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In document Frivillig deltid – en privatsak? (sider 78-83)

Em m anuel

2 0 4 –A alm a hum ana poder- se- á elevar para Deus, tão- som ent e com o progresso

m ora, sem os valores int elect ivos?

O sentim ento e a sabedoria são as duas asas com que a alm a se elevará para a perfeição infinita.

No círculo acanhado do orbe terrestre, am bos são classificados com o adiant am ent o m oral e adiant am ent o int elect ual, m as, com o est am os exam inando os valores propriam ente do m undo, em particular, devem os reconhecer que am bos são im prescindíveis ao progresso, sendo j usto, porém , considerar a superioridade do prim eiro sobre o segundo, porquanto a parte int elect ual sem a m oral pode oferecer num erosas perspectivas de queda, na repetição das experiências, enquanto que o avanço m oral j am ais será excessivo, representando o núcleo m ais im portante das energias evolutivas. 2 0 5 –Podem os ter um a idéia da extensão de nossa capacidade int elect ual?

- A capacidade intelectual do hom em terrestre é excessivam ente reduzida, em face dos elevados poderes da personalidade espiritual independente dos laços da m atéria.

Os elos da reencarnação fazem o papel de quebra- luz sobre todas as conquistas anteriores do Espírito reencarnado. Nessa som bra, reside o acervo de lem branças vagas, de vocações inatas, de num erosas experiências, de valores naturais e espontâneos, a que cham ais subconsciência.

O hom em com um é um a representação parcial do hom em transcendente, que será reintegrado nas suas aquisições do passado, depois de haver cum prido a prova ou a m issão exigidas pelas suas condições m orais, no m ecanism o da j ustiça divina.

Aliás, a incapacidade int elect ual do hom em físico tem sua origem na sua própria situação, caracterizada pela necessidade de provas am argas.

O cérebro hum ano é um aparelho frágil e deficiente, onde o Espírito em queda tem de valorizar as suas realizações de trabalho.

I m aginai a caixa craniana, onde se acom odam células m icroscópicas, inteiram ente preocupadas com sua sede de oxigênio, sem dispensarem por um m ilésim o de segundo; a corrent e do sangue que as irriga, a fragilidade dos filam ent os que as reúnem , cuj as conexões são de cem m ilésim os de m ilím et ro, e tereis assim um a idéia exata da pobreza da m áquina pensante de que dispõe o sábio da Terra para as suas orgulhosas deduções, verificando que, por sua condição de Espírit o caído na lut a expiatória, tudo tende a dem onstrar ao hom em do m undo a sua posição de hum ildade, de m odo que, em todas as condições, possa ele cultivar os valores legítim os do sentim ento.

2 0 6 –Com o é considerada, no plano espirit ual, a posição at ual int elect iva da Terra? - Os valores int elect uais do planet a, nos t em pos m odernos, sofrem a hum ilhação de todas as forças corruptoras da decadência. A atual geração, que tantas vezes se entregou à j actância, atribuindo a si m esm a as m ais altas conquistas no t erreno do raciocínio posit ivo, operou os m ais vast os desequilíbrios nas corrent es evolut ivas do orbe, com o seu inj ust ificável divórcio do sent im ent o. Nunca os círculos educat ivos da Terra possuíram t ant a facilidade de am plificação, com o agora, em face da evolução das artes gráficas; j am ais o livro e o j ornal foram tão largam ente difundidos; entretanto, a im prensa, quase de m odo geral, é órgão de escândalo para a com unidade e centro de interesse econôm ico para o am biente particular, enquanto que poucos livros triunfam sem o bafej o da fort una privada ou oficial, na hipót ese de vent ilarem os problem as elevados da vida.

2 0 7 –A decadência int elect ual pode prej udicar o desequilíbrio do m undo?

- Sem dúvida. E é por essa razão que observam os na paisagem polít ico- social da Terra as aberrações, os absurdos teóricos, os extrem ism os operando a inversão de todos os valores.

Excessivam ente preocupados com as suas extravagâncias, os m issionários da inteligência trocaram o seu labor j unto ao espírito por um lugar de dom ínio, com o os sacerdotes religiosos que perm utaram a luz da fé pelas prebendas tangíveis da situação econôm ica. Sem elhante situação operou naturalm ente o m ais alt o desequilíbrio no organism o social do planet a, e, com o prova real desse asserto, devem os recordar que a guerra de 1914- 1918 custou aos povos m ais int elect ualizados do m undo m ais de cem m il bilhões de francos, salientando- se que, com m enos de centésim a parte dessa im portância,

poderiam essas nações haver expulsado o fant asm a da sífilis do cenário da Terra.

2 0 8 - Há um a tarefa especializada da inteligência no orbe terrestre?

