• No results found

Post-training feedback and evaluation

4. Findings

4.5. Post-training feedback and evaluation

hospitais, teatros, rádios, atividades artísticas, esportivas e culturais etc., mas sempre tendo em vista as finalidades essenciais e a missão da IES.38

Todos os indicadores em destaque sinalizam para a função acadêmica/educativa da extensão, quando de sua integração com o ensino e a pesquisa, transferências de conhecimentos, impactos das atividades científicas e promoção da cidadania. No aspecto da responsabilidade social da extensão, podemos destacar a ligação das atividades de extensão com o desenvolvimento regional e nacional, relações com o setor público e com o setor produtivo e mercado do trabalho e programas de atenção a setores sociais (SINAES, 2003).

No tocante à aplicação dos conceitos sobre extensão e sua composição na forma de indicadores para o processo de avaliação, o SINAES não aponta grandes avanços, uma vez que remete às IES a criação de seu projeto próprio de autoavaliação. Cabe às IES estabelecerem suas políticas acadêmicas internas, nesse sentido, contemplando a extensão universitária. O SINAES remete à comunidade universitária de cada IES a tarefa de pensar sua autoavaliação associada à avaliação externa, entretanto, na prática, a autoavaliação fica muito abaixo das expectativas, uma vez que o maior impacto social está relacionado ao resultado da avaliação externa.

Outra base de dados importante para o controle e monitoramento da rede e ensino superior é o Censo da Educação Superior, um instrumento aplicado anualmente pelo INEP com preenchimento compulsório por cada IES e que, como específica o próprio site do INEP39, tem o objetivo de oferecer informações detalhadas sobre a situação atual e as grandes tendências do setor, tanto à comunidade acadêmica quanto à sociedade em geral.

O Censo está inserido na base avaliativa da instituição na medida em que é parte dos elementos de análise pelos avaliadores quando da avaliação in loco. Os indicadores adotados pelo Censo da Educação Superior para a extensão universitária passam a existir a partir de 2003 e são essencialmente vinculados a programas e cursos.

Quadro 07 - Dos indicadores e dados de extensão universitária coletados pelo Censo da Educação Superior no período de 2000 a 2009

CENSO DADOS COLETADOS

2000 Foram coletados apenas os números de alunos com bolsas de extensão.

2001 O número de alunos com bolsas de extensão; Número de cursos de extensão, por tipo/nível de curso, modalidade de oferta e número de alunos, ministrados em 2001; Cursos de extensão, ministrados em 2001, por tipo/nível do curso e número de envolvidos na organização e execução.

2002 O número de alunos com bolsas de extensão; Número de cursos de extensão, por tipo/nível de curso, modalidade de oferta e número de alunos, ministrados em 2002; Cursos de extensão, ministrados em 2002, por tipo/nível do curso e número de envolvidos na organização e execução, Número de Computadores com uso acadêmico (ensino, pesquisa e extensão).

2003 O número de alunos com bolsas de extensão; Número total de Programas desenvolvidos, público atendido, origem do financiamento,parceria e pessoas envolvidas na execução por área de conhecimento CNPq, em 2003; Número total de projetos vinculados, público atendido, origem do financiamento, parceria e pessoas envolvidas na execução por área de conhecimento CNPq, em 2003; Número total de projetos não vinculados, público atendido, origem do financiamento,parceria e pessoas envolvidas na execução segundo área de conhecimento CNPq, em 2003; Número total de Projetos desenvolvidos, público atingido e pessoas envolvidas na execução segundo as linhas de extensão, em 2003, com inserção de linhas temáticas próprias. Número total de cursos, total de carga horária e concluintes em curso de extensão presencial, segundo a área de conhecimento CNPq, ministrados em 2003; Número de pessoas envolvidas na execução de curso de extensão presencial, por área de conhecimento CNPq, ministrados em 2003; Número total de cursos, total de carga horária e concluintes em curso de extensão a distância, segundo a área de conhecimento CNPq, ministrados em 2003; Número de pessoas envolvidas na execução de cursos de extensão a distância , segundo a área de conhecimento CNPq, em 2003; Número total de eventos desenvolvidos, público participante e pessoas envolvidas na execução, por área de conhecimento CNPq, em 2003; Número total de prestação de serviço institucional e eventual por área de conhecimento, em 2003, com linhas temáticas próprias; Número de

Computadores com uso acadêmico (ensino, pesquisa e extensão).

2004 O número de alunos com bolsas de extensão; Número total de Programas e seus respectivos projetos vinculados, público atendido e pessoas envolvidas na execução por áreas temáticas de extensão, em 2004; Número total de projetos não vinculados, público atendido, e pessoas envolvidas na execução por área temática de extensão, em 2004; Número total de cursos, total de carga horária, concluintes e ministrantes em curso de extensão presencial, segundo a área de conhecimento CNPq, oferecidos em 2004; Número total de cursos, total de carga horária, concluintes e ministrantes em curso de extensão a distância, segundo a área de conhecimento CNPq, oferecidos em 2004; Número total de eventos desenvolvidos, por tipo de evento e público participante, por área temática, em 2004; Número total de prestação de serviço institucional por tipo e área temática, em 2004; Reconhecimento oficial das áreas temáticas definidas pelo Fórum de Pró-Reitores de Extensão; Número de Computadores com uso acadêmico (ensino, pesquisa e extensão).

