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til økonomisaken: Analyse av instituttets eksternfinansierte prosjekter per 31.12.2018

Das cinco EC, três recorrem aos serviços de uma ETT há aproximadamente 10 anos ou mais (Delphi, Flexicel e Inventage), a Empresa X utiliza estes serviços há aproximadamente 2 anos. No caso da Bosch já recorreram a ETT’s há uns anos atrás e durante muitos anos, mas em 2011/ 2012 deixaram de recorrer, no entanto, voltaram a optar por estes serviços há aproximadamente 1 ano.

H.1. Número de anos que recorrem à ETT

“Nós já recorremos há uns anos atrás e durante muitos anos tivemos trabalho temporário, mas depois em 2011 2012 deixamos de ter e desde o ano passado, desde Maio de 2016, voltamos a trabalhar com o trabalho temporário” (Diretora de RH da Bosch)

“Há aproximadamente 10 anos” (Responsável pela formação da Delphi)

“Há bastante tempo, praticamente desde que a empresa foi criada sempre se recorreu para situações pontuais” (Diretora financeira da Flexicel)

“Mais ou menos há 10 anos” (Coordenadora da equipa da Inventage) “Desde 2015” (Diretora de RH da Empresa X)

Quadro 19: Indicação do número de anos que recorrem à ETT

Os entrevistados das empresas clientes apontam como razões para recorrer aos serviços da ETT, o volume de trabalho, nomeadamente os picos de trabalho (Flexicel, Inventage, Empresa X). Devido também à escassez de RH (Delphi e Empresa X); para o cumprimento de curtos prazos (Inventage e Empresa X); devido à maior rapidez de resposta, nomeadamente a contratação (Bosch e Flexicel); devido à especialização das ETT, no que diz respeito ao processo de recrutamento (Bosch) e devido também à flexibilidade de contratar colaboradores muito rapidamente (Bosch). I.1. Razões pelas quais recorrem aos serviços da ETT

“Essencialmente é o facto de eles terem mais capacidade de resposta, de estarem mesmo vocacionados para o recrutamento e de terem também flexibilidade, de um dia para o outro conseguirem contratar” (Diretora de RH da Bosch)

“A principal razão é a falta de recursos humanos para fazer o recrutamento” (Responsável pela formação da Delphi)

“Muitas vezes são períodos curtos em que temos grandes volumes de produção, e por ser mais rápido de contratar uma pessoa do que sermos nós a fazer o recrutamento e seleção” (Diretora financeira da Flexicel)

“Quando ocorrem picos de aumento não duradouro de trabalho, quando existem prazos curtos de trabalho e eu vejo que apenas com os permanentes não os conseguirei cumprir” (Coordenadora da equipa da Inventage)

“O volume de trabalho é enorme e internamente existem poucos recursos humanos, não existe tempo para responder às necessidades existentes” (Diretora de RH da Empresa X) Quadro 20: Indicação das razões pelas quais recorrem aos serviços da ETT

Burgess e Connell (2006) defendem que a flexibilidade está no centro das razões para a utilização do TT, defendendo que que as ETT permitem mais flexibilidade às empresas, e também Storrie (2002) aponta a flexibilidade como a mais óbvia vantagem que as empresas utilizadoras têm ao utilizar os serviços de uma ETT, pois recorrem a mão de obra adicional somente quando necessário, sem quaisquer custos de ajustamento. Do estudo de Centeno et al. (2001) as razões para a utilização do TT são principalmente o acréscimo temporário da atividade.

Os serviços que as ETT lhes prestam são o recrutamento e seleção (Bosch, Flexicel, Inventage e Empresa X). No caso da Inventage a seleção apenas diz respeito à seleção de currículos. Estão a cargo também do processamento salarial (Bosch, Flexicel e Inventage), recrutamento (Delphi) e formação (Bosch). J.1. Indicação dos serviços que a ETT lhes presta

“Recrutamento e seleção, e faz também o processamento salarial dos seus temporários, faz todo o processo desde o inicio até ao fim. E faz também formação inicial” (Diretora de RH da Bosch)

“Apenas o recrutamento” (Responsável pela formação da Delphi)

“Faz o recrutamento, seleção, processamento de salários, e acompanha todo o processo” (Diretora financeira da Flexicel)

