Em m anuel
FI LOSOFI A
1 1 5 – É a Filosofia a int erpretação sint ét ica de todas as atividades do espírito em
evolução na Terra?
- A Filosofia const it ui, de fat o, a súm ula das at ividades evolut ivas do Espírit o encarnado, na Terra.
Suas equações são as energias que fecundam a Ciência, espirit ualizando- lhe os princípios, até que unidas um as à outra, indissoluvelm ent e, penet rem o át rio divino das verdades eternas.
Da Obra “ O CONSOLADOR” – Espírito: EMMANUEL – Médium : FRANCI SCO CÂNDI DO XAVI ER Digitado por: Lúcia Aydir.
I
VI DA
APRENDI ZADO
Em m anuel 1 1 6 – O hom em físico est á sem pre ligado ao seu pret érit o espirit ual?
- Com o a m aioria das criaturas hum ana se encontra em lutas expiatórias, podem os figurar o hom em terrestre com o alguém a lutar para desfazer- se do seu próprio cadáver, que é o passado culposo, de m odo a ascender para a vida e para a luz que residem em Deus.
Essa im agem tem o- la na sem ente do m undo que, para desenvolver o em brião, cheio de vitalidade e beleza, necessita do tem porário estacionam ento no seio lodoso da Terra, a fim de se desfazer do seu envoltório, crescendo, em seguida, para a luz do Sol e cum prindo sua m issão sagrada, enfeit ada de flores e frutos. 1 1 7 – A int eligência, j ulgada pelo padrão hum ano, será a súm ula de várias
experiências do Espírito sobre a Terra?
- Os valores int elect ivos represent am a som a de m uitas experiências, em várias vidas do Espírito, no plano m aterial. Um a inteligência profunda significa um
im enso acervo de lut as planet árias. At ingida essa posição, se o hom em guarda consigo um a expressão idêntica de progresso espiritual, pelo sentim ento, então estará apto a elevar- se a novas esferas do I nfinito, para a conquist a de sua perfeição.
1 1 8 – Com o se regist ram as experiências do Espírit o em um a encarnação, para
servirem de pat rim ônio evolut ivo nas encarnações subseqüentes?
- É no próprio patrim ônio íntim o que a alm a registra as suas experiências, no aprendizado das lutas da vida, acerca das quais guardará sem pre um a lem brança inata nos trabalhos purificadores do porvir.
1 1 9 – Com o devem os proceder para dilatar nossa capacidade espiritual?
- Ainda não encontram os um a fórm ula m ais elevada e m ais bela que a do esforço próprio, dentro da hum ildade e do am or, no am biente de trabalho e de lições da Terra, onde Jesus houve por bem instalar a nossa oficina de perfect ibilidade para a fut ura elevação dos nossos dest inos de espírit os im ort ais.
1 2 0 – Pode exist ir int eligência sem desenvolvim ent o espirit ual?
- Direm os, m elhor: int eligência hum ana sem desenvolvim ent o sent im ent al, porque nesse desequilíbrio do sent im ent o e da razão é que repousa at ualm ent e a dolorosa realidade do m undo. O grande erro das criaturas hum anas foi entronizar apenas a inteligência, olvidando os valores legítim os do coração nos cam inhos da vida.
1 2 1 – O m eio am bient e influi no espírit o?
- O m eio am biente em que a alm a renasceu, m uitas vezes constitui a prova expiatória; com poderosas influências sobre a personalidade, faz- se indispensável que o coração esclarecido coopere na sua transform ação para o bem , m elhorando e elevando as condições m ateriais e m orais de todos os que vivem na sua zona de influenciação.
1 2 2 –Que se deve fazer para o desenvolvim ent o da int uição?
- O cam po do estudo perseverante, com o esforço sincero e a m editação sadia, é o grande veículo de am plitude da intuição, em todos os seus aspectos.
1 2 3
–
Deve o crente criar im posições absolutas para si m esm o, no sentido de alcançar m ais depressa a perfeição espiritual?O crente deve esforçar- se o m ais possível, m as, de m odo algum , deve nutrir a pretensão de atingir a superioridade espiritual com pleta, de um a só vez, porquanto a vida hum ana é aprendizado de lutas purificadoras e, no cadinho do resgate, nem sem pre a tem peratura pode ser am ena, alcançando, por vezes, ao m ais alto grau para o desiderato do acrisolam ento.
Em todas as circunstâncias, guarde o cristão a prece e a vigilância; prece ativa, que é o trabalho do bem , e vigilância, que é a prudência necessária, de m odo a não trair novos com prom issos. E, nesse esforço, a alm a estará preparada a
estruturar o futuro de si m esm a, no cam inho eterno do espaço e do tem po, sem o desalento dos tristes e sem a inquietação dos m ais afoitos.
1 2 4 - Qual a im port ância da palavra hum ana para as conquist as evolut ivas do espírit o? - A palavra é um dom divino, quando acom panhada dos atos que a testem unhem ; e é através de seus caracteres falados ou escrit os que o hom em recebe o patrim ônio de experiências sagradas de quantos o antecederam no m ecanism o evolut ivo das civilizações. É por int erm édio de seus poderes que se transm ite, de gerações a gerações, o fogo divino do progresso na escola abençoada da Terra.
