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9.7 C OUPLING OF THE LIGANDS WITH A MODEL SUBSTANCE

9.7.3 S PEED OF OSELTAMIVIR HYDROLYSIS

Os termos públicos e stakeholders costumam ser utilizados como sinônimos. No entanto, de acordo com Grunig (2011) há uma pequena diferença entre os dois conceitos. Segundo ele, “ públicos se formam quando as organizações tomam decisões que têm consequências sobre as pessoas que se encontram dentro e fora da organização, e que não participaram do processo decisório” (GRUNIG, 2011, p. 88). França (2011, p. 299), com base na Teoria Situacional dos Públicos (Grunig e Hunt, 1989, 1997, 1984) diz que existem quatro tipos de públicos: o não público que não tem relacionamento algum com a empresa; público latente que, apesar de passivo, pode ser considerado um público potencial, se receber informações sobre a empresa; público consciente, que reconhece a existência de um problema e tentará resolvê-lo e, por último, “o público ativo, que conhece os problemas e se envolve com a organização, podendo ser favorável ou hostil”. Freeman (1984) conceituou os públicos como stakeholders considerando o potencial ou capacidade de que esses grupos têm para afetar ou de serem afetados pelas organizações, enquanto Carrol (1998) definiu stakeholders como as partes interessadas, todos que, de alguma forma, têm interesses em jogo na sua relação com as empresas (FRANÇA, 2011).

A partir da sua visão a esse respeito, França (2011, p. 290) desenvolveu o que chamou de “conceituação lógica de públicos” e os definiu em públicos essenciais, públicos não essenciais e redes de interferência, conforme o Quadro 12:

Quadro 12 – Conceituação Lógica de Públicos (França 2008 apud França 2011) Públicos Definição

Essenciais São fundamentais para constituição e manutenção da estrutura, gestão, sobrevivência e execução das atividades-fim.

Constitutivos: Possibilitam a existência da empresa como os empreendedores, sócios e investidores e o governo, que tem o poder de autorizar ou não o funcionamento da organização.

Não constitutivos/de sustentação: são imprescindíveis mas não interferem, diretamente, na constituição da empresa. É o caso dos colaboradores, clientes, consumidores, fornecedores etc.

Não Essenciais Redes de interesse específico. Por serem acidentais, não participam das atividades- fim. São divididos em redes de consultoria, divulgação e promoção; redes de setores associativos; redes de setores sindicais; redes de setores comunitários.

Redes de Interferência

Por conta de sua liderança e representatividade perante o mercado, podem gerar interferências indesejáveis para a organização ou apoiá-la. São divididas em rede de concorrência; redes de comunicação de massa; redes ativistas e ideológicas; grupos de pressão.

Hardt (2006) apresenta outra visão sobre os grupos que são afetados ou com potencial de serem atingidos pelas empresas. Seu conceito, definido como Transatividade Radical (Hardt e Sharma, 2004 apud Hardt, 2006) pressupõe que as organizações rompam barreiras e acessem os stakeholders, definidos pelo autor como periféricos e que, portanto, estão fora do campo de visão das empresas. A perspectiva de Hardt (2006) está associada à proposta de atendimento das necessidades dos grupos que estão à margem dos processos de decisão das organizações em investimentos, negócios e inovação. Segundo ele, “o conhecimento e o aprendizado de stakeholders isolados sinalizam para as empresas investimentos que devem fazer em recursos e capacidades apropriadas, permitindo-lhes gerar novas estratégias para a criação de valor” (HARDT, 2006, p. 172).

Para concluir esse capítulo, o Quadro 13 apresenta as perspectivas adotadas pelo presente estudo no que se refere ao processo de comunicação e relacionamento para a construção da sustentabilidade das MPMEs pesquisadas.

Quadro 13 – Processo de comunicação para a sustentabilidade e perspectivas do estudo

Processo de Comunicação (Sentido amplo) Processo de Comunicação (Sustentabilidade) - Significados compartilhados e criação de sentido. - Processo interativo e colaborativo.

- Abandono da visão emissor- receptor.

- Organizações como

fenômenos de comunicação. - A comunicação como elemento constitutivo das organizações.

- A cultura organizacional como resultado da troca de significados realizada no processo de comunicação.

- Modelos de Relações Públicas e definições de públicos e

stakeholders.

- Processo de comunicação como meio de engajamento e

aprendizagem sobre sustentabilidade.

- Interação e colaboração entre as partes interessadas e a organização.

- Mais do que informar sobre os benefícios, a comunicação precisa tratar do valor criado e compartilhado com as partes interessadas.

- Adoção de uma perspectiva intercultural (cross-cultural)

considerando que as empresas e suas redes de stakeholders estão inseridas em um ambiente globalizado e multicultural.

- Estratégias de comunicação para a sustentabilidade são desafiadas a considerar os

stakeholders periféricos e não

somente os tradicionais e mais conhecidos.

Perspectiva adotada pelo estudo

O processo de comunicação como fator de aprendizagem e criação de uma cultura que mobiliza a organização e sua rede de

stakeholders (ou públicos) na direção da sustentabilidade como seu

objetivo-fim.

No presente estudo públicos e stakeholders são entendidos como sinônimos.

Fonte: pesquisadora

Esse capítulo apresentou os autores e as perspectivas que fundamentaram a pesquisa no que se refere ao processo de comunicação. Observou-se que a comunicação é elemento constitutivo das organizações e que o compartilhamento de significados, por meio do processo de comunicação, cria a cultura organizacional (Ferrari, 2011; Christensen, Morsing e Thyssen, 2013). No cenário abordado, a comunicação adquire características colaborativas, o que está em linha com a necessidade de inserção e engajamento dos stakeholders no projeto de sustentabilidade das empresas pesquisadas.

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS, RESULTADOS E ANÁLISE DA PESQUISA

Este capítulo apresenta os procedimentos metodológicos que nortearam a realização do estudo, detalha os principais resultados da pesquisa e apresenta a análise dos dados obtidos, com base na bibliografia estudada. O conteúdo é dividido em três partes. A primeira trata dos objetivos, metodologia e dos critérios de seleção da amostra de MPMEs pesquisadas. A segunda parte do capítulo relaciona os principais resultados dos questionários enviados e que foram divididos em: a) caracterização das MPMEs e dos participantes do estudo; b) entendimento das MPMEs sobre sustentabilidade; c) visão das MPMEs sobre a comunicação; d) opinião das MPMEs sobre aspectos com potencial de transformar o cenário dos seus negócios. Na terceira parte do capítulo é apresentada a análise dos resultados da pesquisa levando em conta as respostas dos participantes aos questionários enviados, entrevistas realizadas, bibliografia pesquisada e fontes secundárias. Os dados apurados foram dispostos na matriz balizadora das informações da pesquisa formada por dois eixos, processo de comunicação e estágios de sustentabilidade.