Em 1970, Davenport32 realizou um estudo para verificar a
distribuição e concentração de Candida albicans nas bases das próteses
e mucosa de pacientes portadores de estomatite protética. O autor considera, com base em trabalhos, que em alguns casos a C. albicans
pode estar presente em maior número na base da prótese do que na mucosa. Neste estudo foram avaliados 50 pacientes com estomatite protética e 50 sem qualquer evidência de inflamação (grupo controle) Os resultados demonstraram que um grande número de células de C. albicans foi encontrado em 94% dos esfregaços das bases das próteses
dos pacientes do grupo experimental em comparação com apenas 34% dos esfregaços da mucosa. No grupo controle, foi encontrado 28% de esfregaços com grande quantidade de C. albicans e somente 2% nos
esfregaços da mucosa. De acordo com o autor o alto número de esfregaços contendo células de C. albicans foi marcante. Poucos
pacientes se esforçaram para limpar suas próteses e conseqüentemente remover a C. albicans. Assim, a estomatite parece estar mais associada
com a presença de placa na base da prótese do que com a inflamação da mucosa.
Esse mesmo autor33, em 1972, realizou um estudo para investigar a porosidade e a textura superficial da resina acrílica, processada contra
diferentes materiais, para determinar a proteção mecânica que a resina pode prover aos microrganismos. Amostras em resina acrílica termopolimerizada (aquecimento lento por 7h até atingir 1000C + 3 h a
1000C + 8 h para esfriamento) foram processadas contra superfície de vidro, contra superfícies de gesso vazados em vidro e tratados com agente de separação (a base de alginato e vaselina), contra superfícies de gesso de cópias de alginato, pasta de óxido de zinco e eugenol e silicone e amostras de resina autopolimerizável (sob pressão) foram processadas contra superfícies de gesso. Para analisar a textura da mucosa palatal moldagens de alginato de pacientes usuários de prótese foram realizadas e vazadas com gesso. A leitura da superfície das amostras foi realizada com perfilômetro e medidas de profundidade e largura foram feitas. A profundidade das irregularidades de superfície de resina variou de 0,4 a 12 µm e a largura de 5,1 a 22,8µm. Para efeito de comparação o autor registrou medidas de cocos (1µm) e leveduras (5µm). De acordo com o autor a inclinação dos flancos das depressões registradas ofereceram pouca resistência ao desalojamento de microrganismos. Para análise da porosidade foi usada a técnica de difusão de tintura fluorescente em amostras de resina processadas contra o vidro (polidas), fraturadas e abrasionadas com brocas. A ausência de difusão observada neste estudo indicou que se porosidades existem elas não estão abertas na superfície e que superfícies de próteses de textura fina e ausência de porosidade não permitem adesão de placa por
penetração nos defeitos de superfície ou por alojamento mecânico nas irregularidades. Neste caso, a remoção da placa pode ser feita por uma cuidadosa escovação, mas em casos de difícil acesso às cerdas das escova e em casos que a placa sobre a prótese pode o fator desencadeante da estomatite protética, a imersão noturna em uma solução desinfetante pode ser coadjuvante na instrução de higiene oral.
Levin55, em 1973, realizou um estudo para avaliar o efeito da
permeabilidade da resina acrílica à C. albicans e o efeito, in vitro, deste
microrganismo e da resina sobre o pH. Amostras de resina acrílica termopolimerizável com superfícies polidas e não polidas com e sem C. albicans, somente culturas de C. albicans, soluções de monômero e de
polímeros foram colocadas em meio de cultura, e o pH do meio foi medido em intervalos de 1, 3 e 8 semanas. As amostras foram analisadas por coloração fluorescente e sob microscopia. Os achados comprovaram a permeabilidade da resina e maior penetração foi observada na superfície não polida das amostras. O autor sugere que durante o polimento um filme amorfo protetor é produzido pela redistribuição dos átomos da superfície polida dificultando a penetração. O estudo mostrou ainda que uma interação entre microrganismos, seus produtos e a resina ocorreu no meio, o que resultou no aumento do pH do mesmo (de 4,7 na primeira semana para 8,3 na oitava semana), mas que somente a presença da resina não produziu efeito sobre o pH.
