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10 The methods to be used: PEST Analysis

10.2 Economic Analysis

10.2.8 Tax saving

Esses grupos de máquinas tendem a ser dominados por empresas estrangeiras e a produção encontra-se distribuída no país. São empresas, em geral de grande porte, e não voltados exclusivamente para o circuito espacial de produção sucroalcooleira. Dentre os fabricantes de caminhões destaca-se a Volkswagen, empresa alemã com ampla produção no segmento automotivo de veículos leves e pesados no Brasil. A empresa possui uma linha de caminhões exclusivamente voltada para o setor sucroalcooleiro, denominada de VW Canavieiro, este produto foi desenvolvido para as diversas operações sucroalcooleiras, que vão desde o transbordo da cana picada na colheita ou de mudas no plantio, até o combate a incêndio como bombeiro. Estes veículos contam com itens específicos para a aplicação, como escapamento vertical, grade de proteção dianteira, engate traseiro, proteção contra palha no motor e câmbio, além de climatizador agrícola. Todos os modelos já saem da fábrica da MAN LatinAmerica33 prontos para receber os itens necessário para o uso nas diferentes etapas da

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A Biochamm Caldeiras e Equipamentos Industriais Ltda é uma empresa sólida no ramo de fabricação de caldeiras. Contando com o apoio integral da WVT alemã (proprietária da Bioflamm na Alemanha) e de outras empresas de nível internacional, juntamente com sua equipe técnica, a Biochamm é hoje uma das empresas que mais cresce no setor de queima de biomassa. Está localizada em Agrolândia-SC.

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produção sucroalcooleira. Em Alagoas, as vendas podem ser intermediadas pelas concessionárias da rede Volkswagen, espalhadas por basicamente todo estado.

Na produção de tratores, a empresa mais utilizada pelas usinas alagoanas pesquisadas é a John Deere34, com fábrica localizada em Montenegro-RS. Esta empresa detém enorme influência mundial no segmento de tratores, plantadeiras e colheitadeiras e dispõe de produtos específicos para o trato com a cana-de-açúcar, a exemplo do trator 7715 que possui 182 cavalos de potência e do modelo 8430, que se destaca pela eficiência no consumo de combustível, atuando com uma potência de 310 cavalos que proporciona reserva de torque suficiente para trabalhar com implementos mais pesados e em várias operações da atividade canavieira. Alagoas conta com uma revendedora exclusiva dos produtos John Deere, a PEMAGRI – Peças e Máquinas Agrícolas Ltda., localizada em Maceió-AL (Figura 37).

Figura 37: Revendedora dos produtos John Deere em Alagoas

Fonte: PEMAGRI, 2014 (www.pemagrijd.com.br).

Além da revenda de tratores a PEMAGRI ainda trabalha com a série de plantadeiras e colheitadeiras John Deere e possui parceria com alguns grupos sucroalcooleiros alagoanos, a exemplo do Grupo Toledo e do Grupo Santo Antonio. A referida empresa ainda trabalha no

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segmento de manutenção e assistência técnica aos clientes, o que reflete ainda mais seu poder de influência no centro do circuito espacial de produção sucroalcooleira em Alagoas.

Com relação as plantadeiras, colheitadeiras e outros o Brasil possui vários tipos destes equipamentos voltados para a produção da cana-de-açúcar e outras commodities. Estas empresas também são responsáveis por grandes fatias do mercado mundial, são elas: Santal Equipamentos S/A, localizada em Ribeirão Preto-SP e Civemasa Implementos Agrícolas Ltda, localizada em Matão-SP, ambas brasileiras e com grande potencial mundial. Entre as multinacionais destaca-se a Case IH, que possui uma fábrica na cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, além da John Deere, já destacada anteriormente. Para atender a demanda do circuito espacial produtivo sucroalcooleiro em Alagoas, estas empresas dispõem de unidades de revendas credenciadas em Maceió, capital do estado. A Santal possui um representante que abrange todo o Nordeste, a Santal - Nordeste Implementos Ltda.; a Civemasa, possui vários distribuidores, dentre eles destaca-se a Maqtral Maqs - Peças Tratores Alagoas Ltda., Tratoral -Tratores de Alagoas Ltda. e Cycosa - Tratores e Máquinas Ltda.; e por fim a Case IH possui uma revenda autorizada, a Case Technico.

