreendimento, se houver alteração de usos (MOROZ; GOUVEIA; ROSS, 2007).
De acordo com Fernandes (2000), a vegetação que compõe o canal fluvial é compartimentada conforme o ajustamento da mesma ao meio hídrico, como segue:
44 1) Livres/ natantes (limnóticos) – são vegetações que se encontram totalmente livre (não fixadas ao leito), podendo estar flutuantes na superfície da água, podendo ser transportadas pela ação dos ventos por conta da movimentação das camadas exteriores do líquido que as suportam ou mesmo imerso em meio a água, recebendo menor influência dos diferentes fatores externos; e
2) Fixos/ radicantes (pedônicos) – Desenvolvem um sistema radicial regular, ajustado à condição hídrica, embora mantido no interior do substrato lamoso, hídricamente saturado, e podem ser ainda submersos (permanecem inteiramente no meio líquido); oscilantes (possuem folhas distendidas na superfície da água, com pecíolos longos e limbos amplos, de forma orbicular ou equivalente, que se agitam ondeamente ao movimento das camadas superiores da água) e ainda; emergentes (encontrados, normalmente em águas rasas, com sistema subterrãneo bem desenvolvido, que se eleva no ar parte de seu sistema vegetativo, ultrapassando o nível superficial da água em pequena proporção).
Embora exista uma certa variação de espécie entre as vegetações localizadas no interior do canal, no sistema de avaliação aqui proposto não chegou ao nível de distinção entre elas, ao ponto de se considerar, apenas, a posição delas no canal, indiferente do tipo de espécie que ocorra, visando facilitar a aplicação do sistema aqui em proposição, posto que requer um conhecimento específico quanto ao tema.
Paradoxalmente, as matas ciliares podem funcionar, também, como uma zona tampão, posto que a vegetação, diminui ou impede o aporte de sedimentos e solutos para os corpos d´água, podendo atuar como reservatórios de poluentes, disponibilizando grande carga aos mananciais quando saturados (NEVES, 2005).
A serrapilheira apresenta uma importante participação na diminuição do processo erosivo, no caso, das matas ciliares e das encostas.
Abreu (2006) comenta que o tapete de serapilheira é o resultado da interação constante entre a deposição de serapilheira e sua decomposição ao longo do tempo e que influencia na capacidade de retenção das águas provenientes das chuvas. Melos; Sato & Coelho Netto (2010) compararam esta capacidade entre serrapilheira de florestas distintas (eucalipto e florestas ombrófilas), em que daquelas oriundas de reflorestamento por eucalípto e serem mais homogêneas que a segunda, decresceu quando ocorreu um maior aporte de serrapilheira.
45 No caso da área de estudo, a mata ciliar, simplesmente não existe, embora inespressivos fragmentos arbóreos sejam encontrados, com apenas 20 indivíduos segmentados em pequenos trechos vegetacionais, ao longo de toda faixa (marginal.