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Toric threefolds

In document Donaldson-Thomas theory (sider 30-36)

O Estado do Rio Grande do Norte (FIGURA 13) está situado entre os paralelos de 4°49’53’’ e 6°58’57” latitude sul, e os meridianos de 35°58’03” e 38°36’12” a oeste de Greenwich, tendo uma área de 52 796,79 Km², correspondendo a 0,62% do território nacional.

A distância entre os pontos extremos Norte-Sul é de 233 Km e entre os pontos extremos Leste-Oeste, 403 Km. Limita-se ao Norte e a Leste com o Oceano Atlântico; ao Sul com o Estado da Paraíba e a Oeste com o Estado do Ceará.

FIGURA 13 – Localização do Estado do Rio Grande do Norte. Fonte: SEPLAN/COPLAC. Sem escala.

O clima no Estado Rio Grande do Norte (FIGURA 14) é caracterizado pelos tipos:

Clima árido - localizado na parte central e litoral setentrional, prolongando-se numa faixa

estreita, quase contínua, até o extremo sul do Estado, abrangendo área total de 18% da superfície estadual. Não apresenta excedente de água durante todo o ano;

Clima semi-árido - domina, de forma quase contínua, todo interior do Estado, onde a oeste

se prolonga até o litoral setentrional, perfazendo área de 57% da superfície estadual. Apresenta excedente de água inferior a 40mm durante os meses de março e abril;

Clima sub-úmido seco - localizado, em parte, no litoral oriental e nas áreas serranas do

interior do Estado; este clima abrange 20% da superfície estadual. Possui excedente de água que vai de 150 a 450mm durante os meses de março a junho aproximadamente;

Clima úmido - localizado no litoral oriental engloba as estações pluviométricas de Natal,

São José de Mipibu e Canguaretama, perfazendo 5% da área estadual. A estação pluviométrica de Natal apresenta excedente de água de 1 040 mm, distribuído de fevereiro a julho, enquanto as estações de Canguaretama e São José de Mipibu têm excedente de água de 400 mm, distribuído de abril a julho.

FIGURA 14 – Mapa da distribuição do clima no Estado do Rio Grande do Norte. Fonte: IDEMA – Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Norte.

No Estado do Rio Grande do Norte são observadas as seguintes formações vegetais (FIGURA 15):

Floresta subperenifólia (incluindo cerrados e formações florestais secundárias) – Floresta ciliar sem carnaúba - presente ao longo dos rios do litoral oriental em uma faixa cuja

largura não ultrapassa algumas dezenas de metros, mantém contato com florestas semidecíduas e decíduas e com manguezais. Acima do município de Extremoz, a Floresta Ciliar é o único tipo florestal presente ao longo dos rios que desembocam no litoral oriental e, algumas vezes, nas várzeas e margens de lagoas. Por ser uma floresta densa e exuberante, a duração do período chuvoso tem importância secundária, de vez que sua fonte de água está presente nos lençóis subterrâneos e na água dos rios e várzeas;

Floresta subcaducifólia (incluindo cerrados, formações florestais secundárias, caatinga

hipoxerófila e floresta subcaducifólia) – Floresta decídua - ocupa uma estreita faixa entre a zona úmida e o sertão e, também, o topo e as encostas das serras do interior (Serra de Santana, Serra de João do Vale, Serra do Mel, Serra de Martins e Serra de São Miguel). É composta por espécies que indicam posição fitogeográfica intermediária entre os biomas da Floresta Atlântica e da Caatinga, no entanto a classificação dessa floresta nessa categoria é provisória, visto que a ausência de levantamentos florísticos nesses locais dificulta seu posicionamento fitogeográfico;

Caatinga hipoxerófila – Caatinga arbustiva – excluída a região do Seridó oriental, esta

formação vegetal recobre toda porção centro-meridional do Estado. Tem por características a completa ausência de folhagem em grande parte da estação seca e a dificuldade de penetração em função de sua densidade;

Caatinga hiperxerófila – Caatinga arbustivo-arbórea – apresenta-se principalmente na

porção setentrional do Estado e caracteriza-se por ser vegetação densa e de estrutura irregular, muitas vezes formando moitas e descobrindo parcialmente o solo. Durante a maior parte do período seco permanece sem folhas;

Caatinga hipoxerófila e subdesértica “seridó” – Caatinga aberta do seridó – as áreas

abrangidas por esta formação vegetal estão no Seridó oriental. O estrato herbáceo apresenta- se bastante desenvolvido, formando, em algumas áreas, tapete bastante denso. No período seco as ervas morrem e os arbustos perdem suas folhas;

