Kapittel Framgangsmåte og datakildene
Kapittel 8 Virkninger av tilskuddet
9.1 Praktisering av brukermedvirkning
Você pode realizar com seus alunos pequenas matrizes obtidas de materiais, como pedaços de madeira, borracha, plástico, sabão, legumes. Peça-lhes que com palitos de dente, tampas de caneta, pregos ou com a tesoura escolar, realizem sulcos nestes materiais, ou seja, gravem. Eles podem criar desenhos: bichos, flores, pessoas. Agora eles deverão passar tinta, neste “carimbo” e imprimi-lo, formando composições.
16. Frottage.
Frottage é uma técnica de pintura baseada na obtenção de imagens, por fricção de um lápis ou carvão, num papel aplicado numa superfície rugosa.
Realize com seus alunos uma pesquisa de texturas, tenha em mãos giz de cera, papel, folhas secas, lixas, superfícies rugosas etc., tintas solventes em água (qualquer) e pincéis.
Coloque as folhas secas sob o papel com o lado das nervuras para cima, pois o resultado é melhor. Esfregue o giz de cera por cima do papel, que está sobre a folha. Depois da frottage, passamos o pincel com qualquer tinta à base de água bem diluída sobre as folhas, para obter-se o efeito desejado, que é a tinta só penetrar onde não tem
cera. Experimente usar o giz de cera branco e também experimentar outros papéis. O jornal, por exemplo, tem um resultado muito interessante. E além de folhas secas pesquise outras texturas, como: papéis dobrados, moldes vazados, tecidos e outros que seu olhar indicar. Realize uma pesquisa, realizando frottage do chão, paredes e outros espaços da escola. Organize com as crianças uma exposição com estas produções.
Gravadores e a Xilogravura. XILO=Madeira
A xilogravura é um processo de gravação em relevo que utiliza a madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. Para fazer uma xilogravura é preciso uma prancha de madeira e uma ou mais ferramentas de corte, com as quais se cava a madeira de acordo com o desenho planejado.
É preciso ter em mente que as áreas cavadas não receberão tinta e que a imagem vista na madeira sairá espelhada na impressão; no caso de haver texto, grava-se as letras ao contrário.
Depois de gravada, a matriz recebe uma fina camada de tinta espalhada com a ajuda de um rolinho de borracha. Para fazer a impressão, basta posicionar uma folha de papel sobre a prancha entintada e fazer pressão manualmente, esfregando com uma colher ou mecanicamente, com a ajuda de uma prensa.
Como podemos constatar, é uma técnica bastante simples e barata; por isso se presta tão bem às ilustrações das capas dos folhetos de cordel. Para termos uma idéia desta simplicidade, basta saber que os gravadores nordestinos fabricam suas próprias ferramentas de corte com pregos e varetas de guarda-chuva, por exemplo, para conseguirem diferentes efeitos no desenho.
Para Saber mais... História
A xilogravura já era conhecida dos egípcios, indianos e persas, que a usavam para a estampagem de tecidos. Mais tarde, foi utilizada como carimbo sobre folhas de papel para a impressão de orações budistas na China e no Japão.
Com a expansão do papel pela Europa, começa a aparecer com maior freqüência no Ocidente no final da Idade Média (segunda metade do século XIV), ao ser empregada nas cartas de baralho e imagens sacras. No século XV, pranchas de madeira eram gravadas com texto e imagem para a impressão de livros que, até então, eram escritos e ilustrados a mão. Com os tipos móveis de Gutemberg, as xilogravuras passaram a ser utilizadas somente para as ilustrações.
A descoberta das técnicas de gravura em metal relegou a xilogravura ao plano editorial no transcorrer da Idade Moderna, mas nunca desapareceu completamente como arte. Tanto que, no final do século XIX, muitos artistas de vanguarda se interessaram pela técnica e a resgataram como meio de expressão. Alguns deles optavam por produzir obras únicas, deixando de lado uma das principais características da xilogravura: a reprodução.
No Brasil, a xilogravura chega com a mudança da Família Real portuguesa para o Rio de Janeiro. A instalação de oficinas tipográficas era proibida até então. Os primeiros xilogravadores apareceram depois de 1808 e se alastraram principalmente pelas capitais, produzindo cartas de baralho, ilustrações para anúncios, livros e periódicos, rótulos, etc.
Estas matrizes, que foram produzidas ao longo do século XIX e abarrotavam as tipografias nordestinas, aparecem nos primeiros folhetos de cordel impressos, no final deste século (o mais antigo que se tem notícia é de autoria de Leandro Gomes de Barros - 1865-1918).
Os editores dos livretos decoravam as capas para torná-las mais atraentes, chamando a atenção do público para a estória narrada. Para isso, utilizavam o que estava à mão: poderiam ser os clichês de metal (são como carimbos) que começavam a substituir os de madeira no início do século XX ou simples vinhetas decorativas. A xilogravura como ilustração, feita sob encomenda para determinado título, nasce da necessidade de substituir os clichês de metal já gastos. Por isso, não é difícil encontrar xilogravuras de capas de cordel imitando desenhos e fotografias de clichês. Mas, a xilogravura popular nordestina ganhou fama pela qualidade e originalidade de seus artistas.
Hoje em dia, muitos gravadores nordestinos vendem suas gravuras soltas além de continuarem a produzir ilustrações para as capas dos cordéis. Gravadores como J.
Borges, José Lourenço, Jerônimo e muitos outros, expõem seus trabalhos em importantes instituições no Brasil e no exterior.
Retirado do site: http://www.teatrodecordel.com.br