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CHAPTER 7: DISCUSSION

7.2 The significance of environmental incentive

Os estudos realizados no período de maio/2013 a abril/2014, em 03 pontos: 01(em frente ao hotel esmeralda), 02 (em frente a escadaria no final do calçadão) e 03 (em frente ao hotel Ocean palace) distintos da praia de Ponta Negra, Natal/RN, estiveram direcionados ao monitoramento da dinâmica costeira daquele ambiente no qual obteve uma série de dados físicos (topografia, morfodinâmica do estado praial, granulometria, volume dos sedimentos transportados e hidrodinâmica do Ponto 02) correlacionados entre si, permitiram as seguintes considerações:

Na correlação dos perfis topográficos associados à sedimentologia das amostras analisadas em laboratório, os resultados indicaram que quanto a morfologia do Ponto 01 foi a menos expressiva se compararmos aos demais pontos monitorados, apresentando meses de menos erosividade e maior predomínio deposicional de sedimentos arenosos, que variaram de finos a médios e a grossos, moderadamente selecionados e bem selecionados, sendo os sedimentos grossos encontrados na média de classificação dos sedimentos apenas neste ponto e na antepraia e a areia fina encontrado na média de classificação dos sedimentos no estirâncio sendo também apenas neste ponto entre os monitorados. O balanço sedimentar foi positivo (deposicional) para este ponto.

No Ponto 02, se configurou o perfil de morfologia mais expressiva comparada aos outros perfis monitorados. As análises granulométricas mostrou predominância de areia fina bem selecionada a moderadamente selecionada para a Antepraia e areia média tendo 90% dos sedimentos variando entre bem selecionada e muito bem selecionada para o Estirâncio, tais características são tidas como condições comuns de deposição e selecionamento dos grãos. O balanço sedimentar também se mostrou positivo neste ponto, comum já que o estado morfodinâmico da praia calculado utilizando o parâmetro de Dean foi predominantemente dissipativo neste ponto, sendo um estado deposicional e de sedimentos predominantemente finos, sendo a média anual de 75% de areia fina na antepraia.

As maiores ondas foram registradas nos meses de inverno, também as maiores inclinações no estirâncio. Estudos feitos por Silva (2012) e Chacon

(2013) na praia de Ponta Negra também mostraram que as maiores alturas de ondas e maiores inclinações do estirâncio se apresentaram nos meses de inverno.

O ponto 02 foi o ponto mais atingido pela erosão na sua estrutura urbana, mas vimos que o balanço sedimentar foi positivo, e que a erosão teve influência direta com as galerias pluviais e ligações clandestinas de esgoto, o qual carreia sedimentos para a praia, portanto, as galerias juntamente com a força mecânica das ondas fizeram com que a escadaria presente na área desmoronasse.

De acordo com os dados apresentados nos perfis, o Ponto 03 na correlação perfis topográficos e sedimentologia, configurou-se com um déficit sedimentar, o único com balanço sedimentar negativo (erosão). A mureta (construída pelo hotel Ocean Palace) para conter a erosão causada pelas ondas foi utilizada como marco para observação dos processos de erosão e deposição de sedimentos neste período da pesquisa.

No Ponto 03 o tipo de sedimento na Antepraia foi areia fina com 50% e areia média com 50%. Quanto ao grau de seleção 83% se classificou como moderadamente selecionada, enquanto que 17% foi bem selecionada. No estirâncio o sedimento foi 100% de areia média. Quanto ao grau de seleção 58% se classificou como bem selecionada, enquanto que 42% foram muito bem selecionada. No percurso entre o ponto 02 e 03 durante muitos meses de monitoramento foi observado sacos de areia colocados pelos hotéis para conter a erosão que atingia suas estruturas, que também acabou por fornecer sedimentos, não sabendo em que nível pode ter influenciado a granulométrica do ponto seguinte que seria o ponto 03, levando em consideração a corrente litorânea, já que foi o ponto com menos material fino na antepraia.

Foi constatada também na análise ambiental, a quantidade de lixo despejado pelos banhistas no estirâncio. Esse lixo, muitas vezes por incidência da maré alta adentra no antepraia, sendo levado pela corrente litorânea.

