• No results found

Tilgang til tjenester

In document Fra bostedsløs til egen bolig (sider 93-102)

Kapittel Framgangsmåte og datakildene

Kapittel 8 Virkninger av tilskuddet

8.2 Tilgang til tjenester

Fulvio Penacchi

MARINHA COM PESCADORES Óleo sobre placa

13 x 17 cm 1978

Alfredo Volpi

PAISAGEM DE ITANHAÉM Óleo sobre tela

Castagneto

FORTE DE SÃO LUIS EM TOULON – FRANÇA Óleo sobre tela

24X41,5 cm 1892

José Pancetti

COQUEIROS DA PRAIA DE ITAPOAN Óleo sobre tela

Aldemir Martins MARINHA acrílica sobre tela

35 x 79 cm 1976

Para Saber mais... FULVIO PENNACCHI

Desenhista, Pintor, Muralista e Ceramista / Villa Collemandina (Lucca), 1905 - São Paulo, 1992. Após os estudos elementares e secundários em Castiglione e Pisa, formou-se em pintura pela «Real Academia Passaglia» de Lucca, onde após sua graduação substituiu seu professor Pio Semeghini. Sua formação foi baseada na clara interpretação do principio que norteou o «ritorno all'ordine» que no entender da vanguarda intelectual italiana da época baseava-se na (1) precisão da composição cuja essencialidade do assunto era sujeita a uma simplificação purista, (2) na decisiva escolha da sobriedade da cor e (3) na firmeza do traço que deveria eliminar a incerteza cênica. O convívio com as nossas formas e cores tropicais inicialmente abrandaram seus traços, dando lugar a figuras de delineamento moderno que podiam inscrever-se em simples formas geométricas, para depois influenciarem decididamente no aparecimento de um rico colorido. De 1924-1929, o artista executou os primeiros murais a tempera na Itália e revisitou a obra de Ottone Rosai - que já era um dos pilares da

cultura italiana do «Novecento Toscano» - Sironi e Carrà e, através deles, começa a reler e reinterpretar como se procurou reabilitar a arte moderna italiana substituindo o nudismo afro-picassiano e as divisões constitutivas cubo-futurista da Paris Pós- Impressionista. Mas a fonte de inspiração de Pennacchi tangenciou Masolino da Panicale para concentrar-se na cor e na tridimensionalidade da pintura executada sobre um fundo real, e muitas vezes reconhecível, de Giotto, Masaccio e Piero della Francesca. Ainda na década de 1930, recebeu duas vezes a «Grande Medalha de Prata» no «Salão Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro» e no «Salão de Belas Artes de São Paulo». Em 1938-1939 iniciou a pintura de murais a óleo que rapidamente evoluíram para os «murais afresco». Durante o período 1939-1959, dedicou-se à pintura «afresco», tendo concebido o projeto arquitetônico e todos os afrescos que compõe a decoração interna da Igreja NS da Paz, fundamental para a integração harmônica entre a arquitetura e a pintura que, no caso, atribuía à arte a função social de comunicação e educação coletiva. Outras obras «afresco» são representadas pelo conjunto de afrescos do Hotel Toriba, pelos três grandes afrescos na Catedral e Palácio Episcopal de Uruguaiana, dezenas de outros espalhados pelas residências e prédios comerciais em Santa Rita do Passa Quatro, São Paulo, Ribeirão Pires, Mauá; além de suas duas residências em Santo Amaro e no Jardim Europa, das quais também executou todo o projeto arquitetônico. Para aquela última residência, Pennacchi projetou todas as portas, janelas, móveis, louças, etc. chegando mesmo a decorar, com assuntos e cenas pertinentes, os azulejos da cozinha e banheiros. Em 1952 recebeu a «Medalha de Ouro» no «Salão Paulista de Arte Moderna»; e, na mesma década, inicia os estudos e pesquisas relativas às argilas brasileiras e à cerâmica policromada. Em 1973, sua retrospectiva contemplando 40 anos de pintura, é organizada pelo Professor PM Bardi, no MASP, em São Paulo. O diuturno ritmo de trabalho continuou até 1987 quando comemorou o sexagésimo aniversario de sua produção artística. Os anos subseqüentes foram marcados por uma série de enfermidades que reduziram sua produção e que posteriormente causaram sua morte, em outubro de 1992.

