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Sysselsettings- og inntekts-

A análise estatística de associação entre o desfecho e a classificação de indivíduos com pancreatite pelo clinical severity index não evidenciou diferenças estatisticamente significativas. Este resultado difere do apresentado no estudo de Mansfield, James & Robertson (2008). No entanto, foram observadas algumas semelhanças com este mesmo estudo, na medida em que os sistemas endócrino, renal e hematopoiético, assim como a presença de complicações locais não apresentaram uma associação significativa com o desfecho; relativamente aos sistemas avaliados e classificados, em ambos os estudos, a classificação igual a zero foi aquela que apresentou uma maior percentagem de animais em

todos os sistemas (com exceção do sistema hematopoiético e das complicações locais, no estudo de 2008, onde uma maior percentagem apresentou uma classificação igual a 1); a mortalidade geral de ambos os estudos é semelhante (23,0% no estudo de 2008 vs. 36,0% no presente estudo); nenhum dos indivíduos atingiu uma classificação máxima (igual a 10) em ambos os estudos, tendo a classificação máxima no estudo de 2008 sido igual a 6 e apenas observada num indivíduo com DF. Já no presente estudo, a classificação máxima foi de 5, também apenas observada num indivíduo com DF; as classificações mais baixas (iguais a 0 e a 1) foram as que apresentaram um maior número de indivíduos em ambos os estudos (24,6% no estudo de 2008 para classificação igual a 0 vs. 27,3% no presente estudo e 24,6% no estudo de 2008 para classificação igual a 1 vs. 36,4% no presente estudo); a mortalidade em animais com uma classificação igual ou superior a 4 foi semelhante (53,0% no estudo de 2008 vs. 50,0% no presente estudo), ainda que esta seja uma interpretação difícil de fazer, visto que apenas dois cães apresentaram classificações iguais ou superiores a 4 no presente estudo, tendo apenas um tido um DF.

Ainda assim, contrariamente ao estudo de Mansfield, James & Robertson (2008), os sistemas cardíaco e respiratório, bem como a integridade intestinal e as pressões hidrostática e oncótica, não apresentaram uma associação estatisticamente significativa com o desfecho. Já o sistema hepatobiliar mostrou, neste estudo, uma associação estatisticamente significativa com o desfecho. Contudo, os resultados obtidos foram desconcertantes, na medida que indivíduos com DNF apresentam uma mediana superior (1,00) à dos indivíduos com DF (0). De fato, todos os indivíduos com classificação igual a 2 apresentaram um DNF, bem como a maioria com classificação igual a 1 (83,3%), não tendo havido nenhum com uma classificação igual a 3. O fato de não ter sido avaliada a atividade de AST, e de não se poder excluir a presença de obstrução biliar, pode ter levado a uma atribuição errada de classificação deste sistema e assim terem sido atribuídas classificações mais baixas a alguns dos animais. Além disto, em nenhum dos cães foram registadas alterações do sistema cardíaco. No geral, em todos os sistemas avaliados, as classificações mais baixas foram as que apresentaram maiores percentagens de pacientes, havendo uma tendência para a diminuição destas à medida que as classificações foram aumentando. De fato alguns dos sistemas não apresentaram nenhum animal com a classificação máxima, como foi o caso do sistema hepático, hematopoiético (também não se observaram indivíduos com classificações iguais a 2 e a 3), respiratório e pressões hidrostática e oncótica. Como já referido, também não foram registadas complicações locais nem alterações do sistema cardíaco.

As taxas de mortalidade para cada grupo de classificação de cada sistema, quando em comparação com o estudo de Mansfield, James & Robertson (2008), apresentam também valores bastante diferentes. Enquanto nesse estudo se observa uma tendência geral para o aumento da mortalidade com o aumento da classificação, em cada sistema, o mesmo não ocorre no presente estudo. De fato, este aumento na mortalidade com o aumento da