Portanto, para entendermos a dinâmica de um sistema praial, é necessário relacionar a dinâmica natural dos ambientes costeiros, com os conflitos resultantes das interações entre a dinâmica social, econômica e natural que são formadores das localidades costeiras, para que haja uma

gestão integrada dos ambientes, com base no planejamento das ações e ordenamento das ocupações desses espaços.

Portanto, os resultados aqui expostos representam o princípio básico para um estudo morfodinâmico do ambiente praial de Ponta Negra, mostrando- se como um estudo que procura uma visão sistêmica para o entendimento das causas, processos e efeitos erosivos que ocorrem na linha de costa, sejam estes decorrentes de fatores naturais e/ou destes associados às ações antropogênicas desenvolvidas no entorno.

No entanto, a complexidade dos fatores que interagem na hidrodinâmica e morfologia de um ambiente praial, requer maiores detalhes no que se refere ao seu comportamento, consequentemente, maior período de estudos, no qual seja possível a coleta de dados mais aprofundados em escala de detalhe e com uso de equipamentos de alta precisão para levantamentos geofísicos ao largo do fundo marinho adjacente a área pesquisada.

As zonas costeiras hoje representam um dos maiores desafios para a gestão ambiental do País, especialmente quando abordadas em conjunto, pois, além da grande extensão do litoral e das formações físico-bióticas extremamente diversificadas, convergem também para esse espaço os principais vetores de pressão e fluxos de toda ordem, compondo um amplo e complexo mosaico de tipologias e padrões de ocupação humana, de uso do solo e dos recursos naturais e de exploração econômica. Deste modo esta dissertação apresenta um banco de dados primários de um ano de observação para que possa servir de dados comparativos e complementares para pesquisas futuras bem como para tomadas de decisões por gestores.

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ANEXOS

Anexo 1- Ficha de Nivelamento Topográfico

FICHA DE NIVELAMENTO TOPOGRÁFICO

Obs:___________________________________________________________ _______________________________________________________________ Fonte: Lima (2006).

Projeto: Perfil:

Data: Hora de Início: Hora deTérmino:

Az: Coordenadas UTM:

Hora da maré: Altura da maré:

Anexo 2- Ficha de Caracterização Ambiental

FICHA DE CARACTERIZAÇÃO DO AMBIENTE PRAIAL Data: ___ Início: ____ hs Fim: ____ hs Maré: _____ hs____ Ponto: __ PÓS- PRAIA

Erosão: ( )Sim ( )Não Deposição: ( )Sim ( )Não Largura (m): ______

Interferência antrópica: Construção: ( )Pequena ( )Média ( )Grande ( ) Outras Vegetação: ( )Gramíneas ( )Salsa de praia ( )Coqueiros ( )Mangueiras

( )outras.

Sedimento: ( )Fino ( )Médio ( )Grosso. Minerais pesados: ( )Sim ( )Não Material Poluente: ( )Vidro ( )Plástico ( )Metal ( )Lixo orgânico ( )outros. Corpo d’agua: ( )Rio ( )Riacho ( )Lagoa ( )Lago ( )Maceió ( )outros Dunas: ( )Sim ( )Não.

OBS.:

_______________________________________________________________ _____________________________________________

ESCARPA DE BERMA

Altura: ____ Inclinação: ____ Est. Sedimentar: ( ) Sim ( )Não PRAIA (ESTIRÂNCIO)

Erosão: ( ) Sim ( ) Não Largura: ____ m Inclinação: ____

Interferência antrópica: ( ) Espigão ( )Enrocamento ( ) Muro de arrimo ( )Gabião Sedimento: ( )Fino ( )Médio ( )Grosso. Minerais pesados: ( )Sim ( )Não Estrutura sedimentar: ( ) Marcas de onda ( ) Marcas de corrente ( )Caneleta ( )Estratificação ( )Marcas de escorregamento ( )Marcas de espraiamento

( )Linha de Deixa ( )Cúspides Material Poluente: ( )Vidro ( )Restos orgânicos ( )Petróleo e derivados ( ) Outros

OBS:

_______________________________________________________________ ANTEPRAIA

Sedimento: ( )Fino ( )Médio ( )Grosso Recifes: ( )Arenito ( )Barreiras ( ) Coral Influência Antrópica: ( )Sim ( )Não

Tipos de Onda: ( ) Mergulhante ( ) Deslizante ( ) Frontal ( ) Ascendente OBS.:

_______________________________________________________________ Fonte: Lima (2006).

Anexo 3- Ficha de Dados Hidrodinâmicos

FICHA DE DADOS HIDRODINÂMICOS

Data: ___ Início: ____ hs Fim: _____ hs Maré: ____ hs____ Ponto: ___

Observações de onda:

ALTURA H(cm) (fazer 12 observações consecutivas, descartar as duas maiores e realizar uma média das outras restantes)

PERÍODO T (min) (fazer 12 observações, descartar a maior e a menor e realizar uma média das outras restantes)

TIPO DE ARREBENTAÇÃO: ( )Mergulhante ( )Deslizante ( )Ascendente Direção do vento ______

Declividade média do estirâncio: _____

Distância entre as cúspides: _____, ______, _______ m VELOCIDADE DA CORRENTE LITORÂNEA (฀ V= ฀ S/฀ T) T1:______ T2: _______ T3: _________ ฀ :_____

Direção de propagação de ondas: _______ Direção de linha de costa: _________

Ângulo de incidência das ondas: __________

Obs:___________________________________________________________ _______________________________________________________________ Fonte: Lima (2006).

Anexo 4- Ficha de Análise Sedimentológica

AMOSTRA / /

PÓS PRAIA ESTIRÂNCIO ANTE PRAIA

Data do Peneiramento / / Data do Peneiramento / / Data do Peneiramento / /

PENEIRA

(mm) PHI PESO (g) Frequência PENEIRA (mm) PHI PESO (g) Frequência PENEIRA (mm) PHI PESO (g) Frequência

4.000 -2 4000 -2 4000 -2 -1,5 -1,5 -2 2.000 -1 2000 -1 2000 -1 1.400 -0,5 1400 -0,5 1400 -1 1.000 0 1000 0 1000 0 0.750 0,5 0.750 0,5 0.750 1 0.500 1 0.500 1 0.500 1 0.350 1,5 0.350 1,5 0.350 1,5 0.250 2 0.250 2 0.250 2 0.177 2,5 0.177 2,5 0.177 2,5 0.125 3 0.125 3 0.125 3 0.088 3,5 0.088 3,5 0.088 3,5 0.064 4 0.064 4 0.064 4 <0.062 4,5 <0.062 4,5 <0.062 4,5

RESULTADO TOTAL RESULTADO TOTAL RESULTADO TOTAL

Peso antes do peneiramento úmido

(g) 100 Peso antes do peneiramento úmido (g) 100 Peso antes do peneiramento úmido (g) 100

Peso após o peneiramento seco

(g) Peso após o peneiramento seco (g) Peso após o peneiramento seco (g)

Peso da fração SILTE+ ARGILA

(g) Peso da fração SILTE+ ARGILA (g) Peso da fração SILTE+ ARGILA (g)

Peso antes do ataque ao ácido (g) 10 Peso antes do ataque ao ácido (g) 10 Peso antes do ataque ao ácido (g) 10

Peso após do ataque ao ácido (g) Peso após do ataque ao ácido (g) Peso após do ataque ao ácido (g)

Peso do carbonato (g) Peso do carbonato (g) Peso do carbonato (g)

� =��. �

Anexo 5 - Parâmetro de Dean e o estado da praia Ponta Negra no ponto 2

Fórmula Utilizada

Se Ω ≤1,5 = praia é reflectiva (erosiva)( REF)

Se1,5 ≤ Ω ≤ 5,0 = praia é intermediária (estável) (INT) Se Ω > 5,5 = praia dissipativa (deposicional) (DIS)

Parâmetros Propostos por RAUDKIVI, A.J. (1990). Loose Boundary Hydraulics, Third edition, Pergamon Press, 627 pg.:

Para Temperatura da água do mar = 24°C e Grão de Quartzo de Peso Específico = 2,65 g

Ws → Velocidade de Decantação do Grão Para 0,20mm> D < 0,50mm a 24° C = 25,8

cm/s ou 0,026m/s

Ws → Velocidade de Decantação do Grão Para 0,50mm> D < 1,00mm a 24° C = 79,7

cm/s ou 0,080m/s

Dados Estatísticos do Diâmetro do Grão:

Mz= Média = phi16+phi50+phi84/3 phi = -log²mm ou phi = log(mm-¹)/log(2)