Caatinga hiperxerófila (incluindo floresta ciliar de carnaúba) – Floresta ciliar com carnaúba (carnaubal) - presente nas baixadas mais úmidas e várzeas dos rios da porção

rios Apodi-Mossoró e Piranhas-Açu. A carnaúba é a espécie que predomina sobre as demais. Caracteriza-se por possuir vegetação bastante compacta e de difícil penetração, tanto pelas condições do terreno, muitas vezes alagado, como também pela proximidade de palmeiras novas e de outras espécies vegetais de menor porte. Durante a estação de seca a principal fonte de água é o lençol freático;

Cerrados – cerrado – conhecido regionalmente como “vegetação dos tabuleiros” ou

“vegetação dos tabuleiros costeiros”, estão presentes nos baixos platôs (tabuleiros) do litoral oriental, sendo os trechos mais extensos àqueles localizados na porção sudeste, nos municípios de Canguaretama e de Pedro Velho, assim como na porção nordeste, acima do rio Potengi. Possui aspecto de savana composta por arvoretas e arbustos isolados ou por moitas entremeadas por tapete onde predominam as gramíneas;

Floresta de várzea e campos de várzea – campos de várzea – sua distribuição em terras

potiguares é bastante restrita, ocorrendo somente nas áreas onde a água doce freqüentemente inunda o solo, que permanece úmido durante todo ano, sendo mais comum ao longo do litoral, às margens de rios e lagoas;

Formações das praias e dunas – dunas e praias – ocupam estreita faixa ao longo de todo

litoral, com exceção das áreas ocupadas por manguezais, compondo vegetação das dunas móveis e das praias, que aliada à vegetação das dunas fixas são conhecidas como vegetação de restinga. Sua característica principal é que, ocorrendo sobre areias de origem marinha, são diretamente influenciadas pela salinidade e pelos ventos intensos;

Formações halófilas e áreas desprovidas de vegetação (incluindo caatinga hiperxerófila e floresta ciliar de carnaúba) – Campos salinos – formações halófilas são aquelas que estão

adaptadas aos ambientes salinos e periodicamente inundados pela água do mar, estando presentes nas planícies flúvio-marinhas dos rios Apodi-Mossoró e Piranhas-Açu;

Manguezal - presente ao longo do litoral, principalmente nos estuários, em suas porções

alagadiças e sujeitas à influência da maré, estende-se até as regiões onde existe água salobra, resultante do encontro da água do mar com a água dos rios. Sua importância está na expressiva quantidade de peixes e crustáceos que vivem em suas águas.

FIGURA 15 – Mapa das formações vegetais no Estado do Rio Grande do Norte. Fonte: IDEMA – Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Norte.

As principais formas do relevo do Estado do Rio Grande do Norte podem ser resumidas em (FIGURA 16):

Planície costeira – estende-se por todo o litoral do Estado e é formada por praias que se

limitam de um lado com o mar e do outro com os tabuleiros costeiros, apresentando, ainda, a formação de dunas. Em sua extensão encontram-se as principais praias deste litoral: Ponta Negra, Pirangi, Genipabu, Pipa, Galinhos etc.;

Planícies fluviais – terrenos baixos e planos, situados às margens dos rios. São conhecidos

também por vales, como Vale do Açu e Vale do Rio Ceará-Mirim, e por várzea, inundados pela enchente dos rios Ceará-Mirim, Potengi, Trairi etc.;

Tabuleiros costeiros – também denominados de planaltos rebaixados são formados

basicamente por argila e possuem áreas planas e de baixa altitude. Estão localizados próximo ao litoral, às vezes chegando até o mar, como em Barra de Tabatinga e em Pipa;

Depressão sub-litorânea – são terrenos rebaixados localizados entre os Tabuleiros Costeiros

e o Planalto da Borborema;

Planalto da Borborema – formações que se estende por terras potiguares, paraibanas e

pernambucanas, aqui estão localizadas as serras e os picos mais altos do Estado;

Depressão sertaneja – são terrenos baixos situados entre as partes mais altas do Planalto da

Borborema e da Chapada do Apodi; Chapada do Apodi - são terrenos planos, ligeiramente elevados e que são cortados pelos rios Apodi-Mossoró e Piranhas-Açu;

Chapada da Serra Verde – formação que também apresenta terrenos planos e, ligeiramente

elevados, localiza-se entre os Tabuleiros Costeiros e o relevo residual do chamado “Sertão de Pedras”, estendendo-se pelos municípios de João Câmara, Jandaíra, Pedra Preta, Pedro Avelino e Parazinho.