1 2 5 –Reconhecendo que os nossos am igos do plano espiritual estão sem pre ao nosso
lado, em todos os trabalhos e dificuldades, a fim de nos inspirar, quais os m aiores obstáculos que a sua bondade encontra em nós, para que recebam os os seus socorro indireto, afetuoso e eficiente?
- Os m aiores obstáculos psíquicos, antepostos pelo hom em terrestre aos seus am igos e m ent ores da espirit ualidade, são oriundos da ausência de hum ildade sincera nos corações; para o exam e da própria situação de egoísm o, rebeldia e necessidade de sofrim ento.
1 2 6 –As vibrações relat ivas ao bem e ao m al, em itidas pela alm a encarnada no seu
aprendizado terrestre, persistem no Espaço para exam e e ponderação do futuro?
- Haveis de convir convosco que existem fenôm enos físicos, transcendentes em dem asia, para que possam os exam ina- los, devidam ente, na pauta exígua dos vossos conhecim entos atuais.
Todavia, em se tratando de vibrações em it idas pelo Espírit o encarnado, som os com pelidos a reconhecer que essas vibrações ficam perenem ente gravadas na m em ória de cada um ; e a m em ória é um a chapa fotográfica, onde as im agens j am ais se confundem . Bastará a m anifestação da lem brança, para serem levadas a efeito todas as ponderações, m ais tarde, no capítulo das expressões do m al e do bem .
1 2 7 –O preceito do “ corpo são, m entalidade sadia” , poderá ser observado tão-
som ente pelo hábito dos esportes e labores atléticos?
- No que se refere ao; “ corpo são” , o atletism o tem papel im portante e seria de ação das m ais edificant es nos problem as da saúde física, se o hom em na sua vaidade e egoísm o não houvesse viciado, tam bém , a fonte da ginástica e do esporte, transform ando- a em tablado de entronização da violência, do abastardam ento m oral da m ocidade, iludida com a força bruta e enganada pelos im perativos da cham ada eugenia ou pelas com petições estranhas dos grupos sectários, desviando de suas nobres finalidades um dos grandes m ovim entos coletivos em favor da confraternização e da saúde.
Bastará essa observação para com preenderm os que a “ m entalidade sadia” som ent e const it uirá um a realidade quando houver um perfeit o equilíbrio ent re os m ovim entos do m undo e as conquistas interiores da alm a.
- A vida do anim al não é propriam ente m issão, apresentando, porém , um a finalidade superior que constitui a do seu aperfeiçoam ento próprio, através das experiências benfeitoras do trabalho e da aquisição, em longos e pacientes esforços, dos princípios sagrados da inteligência.
1 2 9 – É um erro alim ent ar- se o hom em com a carne dos irracionais?
- A ingestão das vísceras dos anim ais é um erro de enorm es conseqüências, do qual derivaram num erosos vícios da nut rição hum ana. É de last im ar sem elhant e situação, m esm o porque, se o estado de m at erialidade da criat ura exige a cooperação de determ inadas vitam inas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem a necessidade absoluta dos m at adouros e frigoríficos.
Tem os de considerar, porém , a m áquina econôm ica do interesse e da harm onia colet iva, na qual t ant os operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para o outro, sem perigos graves. Consolem o- nos com a visão do porvir, sendo j usto trabalharm os, dedicadam ente, pelo advento dos tem pos novos em que os hom ens terrestres poderão dispensar da alim entação os despoj os sangrentos de seus irm ãos inferiores.
1 3 0 – Operários do aprendizado terrestre, com o devem os encarar o texto sagrado do
“ lem bra- te do dia de sábado para santifica- lo” , quando as obrigações de serviço proporcionam para isso os dom ingos?
O descanso dom inical deve ser sagrado pelo hom em , não por se tratar de um dom ingo, m as em virtude da necessidade de se estabelecer um a pausa sem anal aos m ovim entos da vida física, para o recolhim ento espiritual da alm a em si m esm a, no cam inho das atividades terrestres. O repouso dom inical substitui perfeitam ente o sábado antigo, salientando- se que a rigidez da sua observância foi inst it uída pelos legisladores hebreus, em virtude da am bição e da prepotência dos senhores de escravos, num erosos na época, e que, som ente desse m odo, atendiam à m edida de hum anidade, concedendo um a trégua ao esforço exaustivo que costum ava aniquilar a existência de servos fracos e indefesos.
O descanso sem anal deve ser sem pre consagrado pelo hom em às expressões de espiritualidade da sua vida, sem se dar, porém , a qualquer excesso no dom ínio da letra, nesse particular, porque, após a palavra de Moisés, devem os ouvir a lição do Senhor, esclarecendo que “ o sábado foi feito para o hom em e não o hom em par ao sábado” .
Da Obra “ O CONSOLADOR” – Espírito: EMMANUEL – Médium : FRANCI SCO CÂNDI DO XAVI ER Digitado por: Lúcia Aydir.