Skjørland et al.66, em 1982, realizaram um estudo para determinar
se diferenças no acúmulo de bactérias, em diferentes materiais restauradores, poderiam ser explicadas pela diferença na topografia de superfície, particularmente, porosidades. Amostras de 15 materiais restauradores foram confeccionas e uma área de 2 mm2 das amostras, foram fotografados e projetados a um aumento de 110x para calcular a quantidade e distribuição das porosidades. Para a análise da adesão bacteriana, somente 4 materias foram utilizados. As amostras foram polidas e incubadas em suspensão de Streptococcus sanguis, a 370C.
Depois, foram secas, fixadas e examinadas em MEV. Os resultados evidenciaram que o percentual por volume de poros das amostras, variou de 1,2 a 28,3% do volume total e que a maioria das porosidades foram, em média, de diâmetros de 5 a 50µm e que a adesão de bactérias foi similar nos materiais testados.
Roher e Bulard62, em 1985, realizaram um estudo para avaliar a
efetividade das microondas na redução da infecção cruzada entre consultório odontológico e laboratório de prótese. Os autores realizaram as experiências com os microrganismos inoculados em tubos de ensaio contendo meio de Brain-(Heart Infusion), próteses com metal ou totalmente em resina acrílica, brocas metálicas e peças de mão. Os corpos-de-prova foram contaminados com 105 org/mL de cada um dos seguintes microrganismos: três tipos de bactérias não esporuladas (S.
aureus, S. epidermidis e K. pneumoniae), uma bactéria aeróbica
esporulada (B. subtilis), uma bactéria esporulada anaeróbica (C. histolyticum), um fungo (C. albicans) e dois vírus (polio tipo 1 e herpes
simplex tipo 1). Para as irradiações no forno de microondas, os corpos- de-prova foram ou não fixados a um dispositivo rotacional tridimensional desenvolvido pelos autores. Os corpos-de-prova contaminados foram submetidos às microondas a uma potência de 720 W, nos tempos experimentais de 0, 1, 3, 5, 8 e 10 min, e incubados a 370C. A bactéria
B.subitilis foi também inoculada em tiras de papel irradiadas por 20 min. O
crescimento dos microrganismos foi avaliado para todos os materiais após 24 e 48 h pela análise da turvação do meio e crescimento de colônias em placas de Petri. Para a irradiação das próteses, duas condições foram avaliadas para os testes de estabilidade dimensional: as próteses foram mantidas por 15 min em água ou foram mantidas a seco, antes de serem irradiadas. Segundo os autores, os resultados obtidos quando o dispositivo rotacional tridimensional foi utilizado evidenciaram maior efetividade no tratamento com microondas. Os tubos de ensaio contaminados com a mistura de quatro bactérias aeróbicas e C. albicans
não demonstraram crescimento após 10 min de irradiação. A esterilização da bactéria esporulada anaeróbica C. histolyticum ocorreu após 3 min de
irradiação. As tiras de papel com a bactéria esporulada aeróbica B. subtilis demonstraram esterilização apenas após 15 min de irradiação. As
aeróbicas e expostas às microondas por 10 min, apresentaram esterilização. As peças de mão contaminadas com a mesma suspensão bacteriana foram esterilizadas após 10 min de irradiação. As próteses contaminadas com as suspensões individuais de quatro bactérias aeróbicas e do fungo apresentaram esterilização para todos os microrganismos testados após 8 min de exposição às microondas. Quando uma mistura de suspensões desses microrganismos foi utilizada, a esterilização das próteses foi observada após 10 min de irradiação. Não foram observadas alterações dimensionais tanto para as próteses imersas previamente em água quanto para as mantidas a seco e expostas às microondas por até 16 min. Para uma esterilização efetiva de materiais odontológicos, os autores sugeriram a irradiação por microondas associada à utilização do dispositivo tridimensional desenvolvido nesse estudo.
Wendt e Glass82, em 1987, avaliaram in vitro o tempo mínimo
ocorrido entre a colonização superficial e interna de resinas acrílicas termopolimerizadas em função de diferentes intervalos de exposição a
Candida albicans. 62 amostras de 0,5 x 0,1 x 7,0 cm de resinas não
polidas foram esterilizadas em óxido de etileno e posteriormente expostas a 105 micr/ml de Candida albicans e divididas em três experimentos:
• experimento I: intervalos de 30min, 1h, 2h, 3h, 4h, 8h, 24h, 48h e uma semana;
• experimento II: intervalos de 8h, 10h, 12h, 14h, 16h, 18h, 20h, 22h e 24h ;
• experimento III: intervalos de 30min, 1h, 2h, 3h, 4h, 5h, 6h, 7h, 8h, 9h, 10h, 11h, e 12h. Duas amostras foram utilizadas para cada intervalo de tempo.
