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2. Teoretisk rammeverk

2.2 Tilpasset opplæring

A elaboração da cartilha A Festa das Frutas teve grande significado para o grupo (professora e alunos do 2º ano D), uma vez que essa produção percebe e valoriza a cultura local, que passou a integrar a atividade curricular; além de conseguir mediar o processo de construção e desconstrução de naturalização do saber escolar aproximando-o do saber popular, valorizando este último.

Mediante a produção desse material, um assunto constituido e naturalizado, como o do acesso a alimentação/nutrição, pode ser posto em xeque, desnaturalizado e reconstituido por intermédio de uma análise acadêmica, emergindo desse processo o desenvolvimento da capacidade crítica do professor e dos alunos; o desenvolvimento, ou educação do olhar; e a compreensão sobre o saber escolar/acadêmico que traz seus equívocos, por ser um artefato sociocultural distante da realidade vivida da escola e dos seus sujeitos, como é o caso das cartilhas desenvolvidas pelo MDS.

Além disso, a cartilha A Festa das Frutas desenvolve a percepção do valor do conhecimento popular, da cultura local e da autoestima do professor e aluno por meio da compreensão e exercício de suas capacidades criativas.

didático-pedagógica eficaz, na era da imagem em que se vive, dotadas de um currículo cultural que permite a reflexão sobre valores, atitudes e riqueza histórico-cultural, promovendo a valorização da cultura nacional e local.

Esta pesquisa buscou analisar as HQ da Emília e a Turma do Sítio na Cartilha do Programa Fome Zero, do projeto "Criança saudável - educação dez" como material didático, a fim de sensibilizar os alunos das séries iniciais do ensino fundamental à temática da educação alimentar e nutricional.

A investigação mostrou que essas HQ têm um conteúdo muito limitado, caracterizando-se pelo caráter prescritivo, que imputa aos seus leitores os preceitos do ‘bem viver’, não os esclarecendo do direito universal à alimentação de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais (política de segurança alimentar). Desta forma, não colaboram para a conquista da autonomia de seus leitores, além de omitirem informações preciosas, de ordem política, social, econômica e cultural – tais como saneamento, educação, saúde, trabalho, lazer etc – que influenciam, diretamente, as questões alimentares.

Apesar da diversidade cultural do Brasil, inclusive em se tratando de hábitos e práticas alimentares, o material tem seu conteúdo homogeneizado e caricato, não respeitando as especificidades culturais e regionais dos diferentes grupos sociais das diversas regiões do País. Ademais, apresenta erros conceituais graves, o que levanta o questionamento se de fato houve uma pesquisa aprofundada sobre os assuntos abordados.

Reconheço, no entanto, que as HQ da Emília e a Turma do Sítio na cartilha do Fome Zero podem ser importantes instrumentos de estímulo de sensibilização de alunos e professores em relação ao tema alimentação e nutrição. Nesse sentido, devem ser considerados como produto não acabado, um construto sociocultural, um elemento de currículo cultural. Devem ser levadas em conta suas limitações e, ao ser utilizados, tem de se questionar acerca de suas peculiaridades e sua adequação à cultura alimentar local. Essa constatação emergiu das produções realizadas pelos professores da rede municipal da EMEIF João Frederico Ferreira Gomes, por intermédio do curso de extensão Educação Saudável se aprende na Escola!, que teve como objetivo desenvolver um trabalho sobre a temática da educação alimentar e nutricional mediante aplicação das revistinha retrocitadas.

Considerando essas limitações, desenvolvi, como parte da pesquisa, uma atividade de análise das cartilhas da Emília ena contraposição à realidade alimentar dos alunos da escola. Como produto, foi elaborada a cartilha A Festa das Frutas, de forma coletiva com os alunos do 2º ano do ensino fundamental e seu professor. Nesse material, fruto da sensibilização feita com apoio nas revistas da Emília, ao contrário dessa, emergiu a valorização da cultura local e do saber popular. Essa atividade, que resultou na história A Festa das Frutas favoreceu a criatividade e o desenvolvimento da capacidade crítica do professor e dos alunos; o desenvolvimento, ou educação do olhar; a valorização do saber do outro e a compreensão de que o saber escolar/acadêmico tem seus equívocos, por ser um artefato sociocultural distante da realidade vivida da escola e dos seus sujeitos.