Biografia retirada do site: http://www.escritoriodearte.com

ALFREDO VOLPI (Lucca, Itália 1896 - São Paulo SP 1988). Pintor. Muda-se com os pais de sua cidade natal para São Paulo em 1897. Trabalha como marceneiro-

entalhador e encadernador e torna-se pintor-decorador em 1912. Realiza decoração mural, em 1918, do Hospital Militar do Ipiranga, com o pintor Alfredo Tarquínio. Em 1935, participa da formação do Grupo Santa Helena com Fulvio Pennacchi (1905- 1992), Mario Zanini (1907-1971), Manoel Martins (1911-1979), Humberto Rosa (1908- 1948), Clóvis Graciano (1907-1988), Francisco Rebolo (1903-1980), Rizzotti (1909- 1972), Ernesto de Fiori (1884-1945), Vittorio Gobbis (1894-1968), Rossi Osir (1890- 1959) e Bonadei (1906-1974). No ano seguinte participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Integra a Família Artística Paulista com Rebolo, Bonadei e outros. Sua produção inicial é figurativa, destacando-se as marinhas executadas em Itanhaém, em São Paulo. Mantém contato com o pintor Emídio de Souza (1868-ca.1949). Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, com trabalhos realizados a partir dos monumentos das cidades de São Miguel e Embu e encanta-se com a arte colonial, voltando-se para temas populares e religiosos. Realiza trabalhos para a Osirarte, de Rossi Osir. Passa a executar, a partir da década de 50, composições que gradativamente caminham para a abstração. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe em 1953 o prêmio de Melhor Pintor Nacional, dividido com Di Cavalcanti (1897-1976), Prêmio Guggenheim, em 1958; melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro em 1962 e 1966, entre outros.

Biografia retirada do site: www.itaucultural.com.br

CASTAGNETO. Nasceu em 27 de novembro de 1851, na Paróquia de San Siro, em Gênova. Foi marinheiro até os 23 anos. Veio com o pai para o Rio de Janeiro em 1874. O pai fez sua inscrição na Academia Imperial de Belas Artes mentindo a respeito de sua idade, já que a idade máxima de admissão era 17 anos. A origem pobre não impediu o desenvolvimento de seu talento. Tornou-se professor do Liceu de Artes e Ofícios em 1882. Na Academia recebeu várias premiações, entre elas o prêmio máximo na Exposição Geral da Academia, em 1884. Realizou em 1885 uma exposição individual na Casa Vietas, RJ. O pai morreu em 1886 e o pintor ficou sem família no Brasil. Partiu para a França em 1890 para estudar. Retornou ao Brasil em 1893. Sua última exposição em vida ocorreu em 1897, na Papelaria Gomes, no Rio de Janeiro. São

alguns de seus quadros: Aqueduto de um engenho no Rio de Janeiro (1884), Porto do

Rio de Janeiro (1884), Embarcações atracadas a um cais na Baía do Rio de Janeiro (1885), Paisagem do Rio de Janeiro (1887) e Barcos a vela ancorados em Toulon (1893). É considerado o maior marinhista brasileiro de todos os tempos. Morreu em 29 de dezembro de 1900, na Casa de Saúde do Dr. Lourenço Ferreira da Silva Real, na rua São Clemente146, em Botafogo, Rio de Janeiro. Sua arte pode ser relacionada à produção de um outro artista-marinheiro, só que desse século: PANCETTI. Os dois revelaram seu amor aos temas do mar e associados. O mais famoso marinhista do Brasil tem origem pobre. O mais famoso marinhista do Brasil veio da Itália com o pai para tentar uma vida melhor. O mais famoso marinhista do Brasil possuía algo que o diferenciava e permitia que sua arte se sobrepusesse a todos os obstáculos - talento, garra e sensibilidade. O mais famoso marinhista do Brasil tem um nome que só é antecedido por sua fama: Castagneto. Seu contato com o mar veio de outras eras. Antes de se dedicar exclusivamente àquilo que era sua dádiva, a pintura, ele foi marinheiro. Daí o conhecimento de causa dos temas se sua obra. As embarcações e o oceano pertenciam a ele da mesma forma que ele pertencia à arte. A formação profissional se deu na Academia Imperial das Belas Artes, no Rio de Janeiro. Embora a produção artística no século XIX não fosse uma opção economicamente confortável, o artista, através do trabalho duro, acabou conseguindo um certo status. Status esse que para uma pessoa bruta, sem traquejo social, não significava nada. Castagneto preferiu ficar sempre à margem. Mas relações e remunerações à parte, o artista se consagrou por seu estilo único e pessoal. Sem estar totalmente vinculado às regras formais da Academia, ele desenvolveu sua pintura a óleo texturizada, equilibrada e cromática, rica em nuances, detalhes e ritmos gráficos muito especiais. Uma curiosidade interessante é o padrão de assinatura do pintor, que mudou durante toda sua carreira. Por causa disso, ele é um dos artistas mais FALSIFICADOS até hoje. Provavelmente o fascínio em torno de Castagneto surge, além da inquestionável qualidade de seu trabalho, da carga emocional que ele direcionou para o que fazia. Suas marinhas deixaram de ser meros lugares existentes por aí para se tornarem explosões de forma, luz e cor, inebriantes homenagens à natureza e ao homem.

