Chapter 4: Background- The Gambian Diaspora
4.3 The Gambian Diaspora: Formation and Characteristics
Segundo a SWOT Analysis surgiu na escola de design, do grupo de administração geral da Harvard Business School, dentro de um programa de planejamento estratégico. O modelo proposto pela escola é a "formulação de estratégia que busque atingir uma adequação entre as capacidades internas e as possibilidades externas. A palavra SWOT é um acrônimo formado pelas palavras inglesas: Strengths (forças), Weaknesses (fraquezas), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças).
Para viabilizar a aplicação destas técnicas nos trabalhos é necessário que o pesquisador verifique se o objeto de estudo possui clara definição de "missão", "objetivos", "produtos e indicadores" e "metas", elementos essenciais ao planejamento estratégico (David, 1997).
SWOT é uma ferramenta usada na fase preliminar do processo de tomada de decisões estratégicas onde se faz previsões com base nas análises preliminares. SWOT gera listas, ou inventários das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças que envolvem o empreendimento. As organizações utilizam essas informações para gerar estratégias que se ajustem a suas particularidades, capacidades e objetivos (Johnson et al.,1989).
Por toda sua simplicidade, SWOT é utilizado para diferentes fins daqueles para que se desenvolveu. Hill & Westbrook (1997), comentam que a investigação das práticas consideradas mais relevantes por empresas britânicas mostrou que SWOT é muitas vezes vista como base para uma estrutura analítica, ou utilizada como uma forma de desencadear um amplo debate acerca da posição do grupo social frente à posição estratégica a ser adotada.
Hill & Westbrook (1997), fazem críticas ao método SWOT, para os casos em que haja negligência no planejamento estratégico. Isto suscita duas questões fundamentais: a primeira trata de questionar se o método é apropriado para o julgamento da aptidão de um instrumento analítico que seja exclusivamente baseado em casos de má aplicação.
A SWOT Analysis freqüentemente não permite uma boa comunicação, discussão, e verificação de todos os fatores externos e internos proposto pelas partes envolvidas. É claro que uma referência imprecisa neste tipo de análise dos fatores externos e internos de uma organização serão sempre negativas e afetam a comunicação e a verificação dos fatores propostos e, assim, leva aos piores resultados
Mintzberg (1994) considera que SWOT Analysis em muitos casos gera uma excessiva formalização do processo de tomada de decisão. Muitas organizações
desenvolvem abordagens excessivamente formais de sua gestão estratégica. Essa formalização, ou mesmo o seu sintoma, seria claramente um erro. A culpa de uma excessiva formalização do processo de tomada de decisão por algumas organizações pode estar no mau uso desta ferramenta, ou na má interpretação dos resultados gerados.
A Tabela 2.3 define as forças e fraquezas a serem consideradas e também as oportunidades e ameaças que envolvem a atividade que se deseja avaliar.
Tabela 2.3 – Esquema dos ambientes Interno e Externo de uma SWOT Analysis
Ambiente Interno Ambiente Externo
Pontos Fortes
As características positivas internas que uma organização pode explorar para atingir as suas metas. Referem-se às habilidades, capacidades e competências básicas da organização que atuam em conjunto para ajudá-la a alcançar suas metas e objetivos.
Ex.: equipe altamente capacitada, tecnologia avançada, adaptabilidade às mudanças.
Oportunidades
Características do ambiente externo, não controláveis pela organização, com potencial para ajudá-la a crescer e atingir ou exceder as metas planejadas.
Ex.: novos clientes, disponibilidade de novos canais de divulgação/distribuição, ampliação do escopo de atuação.
Pontos Fracos
As características negativas internas que podem inibir ou restringir o desempenho da organização. Referem-se à ausência de capacidades e/ou habilidades críticas. São, portanto, deficiências e características que devem ser superadas ou contornadas para que a organização possa alcançar o nível de desempenho desejado.
Ex.: sistemas de informação obsoletos, baixa capacidade inovadora. Podem impedi-la de atingir as metas planejadas
Ameaças
Características do ambiente externo, não controláveis pela organização, que pode comprometer o crescimento organizacional. Ex.: surgimento de produtos equivalentes, restrições orçamentárias, novos concorrentes no mercado, dispersão geográfica da clientela.
Nesse método a análise se divide em capacidades internas e externas. Pelas capacidades internas busca-se identificar as forças e as fraquezas da atividade, enquanto o ambiente externo no qual a atividade está deve ser analisado em termos das oportunidades e ameaças presentes.
Baramuralikrishna & Duggar (1998) comentam que a técnica SWOT permite à equipe identificar os problemas e as respectivas ações a serem implementadas para corrigi- los, a partir da análise das forças e fraquezas do ambiente interno do objeto de estudo e das oportunidades e ameaças do ambiente externo, buscando um novo equilíbrio entre essas variáveis. As informações colhidas no ambiente interno, sobre os pontos fortes e fracos da
atividade, devem revelar condições favoráveis para que se indiquem questões que provoquem situações desfavoráveis em relação ao seu ambiente interno.
As informações sobre oportunidades e ameaças podem estar referenciadas, no micro-ambiente, a beneficiários, fornecedores, concorrentes (programas semelhantes de iniciativa de outras esferas de governo). No macro-ambiente podem referir-se a situações econômicas, demográficas, políticas, culturais, tecnológicas, legais, ecológicas, sociais. Essas informações podem ser obtidas de diversas fontes, entre elas entrevistas com os usuários, análise de relatórios de atividades de outras instituições e revistas especializadas. (Hill & Westbrook,1997)
A SWOT Analysis deve ser elaborada preferencialmente com a participação das instituições ou de gerentes envolvidos naquela atividade produtiva, pois são esses atores que melhor conhecem o ambiente no qual atuam. Essa participação contribui para a elaboração de uma análise capaz de refletir a realidade do objeto de pesquisa.
Os pontos fortes e fracos são decorrentes de variáveis internas e controláveis pelo órgão ou instituição que poderá adotar medidas competentes ou usar habilidades e capacidades de seus funcionários para alcançar objetivos previamente estabelecidos. Se não existem funcionários com habilidades e competências requeridas a instituição terá que implementar ações nesse sentido para a partir disso buscar seus objetivos .