2.12 Statistical Analysis
3.6.3 Total Amino Acids Content
Neste trabalho, avaliou-se a porosidade de quatro resinas reembasadoras autopolimerizáveis (Kooliner, New Truliner, Tokuso Rebase e Ufigel Hard) e uma termopolimerizável (Lucitone) submetidos aos tratamentos, G1, G2, G3 e G4.
Formaram-se, então, 20 grupos experimentais, cada um com cinco amostras. Foram contados os números de poros e medidas as áreas dos poros, em µm2, tanto em uma região do centro da amostra, como em uma região da periferia.
Para avaliar a porosidade ocorrida na região central e a região periférica, foi utilizado o teste não-paramétrico de Wilcoxon, ao nível de 5% de significância, considerando-se o número de poros e a área total dos poros nessas regiões. O teste de Wilcoxon é apropriado na comparação de dados pareados.
Para avaliar a porosidade entre os grupos experimentais, foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis, seguido por comparações múltiplas não-paramétricas, também ao nível de 5% de significância.
5 Resultado
5.1 Porosidade
Os valores originais de número de poros e área total de poros observados nas amostras, respectivamente das resinas para reembasamento K, NT, TR, UGH e para resina termopolimerizável L, submetidas aos diferentes tratamentos, estão relacionados nas Tabelas A1, A2, A3, A4 e A5 do apêndice. Essas tabelas apresentam as medidas obtidas no centro e na periferia das amostras.
A análise preliminar desses dados não permitiu definir, nem mesmo aproximadamente, a distribuição dos erros experimentais, tal que justificasse o emprego de análises estatísticas paramétricas, como normalidade e homogeneidade de variâncias exigidas para o emprego da análise de variância.
Inicialmente, foi aplicado o teste não-paramétrico de Wilcoxon, para avaliar a porosidade entre o centro e a periferia das amostras. Ao nível de 5% de significância, não se observou diferença significativa entre essas regiões em nenhum grupo experimental, quer quanto ao número de poros, quer quanto às áreas totais dos poros. Em vista deste resultado, os números de poros do centro e da periferia, bem como as áreas totais,
foram somados para representar a porosidade na amostra, independentemente da região onde ocorreram.
Na Tabela 1, são dadas algumas estatísticas descritivas dos números de poros, de acordo com o material e os tratamentos empregados (G1: sem nenhum tratamento – Controle; G2: 2 ciclos de irradiação por microondas no mesmo dia; G3: 1 ciclo de irradiação, por dia, durante sete dias; G4: sete dias de imersão em água). Essas mesmas estatísticas referentes às áreas totais dos poros, em µm2, são
dadas na Tabela 2. Quanto mais a média se afasta da mediana, maior é a assimetria dos valores de número de poros ou de área total dos poros.
O teste de Kruskal-Wallis mostrou que há diferença significativa entre grupos, no que se refere ao número de poros (P<0,0001) e à área
total dos poros (P=0,0089). Para identificar os grupos diferentes, foram
empregadas comparações múltiplas não-paramétricas de postos médios. Os resultados são apresentados nas Tabelas 1 e 2, da seguinte forma: letras minúsculas iguais em uma linha indicam que não há diferença significativa entre os postos médios, ao nível de 5% de significância; enquanto letras maiúsculas iguais em uma coluna indicam não haver diferença significativa entre os materiais.
Tabela 1 – Estatísticas descritivas do número de poros de acordo com o material e o tratamento (G1, G2, G3 e G4)
Material Estatística Tratamento
G1 G2 G3 G4 K Mediana 24,0 37,0 100,0 66,0 Média 23,6 32,6 94,4 60,6 Posto médio 49,7 ABa 62,7 ABab 87,2 Cb 77,8 Bab NT Mediana 7,0 34,0 2,0 4,0 Média 9,2 28,2 18,0 7,2 Posto médio 28,0 Aa 53,9 ABa 33,2 ABa 24,6 Aa TR Mediana 37,0 7,0 0,0 10,0 Média 65,6 10,2 0,4 10,8 Posto médio 56,3 ABb 30,5 Aab 6,2 Aa 31,9 Aab UGH Mediana 107,0 17,0 5,0 119,0 Média 112,4 21,2 7,8 120,0 Posto médio 71,7 Bcb 45,4 ABab 26,7 ABa 91,8 Bc L Mediana 25,0 43,0 21,0 32,0 Média 27,8 44,8 22,0 30,6 Posto médio 53,8 ABa 69,5 Ba 49,7 Ba 59,4 ABa
Letras minúsculas iguais, no sentido horizontal, indicam que não há diferença significativa entre os postos médios, ao nível de 5% de significância. Enquanto letras maiúsculas iguais, no sentido vertical indicam não haver diferença significativa entre os materiais.
Tabela 2 – Estatísticas descritivas da área total dos poros, em µm2, de
acordo com o material e o tratamento (G1, G2, G3 e G4)
Material Estatística Tratamento
G1 G2 G3 G4 K Mediana 10789,8 13463,8 45893,1 34143,3 Média 16453,6 14282,9 43213,2 30045,0 PM 56,8 Aa 56,4 Aa 86,2 Ca 75,0 Ba NT Mediana 7700,0 50595,8 1409,7 4036,9 Média 14362,4 41921,4 19370,8 12153,5 PM 50,6 Aab 74,3 Ab 38,2 Ba 40,2 ABab TR Mediana 0,0 8714,6 0,0 5457,3 Média 0,0 35207,3 55,5 8556,5 PM 53,3 Ab 57,6 Ab 5,6 Aa 38,6 Ab UGH Mediana 17739,2 8151,9 10038,9 15874,3 Média 24063,6 10610,6 8490,3 15435,0 PM 63,6 Aa 47,8 Aa 41,6 Ba 56,4 ABa L Mediana 11331,1 15528,3 5331,9 2676,7 Média 17028,4 13734,1 7219,6 5940,4 PM 55,6 Aa 52,0 Aa 33,2 Ba 27,0 Aa
Letras minúsculas iguais, no sentido horizontal, indicam que não há diferença significativa entre os postos médios, ao nível de 5% de significância. Enquanto letras maiúsculas iguais, no sentido vertical, indicam não haver diferença significativa entre os materiais.
