2. ET SAMFUNNSØKONOMISK PERSPEKTIV
2.5 En stilisert modell som viser virkninger av utbyggingsavgifter
2.5.3 Svakheter ved modellen og modellens relevans for norske forhold
Em relação à organização da educação nesta área, a Computer Science Teachers Association (CSTA) considera existirem três áreas na oferta da computing education: (i) Tecnologias Educativas (TE), associadas à utilização dos computadores como ferramentas, numa perspetiva curricular transversal; (ii) Ciências da Computação (CC), associadas ao desenho, criação, teste e verificação dessas ferramentas e; (iii) Tecnologias de Informação (TI), consideradas uma ciência aplicada, interessada na utilização e implementação de sistemas. São definidas como “the proper use of technologies by which people manipulate and share information in its various forms” (Computer Science Teachers Association, 2011, p. 6).
No Reino Unido, a organização Computing at School (2012b) numa proposta de revisão curricular, classifica e define as áreas do seguinte modo:
The term ‘Computing’ refers to the whole of the curriculum related to the use of computers. The constituent parts are Computer Science (CS), Information Technology (IT), digital literacy (dl) and Technology Enhanced Learning (TEL). This document is concerned with the Computer Science aspect of the Computing curriculum. (p. 3)
A importância de promover a literacia digital originou a proposta de uma nova disciplina denominada ICT, por ocasião de uma reforma educativa no Reino Unido, em 1997. Esta designação seria universalmente adotada após publicação pela UNESCO de duas propostas de currículo, uma para TIC no ensino secundário e outra
para o desenvolvimento profissional de professores (Weert, 2000; Anderson & Weert, 2002).
Segundo a proposta de Anderson e Weert (2002), a educação nesta área do conhecimento é organizada em torno de três áreas definidas do seguinte modo:
Informatics (computing science): . . . the science dealing with the
design, realization, evaluation, use, and maintenance of information processing systems, including hardware, software, organizational and human aspects, and the industrial, commercial, governmental and political implications of these. Informatics technology: . . . The technological applications (artifacts) of informatics in society.
Information and communication technology, or ICT: the
combination of informatics technology with other, related technologies, specifically communication technology. (Anderson & Weert, 2002, pp. 12-13).
Estes autores propõem que a definição de ICT seja abrangente a toda esta área do conhecimento e a toda a atividade relacionada com a Informática:
In this book, these three definitions have been collapsed into a single, all encompassing, definition of ICT. This definition implies that ICT will be used, applied, and integrated in activities of working and learning on the basis of conceptual understanding and methods of informatics. (Anderson & Weert, 2002, p. 13; Weert, 2000, p. 9)8
A inclusão da disciplina de TIC no currículo de inúmeros países, nomeadamente em Portugal, em 2003, teve como consequência em contextos educativos a sigla TIC passar a ser associada ao ensino de tecnologias e com tecnologias, em detrimento da palavra Informática. Para além disso, a Informática passou a ser considerada uma área de aplicação de cariz mais técnico, estando TIC associada a uma perspetiva mais abrangente e transversal da utilização da Informática em contextos educativos.
Esta mudança conceptual e terminológica teve a sua origem na necessidade de colocar a literacia digital como conteúdo nuclear do currículo, a par com a literacia numérica e o domínio da Língua Materna, em linha com a estratégia de Lisboa.
8
A organização CAS, no entanto, apresenta uma definição alternativa, distinguindo e delimitando TIC e CS: “Computer Science and ICT are complementary subjects. Computer Science teaches a student how to be an effective author of computational tools (i.e. software), while ICT teaches how to be a thoughtful user of those tools.” (Computing at School, 2012a, p. 11).
Numa declaração conjunta, a NAACE a ITTE e a CAS distinguem clara e objetivamente TIC e Informática, propondo a coexistência de ambas no currículo Britânico, cada uma com seu propósito e objetivo bem definidos (NAACE, ITTE, and the Computing at School Working Group, 2012).
Em Portugal, Miranda (2007, pp. 42-43) tem uma visão semelhante desta problemática. A autora apresenta o conceito Tecnologia Educativa como sinónimo de Tecnologias Aplicadas à Educação, ambos associados à tradição anglo-saxónica que valoriza as teorias comportamentalistas e cognitivistas. A autora define TIC como a conjugação da Informática com as tecnologias de comunicação, as quais, quando aplicadas para fins educativos, podem ser consideradas um subdomínio das Tecnologias Educativas. Estas, por sua vez, contribuem para a Literacia Informática, que a autora integra no conceito de Educação Tecnológica.
A autora refere ainda que o modo como a disciplina de TIC existe no currículo em Portugal não está em sintonia com a Educação Tecnológica, deixando em aberto o debate sobre o modo como a Educação Tecnológica/Literacia Digital devem ser promovidas: se através de uma disciplina específica, se através de uma integração transversal das tecnologias no currículo.
As mudanças de terminologia, de conceptualização desta área do conhecimento e da sua relação com a educação são também visíveis na análise histórica da relação entre as Tecnologias de Informação e a educação feita por Watson (2011). Esta autora considera a existência de quatro períodos históricos:
Até ao final dos anos 1970, as tecnologias mantiveram-se nas mãos de poucos departamentos universitários de Matemática e Ciências da Computação. Na década de 1980, com o advento do computador pessoal, as Ciências da Computação floresceram. Neste período, a designação Ciências da Computação e outras utilizadas na altura, como instrução assistida por computador ou computação educacional, foram substituídas por uma expressão mais generalista e abrangente: Information Technologies (IT).
No período compreendido entre 1990 e 2005 esta expressão foi mais uma vez substituída por outra - Tecnologias da Informação e Comunicação - refletindo a nova relação entre as Tecnologias enquanto fornecedoras de Informação e a integração destas com as Comunicações. A autora considera que neste período as TIC deixaram de estar reservadas aos especialistas, passando a estar disponíveis para se integrarem transversalmente, nos processos de ensino e aprendizagem.
A autora afirma ainda que entre 2006 e 2010 ocorreu uma nova mudança de terminologia. Considerando o modo como a tecnologia e o digital estão embebidos no nosso dia a dia, alterando as nossas rotinas e o modo como interagimos, produzimos e consumimos informação, a autora propõe uma nova designação: tecnologias digitais.