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Tracking Difference determinants

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4. Empirical Methods

4.6. Tracking Difference determinants

De posse do índice de colaboração, é preciso determinar uma escala na qual o índice possa ser inserido e comparado. Nesta análise, os valores da diagonal principal são substituídos pelo melhor e pelo pior caso prático possível, ou seja, quando a contribuição dos subfatores é extremamente alta ou extremamente baixa. Isso permitiu identificar se o nível de colaboração das empresas avaliadas é satisfatório ou não, isto é, se está próximo ou distante do melhor índice prático. Para isso, deve-se realizar o seguinte procedimento:

 Substituir os valores das diagonais principais das matrizes dos fatores (� , � e

� ) pelos valores 0, 3, 6 e 9;

 Calcular o permanente de cada matriz;

 Substituir os valores encontrados na diagonal principal da matriz principal;

 Calcular o permanente da matriz principal (� ).

Por fim, será possível comparar os índices obtidos entre as empresas avaliadas, cujo detalhamento está apresentado no próximo capítulo. Será utilizada uma escala logarítmica na construção da escala de classificação, pois ela simplifica os valores encontrados, facilitando a visualização e a comparação entre as empresas. Com a execução desta etapa conclui-se o desenvolvimento e a aplicação do modelo desenvolvido.

No início deste capítulo foi realizada a caracterização geral da pesquisa. Em seguida, partiu-se para a apresentação da forma como as revisões da literatura foram realizadas, como a GTA foi escolhida como uma abordagem apropriada para os objetivos da pesquisa e como o modelo de avaliação foi desenvolvido. Em cada etapa foi detalhada a maneira pela qual cada elemento do modelo foi identificado.

O Quadro 22 apresenta um resumo das definições constitutivas dos atributos, isto é, as definições conceituais adotadas a partir da literatura consultada.

Quadro 22 – Definição constitutiva dos atributos

Atributo Símbolo Definição constitutiva Governança

Maneira pela qual os atores do APL acomodam interesses conflitantes e realizam ações colaborativas, tanto por meio de sistemas formais como através de sistemas informais.

Suporte de políticas públicas

A colaboração entre empresas de um APL pode ser influenciada por políticas governamentais, pois o fato de estarem inseridas no arranjo permite que as empresas usufruam de programas de incentivos voltados para o desenvolvimento regional.

Suporte de instituições de apoio

As instituições de apoio, como por exemplo, institutos de pesquisa, universidades, associações profissionais e órgãos de normalização, auxiliam as empresas a perceberem como a colaboração pode contribuir na construção da competitividade de uma indústria particular.

Compartilhamento de riscos e recompensas

Trata-se do compartilhamento dos riscos e dos benefícios entre os parceiros, de modo que o saldo entre eles se torna determinante para as empresas optarem por relacionamentos colaborativos. Por esse compartilhamento as interações entre as empresas possibilitam a criação de valor conjunto.

Proximidade geográfica

Característica amplamente discutida no contexto dos APLs, trata-se da aproximação física entre as empresas do arranjo, ou seja, as empresas estão geograficamente concentradas em um mesmo território.

Compartilhamento de recursos tangíveis

O compartilhamento de recursos diz respeito ao uso de recursos complementares pelas empresas que colaboram, ao investimento em recursos com os parceiros e ao uso de recursos dos parceiros de acordo com necessidades eventuais.

Compartilhamento de informações

O intercâmbio de informações entre as empresas pode acontecer de diversas formas, como por meio de reuniões, feiras, telefonemas ou via internet, com informações relevantes e precisas relacionadas aos produtos e ao mercado. As empresas do APL podem obter informações não disponíveis para empresas localizadas fora do arranjo.

Atributo Símbolo Definição constitutiva

Compartilhamento de conhecimento

O maior envolvimento entre as empresas do APL pode facilitar a obtenção de conhecimento entre os parceiros, especialmente o conhecimento tácito gerado do know- how construído por cada empresa. Essa característica está relacionada à capacidade de aprender com os parceiros de negócios.

Confiança

A confiança é um fator que estabiliza as relações de troca, pois envolve a crença de que os parceiros agem no melhor interesse nos seus relacionamentos, agindo de acordo com o combinado e, mais do que isso, trabalhando juntos para alcançar benefícios conjuntos.

Vínculos informais

Os vínculos informais representam relacionamentos estabelecidos entre as empresas, especialmente relações interpessoais originadas do contato entre os seus representantes, que podem agilizar a solução de problemas e a tomada de decisão.

Relacionamento de longo prazo

A longevidade dos relacionamentos pode oferecer maior garantia para as empresas colaborarem, pois estabelece um histórico de comportamentos que proporciona credibilidade entre os parceiros de negócios, mesmo em momentos de incerteza.

Reputação

Uma empresa que possui boa imagem entre seus clientes e seus parceiros de negócios atrai outras companhias a estabelecerem relacionamentos colaborativos baseados na confiança.

Fonte: Elaborado pela autora (2017).

O Quadro 23 apresenta as definições operacionais dos atributos, ou seja, a forma de mensuração dos elementos que constituem a GTA.

Quadro 23 – Definição operacional dos elementos da GTA

Elemento Forma de mensuração

Interações entre os fatores de avaliação ( ) Opinião de especialistas Interações entre os subfatores de avaliação (

e I)

Escala de Likert de 5 pontos pela opinião dos especialistas

Contribuição de cada subfator para a colaboração ( I)

Escala de Likert de 9 pontos pela opinião das empresas avaliadas

Contribuição de cada fator ( I) Cálculo do permanente da matriz do fator relativa aos seus subfatores Índice de colaboração � Cálculo do permanente da matriz principal

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