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The Norwegian Local Government Reform (2014-2020)

3. Rescaling Norway

3.2 The Norwegian Local Government – Roots and Developments

3.2.2 The Norwegian Local Government Reform (2014-2020)

O principal objetivo do trabalho exploratório é decidir sobre o tipo de enquadramento do tema (Descrição Comparativa da Evolução do Setor, Relação entre a Força de Trabalho e a

Performance da Empresa e as Competências Digitais da Força de Trabalho para a Indústria 4.0)

com ligação a um setor que permita uma investigação relevante e consequente.

Domínio da Investigação

O primeiro problema que se põe ao investigador é, simplesmente, o de saber como começar bem o seu trabalho (Quivy & Van Campenhoudt, 2017).

Nesse sentido agruparam-se um conjunto de dimensões para identificar o domínio da investigação (Figura 1), sendo que o objetivo central é relacionar as competências digitais com a força de trabalho na envolvente da economia digital (Indústria 4.0) suportados em quatro conceitos que servem de suporte ao processo de investigação.

Figura 1 - Dimensões de investigação

A competência digital consiste na capacidade de adotar e utilizar tecnologia de informação nova ou existente para analisar, selecionar e avaliar criticamente a informação digital, a fim de investigar e resolver problemas relacionados com o trabalho e desenvolver um corpo de conhecimentos colaborativos enquanto se cativam práticas organizacionais dentro de um contexto organizacional específico (Murawski & Bick, 2017).

A Indústria 4.0 representa a mudança de paradigma de produção, que passa de centralizada para descentralizada, o que constitui uma reversão da lógica do processo produtivo convencional. A maquinaria industrial produtiva não processa simplesmente o produto, mas o produto fala com a máquina para lhe dizer, exatamente, o que fazer (smart products) (Bechtold, Lauenstein, Kern, & Bernhofer, 2014) buscando eficácia e eficiência.

A Força de Trabalho é constituída pelas pessoas da organização sendo que é decisiva para a inovação. Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) são a base desta economia em rápida mudança, em que apesar de serem a base da inovação, elas próprias não criam inovação (Van Laar; Van Deursen, Van Dijk & Haan 2017).

Convém recordar que a inovação começa com as pessoas, fazendo do capital humano a Força de Trabalho decisivo a estes processos dinâmicos, rápidos, emergentes e disruptivos.

Neste estudo estabelecemos como objetivos: a) contribuir para o conhecimento de Indústria 4.0; b) promover o conhecimento das competências digitais na Força de Trabalho; c) desenvolver um quadro de competências digitais essenciais à Força de Trabalho para aplicação do novo paradigma produtivo (Industria 4.0) e do novo modelo de negócio (Economia 4.0); d) caracterizar a relação entre a Força de Trabalho e a Performance da empresa e os seus determinantes; e) descrever de forma transversal as características da Força de Trabalho, da

Performance com outros setores, e entre diferentes geografias.

A primeira dimensão relaciona a necessidade das empresas se adaptarem à economia digital para se tornarem competitivas.

A mudança de paradigma (Era Digital) implica que indústrias maduras evoluam do aço para o software (Carvalho, 2014), do petróleo para os dados (Murawski & Bick, 2017) com a emergência e afirmação de novos vencedores.

Com o crescimento no volume de dados gerados e a capacidade de armazenamento, é interessante para as organizações desenvolverem técnicas de processamento de dados que permitem extrair valor, seja na otimização de processos, seja na aproximação com o cliente para determinar o comportamento de consumo e de mercado (Ozal, 2018).

O contexto empresarial tem sido alvo de consequências da alteração do paradigma

fordista para o das Tecnologias de Informação e Comunicação o que obriga as empresas a

desenvolver capacidades de adaptação essenciais à sua competitividade (Carvalho, 2014). Com esta premissa surge a necessidade de criar competências digitais (segunda dimensão) na Força de Trabalho.

Assim, a questão central “é o que esta revolução significa para a força de trabalho?” O debate visa elaborar as consequências da digitalização, especialmente em relação às taxas de desemprego e à emergência de “novos excluídos”. Frey e Osborne (2013) estimam que 47% do emprego nos EUA está em risco devido à digitalização. Estas previsões desencadearam diversos estudos de resultados semelhantes (Miroudot & Shepherd., 2016; World Economic Forum, 2016; Murawski & Bick, 2017).

Embora as conclusões desses estudos sejam diferentes, todos concordam que o conceito de trabalho mudará significativamente nas próximas décadas (Murawski & Bick, 2017) pelo que a questão de partida ganha particular relevo: Quais serão as competências necessárias na “era digital”?

Por fim, surge a terceira dimensão: A “Força de Trabalho” que relacionará “Economia Digital” com as “Competências Digitais”.

Ao requerer novas competências, haverá perda de emprego em algumas categorias de trabalho (como o fabrico rotineiro e manutenção programada) e ganhos em outras (como tecnologias de informação e os trabalhos customizados) (Lorenz et al., 2016).

Contudo, podemos inferir que a forma de produzir e os modelos de negócio devem ser estruturalmente diferentes dos que estamos rotinados.