JOSÉ PANCETTI nasceu em 1902, em Campinas, São Paulo. Seus pais eram naturais da Toscana. Devido à imensa pobreza em que viviam seu pai o envia e sua irmã para Itália junto com um tio. Na Itália, com 17 anos, ingressa na Marinha Mercante Italiana. Em 1920 retorna ao Brasil. Em 1922, Pancetti alista-se na Marinha de Guerra do Brasil viaja pelo mundo ao lado das forças legalistas. Sob os conselhos do escultor Paulo Mazzuchelli e do pintor Paulo Gargaglione ingressa no Núcleo Bernardelli e decide-se definitivamente pela arte. Daí em diante José Pancetti construiu uma obra que o consagraria como um dos maiores paisagistas modernos no Brasil. Suas obras têm uma atmosfera onírica, não raro revelada através de tons de azul melancólicos, tratados por Pancetti com o rigor de um grande colorista. O observador é tomado por uma percepção imediata, extremamente sensorial. Suas marinhas são obras de imenso refinamento, ao mesmo tempo em que sugerem uma impressionante capacidade intuitiva. Em 1941 ganhou o prêmio de viagem à Europa na Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes, com o quadro “O Chão”, e em 1948, medalha de ouro no mesmo salão. Em 1950, participou da Bienal de Veneza. Em 1951 participa, com três obras, da I Bienal de São Paulo. Falece em 10 de fevereiro, no Hospital Central da marinha, no Rio de Janeiro.

Biografia retirada do site: http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio

ALDEMIR MARTINS - O artista plástico Aldemir Martins nasceu em Ingazeiras, no Vale do Cariri, Ceará em 8 de novembro de 1922. A sua vasta obra, importantíssima para o panorama das artes plásticas no Brasil, pela qualidade técnica e por interpretar o “ser” brasileiro, carrega a marca da paisagem e do homem do nordeste. O talento do artista se mostrou desde os tempos de colégio, em que foi escolhido como orientador artístico da classe. Aldemir Martins serviu ao exército de 1941 a 1945, sempre desenvolvendo sua obra nas horas livres. Chegou até mesmo à curiosa patente de Cabo Pintor. Nesse tempo, freqüentou e estimulou o meio artístico no Ceará, chegando a participar da criação do Grupo ARTYS e da SCAP – Sociedade Cearense de Artistas Plásticos, junto com outros pintores, como Mário Barata, Antonio Bandeira e João Siqueira. Em 1945, mudou-se para o Rio de Janeiro e, em 1946, para São Paulo. De espírito inquieto, o gosto pela experiência de viajar e conhecer outras paragens é marca do pintor, apaixonado que é pelo interior do Brasil. Em 1960/61, Aldemir Martins morou em Roma,

para logo retornar ao Brasil definitivamente. O artista participou de diversas exposições, no país e no exterior, revelando produção artística intensa e fecunda. Sua técnica passeia por várias formas de expressão, compreendendo a pintura, gravura, desenho, cerâmica e escultura em diferentes suportes. Aldemir Martins não recusa a inovação e não limita sua obra, surpreendendo pela constante experimentação: o artista trabalhou com os mais diferentes tipos de superfície, de pequenas madeiras para caixas de charuto, papéis de carta, cartões, telas de linho, de juta e tecidos variados - algumas vezes sem preparação da base de tela - até fôrmas de pizza, sem contudo perder o forte registro que faz reconhecer a sua obra ao primeiro contato do olhar. Seus traços fortes e tons vibrantes imprimem vitalidade e força tais à sua produção que a fazem inconfundível e, mais do que isso, significativa para um povo que se percebe em suas pinturas e desenhos, sempre de forma a reelaborar suas representações. Aldemir Martins pode ser definido como um artista brasileiro por excelência. A natureza e a gente do Brasil são seus temas mais presentes, pintados e compreendidos através da intuição e da memória afetiva. Nos desenhos de cangaceiros, nos seus peixes, galos, cavalos, nas paisagens, frutas e até na sua série de gatos, transparece uma brasilidade sem culpa que extrapola o eixo temático e alcança as cores, as luzes, os traços e telas de uma cultura. Por isso mesmo, Aldemir é sem dúvida um dos artistas mais conhecidos e mais próximos do seu povo, transitando entre o meio artístico e o leigo e quebrando barreiras que não podem mesmo limitar um artista que é a própria expressão de uma coletividade. Falece em 05 de Fevereiro de 2006, aos 83 anos, no Hospital São Luís em São Paulo.

10. Manchas que formam mar

In document Fra bostedsløs til egen bolig (sider 93-102)