“O recrutamento e seleção de currículos, onde depois enviam para mim para eu fazer uma ultima seleção do leque de colaboradores por eles enviado. Fazem o processamento de salários” (Coordenadora da equipa da Inventage)

“ Fazem o recrutamento e seleção e o processamento e pagamento dos salários dos temporários” (Diretora de RH da Empresa X)

Quadro 21: Indicação dos serviços que a ETT lhes presta

As ETT desempenham papéis de RH, tais como, o recrutamento e seleção, processamento de salários, avaliação do desempenho e formação, oferecendo uma gama de serviços de RH (Burgess e Connell, 2006). O que acontece muitas vezes é que as ETT enviam os trabalhadores que pensam que mais se adequam aos requisitos exigidos pelo cliente, e este seleciona entre estes o que acha mais enquadrado ao posto de trabalho (Connel e Burgess, 2002).

Estas empresas comunicam com as ETT através do e-mail (Bosch, Inventage e Empresa X), do telefone (Flexicel, Inventage e Empresa X), através de reuniões (Bosch e Inventage), e através do contacto direto (Bosch), uma vez que a ETT opera mediante o conceito in house. O contacto

da EC à ETT é feito para indicar quais são as funções que o candidato irá desempenhar e quais as competências que este deve possuir (Gomes et al., 2008).

8.2.3 Recrutamento e Seleção

Em relação ao recrutamento, quatro das cinco empresas revelou que possuiu as suas próprias fontes de recrutamento e não recorre apenas às ETT quando necessita aumentar o número de colaboradores (Bosch, Flexicel, Inventage e Empresa X). Apenas a Delphi recorre exclusivamente aos serviços da ETT quando necessita recrutar mais mão de obra e não possui os seus próprios meios de recrutamento. Em relação às competências que mais valorizam temos os conhecimentos linguísticos como a competência mais indicada pelos entrevistados da Bosch, da Delphi e da Inventage. O trabalho em equipa foi indicado pela Delphi e pela Flexicel, enquanto as competências técnicas e administrativas foram valorizadas pela Flexicel e pela Inventage. A entrevistada da Bosch indicou a, capacidade física e de trabalhar sob pressão e na Empresa X foi indicada a capacidade de liderança e gestão de equipas, a proatividade e o dinamismo, como se pode confirmar através dos testemunhos dos entrevistados que constam no quadro nº22. M.1. Competências mais valorizadas pela empresa

“Se tiverem conhecimentos de inglês melhor, têm que ter capacidade física porque trabalham em células e trabalham de pé, capacidade de trabalhar sobre pressão, porque o trabalho na produção é bastante exigente” (Diretora de RH da Bosch)

“Trabalho em equipa é sempre uma competência valorizada. Os conhecimentos em línguas, inglês e ou alemão é um requisito obrigatório para todos os departamentos, à exceção da produção” (Responsável pela formação da Delphi)

“Trabalho em equipa e também competências ao nível técnico para trabalhar com as máquinas” (Diretora financeira da Flexicel)

“O domínio do francês é obrigatório e claro que é as competências administrativas e técnicas, por exemplo para os medidores tem que ser

técnicos de medição, especialistas de autocad” (Coordenadora da equipa da Inventage)

“Experiência em retalho alimentar, nomeadamente em supermercados, capacidade para liderar e gerir equipas, dinamismo e proatividade” (Diretora de RH da Empresa X)

Quadro 22: Indicação das competências mais valorizadas pela empresa

Em relação aos perfis, as empresas entrevistadas procuram pessoas com disponibilidade de horários, ou seja, disponibilidade para trabalhar por turnos (Bosch, Flexicel, Inventage e Empresa X). Quanto ao nível de qualificações, a Delphi e a Flexicel pedem o 12º ano, a Bosch pede preferencialmente colaboradores com o 12º ano, mas em alguns casos não é necessário, e a Empresa X exige no minino o 9º ano de escolaridade. Em relação à idade, três EC preferem colaboradores relativamente jovens (Bosch, Delphi e Flexivel), a empresa X prefere colaboradores com idades compreendidas entre os 30 e os 45 anos e a Inventage não coloca idade mínima nem máxima, dão também importância à disponibilidade para viajar (Inventage e Empresa X) e experiência na área (Inventage e Empresa X).