O ponto de partida – Problema de Investigação

Identificado o tema de investigação (evolução do perfil da Força de Trabalho no prólogo do impacto das Competências Digitais da Indústria 4.0), vamos desenvolver os fundamentos do

existentes; (2) entender os seus objetivos; (3) quais são as questões de investigação; (4) os resultados alcançados; (5) qual foi a sua contribuição – teórica (para a academia e investigação) e prática (para a gestão, investidores e gestores); (6) que teorias e abordagens conceptuais estiveram subjacentes; (7) que metodologia - quantitativa ou qualitativa - foi usada; (8) que variáveis se utilizaram e como foram medidas e operacionalizadas; (9) que dados – primários (questionários, entrevistas) ou secundários (bases de dados existentes) - foram usados e (10) como se recolheram ou se obtiveram esses dados (Marques, 2014).

A investigação terá um processo misto (quantitativo e qualitativo) visando colaborar de forma objetiva para (i) a compreensão das competências digitais necessárias na força de trabalho para a Indústria 4.0; (ii) a evolução da força de trabalho, da performance da organização comparativamente a outros, e (iii) qual a relação entre as características da força de trabalho e a performance da organização.

Perguntas de Partida - Questões de Investigação

Nesta fase importa que as questões a serem respondidas preencham várias condições (Quivy & Van Campenhoudt, 2017) e que sejam analisados os resultados encontrados. Desta forma dividimos a investigação em três grandes pontos/questões:

Q1) Qual a Evolução do Setor na Força de Trabalho e nos Indicadores Financeiros comparativamente a outros Setores e países?

Para um melhor enquadramento das projeções de curto prazo, vamos apresentar o estudo da Manpower Group (2018), que revela intenções de contratação, para o primeiro trimestre de 2019, com 14% a prever um aumento, 5% uma redução e, 78% a considerar que não haverá alterações. A projeção para a criação líquida de emprego situa-se nos 9%. As projeções mantêm-se estáveis face ao trimestre anterior e recuam 4% face às antecipadas para os primeiros três meses de 2018. Antecipa-se um crescimento da contratação nos nove setores em estudo, durante o primeiro trimestre de 2019. A projeção mais favorável é a reportada pelo setor do Comércio Grossista e Retalhista, que antecipa +15%. O setor de Fornecimento de Eletricidade, Gás e Água antecipa um clima favorável, com uma projeção de +14%, enquanto os setores de Finança, Seguros, Imobiliário e Serviços e de Transportes, Logística e Comunicações, projetam +13% e +12% respetivamente. Em contraponto, as empresas dos setores Público e de Restauração e Hotelaria, reportam projeções mais moderadas, de +4%.

Por outro lado, o setor industrial português, em 2018 registou um peso na economia portuguesa de cerca de 14% da produtividade nacional que, embora alinhado com o índice

médio europeu (16%), representa um índice de produtividade por empregado (48) bastante abaixo da média europeia, o qual, recorrendo a alguns casos comparativos, é, por exemplo, de 96 na República Checa, de 79 em Espanha e de 96 na Áustria, circunstâncias estas que se devem essencialmente a fatores estruturais negativos da nossa economia (Nersant & Instituto Politécnico Santarém, 2018).

Q2) Qual a relação entre a Força de Trabalho e a Performance da Organização?

Desde o início do século XXI, os gestores têm investido em tecnologia como fonte de competitividade.

Contudo, a tecnologia pode ser necessária para se manter num jogo competitivo, mas só por si não é suficiente.

Na realidade, é na sua interface com as pessoas que a mesma cria valor de modo sustentável e prospetivo. É, pois suportado nas suas capacidades competitivas, ou seja, nas pessoas que trabalham para as organizações (Fawcett, Rhoads, & Burnah, 2004) que, de modo decisivo, as organizações podem oferecer vantagens dinâmicas, sendo que importa perceber quais as principais determinantes que influenciam essa performance.

De acordo com Von Bonsdorff et al. (2018), a literatura sobre estratégia de gestão de recursos humanos foca-se mais nas relações entre as práticas de recursos humanos e as medidas de desempenho da empresa (Wright & Boswell, 2002) do que nas características dos indivíduos nas empresas, e o seu necessário ajustamento às constantes evoluções.

Q3) Quais as competências necessárias para a Força de Trabalho responder ao desafio da Economia Digital?

Os modelos de negócio estão, como sempre, a evoluir. As empresas competem cada vez menos pelo preço, mas sim, tendo por base a inovação e a qualidade (Davies, 2015), pela rapidez de entrega de um novo produto ou melhoria de processo, e da produção de designs customizados e direcionados para o cliente (através de fábricas configuráveis).

A Indústria 4.0 pressupõe que os trabalhadores tenham níveis de produção relevantes e conhecimentos adequados das novas tecnologias, em que a formação para alcançar a interdisciplinaridade a nível de inovação (World Economic Forum, 2016) assume particular relevo.

Algumas das competências digitais consideradas como importantes para o século XXI podem ser técnicas, designadamente a gestão de informação, a comunicação, a colaboração, a