2005 Número de Alunos por tipo de Bolsa/Estágio e respectivas entidades financiadoras, no ano de 2005, incluído a extensão; Número total de Programas e seus respectivos projetos vinculados, público atendido e pessoas envolvidas na execução por áreas temáticas de extensão, em 2005; Número total de projetos não vinculados, público atendido, e pessoas envolvidas na execução por área temática de extensão, em 2005; Número total de cursos, total de carga horária, concluintes e ministrantes em curso de extensão presencial, segundo a área de conhecimento CNPq, oferecidos em 2005; Número total de cursos, total de carga horária, concluintes e ministrantes em curso de extensão a distância, segundo a área de conhecimento CNPq, oferecidos em 2005; Número total de eventos desenvolvidos, por tipo de evento e público participante, por área temática, em 2005; Número total de prestação de serviço institucional por tipo e área temática, em 2005; Número de Computadores com uso acadêmico (ensino, pesquisa e extensão).

2006 Inserção da tabela de Classificação Internacional EUROSTAT/UNESCO/OCDE para área básica, Número de alunos por tipo de Bolsa/Estágio e respectivas entidades financiadoras, no ano de 2006; Número total de Programas e seus respectivos projetos vinculados, público atendido e pessoas envolvidas na execução por áreas temáticas de extensão, em 2006; Número total de projetos não vinculados, público atendido, e pessoas envolvidas na execução por área temática de extensão, em 2006; Número total de cursos, de carga horária, de concluintes e ministrantes em curso de extensão presencial, segundo a área de conhecimento CNPq, oferecidos em 2006; Número total de cursos, total de carga horária, de concluintes e ministrantes em curso de extensão a distância, segundo a área de conhecimento CNPq, oferecidos em 2006; Número total de eventos desenvolvidos, por tipo de evento e público participante, por área temática, em 2006; Número total de prestação de serviço institucional por tipo e área temática, em 2006; Número de Computadores com uso acadêmico (ensino, pesquisa e extensão).

2007 A prioridade passa a ser os cursos de graduação, o número de alunos matriculados, por IES e por região, o perfil dos docentes envolvidos na graduação, na pós-graduação, pesquisa e extensão.

2008 A prioridade passa a ser os cursos de graduação, o número de alunos matriculados, por IES e por região, o perfil dos docentes envolvidos na graduação, na pós-graduação, pesquisa e extensão.

2009 Definição de alguns conceitos relacionados às variáveis do módulo Docentes e atividades docentes. Deve ser considerado em exercício o profissional que exercer qualquer atividade docente da educação superior (ensino na graduação, pesquisa, extensão, pós‐graduação, gestão, planejamento e avaliação), no ano

de realização do Censo. Não há limite mínimo de atuação; Identifica a extensão dentro do quadro atividade de formação complementar e se há bolsa remuneração; entre os resultados esperados está a construção de indicadores e estatísticas para subsidiar as avaliações.

Fonte: Manual do Censo 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009.

Observamos que no Censo, os indicadores são de ordem quantitativa, como também há uma fragilidade nas bases de dados sobre extensão, em razão dos diferentes conceitos adotados pelas universidades, bem como pela dificuldade de registro das mesmas, as informações obtidas para os conjuntos das instituições de ensino superior carecem de confiabilidade.

Tais normatizações e indicadores demonstram que a avaliação está num campo de disputa entre práticas que se ajustam à lógica educacional e às práticas centradas na análise e nos valores gerenciais. Nesse sentido, observamos que a avaliação na perspectiva emancipatória foi englobada pela perspectiva regulatória na medida em que os conceitos e valores meritocráticos se incorporam ao senso comum, demandando acomodação da comunidade interna e cobranças da comunidade externa.

Pelo exposto, é possível inferir que há uma relação dos indicadores da avaliação da extensão com a trajetória da institucionalidade da avaliação, entretanto, os indicadores e a formatação da avaliação do ensino e da pesquisa se consolidaram de forma muito mais consistente dentro do perfil meritocrático e performático, o que em razão da natureza do fazer extensionista e seu sistema de registro não possibilitaram expressivos avanços na sua operacionalidade e acreditação. Esse fato, por um lado, garante à extensão universitária a possibilidade de criar indicadores de avaliação compatíveis com a natureza de seu fazer, mas, por outro lado, a exclui da composição da matriz orçamentária nas universidades públicas, o que faz com que a mesma não disponha de recursos financeiros que lhe permitam exercer plenamente essa autonomia.