FIGURA 16 – Mapa da distribuição do relevo no Estado do Rio Grande do Norte. Fonte: IDEMA – Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Norte.

O Estado do Rio Grande do Norte possui 2.776.782 habitante, concentrando 2.036.673 na área urbana, o que significa 73,35% de sua população total. Observa-se na figura abaixo que a população rural do Estado, que até a década de 70 era superior à urbana, atualmente equivale somente a 26,65% desta população. Enquanto a população urbana quase triplicou nos últimos 30 anos, a rural foi reduzida de 812,9 a 740,1 mil habitantes no mesmo período. A série histórica revela migração crescente campo-cidade a partir de 1970, sendo que no período 1991-2000 esse fenômeno ocorreu de forma mais lenta, provavelmente em decorrência dos programas de assentamento rural, que incentivam e viabilizam a permanência do indivíduo no campo.

FIGURA 17 – Diagrama da evolução da população no Estado do Rio Grande do Norte de 1940- 2000. Fonte: IBGE e IDEMA.

O ritmo de crescimento da população do Estado desacelerou-se na última década, baixando de 2,22% entre 1980 e 1991 para 1,58% na década seguinte. Esta queda vem ocorrendo, menos pela emigração que tem se reduzido e mais pela queda da fecundidade das mulheres norte-rio-grandenses de vários extratos sociais. Os programas integrados de saúde da mulher, bem como sua crescente inserção no mercado de trabalho, são responsáveis por essas mudanças. No que diz respeito à população urbana, observa-se que nas últimas décadas vem apresentando ritmo de crescimento bem superior ao da população total, registrando-se no período 1991/2000 taxa de 2,26%. Entretanto, a taxa de crescimento da população rural apresentou-se negativa neste mesmo período. A densidade populacional do Estado vem aumentando ao longo dos anos em função do contínuo crescimento da população, como se pode observar na FIGURA 17.

No entanto, esta densidade se encontra distribuída de forma irregular na área territorial, concentrando-se no Litoral Oriental e apresentando densidades demográficas que variam de

4.212,4 hab/km² em Natal (capital do Estado) a 5,3 hab/km², no município de Galinhos. Na FIGURA 18 a evolução da densidade demográfica do Estado, no período 1970 a 2000, que atualmente é de 52,3 hab/km², observa-se que a concentração populacional no Estado vem ocupando área cada vez mais reduzida.

FIGURA 18 – Diagrama do deslocamento e concentração da população no Estado do Rio Grande do Norte de 1940-2000. Fonte: IBGE e IDEMA.

A taxa de mortalidade infantil apresentou significativo decréscimo nos últimos sete anos chegando a 48,7 por mil nascidos vivos em 1999, representando a segunda maior redução dentre os Estados do país. Apesar desse declínio, a taxa ainda supera a dos Estados das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste que são inferiores a 30 por mil, refletindo assim, as grandes desigualdades regionais e socioeconômicas que continuam existindo no Brasil.

No Rio Grande do Norte a taxa de alfabetização da população de 10 anos ou mais que era de 64,5% em 1991 passou para 76,3% em 2000, o que implica dizer que cerca de 23,7% da população desta faixa etária permanece ainda analfabeta, embora se observe uma tendência constante de melhora no nível de instrução da população.

Como ilustra a FIGURA 19,o percentual de chefes de domicílio do Estado com renda de até 1 (um) salário mínimo atinge aproximadamente 40% destes. A maior concentração de chefes de domicílio está nas faixas de renda de até 2 (dois) salários mínimos, constituindo 58,6% dos chefes nessas faixas.

Os dados revelam melhoria significativa nas condições de moradia da população norte- rio-grandense nos últimos nove anos. Entretanto, identifica-se ainda a precariedade dos sistemas de esgotamento sanitário, onde 47,5% dos domicílios ainda utilizam fossa rudimentar e apenas 16,5% estão ligados à rede geral de esgotos. Quanto à existência de banheiro ou sanitário, constata-se que 10% dos domicílios não dispõem de instalações sanitárias, ficando a população mais exposta ao contágio e proliferação de doenças causadas por condições inadequadas de higiene.

FIGURA 19 – Diagrama dos domicílios particulares, segundo o rendimento do chefe do domicílio no Estado do Rio Grande do Norte (ano-2000). Fonte: IBGE e IDEMA.

In document Donaldson-Thomas theory (sider 30-36)