1 Innledning
3.8 Verneplan for vassdrag og Nasjonale laksevassdrag
1.2.1
Isospin de uma Partícula
Em 1932, Werner Heisenberg sugeriu a possibilidade das partículas constituintes do núcleon ou núcleo atômico (próton e nêutron) serem, na verdade, a mesma partícula com diferentes ŞestadosŤ e propôs uma modelagem matemática para descrevê-los chamada es- tado de spin isotópico de um núcleon. Assim como a fase de uma partícula carregada é representada por um número complexo de módulo 1 e as mudanças de fase são realizadas pela ação de 𝑈(1) em 𝑆1 (rotação), o spin isotópico de um núcleon é representado por
um par de números complexos cuja soma dos quadrados das normas é 1 e as mudanças de spin isotópico são realizadas pela ação de 𝑆𝑈(2) em 𝑆3. Em 1954, C.N. Yang e R.L.
Mills construíram uma teoria de spin isotópico que era estritamente análoga à teoria clás- sica do eletromagnetismo. Eles foram levados a considerar funções potenciais com valores matriciais (denotadas por 𝐵Û) e campos correspondentes (𝐹ÛÜ) construídos a partir das
derivadas das funções potenciais. A ideia que envolve a teoria (invariância por cali-
bre) foi assumir que, quando os efeitos do eletromagnetismo podem ser desprezados, as
interações entre núcleons deveriam ser invariantes em relação às ŞrotaçõesŤ arbitrárias e independentes do estado de spin isotópico em cada ponto do espaço-tempo. Isso é intei- ramente análogo à invariância das interações do eletromagnetismo clássico em relação às mudanças de fase arbitrárias e tem efeito de ditar as propriedades de transformação das funções potenciais 𝐵Û em relação a uma mudança de calibre, sugerindo uma combinação
apropriada de 𝐵Û e suas derivadas para agir como o campo 𝐹ÛÜ, a saber,
𝐹ÛÜ = 𝜕𝐵Û 𝜕𝑥Ü ⊗ 𝜕𝐵Ü 𝜕𝑢Û + 𝑖𝜖(𝐵Û𝐵Ü ⊗ 𝐵Ü𝐵Û). (1.2.1) Compare (1.2.1) com (3.2.10).
A física do spin isotópico levou Yang e Mills a proporem certas equações chamadas
equações de Yang-Mills (ver detalhes na seção C.2 do Apêndice C)
em conjunto com a identidade de Bianchi (ver seção C.3 do Apêndice C)
𝑑AF = 0 (1.2.3)
as quais as funções potenciais 𝐵Ûdeveriam satisfazer. Em 1975, Belavin, Polyakov, Schwartz
e Tyupkin [BPST75] encontraram um número considerável de soluções dessas equações as quais chamaram de ŞpseudoparticulasŤ. Mostraremos neste trabalho que estas soluções coincidem formalmente com os pullbacks (5.1.9) (Capítulo 5) para R4 das conexões no
Ąbrado de Hopf (apenas o caso 𝑛 = 0 aparece explicitamente em [BPST75] o qual mostra- remos ser solução das equações de Yang-Mills no Capítulo 4). Esta observação foi expli- citada por Trautman [Tra77] e depois generalizada por Nowakowski e Trautman [NT78]. A grande quantidade de pesquisa feita sobre a relação da Teoria de Yang-Mills clássica (ver Apêndice B) e a geometria e topologia de conexões têm produzido, não apenas re- sultados belíssimos na matemática desta era, como também um profundo entendimento da estrutura das teorias físicas fundamentais. Para o leitor interessado sugerimos [FU84] e [Law85] para mais detalhes.
Os potenciais A de maior interesse na física são aqueles que (localmente) minimizam o funcional de Yang-Mills (seção 2 - Capítulo 4) dado por
𝒴ℳ(A) = ‖F‖2 =∫︁
R4‖F(𝑞)‖
2(𝑑vol
R4) (1.2.4)
Mostraremos no Apêndice C que aplicando as técnicas de cálculo variacional para escrever as equações de Euler-Lagrange encontramos as equações de Yang-Mills (1.2.1) para o potencial A. Em coordenadas usuais em H = R4 estas equações são dadas por
3
∑︁
Ð=0
(𝜕ÐℱÐÑ + [𝒜Ð,ℱÐÑ]) = 0, Ñ = 0, 1, 2, 3 (1.2.5)
onde 𝒜Ð e ℱÐÑ são como em (3.2.10). Este é um sistema de equações diferenciais parciais
de segunda ordem, não-lineares das componentes 𝒜Ð do potencial A. A não linearidade
das equações é vista como a representação da interação do campo de Yang-Mills consigo mesmo, algo que não ocorre na teoria clássica do eletromagnetismo (isto porque o grupo de calibre é 𝑈(1), abeliano, então todos os colchetes de Lie são zero). Os potenciais BPST
AÚ,𝑛 (5.1.9) são todos soluções das equações de Yang-Mills.
Uma maneira de desenvolver a teoria quântica é fazendo uso do método do funcional integral de Feymann que envolve a integração de exp(i𝑆) onde 𝑆 é a ação. Usando uma continuação analítica para o tempo imaginário, o espaço de Minkowski é substituído pelo espaço Euclidiano de dimensão 4, a ação Euclidiana é um múltiplo positivo de i e portanto o integrando exp(i𝑆) torna-se uma exponencial de decaimento cujo valor máximo ocorre no mínimo da ação Euclidiana. Então é de um signiĄcado importante determinar os mínimos absolutos de 𝒴ℳ. Estes mínimos, chamados instantons, cujo estudo é um dos objetivos principais deste trabalho, são também os que serviram de inspiração para Donaldson
apresentar uma revolução na Topologia de dimensão baixa. Os mínimos são soluções das equações de Yang-Mills, mas também podem ser caracterizados como soluções de um outro sistema de equações, mais simples, que descreveremos na seção 1 do Capítulo 4 dado por
*F = ⊗F (1.2.6)
Através da identidade de Bianchi vemos que F é solução de (1.2.1).
De uma maneira inteiramente análoga ao caso complexo, para o estado de spin 1 2,
existe o Ąbrado de Hopf quatérnio 𝑆𝑈(2) ˓⊃ 𝑆7 ⊃ 𝑆4 ≍= HP1 cuja conexão natural ω
registra, como dissemos no início dessa seção, a mudança do estado de isospin de uma partícula, dada pela ação de 𝑆𝑈(2) sobre as Ąbras da esfera 𝑆7 difeomorfas a 𝑆3. Nosso
objetivo é mostrar como se dá esta construção a partir da 1-forma de Cartan Θ𝐺, para
𝐺 = 𝐺𝐿(2, H), a partir da qual encontraremos a conexão natural ω do Ąbrado de Hopf e por meio do pullback da mesma encontramos instantons para quando 𝑛 = 0 e Ú = 1. Um estudo mais a fundo é feito das conexões 𝜌*
𝑔ω, onde 𝜌 é uma ação natural à esquerda
de 𝑆𝐿(2, H) sobre 𝑆7, em dois subgrupos particulares de 𝑆𝐿(2, H) o que nos dá todos os
BPST instantons (5.1.9) e (5.1.10). O estudo destas conexões leva à construção do que será chamado espaço moduli ℳ das conexões ASD do Ąbrado quatérnio de Hopf, assunto principal deste trabalho.
2 Preliminares
Neste capítulo premilinar Ązemos um resumo dos ítens de geometria diferencial ne- cessários para o desenvolvimento do curso principal deste trabalho. Como referência para este capítulo usamos, principalmente, [Nab10] e [Nab11].