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Tilknytning til arbeidsmarkedet

5. Erfaringer og vurderinger

5.1 Tilknytning til arbeidsmarkedet

Muitos artistas, pesquisadores e realizadores têm apontado para uma crise da imagem no mundo contemporâneo. Em especial, isso se deve, segundo diferentes análises, a uma imersão de nossas experiências em uma superabundância de imagens16 banalizadas em circulação e em desaparecimento, que nos chegam dia após dia, pela televisão, pelos jornais e revistas, disseminadas nos espaços urbanos ou em ambientes virtuais. Se tomarmos a Guerra do Golfo, a primeira vivida em tempo real, através das transmissões televisivas, globais e ininterruptas, onde se instaurou com enorme evidência o poder da imagem eletrônica midiatizada, estaremos frente à vertigem nos níveis de intensificação dessa circulação e desaparecimento, resultado dos novos processos de informação no mundo tecnológico contemporâneo. Com

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ir a fotografia, quando a pintura deixa de ser o principal modo produzir imagem, depois o cinema e a imagem eletrônica, que foi chamada de televisão (visão à distância), que logo passou por grandes transformações, com o sistema à cabo e recepção via satélite, e o vídeo (que em latim significa “eu vejo”). Hoje vivemos a revolução digital, a imagem de alta resolução, disponíveis e reproduzíveis simultaneamente em todo o mundo, além da grande revolução que produziu a Internet, rede de comunicação global. As imagens passaram de exemplares únicos a digitais e cresceram a uma velocidade inaudita e se multiplicaram na mesma proporção.

Pelbart podemos compreender essa vertigem do mundo contemporâneo justamente pelas marcas das alterações em nosso regime temporal. Pelbart (PELBART, 2000, p.183) afirma o fato, inegável, de nos encontrarmos às voltas com cronopolíticas emergentes cuja lógica, incidência, amplitude e eficácia mal conseguimos entrever, embora nos saibamos imersos em uma temporalidade mutante do entorno tecno- social. A experiência da vertigem decorre do mundo que nos escapa pela exaustão de uma temporalidade que se opera no “ao vivo”, no fluxo incessante. A imagem-mundo não tem permanência, não guarda aderência, e seu sentido se esvai em fragmentos por entre os milhares de pixels mosaicados de informação. Por isso mesmo, experimentamos uma guerra vídeo que é a um só tempo, guerra sem imagem, em direto.

Como sabemos, havia nessa primeira Guerra Eletrônica-Midiática (com data marcada amplamente divulgada), muito mais do que uma simples configuração de poderes, em que a TV Pentágono dirigia a cena. Tal como descreve Laymert (PARENTE,1993, P.160), houve uma aposta na instantaneidade da transmissão ao vivo, na velocidade fulminante, nenhum intervalo no tempo, nenhuma distância no espaço, apenas o fluxo de imagens. Um poder que se estabelecia pelo controle exercido através de uma determinada codificação do espaço e do tempo, instaurada pela centralidade on-line da informação. Até porque a idéia de que o Iraque havia sido derrotado - um fenômeno criado pelo exercício das imagens submetidas ao território das tecnologias do controle - se mostrou como um assombro, sem bases reais. A guerra continua a cada dia e, como desde a primeira investida americana e de seus aliados, já não sabemos se as imagens que vemos são de um ontem distante ou

de um agora imediato. Desde o início, e aqui estamos falando da primeira transmissão ao vivo de guerra como um marco que inaugura um poder global instalado na instantaneidade das mídias eletrônicas, vemos repetidas cenas desfilarem vertiginosas, próprias ao indiscernimento. Em um tempo do agora, cujo presente é uma condição desconectada, surge um mundo de imagens confiscadas. Nada mais contemporâneo que o tempo real, a transmissão ao vivo, simultânea aos eventos. A sociedade informatizada é a sociedade do atual, do tempo presente ou em constante atualização.

As novas tecnologias eletrônicas romperam, pela velocidade dos seus fluxos de comunicação, os impedimentos criados por outras temporalidades - lineares, circulares, etc. Realizaram uma compressão do tempo que se traduz em um eterno presente, em um agora feito de transmissões simultâneas. Ora, um dos problemas desse modelo de inscrição temporal é precisamente a idéia de que o tempo real tecnológico se apresenta como estatuto de uma verdade absoluta, dado que seria uma imagem fiel, sem mediações. Portanto, uma tecnologia que produz o sentido de uma informação objetiva (a imagem perfeita platônica), diferente de todas as que lhe antecedem, porque vividas como presente acontecendo. Todavia, é exatamente esse mundo-imagem que vai produzir uma experiência de indiscernibilidade e, mais ainda, de desaparecimento do mundo. Mas, é preciso atentar, não foi em decorrência da tecnologia da imagem digital17, passível de manipulação ao infinito, que vimos a

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ação pode ser copiada e manipulada sem que isso afete a sua qualidade, a tal ponto que não se pode mais falar de um original e, por conseqüência, de cópias. Não há mais uma imagem verdadeira, todas são absolutamente verdadeiras. Portanto, o que as imagens digitais vêm demonstrar é o equívoco da tese de que as imagens técnicas são cópias objetivadas do mundo visível. Ou seja, aquilo que chamamos de vida real, só existe na vida real. As imagens são imagens, às vezes de algo da vida real, de outro, sem qualquer referência a ela. Isso é absolutamente extraordinário, pois talvez possamos compreender a verdade como

realidade desaparecer. O que realiza esse movimento é menos o manejo direto da imagem que a manipulação da dimensão temporal que ocorre com a transmissão ao vivo. Ou seja, não se trata do modo como a imagem se produz, mas do modo como ela circula, da invenção de um tempo real, de uma temporalidade do desaparecimento. Como diz Castells, experimentamos um tempo atemporal na forma de temporalidade definidora da sociedade de Rede, o que quer dizer, na qualidade de um tempo indiferenciado, um tempo sem tempo.