Por fim, sucitei algumas recomendações para os gestores do projeto: o cuidado na elaboração do roteiro, de modo a respeitar a diversidade cultural e refletir a multiculturalidade brasileira, e que haja revisão por um especialista da área da nutrição, com a devida competência e sensibilidade para considerar questões de ordem social, histórica e cultural. E recomendamos aos usuários, notadamente aos professores, o cuidado e uma aproximação reflexiva sobre esse material, considerando-o como um produto cultural, marcado pelas relações de poder, ideologias etc; que o considerem um recurso didático limitado, jamais os tenham como “uma cartilha”.

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Social e Combate a Fome. Capa cartilha: Vitaminas e minerais, 2005.

Figura 31: Cartilha Proteínas e carboidratos. MDS. Ministério do Desenvolvimento

Figura 32: Cartilha O que é Educação Alimentar. MDS. Ministério do

Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Capa cartilha: Oque é educação alimentar, 2005.

Figura 33: Caderno do professor ano 2005. MDS. Ministério do Desenvolvimento

Social e Combate a Fome. Capa caderno do professor: Educação Alimentar e nutricional, 2005.

Figura 34: Complemento da cartilha O que é Obesidade. MDS. Ministério do

Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Cartilha: O que é obesidade?, p. 12

Figura 35: Trecho da cartilha Alimentação Saudável. MDS. Ministério do

Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Cartilha: Alimentação Saudável, p.7

Figura 36: Trecho da revista O que é obesidade? – MDS. Ministério do

Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Cartilha: O que é obesidade?, p. 8, 9, 2006.

Figura 37: Trecho da revista Alimentação Saudável – MDS. Ministério do

Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Cartilha: Alimentação saudável, p. 7, 2006.

Figura 38: Trecho da revista Proteínas e carboidratos – MDS. Ministério do

Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Cartlha: Proteínas e carboidratos, p. 8, 2005.

Figura 39: Trecho da revista O que é educação alimentar? – MDS. Ministério do

Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Cartilha: O que é educação alimentar?, p. 7, 2005.

Figura 40: Trecho da revista Vitaminas e minerais – MDS. Ministério do

Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Cartilha: Vitaminas e minerais, p. 9, 2005.

Figura 41: Trecho da revista Proteínas e carboidratos – MDS. Ministério do

Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Cartilha: Proteínas e carboidratos, p. 4 e 5, 2005.

Figura 42: Trecho da revista O que é educação alimentar? – MDS. Ministério do

Desenvolvimento Social e Combate a Fome. Cartilha: O que é educação alimentar?, p. 9, 2005.

Figura 43:Fachada – Disponível em: < http://emeifjoaofrederico.blogspot.com/>.

Acesso em: 15 novembro 2008.

Figura 44: Palco – Disponível em: < http://emeifjoaofrederico.blogspot.com/>. Acesso

em: 15 novembro 2008.

Figura 47: Xilito – Acervo próprio. 2008.

Figura 48: Leitura de texto – Acervo próprio. 2008.

Figura 49: Projeto Alimentação Saudável – Disponível em: <http://www.youtube.

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Figura 50: Projeção de slides – Acervo próprio. 2008.

Figura 51: Doutor Cenoura – Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?

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Figura 52: Anjo & Demônio – Disponível em: <http://www.youtube.com/

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Figura 53: Desmistificando a cartilha – Acervo próprio. 2008. Figura 54: Livro PAIC Fonte: Aprender Editora

Figura 55: Cartaz do projeto – Acervo próprio. 2008. Figura 56: Decoração da sala – Acervo próprio. 2008. Figura 57: Material de apoio – Acervo próprio. 2008.