Nos Gráficos 1 e 2, estão representados, de acordo com o material e o tratamento empregados, respectivamente, os números de poros e as áreas totais dos poros, em cada amostra analisada. Esses gráficos ajudam na visualização das diferenças significativas apontadas nas comparações múltiplas, resumidas nas Tabelas 1 e 2.
0 40 80 120 160 200 240 K NT TR UGH L N o de por o G1 G2 G3 G4
GRÁFICO 1 – Representação gráfica de números de poros, de acordo com o material e o tratamento (G1, G2, G3, G4).
A interpretação dos postos médios da Tabela 1 e do Gráfico 1 revelou que a porosidade do material K foi significantemente alterada, pelas microondas, para o G3 (P<0,05), em relação ao G1; mas não houve
diferença estatisticamente significante (P>0,05) do G1 em relação ao G2
e ao G4.
N
O material NT não apresentou diferença estatisticamente significante (P>0,05) entre os grupos G1, G2, G3 e G4.
O material TR apresentou diferenças estatisticamente significantes (P<0,05) entre G1 e G3, mas quando comparados entre com os demais
grupos (G2 e G4) não apresenta diferença estatisticamente significante (P>0,05).
O material UGH apresentou diferença estatisticamente significante (P<0,05) para o G3 quando comparado ao G1 e ao G4. No entanto não
apresentou diferença estatisticamente significante (P>0,05) em relação ao
G2.
O material L não apresentou diferença estatisticamente significante (P>0,05) entre os grupos G1, G2, G3 e G4.
Quando os materiais são comparados entre si, para o G1, foi observado que houve diferença estatisticamente significante (P<0,05)
entre as resinas NT e UGH, mas não houve diferença estatisticamente significante (P>0,05), quando as mesmas foram comparadas aos demais
materiais.
Para o G2, foi observado que houve diferença estatisticamente significante (P<0,05) entre as resinas TR e L, mas não houve diferença
estatisticamente significante (P>0,05), quando as mesmas foram
comparadas aos demais materiais.
Para o G3, foi observado que houve diferença estatisticamente significante (P<0,05) da resina K e os outros materiais e das resinas TR e
L, quando comparadas entre si, mas não houve diferença estatisticamente significante (P>0,05), quando TR e L foram comparadas
às resinas NT e UGH.
Para o G4, foi observado que houve diferença estatisticamente significante (P<0,05) da resina K e UGH em relação às resinas NT e TR,
mas não houve diferença estatisticamente significante (P>0,05), quando
foram comparadas a resina L, nem quando mas quando comparadas entre si. 0 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000 80000 K NT TR UGH L G1 G2 G3 G4
GRÁFICO 2 – Representação gráfica de áreas totais de poros, de acordo com o material e o tratamento (G1, G2, G3, G4).
Á
rea total de poros (
A interpretação da Tabela 2 e do Gráfico 2 permitiu verificar que os tratamentos não influenciaram o material K, em termos de área, pois não houve diferença estatisticamente significante (P>0,05) entre G1 e os
demais grupos experimentais.
Para o material NT, observou-se que houve diferença estatisticamente significante entre os grupos G2 e G3 (P<0,05). No
entanto, não houve diferença estatisticamente significante (P>0,05)
quando o G3 foi comparado aos grupos G2 e G3.
As irradiações sucessivas mostraram-se evidentes para o material TR, no G3, onde se observou uma redução significativa (P<0,05) na área
de poros, quando comparado aos demais grupos, que, no entanto, quando comparados entre si não apresentaram diferenças estatisticamente significantes (P>0,05).
Para a resina UGH, não houve diferença estatisticamente significante (P>0,05) entre o G1 e os demais grupos experimentais.
A resina L não sofreu influência dos tratamentos, exibindo valores estatisticamente iguais em todos grupos (P>0,05).
Quando os materiais são comparados entre si, nota-se que, no G1 e no G2, não houve diferenças estatisticamente significantes entre eles (P>0,05).
No G3, os materiais apresentaram diferentes comportamentos. Para a resina K houve diferença estatisticamente significante (P<0,05),
materiais. Para a resina TR, também houve diferença estatisticamente significante (P<0,05), apresentando a menor área total de poros, em
relação aos demais materiais, demonstrando que essas duas resinas foram fortemente influenciadas pelas microondas. Os materiais NT, UGH e L não houve diferenças estatisticamente significantes (P>0,05), quando
comparados entre si.
No G4, para a resina K houve diferença estatisticamente significante (P<0,05), apresentando a maior área total de poros, quando
comparada aos materiais TR e L, mas não houve diferenças estatisticamente significantes (P>0,05), quando comparado às resinas NT
e UGH. Para as resinas NT, TR, UGH e L, não houve diferenças estatisticamente significantes (P>0,05), quando comparadas entre si.