A literatura tem dado indicações sobre o perfil do TT indicando que este é essencialmente jovem (Centeno et al., 2001; Storrie, 2002).

M.2. Perfis que a empresa pretende

“Procuramos pessoas que tenham o 12º ano, mas às vezes não é obrigatório, no caso dos operários nós preferimos pessoas na casa dos 20 e muitos/ trintas (…) adaptação ao trabalho por turnos” (Diretora de RH da Bosch)

“O candidato não pode ter mais de 35 anos e tem de ter obrigatoriamente o 12º ano e de preferência deve saber Inglês” (Responsável pela formação da Delphi) “Pedimos disponibilidade para horários, depois é a idade, em que pretendemos que os candidatos sejam relativamente jovens, depois a nível de qualificações pedimos o 12º ano, o perfil normalmente é indiferenciado” (Diretora financeira da Flexicel) “Idade não tenho limite de idade nem mínima nem máxima, vou-me interessar mais por uma pessoa que já trabalhou em França, que teve formações em França. Disponibilidade de viagens acontece de vez em quando mas é para ir a formações em França, o horário também, às vezes podemos trocar feriados” (Coordenadora da equipa da Inventage)

“Idade entre os 30-45 anos, 9º ano ou 12º ano, horário em turnos rotativos, disponibilidade para se deslocar e experiência em supermercado” (Diretora de RH da Empresa X)

Quadro 23: Indicação dos perfis que a empresa pretende

No que diz respeito às técnicas de seleção a ser utilizadas, duas das EC referem que deixam a cargo das ETT a decisão acerca das técnicas a utilizar (Flexicel e Empresa X), duas outras empresas mencionam que cabe a elas próprias a seleção dos candidatos e não à ETT por isso são elas que decidem quais as técnicas a aplicar (Delphi e Inventage), e no caso da Bosch estas técnicas são acordadas em conjunto com a ETT.

Em relação às técnicas utilizadas temos a entrevista como a técnica preferencial (Bosch, Delphi, Flexicel, Inventage e Empresa X) segundo Gomes et al. (2008) esta técnica constitui-se no primeiro contacto que estas empresas estabelecem com os candidatos, só após a primeira entrevista é que decidem avançar para as restantes técnicas de seleção. Os testes psicotécnicos (Delphi, Flexicel e Inventage), testes psicométricos (Delphi) e testes de aptidão (Bosch) são também considerados como técnicas de seriação dos candidatos.

O.1. Técnicas de seleção que a ETT utiliza

“A empresa de trabalho temporário faz entrevistas e vão agora começar a fazer testes de aptidão, tipo atenção concentrada, destreza manual” (Diretora de RH da Bosch)

“A seleção é feita pela empresa através da entrevista e posteriormente, dependendo do cargo, são feitos testes psicotécnicos e psicométricos” (Responsável pela formação da Delphi)

“Para a produção não exigimos nenhuma técnica mais profunda, para os colaboradores dos escritórios sim, são feitas entrevistas, testes psicotécnicos” (Diretora financeira da Flexicel)

“Os testes são feitos por mim, mas antes de me enviar alguns candidatos fazem certos testes e perguntas para perceber se correspondem aos requisitos que eu pretendo. Aqui faço sempre a entrevista e testes e proponho-lhes para eles irem diretamente observar o posto de trabalho ao qual estão a concorrer para perceber o tipo de funções que eu pretendo que desempenhem, após esta situação o

colaborador diz-me se é ou não capaz de desempenhar aquelas funções” (Coordenadora da equipa da Inventage)

“Marcação de entrevistas” (Diretora de RH da Empresa X) Quadro 24: Indicação das técnicas de seleção que a ETT utiliza

A última seleção só é feita pela própria empresa em dois casos (Delphi e Inventage), sendo que a ETT envia uma seleção de currículos e cabe a estas empresas fazerem a seleção final dos candidatos pretendidos.

Muitas ETT apresentam uma seleção final dos melhores currículos e deixam que sejam os clientes a escolher o candidato (Mitlacher, 2006).

Já no acolhimento dos trabalhadores temporários todas as EC mencionaram que transmitiam os seus valores, missão e visão aquando da entrada destes colaboradores (Bosch, Delphi, Flexicel, Inventage e Empresa X), neste sentido a EC acompanha o candidato na sua adaptação à empresa.