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6.2 S UB AIMS

7.1.3 T HE HYDROLYSIS OF OSELTAMIVIR

Esforços estão sendo desenvolvidos pelo Sebrae e instituições de ensino e pesquisa, como o GVCes, para municiar as MPMEs de condições de concorrer no mercado internacional e de se apropriar das novas oportunidades de negócios que estão surgindo devido à sustentabilidade, o que é possível por meio da inovação. Para Santos (2012, p.79) “só haverá competitividade no futuro se o modelo de negócio for sustentável; competitividade passa pela questão ambiental, pela eficiência econômica e contribuição social”. Barretto (2014) afirma que as ações sustentáveis desenvolvidas pelo conjunto das MPEs ainda são pontuais e centradas na melhoria de processos. O entendimento da sustentabilidade de forma transversal e como uma estratégia de negócio ainda não se constitui em uma conduta da maioria dos pequenos negócios. A tendência, no entanto, é o aumento da visão pautada pela sustentabilidade como estratégia para o fortalecimento e crescimento de empreendimentos de pequeno porte.

Com o objetivo de fortalecer as práticas e a cultura da sustentabilidade entre as MPEs, o Sebrae tem estabelecido algumas prioridades de negócio criadas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e a busca da eficiência energética. Além disso, o órgão desenvolve ações para inserir as MPEs em cadeias de valor de organizações de grande porte, o que pressupõe mais inovação em processos, métodos e investimentos em tecnologia. Elkington (2014, p. 93) aponta para uma tendência global de “implementação de negócios movidos pela colaboração entre os próprios negócios ou entre os negócios e a comunidade”. Com a pressão pela sustentabilidade exercida pelo mercado, stakeholders, ativistas, órgãos de regulação, governos e organismos multilaterais a colaboração entre as empresas e outros setores da sociedade ou comunidade de negócios vem tomando várias formas. Uma delas é a articulação visando à inserção de pequenas e médias empresas em cadeias de valor de organizações de grande porte. Para Elkington (2014) essa atitude não é movida pela intenção de proteger os interesses dos “jogadores pequenos”, mas embute o “reconhecimento crescente” de que “inovações cruciais de amanhã virão de empresas pequenas das quais nunca ouvimos falar” (ELKINGTON, 2014, p. 93).

O Fórum de Inovação da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (FGV) elaborou um inventário de inovação e, como resultado desse trabalho, estabeleceu seis

dimensões que são apresentadas no Quadro 9 e podem ser utilizadas na elaboração de diagnósticos em organizações inovadoras.

Quadro 9 – Dimensões da organização Inovadora

1 – Processo de inovação: existência de processo conhecido por todos para o desenvolvimento de qualquer ideia inovadora;

2 – Modelo de gestão para inovação: elementos nas práticas de gestão da empresa que estimulem a geração de ideias, o enfrentamento de riscos e o aprendizado;

3 – Liderança e intenção estratégica para a inovação: coerência entre discurso e prática; 4 – Cultura para a inovação: presença de elementos da cultura que favoreçam a inovação, como aprendizagem encorajada, facilidade de compartilhamento de ideias e críticas, soluções de conflitos abertamente e ausência do medo de errar;

5 – Interpretação de sinais: ações e mecanismos da empresa para receber e interpretar precocemente os sinais de mercado que apontem para oportunidades ou mudanças, traduzindo esses sinais em ações de inovação;

6 – Predisposição para parcerias e alianças: habilidade da empresa em buscar fora de seus muros as parcerias e alianças para desenvolver a inovação idealizada.

Fonte: GVCes (2012, p. 46)

Essas dimensões são utilizadas para analisar casos de inovação para a sustentabilidade em cadeias de valor protagonizadas por empresas de menor porte. Para o GVCes (2012, p.48) as “MPMEs representam uma fonte abundante de ideias e soluções que refletem o perfil criativo e empreendedor da população brasileira”, que necessitam de parcerias e aporte financeiro para que sejam transformadas em inovação. A pesquisa Inovação Tecnológica (IBGE, 2008) sinaliza para uma relação muito próxima entre o porte da empresa e a inovação. Segundo o estudo 71,96% das grandes indústrias e 67,2% das empresas de serviços inovaram em produto ou processo, enquanto que o índice para o mesmo tipo de inovação em MPEs oscila entre 35% e 40% (GVCes, 2012).