Para os experimentos I e II, algumas amostras foram cortadas em pequenos fragmentos com um dispositivo estéril e para o experimento III as amostras foram fraturadas ao meio para descartar a hipótese de que o corte das amostras poderia levar microrganismos para o interior das mesmas. Após as exposições as amostras foram incubadas e examinadas para a localização, contagem e leitura das colônias. Os resultados evidenciaram que para o experimento I a contaminação superficial ocorreu entre 4h e 8h e internamente entre 8h e 24h. Para o experimento II todas as amostras mostraram colonização superficial imediata, entre 8h e 10h colonização interna ocasional e após 12h definida evidência de penetração. Para o experimento III nos primeiros 30 min uma colônia foi notada, após 1 h cinco colônias foram notadas, após 4h vinte e quatro colônias e após 6 h um número substancialmente maior que vinte e quatro foi observado. Após 4 h foi notada a penetração de uma colônia na amostra. A partir desses resultados os autores sugerem que há aderência precoce de microrganismos antes mesmo de haver a formação de uma placa mais complexa e que as implicações clínicas para esses achados sugerem a eliminação de microrganismos da mucosa
antes de se confeccionar uma nova prótese e como a contaminação interna ocorre com no mínimo 4h, em apenas um dia a prótese pode ser considerada contaminada e que em função das forças mastigatórias movimentarem os fluidos orais, essa contaminação poderia ser abreviada em função do deslocamento dos microrganismos para dentro dos poros.
Polysois et al.60, em 1995, avaliaram o efeito dos métodos de desinfecção por meio de glurataraldeido e microondas na estabilidade dimensional, na dureza e nas propriedades flexurais (deflexão, módulo e resistência) de uma resina para base de prótese. Sessenta corpos-de- prova (65 mm X 10 mm X 2,5 mm) foram confeccionados em resina termopolimerizável (Paladon 65), polimerizados em microondas a 500 W por 3 min e então armazenados em água por 24 h a 370C antes da desinfecção. Para a desinfecção em glutaraldeído, os corpos-de-prova foram imersos em solução de glutaraldeído alcalino a 2% (Cidex-7) por 1 h ou 12 h. Para a desinfecção em microondas, os corpos-de-prova foram irradiados a 500 W por 3 ou 15 min. Durante a irradiação, um béquer com 150 mL de água foi colocado no interior do forno. Os corpos-de-prova utilizados como controle foram imersos em água por 1h ou 12 h. Dez amostras foram confeccionadas para cada grupo. Após os procedimentos experimentais, cada corpo-de-prova foi analisado quanto à estabilidade dimensional, aos ensaios de flexão e à dureza respectivamente. Os resultados revelaram que não houve alterações significativas nas
propriedades mecânicas avaliadas para os corpos-de-prova do grupo controle. Foi observado que os procedimentos de desinfecção testados (microondas ou imersão em glutaraldeído) promoveram alterações dimensionais lineares em todos os corpos-de-prova. Entretanto, essas alterações dimensionais não foram consideradas clinicamente significantes. As propriedades flexurais (resistência, módulo e deflexão) não foram alteradas pelos procedimentos de desinfecção. Além disso, as amostras irradiadas apresentaram um aumento nos valores de dureza comparadas às amostras do grupo controle. Por outro lado, 1 h de imersão em glutaraldeído resultou em redução nos valores médios de dureza quando em comparação ao grupo controle. No entanto, as alterações de dureza para os três grupos avaliados não foram consideradas clinicamente significantes. Os autores concluíram que irradiação por microondas e a imersão em glutaraldeído podem ser indicadas como métodos de desinfecção de resinas acrílicas e sugeriram a utilização das microondas como uma alternativa viável, efetiva e rápida para a desinfecção de próteses.