- Assim com o num erosos Espíritos recebem a provação da fortuna, do poder transitório e da autoridade, há os que recebem a incum bência sagrada, em lutas expiatórias ou em m issões santificantes, de desenvolverem a boa tarefa da inteligência em proveito real da coletividade.

Todavia, assim com o o dinheiro e a posição de realce são am bientes de luta, onde t odo êxit o espirit ual se t orna m ais porfiado e difícil, o dest aque int elect ual, m uitas vezes, obscurece no m undo a visão do Espírito encarnado, conduzindo- o à vaidade inj ust ificável, onde as int enções m ais puras ficam aniquiladas.

2 0 9 –O escritor de determ inada obra será j ulgado pelos efeitos produzidos pelo seu

labor intelectual na Terra?

- O livro é igualm ente com o a sem eadura. O escritor correto, sincero e bem - int encionado é o lavrador prevident e que alcançará a colheita abundante e a elevada ret ribuição das leis divinas à sua at ividade. O lit erat o fút il, am igo da insignificância e da vaidade, é bem aquele trabalhador preguiçoso e nulo que “ sem eia ventos para colher tem pestades” . E o hom em de inteligência que vende a sua pena, a sua opinião e o seu pensam ento no m ercado da calúnia, do int eresse, da am bição e da m aldade, é o agricult or crim inoso que hum ilha as possibilidades generosas da Terra, que rouba os vizinhos, que não plant a e não perm it e o desenvolvim ento da sem eadura alheia, cult ivando espinhos e agravando responsabilidades pelas quais responderá um dia, quando houver despido a indum entária do m undo, para com parecer ante as verdades do I nfinito.

2 1 0 –Os t rabalhadores do Espirit ism o devem buscar os int electuais para a

com preensão dos seus deveres espirituais?

- Os operários da doutrina devem estar sem pre bem dispostos na oficina do esclarecim ento, todas as vezes que procurados pelos que desej em cooperar sinceram ente nos seus esforços. Mas provocar a atenção dos outros no intuito de regenera- los, quando todos nós, m esm os os desencarnados, estam os em função de aperfeiçoam ento e aprendizado, não parece m uito j usto, porque estam os ainda com um dever essencial, que é o da edificação de nós m esm os. No labor da Doutrina, tem os de convir que o Espiritism o é o Cristianism o redivivo pelo qual precisam os fornecer o testem unho da verdade e, dentro do nosso conceito de relatividade, todo o fundam ento da verdade da Terra está em Jesus- Crist o.

A verdade t riunfa por si, sem o concurso das frágeis possibilidades hum anas. Alm a algum a deverá procura- la supondo- se elem ento indispensável à sua vitória. Com seu órgão no planeta, o Espiritism o não necessita de determ inados hom ens para consolar e instruir as criaturas, depreendendo- se que os próprios intelectuais do m undo é que devem buscar, espontaneam ente, na fonte de conhecim entos doutrinários, o benefício de sua ilum inação.

2 1 1 –Com o com preender a noção de personalidade?

- A com preensão da personalidade, no m undo, vem sendo m uito desviada de seus legítim os valores, pelos espíritos excêntricos, altam ente preocupados em se destacarem no vasto m undo das letras. Entendem m uitos que “ ter personalidade” é possuir espírito de rebeldia e de contradição na palavra sem pre pronta a criticar os outros, no esquecim ento de sua própria situação. Outros entendem que o “ hom em de personalidade” deve sair m undo a fora, buscando posições de notoriedade em falsos triunfos, porquanto exigem o olvido pleno dos m ais sagrados deveres do coração. Poucos se lem braram dos bens da hum ildade e da renúncia, para a verdadeira edificação pessoal do hom em , porque, para a esfera da espiritualidade pura, a conquista da ilum inação ínt im a vale t udo, considerando que todas as expressões da personalidade prej udicial e inquieta do hom em terrestre passarão com o tem po, quando a m orte im placável houver descerrado a visão real da criatura.

2 1 2 –O hom em sem grandes possibilidades int elect uais é sem pre um hom em

m edíocre?

- O conceito de m ediocridade m odifica- se no plano de nossas conquistas universalistas, depois das transições da m orte.

Aí no m undo, costum ais entronizar o escrit or que enganou o público, o polít ico que ultraj ou o direito, o capitalista que se enriqueceu sem escrúpulos de consciência, colocados na galeria dos hom ens superiores. Exaltando- lhes os m éritos individuais com extravagâncias louvam inheiras, m uitos falais em “ m ediocridade” , sem “ rebanho” , em “ rotina” , em “ personalidade superior” .

Para nós, a virt ude da resignação dos pais de fam ília, crit eriosos e abnegados, no extenso rebanho de atividades rotineiras da exist ência t errest re, não se com para em grandeza com os dotes de espírito do intelectual que gesticula desesperado de um a tribuna, sem qualquer edificação séria, ou que se em aranha em confusões palavrosas na esfera literária, sem a preocupação sincera de aprender com os exem plos da vida.