classificação só se observa nos sistemas endócrino (ainda que a mortalidade do grupo com classificação igual a 1 seja ligeiramente inferior à do grupo com classificação igual a 0), hematopoiético e para a integridade intestinal. Os restantes sistemas apresentam mortalidades bastante elevadas para classificações mais baixas, quando em comparação com classificações mais elevadas. São exemplos desta constatação o sistema hepático, em que o grupo com classificação igual a 0 teve uma mortalidade de 53,8%, enquanto o grupo com classificação igual a 1 teve uma mortalidade de 16,7%; o sistema respiratório, em que o grupo com classificação igual a 0 teve uma mortalidade de 40,0%, enquanto o grupo com classificação igual a 1 teve uma mortalidade de 28,6%; e as pressões hidrostática e oncótica, em que o grupo com classificação igual a 0 teve uma mortalidade de 38,9%, enquanto o grupo com classificação igual a 1 teve uma mortalidade de 25%.

Relativamente à classificação final, também se observaram diferenças entre o presente estudo e o estudo de Mansfield, James & Robertson (2008). Além do não se ter observado uma associação estatisticamente significativa entre o clinical severity índex e o desfecho (ao contrário do estudo de 2008), a classificação máxima obtida foi de 5 (observada em apenas um cão) enquanto no estudo de 2008 foi observado um animal com uma classificação de 6. A percentagem com classificações iguais a 3 e a 4 foi também maior no estudo de 2008 (13,1% vs 9,1% para classificação igual a 3 e 19,7% vs. 4,6% para classificação igual a 4), e a percentagem de cães com classificação igual a 2 foi inferior (9,8% vs. 18,2%). No presente estudo foi observada uma distribuição normal dos indivíduos pelas diferentes classificações, o que não ocorreu no estudo de 2008. Neste último, a mortalidade em cada grupo de classificação foi aumentando com o aumento da classificação (com exceção do grupo com classificação igual a 3, que teve uma mortalidade de 12,5%, enquanto o grupo com classificação igual a 2 teve uma mortalidade de 33,3%), sendo a mortalidade dos grupos com classificação igual a 0 e a 1 bastante reduzida (6,7% em cada um) e de 100% para a classificação igual a 6. Já no presente estudo, a mortalidade para o grupo com classificação igual a 0 é bastante elevada (33,3%), assim como no grupo com classificação igual a 2 (75,0%), registando-se depois uma diminuição nos dois grupos seguintes (50,0% para uma classificação igual a 3 e nula para uma classificação igual a 4). Ainda assim, à semelhança do estudo de 2008, o único cão com classificação mais elevada (classificação igual a 5) teve um DF.

Relativamente à análise estatística de associação entre o tempo de internamento e a classificação pelo clinical severity index não foram observadas diferenças estatisticamente significativas. Já o estudo de Mansfield, James & Robertson (2008) apresentou uma elevada correlação entre os dias de internamento e a classificação pelo clinical severity índex.

Os fatores que podem explicar as diferenças entre o presente estudo e os estudos de Mansfield, James & Robertson (2008) e de Ruaux e Atwell (1998) incluem: 1) a amostra deste estudo é bastante mais reduzida (22 animais vs. 61 e 68, respetivamente), o que diminui o

número de cães em cada grupo de classificação e dificulta a retirada de conclusões; 2) a inclusão de todos os casos, mesmo que não se tratem de PA (visto que não foi feita a distinção dos casos de PA entre PC); 3) a não avaliação de todos os parâmetros necessários para classificação de acordo com os critérios de ambos os estudos, o que significa que muitos dos animais podem apresentar uma classificação superior à atribuída neste estudo. Além disto, visto tratar-se de um estudo retrospetivo, a leitura dos registos pode dificultar a deteção de alterações (ou estas podem mesmo não ser mencionadas) presentes e que estejam incluídas como fatores a incluir na classificação; 4) relativamente às diferenças observadas nos tempos de internamento até ao desfecho, parte destas pode ser explicada pela presença de animais que morreram devido a problemas associados com a pancreatite em ambos os estudos, enquanto no presente estudo todos os cães foram submetidos a eutanásia, o que pode ter encurtado o tempo de internamento dos mesmos ou até mesmo alterado o seu desfecho. No estudo de Mansfield, James & Robertson (2008) são ainda excluídos todos os pacientes que foram submetidos a eutanásia por razões não médicas, enquanto no presente estudo os motivos para a eutanásia não foram considerados.