Vale destacar que, esses equipamentos vendidos e/ou revendidos são dotados de ciência e técnica, o que explica o motivo de sua produção não ocorrer em todos os lugares. Na realidade, a materialização desses objetos se dá nos principais centros nacionais e regionais do Brasil, bem como, em alguns estados com tradição no desenvolvimento tecnológico na área sucroalcooleira. E, outros são de origem internacional, com destaque para os Estados Unidos. O mapa 07 apresenta as interações espaciais das empresas citadas e a convergência existente no município de Maceió-AL, ponto principal de distribuição dos produtos.

Como se pode verificar, a informação dissipada pelo território por meio de redes técnicas materiais e imateriais passa a ser chave para a produção e estruturação dos circuitos espaciais de produção. A conexão entre os lugares amplia a possibilidade da produção, circulação e do consumo e dita muitas vezes a dinâmica interna das empresas. Desse modo, Corrêa (2006) denomina tal processo de interações espaciais e o define como,

[...] um amplo e complexo conjunto de deslocamentos de pessoas, mercadorias, capital e informação sobre o espaço geográfico. Podem apresentar maior ou menor intensidade, variar segundo a frequência de ocorrência e, conforme a distância e direção caracterizar-se-á por diversos propósitos e se realizará através de diversos meios e velocidade (CORREA, 2006, p. 279).

Nesse viés, as interações espaciais no período da globalização se revelam de maneira complexa. Isto é, resultante pelo “fato de cada centro urbano fazer parte de várias redes de cidades, redes vinculadas aos múltiplos papéis que desempenham e em parte associados às grandes corporações multifuncionais e multilocalizadas, elas próprias organizadas sob a forma de redes” (CORRÊA, 2006, p. 102). Dessa maneira, as empresas se organizam de modo a formar uma rede com um ponto de distribuição regional maior, apropriando-se e usando o território. Assim sendo, ainda de acordo com Corrêa (1992), na fase atual do capitalismo as corporações multifacetadas e com múltiplas localizações desempenham o mais importante papel na organização do espaço, atuando em amplos e diferenciados territórios por elas controlados, deste modo garantindo eficientemente a acumulação capitalista e a reprodução de suas condições de produção.

4.3.4 A circulação de bens de capitais, bens intermediários e de consumo nos circuitos espaciais de produção sucroalcooleira em Alagoas.

A configuração do circuito espacial de produção sucroalcooleira em Alagoas articula- se, como já observado nos itens anteriores, com outros setores da economia, adquirindo diferentes fontes de materiais e objetos que garantirão a produção final sucroalcooleira. São empresas e/ou indústrias que se constituem em importantes agentes na consolidação de vários projetos hegemônicos. Estas dividem-se em grupos a partir de seus segmentos, formando uma circulação que inclui bens de capitais, que são aqueles utilizados na fabricação de outros bens, mas que não se desgastam totalmente no processo produtivo. É o caso, por exemplo, de máquinas, equipamentos e instalações, isto é, equipamentos e máquinas agrícolas, equipamentos de transporte e equipamentos para a unidade produtora (caldeiras, instalações, esteiras, entre outras). São usualmente classificados no ativo fixo das empresas, e uma de suas características é contribuir para a melhoria da produtividade e da mão de obra.

Já os bens intermediários, são aqueles que são transformados ou agregados na produção de outros bens e que são consumidos totalmente no processo produtivo (insumos, matérias-primas e componentes).

Por sua vez, os bens de consumo destinam-se diretamente ao atendimento das necessidades humanas. Em decorrência da durabilidade de seus produtos (açúcar e álcool) o setor sucroalcooleiro se enquadra na faixa de produção constituinte de bens não duráveis.

Dessa forma, entende-se que dificilmente será possível compreender a estrutura do circuito espacial de produção sucroalcooleira sem levar em conta a configuração dos setores

industriais inter-relacionados e as formas e características das ligações que se estabelecem entre eles. Este conjunto de elementos, de fato, possibilita uma apreensão estrutural e organizacional das atividades agrícolas e industriais da cana-de-açúcar, uma visão para além dessas instâncias, o que torna a totalidade uma característica importante e fundamental na referida análise.

4.4 Os círculos de cooperação formados pelos principais órgãos nacionais que viabilizam