2. La sociedad del riesgo como proyecto teórico-empírico
2.1. Raíces histórico-sociales y teóricas
2.1.2. La teoría social alemana de finales de los 70
2.1.2.1. La teoría de sistemas de N. Luhmann
2.1.2.2.2. La teoría social neomarxista de Cl. Offe
Características físicas e de circulação diária são atributos que condicionaram a disposição dos assentamentos comerciais varejistas ao longo dos corredores de circulação, configurando uma ocupação linear.
A concentração das atividades comerciais nas Ruas Artur Machado, Vigário Silva/ Manoel Borges e Tristão de Castro, desde o século XIX, alcançou outras vias contíguas e paralelas, devido ao adensamento e ao aumento do fluxo viário.
O tamponamento dos córregos e a implantação das avenidas criou novas áreas de circulação, que se valorizaram e passaram a atrair atividades terciárias, consolidando o Centro como “principal núcleo de concentração de atividades dinâmicas da cidade”(PDUU, 1980, p.89).
As antigas ruas e praças abrigam a maior parte dos imóveis tombados e inventariados, cujos reconhecidos valores arquitetônico e histórico conferem singularidade ao Centro. O acelerado processo de renovação e a inserção de brises, letreiros e placas transformaram o núcleo histórico, destruindo ou ocultando elementos arquitetônicos de distintos períodos e partidos, assunto que será discutido no próximo capítulo.
O Centro possui quatro praças principais: Rui Barbosa, Henrique Kruger, Manoel Terra e Afonso Pena.
A Praça Rui Barbosa corresponde ao sítio inicial de fundação da cidade; o antigo Largo deu lugar à Praça da Matriz. Do lado oeste da Praça, destacavam-se residências das importantes famílias da época, o prédio da Prefeitura e Câmara de Vereadores; dos lados leste e norte, o casario era destinado a atividades de comércio.
Do final da Rua Artur Machado em direção à Praça, imagina-se um eixo formado por esta via em perspectiva com a estátua do Cristo na torre central da Catedral. Essa era
Figura 63: Uberaba-MG: Centro, 1974.
Fonte: APU.
Figura 64: Uberaba-MG: Centro, 2008.
Fonte: Capucci
Disponivel em: http://www.skyscrapercity.com/showthread.
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a imagem prevalente da antiga rua de comércio. Edifícios de altos gabaritos e o último projeto arquitetônico da Praça apagaram essa imagem.
Na década de 1970, após inúmeras mudanças, a Praça foi descaracterizada da função de lazer para ceder espaço aos automóveis, tornando-se então estacionamento. Nas palavras do Padre de Aquino Prata (APU, 1992):
A Praça Rui Barbosa pareceu-me hoje um campo de experiências. Cada prefeito procura mostrar ali as suas concepções artísticas. Cortaram as palmeiras, tiraram o coreto, acabaram com a fonte luminosa, construíram um mictório público e fizeram da bela e saudosa Praça um mal cheiroso estacionamento de ônibus e um atravancado ponto de camelôs[...]
Situada na esquina da Rua Artur Machado, a casa do fundador da cidade, que tinha no andar térreo famosa loja que vendia artigos importados, foi demolida no início dos anos 1980, dando lugar ao Hotel Chaves. Outros casarões tiveram o mesmo destino sendo substituídos por novos estabelecimentos comerciais, como Elvira Shopping, edifício de dez andares, que destoa do conjunto arquitetônico existente.
Na década de 1990, por iniciativa do prefeito Hugo Rodrigues da Cunha, projetada pelo arquiteto-paisagista Ricardo Ney Ururahy, a Praça ganhou novos contornos e voltou a ter a função de lazer (Figura 65).
No entorno da Praça, a sede central do Jockey Club, famoso pelos bailes promovidos no passado e o Cine Teatro São Luis foram fechados. Do lado oposto, destaca-se um dos últimos casarões remanescentes, que após restauração, foi transformado em sede da Fundação Cultural. A atividade comercial prevalece na praça que conta apenas com uma residência de uso misto habitada por morador.