Segundo Porter (2014)31 grandes empresas com negócios em todo o mundo estão fazendo revisões nas suas políticas de compras de matérias-primas, insumos ou serviços, bem como nos canais de distribuição de seus produtos. Os novos conceitos deixam de priorizar o critério do menor preço para a aquisição de suprimentos e passam a considerar práticas que gerem valor e desenvolvimento aos fornecedores e às comunidades nas quais estão inseridas, o que fortalece a inserção das MPMEs que fazem parte das cadeias de valor de grandes organizações.

31 A íntegra da apresentação feita por Michael Porter sobre o novo modelo de relacionamento e negócios entre

Estudo realizado pelo Instituto de Alta Performance da Accenture (2015) aponta vantagem para pequenas e médias empresas na disputa pelos negócios em um cenário de economia digital. Como suas estruturas são menos burocráticas e mais ágeis se adaptam mais facilmente à realidade digital. Segundo Ovanessof (2015, p.4)32 a era digital beneficia quem é ágil, flexível e rápido e não a tradicional vantagem da escala: “A natureza da economia digital anuncia uma competição em que ser grande nem sempre é vantagem. Este é um grande momento para as PMEs”.

O Quadro 10 apresenta as principais ideias abordadas nesse capítulo e qual a perspectiva adotada para a realização do estudo.

Quadro 10 – Perspectivas do Empreendedorismo/MPMEs e alinhamento à pesquisa Empreendedorismo - Sentido

Amplo

MPMEs

- Escolha de um número cada vez maior de pessoas no Brasil e no mundo;

- Aumento do empreendedorismo por oportunidade, a partir do ano 2000; Antes, a maioria das pessoas que abriam empresas, o faziam porque não tinham outra opção de sobrevivência;

- Ter o próprio negócio é o terceiro maior sonho dos brasileiros. É superado apenas pelo projeto da casa própria e desejo de viajar pelo Brasil. Fazer carreira em outra empresa ocupa a oitava posição.

- Elevada participação na economia do país, em geração de empregos e renda; - As MPMEs são fundamentais para viabilizar políticas que visam à melhoria da qualidade de vida por meio do trabalho decente;

- Elas têm importância fundamental na geração de renda no interior do país, onde então 70% das MPEs;

- No seu conjunto, as MPEs apresentam baixos índices de inovação e direcionamento ao mercado internacional;

- Órgãos institucionais e de ensino e pesquisa desenvolvem programas para estimular a competitividade das MPMEs, por meio do incentivo à inovação, programas de melhoria na sua gestão e inserção em cadeias de valor de grandes organizações;

32 Armen Ovanessoff é diretor-chefe do Instituto de Alta Performance da Accenture. Entrevista concedida ao

- Estudiosos dizem que algumas empresas pequenas – não todas – tendem a se tornar conhecidas no futuro pelas suas inovações em produtos e serviços;

- Têm mais flexibilidade em um mercado baseado na economia digital. Suas estruturas são menos rígidas e burocráticas.

Perspectiva adotada no estudo

As MPMEs como geradoras de valor, trabalho, inovação e sustentabilidade. Têm papel importante na sedimentação de conceitos e práticas que fortaleçam a perspectiva do desenvolvimento sustentável.

Fonte: pesquisadora

O objetivo desse capítulo foi trazer algumas perspectivas que justificam a realização dessa pesquisa. A elevada participação das MPMEs no cenário socioeconômico e sua importância na disseminação de conceitos que contribuem para o desenvolvimento sustentável são algumas das motivações para o estudo. No entanto, foi possível constatar que as pequenas empresas, na sua maioria, ainda estão em uma etapa de formalização, o que é um indicador das dificuldades que enfrentam para conseguir a sua própria sustentabilidade.

CAPÍTULO 3 – O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO PARA A CONSTRUÇÃO DA