II. THEORETICAL PART
2.2 Theoretical background of amalgamation territorial community
O trombone é o único instrumento de metal e de sopro que executa um verdadeiro glissando. Isso, obviamente, é um dos atributos do sistema de êmbolo. No entanto, devido aos enganos que acometem os compositores e maestros, torna- se uma dor de cabeça ao trombonista. Alguns compositores escreveram glissandos verdadeiramente impossíveis, e esse atrevimento vai mais longe quando se indicam posições erradas para sua execução. Os maestros explicam como o glissando deve ser feito seguindo as anotações na partitura. O trombonista é o único que realmente sabe das possibilidades do seu instrumento. Alguns compositores erram quando escrevem para trombones afinados diferentemente daqueles usados no nosso país, mas essa possibilidade não convence Kleinhammer na maioria dos casos53. Também há compositores e maestros que imaginam que um verdadeiro glissando de uma oitava ou mais seja possível. Num glissando desse tamanho, haverá uma "ligação" com a ajuda de um glissando “falso” de lábio. No caso de haver uma válvula rotativa em Fá como equipamento, haverá mais recursos para um melhor glissando, pois um instrumento em Sib e Fá praticamente dobra a disponibilidade de glissandos.
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Buscando uma unidade de procedimentos, elegeremos 1/4 do pulso unitário (em denominadores “4” será uma semicolcheia) para se mover o êmbolo de uma para qualquer outra posição. Obviamente, posições próximas terão velocidade reduzida e posições mais eqüidistantes terão maior velocidade de braço direito.
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Edward KLEINHAMMER,op. cit., p.58.
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Um bom exemplo é a passagem escrita para trombone baixo no Mandarim Maravilhoso / Bartok:
Mantendo-se a válvula acionada, o Sib2 (7ª posição) fará um glissando até a primeira posição, onde fica o Mib3.
Para que um verdadeiro glissando aconteça, é necessário que todas as freqüências entre duas notas sejam tocadas em um único modo de ressonância ou com um único movimento do êmbolo. Um verdadeiro glissando com mais de sete notas cromáticas (representando, assim, as sete posições do êmbolo) não é possível, mas sim para um número menor de notas, pois estarão no mesmo modo de ressonância e poderão, assim, ser feitas num único movimento do êmbolo.
Ás vezes, o compositor prefere escrever o glissando completo:
Porém, sendo os glissandos menos significantes ou com troca mais “relaxada” de notas, a escrita será a seguinte:
Segue abaixo (quadro 2) exemplos de glissandos, nos quais exemplificaremos todas as escritas que produzem um verdadeiro glissando.
A seguir, listamos (quadro 3) os possíveis glissandos para um trombone com uma válvula rotativa em Fá ou para um trombone baixo. Alguns serão "exaustivos” e bastante difíceis de se tocar. Este quadro pode resolver alguns dos desafios de escrita que aparecem no decorrer da vida de um trombonista. Aquele que não tenha uma válvula rotativa em Fá pode, se possível, pedir emprestado uma campânula com válvula rotativa em Fá e acoplá-la a seu êmbolo, no caso do glissando ser de suma importância. É normal o trombonista ter uma campânula com válvula rotativa em Fá como seu equipamento regular para solucionar problemas de glissando extras, necessidade de extensão grave e conveniência em certas passagens onde o válvula rotativa em Fá simplifica em muito a técnica.
Quadro 3
O glissando seguinte só será possível num trombone baixo com duas válvulas rotativas (Fá e Mi), com a válvula em Mi acionada e a nota Si-1 afinada na 7ª. posição:
Exemplo 2
Além do glissandos acima citados, há, ainda, os que podem ser tocados nas diferentes afinações do trombone baixo, os quais são ligeiramente diferentes dos escritos para válvulas em Fá. Considerando que eles são mais graves, dependendo
de qual volta de afinação se encontra, nós limitaremos seu uso ao indivíduo, caso seja necessário encontrar um verdadeiro glissando o qual não foi notado acima.
A seguir, exemplificaremos alguns glissandos de fácil execução, que aparecem na literatura orquestral.
A Suíte Pássaro de Fogo de Igor Stravinsky contém um glissando para o primeiro trombone:
Em Ibéria de Debussy pode ser encontrado na "Manhã de um dia festivo” para os três trombones:
Este é o caso onde o primeiro trombone toca o Ré3 na 7ª posição, sobe a nota no lábio até o Solb3 na mesma 7ª posição, e então glissa-se até o Ré4 na 1ª posição. Ou pode fazer uma mudança labial para os harmônicos superiores, tentando imitar um glissando em desenvolvimento. O próximo intervalo de oitava acontece numa ligadura inarticulada, e é o mesmo para todos os três trombones nas suas oitavas respectivas.
O segundo trombone deveria tocar o Si2 na 4ª posição e depois fazer um glissando de lábio para 7ª posição, chegando à nota Fá#3 e glissando até o Si3 na 2ª posição.
O trombonista baixo deve tocar o Sol2 na 4ª posição, fazer um glissando de lábio até o Ré3 na mesma 7ª posição e glissar desse ponto até o Sol3.
Estas são sugestões para se aproveitar ao máximo a execução desses glissandos.
Essa passagem terá mais efeito se as dinâmicas e os glissandos estiverem em equilíbrio no naipe de trombone.
Há um glissando no Concerto para Orquestra de Bartók, que requer um trombone baixo de duas válvulas. O intervalo do glissando parte do Si-1 e vai até a nota Fá1 : A passagem é solo, seguida por um glissando
uma quinta acima, no segundo trombone. Então, é necessário que se toque como está escrito. Realiza-se começando pelo Si-1 com duas válvulas acionadas e na 7ª posição, libera-se a segunda válvula enquanto se desliza até 1ª posição, e toca-se o Fá1 na 1ª. posição com o rotor em Fá acionado. Com um pouco de prática, a segunda válvula pode ser libertada sem dano audível a um bom glissando.
HaryJanos de Kodály contém uma passagem difícil de se tocar no trombone baixo, incluindo um solo em oitavas com a tuba que contém glissandos de Sol a Dó.