A Praça Henrique Krugger, outra importante área pública do Centro é conhecida como Praça dos Correios. Construída a partir da urbanização da Avenida Dr. Fidélis Reis no entroncamento com a Avenida Leopoldino de Oliveira, é cercada de edifícios residenciais e mistos, tendo à frente a sede dos Correios. Já foi ponto de embarque e desembarque de passageiros do transporte coletivo, abrigou sanitários públicos e lanchonete. Nenhuma das intervenções conseguiu transformá-la em lugar agradável à população e tampouco pode integrar o comércio do entorno, sendo um espaço precariamente explorado, dada a localização estratégica.
A Praça Manoel Terra é outro importante espaço do Centro. Detentora de uma das paisagens mais belas da cidade abriga exemplar único da arquitetura colonial na região, a Igreja de Santa Rita (Figura 66), tombada pelo IPHAN, em 1937 e transformada em Museu de Arte Sacra, em 1993.
Do lado oposto da Praça encontra-se a sede do Mercado Municipal, inaugurado em 1924, seguido do prédio histórico da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Contando
Figura 65: Praça Rui Barbosa, dec. 1990.
Fonte: Página do Facebook.
Disponível em: <www.facebook.com/UberabaemFotos> Acesso em: 23 jan. 2015
Figura 66: Foto aérea da Praça Manoel Terra, Mercado e Igreja Santa Rita.
Fonte: Guia do Turista UOL
Disponível: http://guiadoturista.uol.com.br/destinos/uberaba Acesso em: 18 abr. 2014.
com estacionamento no entorno do Mercado, a Praça integra diversos estabelecimentos, sendo importante assentamento de comércio.
Outra Praça do Centro é a Afonso Pena, conhecida como Praça da Concha Acústica, devido ao projeto que lhe conferiu palco no formato de concha, em 1971. Após anos sem uso, voltou a sediar eventos culturais, a partir de 2013. Situada nos quarteirões finais da Rua Artur Machado é cercada por residências influindo pouco no comércio do entorno.
Em 1945, os córregos da Manteiga e da Estação foram canalizados, sendo abertas as Avenidas Santos Dumont e Fidélis Reis, respectivamente.
A Avenida Santos Dumont, que liga o Centro ao aeroporto, foi uma das vias que concentravam residências unifamiliares de alto padrão das elites, atraídas pelo status da modernidade, abandonando os antigos casarões das ruas tradicionais. Com o crescimento urbano, muitos dos habitantes dessas vias deixaram essas casas, que passaram a abrigar empreendimentos do terciário.
Na Avenida Leopoldino de Oliveira, entre a Avenida Guilherme Ferreira e a Praça Manoel Terra, as antigas mansões dos anos 40 e 50, encontram-se em grande parte desocupadas ou locadas para o comércio e serviços varejistas. Restaram poucos moradores que dividem a vizinhança esses empreendimentos.
O mesmo processo verifica-se na Avenida Guilherme Ferreira, que ainda possui algumas mansões ocupadas. O prolongamento da Avenida e a consequente urbanização são relativamente recentes.
Nas avenidas do Centro, além das residências unifamiliares de alto padrão, encontram-se atividades comerciais varejistas de maior porte, como farmácias e vendas de mobiliários, além de atividades de atendimento mais amplo como serviços da administração pública, bancos, cartórios, correios e galerias comerciais.
Os assentamentos comerciais varejistas localizados nas ruas do Centro caracterizam- se, na maioria, por pequenos estabelecimentos concentrados nas vias de maior fluxo ou historicamente voltados às atividades mercantis.
O terciário e sua importância na produção do espaço local, bem como as principais transformações sociais, econômicas e culturais que estruturam e configuram o Centro de Uberaba serão discutidos no próximo capítulo.