11.6.3.1 Importação
Em termos de média de castanha portuguesa importada por estas empresas, temos dependendo do ano entre 30% e 50% por parte da transformadora italiana, enquanto que a francesa num volume anual de 1200 a 1500 toneladas, a castanha portuguesa representa em média cerca de 60% deste volume importado. Esta última acrescenta ainda que atualmente, importa principalmente castanhas descascadas congeladas. Pode-se assim dizer que diante de todas as castanhas existentes no mundo, a castanha portuguesa sobressai nas maiores empresas internacionais.
A longal ganhou o mérito quando foi referida como das melhores ou mesma a melhor variedade de castanha para indústria, chegando mesmo a ser premiada pelas palavras da t a sfo ado a f a esa ue fez uest o de ita ue se dú ida, a a iedade Longal, uitas ezes de elho saúde e ualidade o ga ol ti a .
Foi importante questionar em que medida seria vantajoso importar a castanha diretamente congelada de Portugal em vez de fresca, e realmente denotou-se que são importadas castanhas descascadas e congeladas para atender às procuras sazonais, apesar de os intervenientes assumires que este produto ser muito mais caro.
11.6.3.2 Diferenciação
No que concerne à importância da castanha portuguesa nos mercados internacionais esta efletida pela i dúst ia italia a o o u a asta ha ue dese pe ha u papel importante tanto no mercado de produtos frescos como para a indústria. O impacto é muito importante para os problemas que a plantação de castanha italiana teve e o ti ua a te . A i dúst ia f a esa faz uest o de t a s iti ue a p oduç o de castanha portuguesa tem vindo a aumentar nos últimos anos com, no entanto, variações significativas nos volumes, dependendo dos anos devido às alterações li ti as . A fo te p o u a dos e ados, e pa ti ula do e ado eu opeu, favorece a exportação de castanhas. Atualmente, Portugal exporta mais do que
88
consome no mercado interno. As exportações são principalmente para a Itália, França e Espanha na Europa e no Brasil para o mercado internacional. A França importa 22% da produção portuguesa.
As características da castanha portuguesa são diferenciadas pela transformadora italia a o o te do a a a te ística de se adaptar tanto aos mercados frescos como aos o gelados . J a f a esa faz uest o de lhe apli a ias a a te ísti as a tajosas, e pli a do de u a fo a ais i u iosa ue a p oduç o de asta has portuguesas é bastante tardia e os frutos têm geralmente uma melhor qualidade de saúde do que os frutos anteriores. Dependendo do tamanho da fruta, dois mercados são provenientes de Portugal, o mercado de produtos frescos e o mercado da indústria. O mercado de produtos frescos está mais interessado nos frutos maiores obtidos com algumas variedades portuguesas (Judia, Martaínha), já os frutos médios a pequenos (variedade Longal) são ideais para o mercado da indústria de p o essa e to .
11.6.3.3 Produtos derivados
Uma castanha portuguesa tem potencialidade para originar diversos produtos derivados. Nestas indústrias para além de uma 1ª transformação, foi optado pelas mesmas adicionar uma 2ª transformação à castanha, isto por causa do percebido valor que é acrescentado aos produtos. Assim os produtos enumerados pela transformadora italiana são a farinha de castanha com todos os produtos substitutos, os flocos de e ais, a g a ola de asta ha, astag a del p ete” (que é a castanha em pequenas sa uetas pa a o su o a ho a, pode do se des as adas ou o e Calda oste o gelada ue se t ata de asta ha j assada e poste io e te o gelada . Pelas pala as da t a sfo ado a f a esa o o gela e to o side ado o o u a primeira transformação que permite fixar a conservação do produto transformado para armazenamento numa sala fria e negativa. A nossa empresa é uma fábrica de conservas e nós produzimos outros produtos secundários, como castanhas enlatadas ozidas faze do uest o de a es e ta a e ele te i fo aç o de ue out as transformações podem ser praticadas, mas cada tipo de transformação requer uma ferramenta industrial especializada para essa transformação (confeção, secagem, torrefação). O investimento desses materiais deve ser objeto de um estudo de
89
viabilidade, rentabilidade e habilidades técnicas específicas que muitas vezes exigem ios a os de dese ol i e to .
Atualmente, a castanha portuguesa é encontrada em cinco tipos de produtos processados: castanhas assadas (que é um processo fácil que compreende castanhas assadas na brasa ou no forno), castanhas cozidas (que é o processo que mais é desenvolvido na França, sendo as castanhas cozidas e depois comidas como acompanhamento de carne), marrons glacé (que consiste numa técnica de confeção que permite cozinhar castanhas no xarope de açúcar (castanhas cristalizadas) criando uma crosta de açúcar), castanhas secas (que são secas em ar quente nos secadores e depois descascadas, podendo ser mantidas secas por vários meses e depois as reidratando com água ou leite para consumo. De castanhas secas, farinha de castanha pode ser feita em um moedor de pedra adequado), e puré e creme de castanha (em que após a cozedura, as castanhas são trituradas ou em creme com adição de xarope de açúcar). Essas fabricações são então enlatadas para um armazenamento mais longo. No as fo as de o su o ta pode se de i adas a pa ti destas matérias-primas e visível a cada ano novidades a aparecer no mercado, como o pão de castanha, biscoitos de castanha, cerveja e licor de castanha, muesli e flocos de castanha, entre outros .
