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4. Assessment

4.1. Toxicokinetic and toxicity studies from the literature search (January – November2015, 2020)

4.1.1. Toxicokinetic studies

Os autores da teoria ausubeliana mencionam que a aprendizagem receptiva significativa, no processo de obtenção de informações, provoca modificações em ideias que estão presentes na estrutura cognitiva. Sendo assim vamos mencionar os três tipos três aprendizagem receptiva significativa:

 Aprendizagem representacional (significado de palavras ou símbolos unitários). Ocorre ao estabelecer uma equivalência de significado entre os símbolos arbitrários e seus correspondentes referentes (objetos, exemplos, conceitos), que passam, então, a remeter o aluno ao mesmo significado.

 Aprendizagem de conceitos. Nessa aprendizagem, os atributos essenciais segundo Ausubel, Novak e Hanesian (1980, p. 47) “são adquiridos por meio de experiência direta e através de estágios sucessivos de formulação de hipóteses, teste ou generalização”.

 Aprendizagem proposicional (significado de ideias expressas por grupos de palavras combinadas em proposições ou sentenças) pode ser: subordinativa ou superordenada ou combinatória. Citaremos a definição de Ausubel, Novak e Hanesian (1980, p. 33):

A aprendizagem subordinativa ocorre quando uma proposição “logicamente” significativa de uma determinada disciplina (plausível, mas não necessariamente válida lógica ou empiricamente, no sentido filosófico) é relacionada significativamente a determinadas proposições superordenadas (ou sobreordenadas) na estrutura cognitiva do aluno. Esta aprendizagem pode ser derivativa se o material de aprendizagem simplesmente exemplifica ou reforça a ideia já existente na estrutura cognitiva. É chamada de correlativa se for uma extensão, elaboração, modificação, ou qualificação de proposições anteriormente adquiridas.

A aprendizagem proposicional superordenada (ou sobreordenada) ocorre quando uma nova proposição pode ser relacionada a determinadas ideias subordinadas na estrutura cognitiva existente; mas é relacionável a um conjunto amplo de ideias geralmente relevantes que podem ser subordinadas a elas. Finalmente, a aprendizagem proposicional combinatória refere-se aos casos em que uma proposição potencialmente significativa não pode ser relacionada às ideias superordenadas nem às subordinativas na estrutura cognitiva do aluno, mas é relacionável a um conjunto de conteúdos relevantes a essa estrutura.

Segundo os autores, a aprendizagem subordinativa, superordenada e a combinatória são processos cognitivos. Vamos citar outra explicação que Ausubel, Novak e Hanesian (1980, p. 57) descrevem sobre aprendizagem subordinativa, superordenada e a combinatória:

1- Aprendizagem Subordinativa: 1.a. Subordinação derivativa

Nesta aprendizagem, a informação nova (d) está ligada à ideia superordenada (D) e representa outro exemplo ou extensão de D. Os atributos essenciais do conceito D não sofreram modificações, mas os novos exemplos são considerados relevantes.

1.b. Subordinação correlativa

A Aprendizagem Subordinativa Correlativa, a nova informação (c) está ligada à ideia (C), mas não é uma extensão, modificação ou quantificação de C. Os atributos essenciais do conceito subordinativo podem ser ampliados ou modificados com a nova subordinação correlativa.

2- Aprendizagem Superordenada:

Nesta aprendizagem superordenada, as ideias que já estão presentes na estrutura cognitiva do aluno são consideradas como exemplos mais específicos da nova ideia de A e passam a associar-se a A. A ideia superordenada A é definida por um novo conjunto de atributos essenciais que abrange as ideias subordinativas.

3- Aprendizagem Combinatória:

Quando ocorre aprendizagem combinatória, a nova ideia A é vista como relacionada às ideias existentes X, Y e Z, mas não é mais abrangente nem mais específica do que as ideias X, Y e Z. Portanto, considera-se que a nova ideia A tem alguns atributos em comum com as ideias preexistentes.

