2. Teori
2.4 Beskrivelse av metoder
2.4.1 Sveipelektronmikroskopering
Os participantes deste estudo, pais e professores, foram orientados sobre os objetivos da pesquisa, e sobre o termo de Consentimento Livre Esclarecido, confeccionado em duas
vias, sendo uma do pesquisado e outra do pesquisador. Não houve resistência em assiná-lo. Todos que foram abordados assinaram livremente e conscientes.
A priori, visitamos as escolas indicadas, com documento de autorização em mãos,
assinado pela Secretaria de Educação do município, com o objetivo de solicitar autorização para início da pesquisa e agendamento de reunião com os pais e professores para realizarmos a aplicação do questionário. Na ocasião, pedimos também autorização para agendarmos um dia de coleta de dados dos prontuários dos alunos com DI e do histórico escolar dos mesmos. Alguns diretores nos atenderam bem e se mostraram interessados pela pesquisa, outros foram indiferentes. Alguns diretores aceitaram fazer o agendamento para aplicação dos questionários, porém quanto aos questionários a serem respondidos pelos professores, por sugestão dos coordenadores das escolas, estes foram deixados para responderem no momento em que desejassem: no HTPC dos mesmos ou no momento que julgassem melhor, sob a alegação dos coordenadores das escolas de acúmulo de trabalho de final de ano e que talvez os professores não tivessem interesse em respondê-los. Tivemos duas escolas nas quais, apesar de deixarmos os questionários e termos voltado várias vezes para recolhê-los, os coordenadores justificaram ainda não ter tido tempo de repassá-los. Insistimos ainda por meio de telefonemas e, após meses de insistência, desistimos. A reunião de pais foi agendada em algumas escolas, e começamos a coleta de dados no dia 16 de novembro de 2014, encerrando- se em 16 de maio de 2015. A presença de pais foi expressiva em apenas uma escola; nas demais escolas, poucos pais compareceram. Os professores justificaram que muitos pais nunca compareceram na escola para saber da vida escolar dos filhos.
No primeiro momento, explicamos aos pais o objetivo de nossa pesquisa e os conscientizamos sobre o TCLE. Todos os pais que compareceram na reunião aceitaram responder a pesquisa.
Sobre o acesso ao histórico escolar dos alunos nas escolas, tivemos alguns casos de resistência, algumas diretoras dificultaram esse acesso com a justificativa de que esses dados são sigilosos, mesmo estando com a autorização da pesquisa em mãos, assinada pela Secretaria de Educação. Em algumas escolas, tivemos que voltar várias vezes para esse convencimento e em algumas delas não conseguimos resposta alguma, fato este que nos frustrou, pois nosso objetivo era colher o maior número possível de dados. Porém, em outras escolas, as diretoras foram acolhedoras e prontamente permitiram o acesso aos prontuários dos alunos. Pareciam entender o objetivo e a importância de uma pesquisa. Em todas as escolas a que tivemos acesso, os professores das salas de recursos foram amáveis e nos atenderam contribuindo nos acessos aos prontuários dos alunos para que pudéssemos concluir
nossa pesquisa em relação ao aluno com DI. O número de professores que trabalham com a inclusão, segundo a Secretaria da Educação, é de aproximadamente 180 professores, porém, ao visitarmos as escolas, percebemos que muitos professores têm a jornada de trabalho dobrada; então esse número caiu expressivamente.
Não soubemos de casos de resistência por parte dos professores para responderem o questionário, tivemos apenas dois coordenadores que não repassaram o questionário, alegando falta de tempo para essa contribuição, mas mesmo assim tivemos 81 questionários respondidos por professores.
Quanto aos pais, algumas escolas colaboraram em marcar reunião para a aplicação do questionário, porém algumas escolas justificaram que não poderiam marcar reunião, pois no final do ano muitas escolas estavam entrando em reforma e por conta de outras reuniões já agendadas com outros objetivos, ficaria difícil esse agendamento. Para esses casos e outros, como das escolas que agendaram e houve muitas faltas dos pais, recorremos então aos endereços das famílias e algumas pesquisas foram feitas nas residências.
Trabalho árduo, pois havia muitos endereços desatualizados e isso demandou muito tempo, além do que as famílias se sentiram muito à vontade para fazer questionamentos, lamentações sobre o filho com DI. Pareciam nos ver como uma assistente social ou psicóloga. Contavam histórias de vida, e pareciam querer uma solução para os problemas enfrentados com os filhos com deficiência. Situação embaraçosa, pois tínhamos receio de fazer observações que pudessem influenciar na pesquisa. Não houve nenhuma resistência por parte dos familiares em atender nossa pesquisa nas residências.
Apesar de ter sido trabalhosa esta pesquisa, eu me vi em outro contexto, o de perceber o quanto essas famílias estão necessitadas de orientações e o quanto a falta de conhecimento pode cristalizar barreiras que impedem o crescimento das pessoas colocando-as numa situação de inconformismo e ao mesmo tempo de conformismo. Houve um pai de um aluno (Pai 61) que questionou se o Conselho Tutelar poderia puni-lo por estar ensinando o filho (DI) de 16 anos a trabalhar com ele numa oficina da qual é proprietário.
A mãe (número 6) de outro aluno questionou sobre sua filha ter terminado o nono ano, se o Conselho Tutelar poderia cobrar dela por não querer mais enviar a filha na escola, na alegação de que ela não teria condições de frequentar o ensino médio. A mãe (número 49) de outro aluno pesquisado nos perguntou “o que vou fazer com esse menino, ele é burro, não aprende nada”. Uma mãe (número 43), com quatro filhos adotados, sendo todos com deficiência e ainda na fase escolar, dizia querer que o menor tivesse acesso à APAE pois o mais velho dela aprendeu muito na APAE e por isso agora estava na classe regular e
conseguindo evoluir, e o menor não faz nada na escola, não aprende. E muitos outros questionamentos.
Alguns casos atípicos na aplicação do questionário nos chamaram atenção: um dos casos mostrou que, na separação, a mãe abandonou os 4 filhos (todos com deficiência) e o pai é que ficou com a responsabilidade dos mesmos com a ajuda de uma irmã, e pudemos perceber, pelo registro no formulário dos alunos (132, 133, 134), que o pai é muito presente na vida dos filhos.