Como a esterilização de próteses por meio de microondas tem sido recomendada, Thomas e Webb71, em 1995, avaliaram o efeito desse método sobre a estabilidade dimensional de próteses totais. Vinte próteses totais superiores foram armazenadas a seco por um ano e então pesadas. As mensurações foram realizadas nas próteses mantidas a seco
e após sua imersão em água por 7 dias a 37oC. Dez próteses foram
irradiadas durante 10 min a 650 W por 15 vezes, mensuradas e pesadas. As outras dez próteses não foram irradiadas (controle). As próteses não irradiadas foram mensuradas após 54 dias em água, irradiadas 15 vezes a 350 W por 6 min e, então, mensuradas e pesadas. Os resultados evidenciaram aumento significativo nos pesos das próteses após a hidratação por 7 dias, que foi ainda maior após 54 dias de imersão em água. Não foi observado um aumento significativo nos pesos verificados entre as próteses hidratadas (controle) e as irradiadas. Os autores concluíram que as próteses irradiadas a 650 W por 10 min apresentaram alterações dimensionais consideradas significativas. Entretanto, a irradiação das próteses a 350 W por 6 min foi recomendada pelos autores para esterilização de próteses, uma vez que promoveu uma alteração dimensional aceitável.
Chau et al.25, em 1995, realizaram um estudo para avaliar a
possibilidade de penetração de bactérias na resina acrílica após curto período de exposição. Os corpos de prova de três resinas acrílicas foram polidos em uma de suas superfícies para simular as superfícies externas e internas da prótese. Em seguida, os corpos-de-prova foram imersos por 24 h em meio de cultura contendo bactérias gram-negativas e gram- positivas. Os corpos-de-prova contaminados foram, então imersos em uma das soluções desinfetantes (iodóforos, dióxido de cloro e hipoclorito
de sódio a 5,25%) e para controle utilizou-se imersão em solução salina estéril por 10 min. Após a desinfecção, os dois lados dos corpos de prova foram submetidos à coleta de material para semeaduras em placa de Petri. Essas placas foram encubadas a 370C por 48 h e número de colônias quantificado. Os autores observaram, pela análise das culturas, que os corpos-de-prova tratados com iodóforos ou dióxido de cloro apresentaram um número de colônias significativamente inferior ao número apresentado pelo os corpos de prova do grupo controle. Por outro lado, os corpos-de-prova imersos em hipoclorito de sódio não apresentaram colônias viáveis na placa de Petri. Os autores concluíram que a resina acrílica pode ser contaminada com bactérias tanto na parte externa quanto interna e que o tratamento com hipoclorito de sódio foi eficiente para inativar esses microrganismos.
Verran e Maryan78, em 1997, avaliaram o efeito da rugosidade na aderência de C. albicans em resina acrílica e elastômero. Próteses de
resina acrílica de polimetil metacrilato foram submetidas a polimento (superfície lisa) ou a desgaste manual com lixa de granulação 600 (superfície rugosa). Os moldes de silicone de adição foram confeccionados sobre uma superfície polida de resina acrílica (superfície lisa) ou sobre modelo de gesso (superfície rugosa). A rugosidade dos materiais foi mensurada por meio de um profilômetro antes dos procedimentos de aderência. Em seguida, suspensões de C. albicans
(1,29 X 107 org/mL) foram adicionadas em placas de Petri contendo um
dos materiais avaliados. Após a incubação por 1 h a 240C, os materiais foram enxaguados cuidadosamente, para que as células pouco aderidas fossem removidas. Em seguida, os materiais foram secos em temperatura ambiente, fixados com metanol e corados para possibilitar a análise microscópica e a contagem do número de células aderentes por área. Os resultados evidenciaram que não houve diferença estatisticamente significante para o número de células verificadas em cada um dos lados das amostras com superfície lisa. As amostras com superfície rugosa apresentaram números de células significativamente mais elevados em relação às amostras com superfícies lisas. No entanto, os moldes de silicone com superfície rugosa demonstraram maior aderência comparados às próteses com superfície rugosa. Os autores concluíram que um aumento da rugosidade superficial facilitou a aderência de C. albicans nas superfícies da resina e do silicone avaliados.
Webb et al.81, em 1998, fizeram um estudo da bibliografia referente
aos fatores etiológicos relacionados às infecções por candida e a forma
mais comum da candidose oral: a Estomatite Prótética. O estudo relata que e Estomatite Prótética está presente em 65% dos usuários de próteses e pode estar acompanhada de queilite angular, glossite atrófica, candidose pseudomembranosa aguda e candidose hiperplásica crônica. Está mais presente no gênero feminino. Os autores enfatizam a
necessidade da limpeza regular para remoção do biofilme da prótese através de escovação rigorosa e imersão em soluções desinfetantes em intervalos regulares, pois o biofilme da prótese está diretamente associado à ausência de higiene e crescimento da espécie candida e que
a permeabilidade da resina acrílica na superfície não polida é maior que na superfície polida e que a resina acrílica contaminada com C. albicans
aumenta o pH bucal criando um ambiente favorável à proliferação dos microrganismos.