1.2.1 Algumas Particularidades dos Três Tipos de Aprendizagem Receptiva Significativas

Quanto se trata de aprendizagem representacional, temos que levar em consideração o desenvolvimento da capacidade de uma criança para a aprendizagem, ou seja, qual o significado que as palavras isoladas representam para uma criança? Assim, citamos um exemplo em que Ausubel, Novak e Hanesian (1980, p. 39) destacam:

“Por exemplo, quando a criança aprende pela primeira vez que o significado da palavra “cachorro”, o objetivo é que o som da palavra (que é potencialmente significativo, mas que ainda não possui significado para a criança) represente, ou seja, equivalente a um objeto-cachorro particular que está sendo percebido naquele momento e, portanto, significa a mesma coisa (uma imagem desse objeto-cachorro) que o objeto propriamente dito”.

Os elaboradores (1980, p. 47) apresentam que:

O tipo de processo cognitivo significativo envolvido na aprendizagem representacional é nitidamente básico e responsável pela aprendizagem de estruturas significativas em qualquer sistema simbólico. Além disso, é somente na medida em que o significado de palavras isoladas pode ser aprendido dessa forma que, através da combinação de tais significados, torna-se possível gerar verbalmente conceitos e proposições que, por sua própria natureza, são menos arbitrários e consequentemente podem ser adquiridos de forma mais significativa.

Conforme esclarecem os autores (1980, p. 33), a aprendizagem representacional é significativa:

porque as proposições da equivalência representacional podem ser relacionadas (de forma não arbitrária), enquanto exemplos, a uma generalização presente na estrutura cognitiva de quase todas as pessoas, em torno do primeiro ano de vida – tudo tem um nome e o nome significa aquilo que seu referente significa para uma determinada pessoa.

A aprendizagem de conceitos é um caso particular de aprendizagem representacional, ou seja, o conceito definido por Ausubel, Novak e Hanesian (1980, p. 47): “são objetos eventos, situações ou propriedades que possuem

atributos essenciais comuns que são designados por algum signo ou símbolo”. Os autores descrevem que existem dois métodos de aprendizagem de conceito:

(1) formação de conceito, que ocorre primordialmente em crianças em idade pré-escola; (2) assimilação de conceito, que é a forma dominante de aprendizagem de conceito em crianças em idade escolar e adultos.

Os autores expõem que, na formação de um conceito, as características principais advêm de experiência direta e de estágios sucessivos de formulação de hipóteses, teste ou generalização. Eles afirmam que, com o aumento do vocabulário, os novos conceitos surgem pelo processo de assimilação de conceitos.

Ao fazer uma referência sobre assimilação de conceitos Ausubel, Novak e Hanesian (1980, p. 82) citam: [...] “assimilação de conceito é, em geral, caracterizada por um processo ativo de relação, diferenciação e integração com os conceitos relevantes existentes”.

Segundo Ausubel, Novak e Hanesian (1980, p. 82), aprender um conceito: “depende, em alguma medida, das propriedades da estrutura cognitiva existente e do estado geral do desenvolvimento e capacidade intelectual do aluno, tanto da natureza do conceito propriamente dito e da forma pela qual é apresentado”.

Na obtenção de aprendizagem proposicional Ausubel, Novak e Hanesian (1980, p. 48) descrevem:

[...] a tarefa da aprendizagem, ou uma proposição potencialmente significativa, consiste de uma ideia composta expressa verbalmente numa sentença contendo tanto um sentido denotativo como um conotativo e as funções sintáticas e relações entre palavras. O conteúdo cognitivo diferenciado resultante do processo de aprendizagem significativa, e constituindo seu significado, é um produto interacional da maneira particular pela qual o conteúdo da nova proposição é relacionado ao conteúdo de ideias relevantes estabelecidas na estrutura cognitiva.

Os autores descrevem que, quando se relaciona a informação de um conteúdo a outro elemento que já existe na estrutura cognitiva, a isso se chama de aprendizagem subordinada. Ausubel, Novak e Hanesian (1980, p. 49) argumentam que: “Isso implica a subordinação de proposições potencialmente

significativas a ideias mais gerais e abrangentes na estrutura cognitiva existente, e isto, por sua vez, resulta na organização hierárquica da estrutura cognitiva”.

Consideramos, também, que na relação superordenada ao aprender uma nova proposição, esta será a origem de várias outras ideias. Citando palavras dos autores, quando a aprendizagem significativa de proposições novas não apresentar particularidades com a relação subordinativa e superordenada que já estão na estrutura cognitiva, ou seja, quando não podem condicionar novas ideias, estará originando um significado combinatório.