Em termos de conservação de castanha a indústria italiana afirma que para além do processo de estabilização térmica e seleção, e conservação para o produto fresco de 0 a 4 graus Celsius, o produto descascado e congelado é armazenado a uma temperatura de 20 graus Celsius negativos. Por outro lado, a francesa fala que para manter as castanhas frescas, é imperativo armazená-las no frio e longe da luz brilhante. O armazenamento em câmara fria é recomendado para armazenamento por várias semanas até 1 a 2 meses, dependendo do estado inicial de saúde das castanhas. A transformação nas formas mencionadas acima também permite prolongar a conservação das castanhas e disponibilizar um produto durante todo o ano.
11.6.3.4 Valor acrescentado
Aqui é demonstrado que a percentagem do valor acrescentado à castanha que chega de Portugal vai depender de diversos fatores, mas que a principal causa será desde
90
logo a qualidade inicial da castanha. Isto comprova-se quando a transformadora italia a ita: o alo adi io ado o e ado depende do preço de venda. Os custos i dust iais e a ualidade do p oduto i flue ia uito o esultado fi al , o ue ai ao e o t o da pe speti a f a esa ue diz ue o alo ag egado de u p oduto processado é altamente dependente do rendimento da produção, que é em si alta e te i flue iado pela ualidade sa it ia i i ial do p oduto , e e ide ia ai da ue de fa to, depe de do do dese pe ho dessas t a sfo ações, o alo adicionado pode variar consideravelmente. Leva em média um pouco mais de 2 kg de castanhas frescas para obter 1 kg de castanhas descascadas congeladas, mas se a qualidade for ruim, esse rendimento pode mudar para 3 kg de produtos frescos para p oduzi kg de p oduto a a ado p o essado . E seguida, ada ope ado do seto adiciona uma margem de comercialização até a venda final do produto. Em geral, a cadeia do produtor consiste de grossistas ou operadores comerciais que condicionam frutos fresco a transformadores e operadores logísticos ou plataformas de distribuição para vendas a supermercados. Assim, quanto mais longa a cadeia de comercialização, mais o preço aumentará.
11.6.4 Comercialização
Como dificuldades de comercialização deste produto foi referido por parte da transformadora italiana que as castanhas ainda não são reconhecíveis como produto para a massa de consumidores, sendo este produto concentrado no mediterrâneo e no sul da Alemanha, bem como na Áustria e na Suíça. Consomem predominantemente as castanhas quem, tradicionalmente ou por cultura, sempre as consumiu. O consumo é principalmente como "castanhas assadas" e pouco usado pelos grandes chefes das cozinhas mais difundidas do mundo. Quanto à castanha transformada, é produto que é consumido na França, na Suíça e no sul da Alemanha. Outro lugar é o Japão, mas mesmo assim as quantidades não são excessivas. Para combater isso, afirma que se deve ter um impacto sobre as autoridades para impulsionar o consumo através de campanhas para o consumidor, e produto para celíacos. Outra campanha poderia ser direcionada para a romper a sazonalidade do produto fresco, aumentando o período de consumo pelo menos até abril / maio.
91
processados são facilmente preservados, a comercialização depende principalmente da procura, que no caso das castanhas é muito sazonal. Na França, este produto é consumido apenas durante os meses de inverno e principalmente para as festividades de fim de ano. Verificamos então que a castanha transformada tem vantagem sobre a fresca, uma vez que esta tem outro prazo de conservação, ou seja, um prazo mais alargado. Como explica a transformadora francesa, há necessidade de antecipar a procura do consumidor através de um armazenamento de produtos processados para atender à sua forte procura no final do ano. A transformação pode ser uma resposta para tentar aumentar o período de consumo deste produto.
Em termos de escoamento de produto para mercado interno ou externo verifica-se que este é feito com facilidade principalmente no inverno e no que diz respeito principalmente ao produto em fresco, como é entendida na perspetiva da transformadora italiana que relata que o mercado de produtos frescos não tem problemas de vendas. A venda de produtos congelados é mais problemática. As mesmas dificuldades ou oportunidades existem tanto para a Itália como para o exterior. A perspetiva da transformadora francesa indica que a castanha é um produto de nicho que responde bem à expectativa do consumo de inverno, porém é muito difícil vender este produto fora desse período.
Quando se tocou no assunto de estabelecimento de preços ambas concordaram que preço é uma relação entre a oferta e a procura, sendo que a transformadora francesa fez uest o de adi io a ai da o fa to de ue os a os de ai a p oduç o est o sujeitos a um aumento especulativo dos preços. Além disso, esta produção florestal mal controlada e tradicional é gerida num mercado de balcão, onde é muito difícil regular os preços, o que pode ser um entrave na comercialização deste produto tanto no seu estado fresco como no seu estado processado.
As castanhas portuguesas mais comercializadas por estas indústrias são essencialmente a castanha Judia, Longal e Martaínha. Na perceção da italiana a Lo gal pa a ali e tos o gelados e a Judia pa a o e ado f es o , e na perceção da francesa as variedades portuguesas são bastante numerosas, assim como em muitos outros países europeus, mas três variedades são mais comercializadas. As
92
variedades Judia e Martaínha são comercializadas no mercado de produtos frescos porque os frutos maiores são muito populares no mercado de produtos frescos. A variedade Longal é mais procurada para o mercado industrial porque possui boas características e é muito fácil de descascar.