Radford et al.61, em 1998, compararam a capacidade de aderência da C. albicans (com e sem alterações fenotípicas) às superfícies de uma
resina acrílica termopolimerizável (Trevalon) e dois materiais reembasadores (Molloplast B e Novus) com diferentes rugosidades superficiais. Para cada material, foram confeccionados 30 corpos-de- prova unidos dois a dois e uma das hemi-partes de cada um foi polimerizada contra duas lâminas de vidro e não receberam acabamento (controle). A outra hemi-parte dos corpos-de-prova da resina termopolimerizável recebeu acabamento com fresa de aço e dos reembasadores com lixas de carbeto de silício. As colônias com e sem alteração de morfologia foram obtidas a partir de colônia padrão de C. albicans e incubadas por 18 a 20 h em caldo nutriente. Em seguida, uma
suspensão celular (107/org/mL) foi incubada durante 1 h em placas de orifícios. Após a remoção das placas, os corpos-de-prova foram secos,
montados em lâminas de vidro e corados. As leveduras e hifas aderidas foram contadas microscopicamente pela técnica de amostra estratificada. Para as leveduras, os resultados demonstraram que não houve diferença estatisticamente significante na adesão dos dois tipos de C. albicans.
Além disso, foi observado que esses tipos morfológicos apresentaram maior aderência nas superfícies com acabamento e nos materiais reembasadores em relação à resina termopolimerizável. Para as hifas, foi observado maior aderência de C. albicans com alteração fenotípica, mas
não diferença significativa entre os diferentes materiais. Os autores concluíram que, para os materiais reembasadores, foi verificada uma maior aderência às superfícies rugosas em relação às superfícies lisas para a resina termopolimerizável.
A efetividade da irradiação por microondas na desinfecção de um material reembasador resiliente contaminado com microrganismos patogênicos foi avaliada por Baysan et al.12, em 1998. Os corpos-de-
prova (2 cm X 2 cm) foram confeccionados em uma resina reembasadora resiliente (Molloplast –b) e polimerizados em microondas por 3 min a 650 W. Todos os corpos-de-prova foram esterilizados em autoclave, inoculados com os microrganismos testados (Candida albicans ou Staphylococccus aureus) e incubados aerobicamente a 370C. Após três
dias de incubação, o meio de cultura foi descartado e os corpos-de-prova enxaguados cuidadosamente em 10 mL de salina fosfatada tamponada
(PBS) para remoção de células não aderentes. As amostras confeccionadas foram divididas em quatro grupos (três experimentais e um controle) com dez amostras cada. Três grupos experimentais foram avaliados quanto aos procedimentos de desinfecção, sendo as amostras do grupo A submetidas à desinfecção em microondas por 5 min a 650 W; as amostras do grupo B mantidas a seco em temperatura ambiente por 5 h e as amostras do grupo C imersas em solução de hipoclorito de sódio a 2% durante a noite. Para o grupo controle, as amostras foram enxaguadas e deixadas em solução de PSB por 5 h em temperatura ambiente. A seguir, os corpos-de-prova foram individualmente colocados em tubos com 10 mL de PSB e agitados por 15 min. As diluições seriadas (10-1 a 10-3) foram realizadas em placas com Agar Sangue, que foram incubadas durante a noite a 370C. Após a incubação, as colônias foram contadas e o número de ufc/mm2 foi calculado. Os resultados
demonstraram que o tratamento por microondas e a imersão em hipoclorito de sódio promoveram uma redução semelhante do número de microrganismos. Entretanto, o grupo do procedimento a seco apresentou uma redução do número de células viáveis significantemente inferior em relação aos demais grupos. Os autores recomendaram a utilização das microondas como um método de desinfecção efetivo e simples uma vez que o hipoclorito de sódio apresenta algumas desvantagens para utilização na clínica odontológica, sobretudo em longos períodos de
imersão, como efeitos deletérios sobre as resinas acrílicas das próteses e corrosão de componentes metálicos.
Em 1999, Dixon et al.37 avaliaram a efetividade da irradiação por