O trabalhador que passa a vida inteira trabalhando ao Sol no am anho da terra, fabricando o pão saboroso da vida, tem m ais valor para Deus que os artistas de inteligência viciada, que outra coisa não fazem senão perturbar a m archa divina das suas leis.

Vede, portanto, que a expressão de intelect ualidade vale m uit o, m as não pode prescindir dos valores do sentim ento em sua essência sublim e, com preendendo- se afinal, que o “ hom em m edíocre” não é o trabalhador das lides terrestres, am oroso de suas realizações do lar e do sagrado cum prim ento de seus deveres, sobre cuj a abnegação erigiu- se a organização m aravilhosa do pat rim ônio m undano.

2 1 3 –Devem os acalentar a preocupação de adquirir os elem entos do cham ado

m agnet ism o pessoal?

- Essa preocupação é m uito nobre, m as ninguém suponha realiza- la tão- só com a experiência da leit ura de livros pert inent es ao assunt o.

Não são poucos os que buscam essa literatura, desej osos de fórm ulas m ágicas no cam inho do m enor esforço.

Todavia, o que indispensável salientar pe que nenhum estudioso pode conquistar sim patia sem que haj a transform ado o coração em m anancial de bondade espontânea e sincera. Na vida não basta saber. É im prescindível com preender. Os livros ensinam , m as só o esforço próprio aperfeiçoa a alm a para a grande e abençoada com preensão. Esqueça a conquista fácil, a operação m ecânica; inj ustificáveis nas edificações espirituais, e volvei a atenção e o pensam ento para o vosso próprio m undo interior. Muita coisa aí se tem a fazer e, nesse bom trabalho, a alm a se ilum ina, naturalm ente, aclarando o cam inho de seus irm ãos.

2 1 4 –Com o int erpret ar os im pulsos daqueles que acredit am na influência dos

cham ados t alism ãs da felicidade pessoal?

- Criaturas há que, para m anter sua energia espiritual sem pre ativa, precisam concentrar a atenção em algum obj eto tangível, visando os estados sugestivos indispensáveis às suas realizações, com o esses crentes que não prescindem de im agens e sím bolos m ateriais para adm itir a eficácia de suas preces.

Ficam certos, porém , de que o talism ã para a felicidade pessoal, definit iva, se constitui de um bom coração sem pre afeito à harm onia, à hum ildade e ao am or, no integral cum prim ento dos desígnios de Deus.

2 1 5 –Os cham ados “ hom ens de sort e” são guiados pelos Espírit os am igos?

- Aquilo que convencionastes apelidar “ sorte” representa um a situação natural no m apa de serviços do Espírito reencarnado, sem que haj a necessidade de adm itirdes a intervenção do plano inviável na execução das experiências pessoais.

A “ Sort e” é t am bém um aprova de responsabilidade no m ecanism o da vida, exigindo m uit a com preensão da criat ura que a recebe, no que se refere à m isericórdia divina, a fim de não desbarat ar o pat rim ônio de possibilidades sagradas que lhe foi conferido.

2 1 6 –O “ am or- próprio” , o “ brio” , o “ carát er” , a “ honra” , são atitudes que a sociedade

hum ana reclam a da personalidade; com o proceder em tal caso, quando os fatos colidem com os nossos conhecim ent os evangélicos?

- O círculo social exige sem elhantes atitudes da personalidade, contudo, essa m esm a sociedade ainda não soube entende- las, senão pela pauta das suas convenções, quando o am or- próprio, o brio, o caráter e a honra deveriam ser traços do aperfeiçoam ento espiritual e nunca dem onstrações de egoísm o, de vaidade e orgulho, quais se m anifest am , com um ente, na Terra.

Quando o hom em se cristianizar, com preendendo essas posições m orais no seu verdadeiro prism a, não m ais se verificará qualquer colisão entre os acontecim entos da existência com um e os seus conhecim entos do Evangelho, porquanto o seu esforço será sem pre o da cooperação sincera a favor do reerguim ento e da elevação espiritual dos sem elhantes.

2 1 7 –Qual o m odo m ais fácil de levar a efeito a vigilância pessoal, para evitar a queda

em tent ações?

- A m aneira m ais sim ples é o de cada um est abelecer um t ribunal de aut ocrít ica, em consciência própria, procedendo para com outrem , na m esm a conduta de retidão que desej a da ação alheia para consigo próprio.

Da Obra “ O CONSOLADOR” – Espírito: EMMANUEL – Médium : FRANCI SCO CÂNDI DO XAVI ER Digitado por: Lúcia Aydir.

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